DEU NO JORNAL

Rodrigo Constantino

“As pesquisas, os dados e a experiência em outros países mostram que é seguro reabrir as escolas”, afirma Viviane Senna. A presidente do Instituto Ayrton Senna, que ela fundou há 25 anos com o propósito de melhorar a educação no Brasil, se tornou um dos mais respeitados nomes do país nesse setor, apesar de receber críticas legítimas à direita por afinidade com o globalismo, a visão importada da pedagogia “progressista”.

Para a empresária e psicóloga, desde que respeitados os protocolos de segurança, os prejuízos não são o de reabrir escolas, mas o de mantê-las fechadas. Em entrevista à Folha, armada de estudos sobre a pandemia no mundo, Viviane afirma que não é à toa que o Brasil esteja entre os últimos países a reabrir escolas, quando praticamente todas as outras atividades já foram retomadas.

“É bem representativo de qual é prioridade do país.” Critica prefeitos que adiaram a reabertura para 2021 e diz que toda a sociedade precisa tomar consciência do quão danosa é essa decisão: “Estamos condenando essa geração de crianças e jovens”.

Pois é. Será que ela será “cancelada” pela turma da Seita da Terra Parada, dos isolacionistas radicais que só querem relaxar a quarentena quando houver uma vacina? Quem mesmo repete faz tempo que é para abrir as escolas? Ah sim, Donald Trump! Tem outro que condena essa postura exagerada de prefeitos e governadores no Brasil. Lembrei o nome: Jair Bolsonaro! Mas esses precisam sempre ser demonizados, não é mesmo? Nunca acertam nada, diz a patota em sua bolha.

Estamos há 200 dias sem aulas presenciais! Isso é um absurdo, um crime! E quem mais perde são justamente os mais pobres. Não contam com babás para o casal sair para trabalhar, e normalmente não possuem a alternativa do tal home office. Ou seja, a mãe, via de regra, precisa abdicar do trabalho para cuidar dos filhos, numa casa normalmente pequena, o que gera efeitos psicológicos imprevisíveis nas crianças – e nos adultos. Tudo isso num cenário em que a média de idade dos óbitos do covid-19 é de quase 80 anos!

Pode trabalhar o pedreiro, a secretária, a cabeleireira, o motorista, o trocador, o faxineiro, o segurança, o policial, praticamente todos, menos o professor? O que há de tão especial na categoria?

Sabemos que o ensino brasileiro é dominado por sindicatos ultraesquerdistas, que detestam trabalhar, preferindo gastar o tempo com doutrinação ideológica e militância partidária. Mas temos de enfrentar essa corja de oportunistas. Chega! Abram as escolas já!

E por falar de ensino, o resultado anual do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostrou que o ensino médio público brasileiro teve a maior alta no desde que a avaliação começou a ser feita com a atual metodologia, em 2005. A equipe do ex-ministro Weintraub comemorou, com razão. Foram mudanças pontuais e simples, de maior cobrança, que permitiram esse avanço. O ex-ministro comentou:

Existem aqueles que entregam resultados, mesmo demonizados pela patota; e existem aqueles que repetem discursos bonitinhos, enquanto aplaudem criança sem aula há 200 dias!

Agora, se é fundamental abrir logo as escolas, também é crucial suspender a doutrinação ideológica, caso contrário o “ensino” não serve para nada, ou pior, serve para estragar crianças. Um exemplo claro é o que está acontecendo no Reino Unido.

Escolas do Reino Unido de ensino fundamental e médio começam a ensinar, de forma obrigatória, conteúdos sobre “identidade de gênero”, famílias e relacionamentos LGBTs e educação sexual. Essa é uma das exigências previstas na “Lei da Igualdade”, aprovada em 2010, que teve sua aplicação para a educação regulamentada em abril de 2019, com medidas compulsórias a partir de setembro de 2020.

O relatório “Educação de Relacionamentos, Relações e Educação Sexual (RSE) e Educação em Saúde” traz orientações sobre como esses temas devem ser abordados pelas escolas. Ele foi produzido pelo Departamento de Educação, setor do governo responsável por assuntos na área de educação (da infantil até o ensino superior), proteção das crianças e igualdade. O documento será revisado somente daqui a três anos.

A mesma turma que gosta de repetir “ciência, ciência, ciência” só quer saber, na prática, de ideologia, ideologia, ideologia. A ideologia de gênero é uma aberração científica, nega a própria biologia. Homem nasce homem, mulher nasce mulher. Mas eis que esse pessoal resolveu que tudo isso é subjetivo, que se você se “sente” do sexo oposto, então você É do sexo oposto! Não se pode nem mesmo falar mais em transtorno, como constava no DSM, pois isso já é “politicamente incorreto” e “ofensivo”.

Ficamos assim, então: se a criança jura que é gorda enquanto pesa 20 quilos, chamamos o médico para tratar o transtorno conhecido como anorexia. Mas se a criança é menino e acha que é menina, não importa tanto mais nem a idade, chamamos o médico para lhe fazer uma cirurgia, aplicar hormônios e transforma-la em “menina”. Os doidos assumiram o hospício e ainda trancaram os médicos nas celas!

E pior: usam o aparato estatal para enfiar goela abaixo dos normais essa ladainha insana. Querem mesmo subverter os valores, destruir as famílias e espalhar o caos, só pode. No Brasil, essa agenda “progressista” nefasta só encontrou resistência no que chamam, pejorativamente, de “bancada evangélica”. Que bom que ela existe, então!

Em suma, abram logo as escolas, e acabem com essa ideologia tosca que tem destroçado a infância e a juventude!

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