DEU NO JORNAL

O texto da matéria da revista Veja sobre as mensagens atribuídas a Sergio Moro e Deltan Dallagnol força a mão várias vezes, como na parte em que afirma que “Dallagnol dá dicas ao ‘chefe’ sobre argumento para garantir uma prisão”.

A frase se refere ao procurador ter supostamente dito, a fim de que José Carlos Bumlai permanecesse preso: “Seguem algumas decisões boas para mencionar quando precisar prender alguém”.

Em primeiro lugar, é risível imaginar que um juiz com a experiência de Moro precisasse de dicas sobre jurisprudência.

Em segundo lugar, um procurador encaminhar exemplos de jurisprudência a um juiz não é, como diz a revista Veja, “à luz do direito, tão constrangedor quando se Cristiano Zanin Martins fosse flagrado passando a Moro argumentos para embasar um habeas-corpus a favor de Lula”. Isso ocorre diariamente na prática forense. E, ao que consta, não houve um recorta e cola da parte de Moro.

Na verdade, constrangedor seria o contrário: o juiz passando argumentos ao procurador e ao advogado. Argumentos, enfatize-se, e não a lembrança de um ou
outro documento a ser incluído no processo, para que ele forme uma peça jurídica perfeita.

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Desde que foi comprada e embolsada pelo banqueiro André Esteves, um corruptor ativo da Era PT, a revista Veja não vê mais porra alguma.

A atual fase da revista, mentirosa, oposicionista e partidária, me dá uma saudade danada dos tempos em que a publicação era uma das melhores do país.

Diz aí, Felipe Moura Brasil:

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