ADAIL AUGUSTO AGOSTINI – ALEGRETE-RS

Dom Luiz Berto:

STF lança edital para comprar R$ 1,1 milhão em comidas e vinhos de altíssima qualidade para seus ministros.

O edital se refere à contratação de um fornecedor para as refeições servidas na Corte (e bota CORTE nisso!!!).

Os ministros do STF – que pelo visto estão lá só para “encher a pança e tomar seus porres” – EXIGEM serviços de café da manhã, passando pelo “brunch“, almoço, jantar e coquetel.

A lista, abaixo, dos (perceba-se o deboche do nome!!!) “serviços de fornecimento de refeições institucionais“, custará uma “merrequinha” de só R$ 1,134 milhãozinho, ou seja, apenaszinho a “mixariazinha” de R$ 103.090, 90 – ou sejam, a bagatelazinha de só 104 salários-minimos!!! – por cada um(a dos 11 que freqüentam (às vezes) o $TF.

Com vemos, são só uns petisquinhos fornecíveis por qualquer boteco-de-periferia:

Bobô de camarão,
bacalhau a Gomes de Sá,
frigideira de siri,
moqueca (capixaba e baiana),
camarão à baiana,
medalhões” de lagosta com molho de manteiga queimada,
arroz de pato,
vitela assada,
codornas assadas,
carré” de cordeiro,
medalhões de filé
e “tournedos de filé“, com molho de mostarda, pimenta e castanha de caju com gengibre.

Mais uns vinhozinhos quaisquer, para auxiliar na digestão e criar o clima de confraternização:

Vinho tinto fino seco (Tannat ou Assemblage, safra igual ou posterior a 2010 e que “tenha ganhado pelo menos 4 (quatro) premiações internacionais”).

O vinho, em sua totalidade, deve ter sido envelhecido em barril de carvalho francês, americano ou ambos, de primeiro uso, por período mínimo de 12 (doze) meses.

“Se a uva for tipo Merlot, só serão aceitas as garrafas de safra igual ou posterior a 2011.”

Vinhos brancos, “uva tipo Chardonnay, de safra igual ou posterior a 2013, com no mínimo quatro premiações internacionais.”

E umas outras bebidinhas, para abrir o apetite e/ou relaxar :

A caipirinha deve ser feita com “cachaça de alta qualidade”, leia-se: “cachaças envelhecidas em barris de madeira nobre por 1 (um) ou 3 (três) anos.”

Destilados, como uísques de malte, de grão ou sua mistura, “têm que ser envelhecidos por 12, 15 ou 18 anos”.

“As bebidas deverão ser perfeitamente harmonizadas com os alimentos”, descreve o edital.

Interessante é que – a não ser que hajam toneladas pessoais e reservadas nos freezers do $TF ou estejam de regimes severos para emagrecer ou por recomendações médicas – esqueceram das sobremesas.

Também pode ser por esquecimento devido as naturais preocupações funcionais, as inúmeras viagens, aos convites variados, etc….

O Tofodido afirma que esse modestíssimo e limitadíssimo cardápio de barzinho-de-esquina, do tipo “bife-sujo”, foi exaustivamente estudado (junto com seus pares) para não dar motivo de nenhuma reclamatória da elite brasileira que ganha a exorbitância de 1 (um) salário-minimo, e que – por pessimamente sustentá-los e pagar uma “mixaria” de um salário-de-fome para eles e para elas – vive diuturna e sadicamente reclamando de seus minguados proventos, de algum que outro beneficiozinho, apesar de seus exemplares desempenhos.

Afinal, eles são ou não são – e proclamam isso, sempre, aos quatro-ventos, no mais alto e bom som – os ínclitos e divinos Gurdiões da Consituição (artigo 102)?

Como diz o historiador Marco Antônio Villa – cronista do programa matinal “Jornal da Manhã” da Jovem Pan, autor do vídeo e do texto abaixo – parodiando o belo hino do Santos Futebol Clube:

“Nascer, viver e no STF morrer, é um privilégio que nem todos podem ter.”

E para estragar totalmente o fim-de-semana dos leitores fubânicos vejamos alguns inacreditáveis gastos, algumas injustificáveis justificativas e algumas despudoradas mordomias dos “urubus-de-toga” do $TF (“Só Tem Filhos-da-putas” ou “Supremos Trapaceiros Fedidos”), no seu vídeo:

E – para ficarem mais irritados e furiosos ainda – mais informações, detalhes e números escabrosos, no seu texto “Os privilégios do STF” cliquem aqui

“O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso.” (Hannah Arendt 1906-1975)

Um baita abraço,

Desde o Alegrete – RS,

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