A VIDA COMO TEM SIDO E COMO TEM NOS LEVADO

Sem que possamos assegurar que a vida em sociedade teve algum tipo de progresso ou evolução, podemos garantir, isso sim, que muita coisa já não é como era cinquenta anos atrás.

Houve mudança, sim. Num somatório, algumas eram necessárias, outras nem tanto. Um exemplo perceptível, é que, com o progresso das pesquisas e da ciência em todos os mais evoluídos rincões do mundo, há quase um século se tenta descobrir a cura do câncer, e não se consegue.

A praticidade de algumas coisas melhorou. Alguns direitos foram conquistados – mas ainda não conseguiram descobrir “por que um ser humano precisa matar outro”. Os irracionais não se matam entre as espécies semelhantes.

Torçamos para que, pelos muitos dias que ainda teremos pela frente, as coisas e as relações humanas continuem melhorando.

Deixando a ansiedade de lado, trato hoje de dois momentos diferentes enfrentados pela sociedade vivente, que se dilacera, que se entretém das mais diferentes e estapafúrdias formas – mas diz ao mundo que se ama.

I – A CACIMBA

A cacimba e a tradição familiar da roça

Em muitos desses grotões interioranos Brasil à fora, uns chamam de cacimba, outros de cacimbão, e outros tantos de cisterna. Na realidade, é um buraco cavado no chão, que vai encontrar o lençol freático e um veio contínuo d´água. Me acostumei chamando de cacimba, embora Vovó quisesse que chamássemos “poço”. E ela “mandava” em nós. Sem reclamações, ou as frescuras atuais. Quem não obedecesse, estaria comprando uma briga que, no futuro, acabaria perdendo. Nem que fosse um gostoso pedaço de rapadura, ou algumas colheradas a mais, daquele gostoso caldo do almoço dominical , colocadas com carinho no prato de barro.

O que sabemos mesmo, era que, ficávamos horas e horas “puxando água” para encher os tonéis que os jumentos carregariam. Eram os “caminhos d´água” que tornavam o nosso trabalho uma poesia da eficiência, dizendo da nossa importância ao som do “roém, roém, roém” provocado pelo contato do breu com a madeira desgastada e da corda de sisal com o carretel (roldana).

Algum dia, na minha infância, puxar água para encher o pote de alguém, já foi uma forma de trabalhar para ganhar umas moedas de mil réis. Era comum faltar água em algum lugar, e as donas das casas da vizinhança nos pagavam para enchermos os potes. Com a merrequinha que ganhávamos, comprávamos revistas, íamos ao cinema, e comíamos pipocas antes do início da sessão da tarde. Era, digamos, o colorido da vida.

II – A DIFERENÇA – ÀS VEZES, “A FAMÍLIA” DESEDUCA!

Alojamento de um “Colégio Militar”

Volto a bater na tecla em caixa alta. Educar é uma coisa, e cabe à família. Entre as muitas tarefas pertencentes à família, está o “impor limites” (com o peso da palavra, mesmo: “impor”) e, nos dias atuais, os pais aprenderem e terem que dizer “não”.

As gerações passadas foram criadas de formas diferentes, sem a obrigatoriedade de dizer sempre o “sim”, como acontece nos dias de hoje. Era o “não” – e estamos conversados! Adota quem quer. Mas, quem não adotar, vai correr o risco de se dar mal. E, quase sempre, isso acontece.

Escolarizar compete à escola – neste caso, algumas escolas, inadvertidamente, estão tomando para si o papel de educar. E é aí que mora o perigo, e nisso residem os mais catastróficos conflitos no dia a dia do jovem.

Entre os primeiros sinais dessa tentativa de inversão dos papeis, está a quase imposição de que os jovens estudantes tratem as(os) professoras (es) como “tia” (tio). Ora, “tio”, é o irmão do pai ou da mãe – e nem vamos caminhar por ali, pois seria discutir a mediocridade ou o sexo dos anjos.

Quarto de dormir de jovens “educados” pelas famílias brasileiras

Mas, o que nos traz aqui, nestes poucos parágrafos é a acirrada discussão da sugestão e não da obrigatoriedade de matricular ou não, o(a) filho(a) numa escola com “orientação militar.” Como se isso estivesse sendo uma determinação. E não é.

Quem matricula o(a) filho(a) numa escola Adventista?

Alguém é obrigado matricular o(a) filho(a) numa escola adventista?

Sabe qual é mesmo o grande problema? É que a ideia vem do Governo Bolsonaro. E muitos que não votaram no 17, simples e ridiculamente, para mostrar que “são do contra”, estão tentando desconstruir a proposta. Repetimos: “proposta”! Não orientação.

É quase que a mesma babaquice (repito o termo chulo: “babaquice”) de ficar dizendo que “homossexualidade” é “orientação”, e não opção. Alguém orienta outrem para que escolha ser homossexual, para queimar a rosca?

Vai longe a pendenga. Duvido que, descumprindo as “regras” dos colégios com orientação militar, algum aluno se atreva a sair da cama sem deixa-la arrumada com os lençóis sem uma única rusga.

Diferente das camarinhas onde dorme e vivem os(as) filhos(as) de muitos dos pais atuais. Alguém vai querer exigir que o(a) filho(a) alinhe o quarto pessoal antes de sair de casa? Du-vi-d-ó-dó!

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  1. Querido ZéRamos, mais uma vez você acertou na mosca, estes babacas “petebas”, jamais passariam em um vestibular do ITA/IME ou em uma Escola Militar, daí a RAIVA, são incompetentes, não possuem conhecimento cognitivos e põem a culpa no “sistema” e não na incompetência de seus pares, quero que ELES se fodam!

    • Marcos, também acho assim. Ninguém está sendo obrigado a nada. Faz quem quer e tem competência para isso. EM TEMPO: Eu tenho dois sobrinhos, filhos do meu falecido irmão, que foram aprovados no ITA e no IME. O do ITA, cursando Engenharia Eletrônica, abandonou no oitavo período e foi cursar Jornalismo. Nunca conseguimos entender, mas era a vida dele. Hoje deve estar amargando a triste decisão. O do IME é Engenheiro Militar, sendo civil. Tá bem de vida e glorifica a Deus pelo aprendizado e pela oportunidade.

  2. Meu caro Zé Ramos, interessante esse passeio que você, de forma tão competente, nos conduz semanalmente. A questão que você coloca sobre a cura do câncer, eu dei uma resposta quando defendi minha dissertação de mestrado. Para a indústria farmacêutica curar o câncer significa um desastre econômico. Um remédio que faça isso pode ter sua patente quebrada, por questões humanitárias, e o investimento feito não se pagar. Assim, é mais importante manter o paciente dependendo dos remédios.

    • Mestre Maurício, tenho consciência disso. O leite da janaúba cura câncer. Não sei se qualquer tipo de câncer. Pelo menos o de próstata, cura. Você já soube que algum dia um índio morreu vítima de câncer? Ou alguém vai querer me dizer que índio não tem próstata?

  3. Seu artigo é uma aula de dignidade familiar.
    Hoje em dia os pais são os ´mais responsáveis
    pela má educação e orientação sexual dos filhos.
    Lí no outro dia na internet, uma mãe declarando
    sem nenhuma vergonha na cara, que para ela
    os seus filhos quando nascem não tem sexo definido,
    ela os trata ou melhor deseduca como bi-sexuais, pois
    mais tarde é que eles vão escolher a que sexo querem pertencer.
    É ou não é o máximo de estupidez ?

    • Johnny, com certeza é isso. Ela não sabe o que está dizendo. Se o jovem “escolhe ser gay”, será sempre por opção. Jamais por “orientação”. Se um jovem, aos 13 anos pede aos pais um sutiã de presente no dia do aniversário, ele apenas está optando. Ele não foi orientado à pedir o presente. Eu, sinceramente, ainda que não aprove nem um nem outro, não critico muito a homossexualidade feminina, que tem prática muito ligado às carícias e prazeres próprios do corpo humano. É diferente da homossexualidade masculina, onde o prazer, via de regra, acontece com a queimação da rosca. Não entendo que alguém possa ter prazer sendo enrabado por um Polodoro da vida. Haja prega, visse siô! Em mais um detalhe: querem convencer que isso, essa tara, não é doença! Arre égua!

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