GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

As vacinas salvam milhões de vidas todos os anos.

No mundo inteiro, estima-se que cerca de três milhões de pessoas deixam de morrer por sarampo, poliomielite (paralisia infantil), rubéola, coqueluche e tétano, mas a quantidade total de pessoas salvas é incalculável se forem consideradas outras doenças, como gripe e tuberculose, febre amarela e dengue, meningite e hepatites, por exemplo.

Só a gripe (influenza) infecta cerca de um bilhão de pessoas por ano, causando centenas de milhares de mortes (entre 300 e 600 mil), apesar das campanhas de vacinação.

Também em torno de setecentas a oitocentas mil crianças deixam de ficar inválidas ou paralíticas graças à imunização, que costuma ser obrigatória para elas.

Além da vacinação de humanos, nossas vidas também são salvas pela vacinação maciça (obrigatória) de animais, como o gado, bovino, equino, suíno, aves e cães, pois sem a imunização eles nos transmitiriam enfermidades fatais ou incômodas – e certamente outros milhões de vidas humanas deixam de ser ceifadas por esse benefício indireto das vacinas.

Por isso, a expressão “negócio da China”, que se aplica a transações muito vantajosas, se ajusta ao uso das vacinas, chinesas ou não.

VACINAÇÃO OBRIGATÓRIA OU FACULTATIVA

Uma das discussões mais acaloradas do momento é a da obrigatoriedade, ou não, da vacinação da população brasileira contra a Covid 19.

Os que são a favor alegam que se trata de medida necessária para a proteção de toda a sociedade, uma vez que qualquer pessoa que deixe de vacinar-se poderá ser o vetor para a permanência do vírus em atividade no meio social, continuando a causar óbitos que, no Brasil, já chegam em outubro de 2020 a quase cento e sessenta mil, com aproximadamente cinco milhões e quinhentos mil infectados.

E esses, a favor, garantem que a Constituição, nos dispositivos relativos à proteção da saúde, dão sustentação à possível obrigatoriedade, de modo que uma interpretação sistemática, com foco no dispositivo de que ninguém pode ser obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei, permite a criação de lei nesse sentido.

E tanto que, dizem, leis já existem nesse sentido, inclusive a assinada pelo presidente da república neste ano de 2020 (14.035) , dando poderes “às autoridades, no âmbito de suas competências”, para, dentre outras coisas, determinar a realização compulsória de vacinação.

Os que são contra a vacinação obrigatória afirmam que são donos do próprio corpo. Dizem que a obrigatoriedade fere a liberdade individual garantida pela Constituição, embora haja leis que criam limites a liberdades individuais em favor do bem coletivo e da vida.

Têm, contudo, certa razão ao se rebelarem contra a obrigatoriedade de vacinas pouco testadas, de eficácia e efeitos colaterais postos em dúvida pela quebra de protocolos, pela queima de etapas, uma vez que em geral as vacinas levam vários anos para serem produzidas com segurança, o que não está acontecendo com a da Covid 19, que vem sendo objeto das pesquisas há apenas alguns meses.

Dando-lhes força está a garantia de Jair Messias Bolsonaro de que é ele quem manda e que a vacina não será obrigatória.

SOLUÇÃO INTERMEDIÁRIA: VACINAÇÃO OBRIGATÓRIA “PARA O GOVERNO”

Talvez fosse possível estabelecer que o governo é obrigado a vacinar toda a população e que quem não quiser ser vacinado deve recusar-se por escrito, comprometendo-se a lavar as mãos várias vezes por dia, higienizar-se com álcool gel, usar máscara direto e nunca mais sair de casa, enquanto o vírus ainda estiver andando por aí.

28 pensou em “A VACINA É UM NEGÓCIO DA CHINA?

  1. Goiano precisa defender a vacina da China.

    Então vamos falar bem de todas as vacinas.

    Varíola, poliomielite, rubéola, caxumba, sarampo, catapora, varicela, febre amarela; são todas doenças que matavam há mais de 50 anos. Hoje ou foram eliminadas ou estão controladas graças ás vacinas.

    Só que, para chegar ao ponto, muita pesquisa foi feita e a vacina que foi desenvolvida mais rápido foi em 4 anos, com uma média de 8 anos em geral.

    – Ahin, dirão alguns incautos, mas hoje temos técnicas muito mais modernas para desenvolvimento de uma vacina.

    Eu digo: não Gafanhoto, todas as vacinas que estão em desenvolvimento estão na fase 3, que é o foco em cobaias humanas adultas saudáveis com idade entre 18 e 65 anos. Se der certo nesta fase, iremos para a fase 4, a mais importante, que é o teste em crianças, idosos e pessoas com comorbidades. Esta última dura no mínimo 24 meses. E adivinhem? Esta fase será suprimida no caso da Covid.

    Tanto é verdade, que as farmacêuticas não querem assumir a responsabilidade pelas sequelas que certamente irão surgir em muitos casos. No caso da vacina Chinesa então, melhor processar o Papa, literalmente.

    Quanto à obrigatoriedade. Hoje, no programa nacional de vacinação só são obrigatórias vacinas para crianças, uma vez que estas não são capazes de decidir e as vacinas que lhes são aplicadas têm dezenas de anos de comprovação científica.

    Ahin, diria ainda o Gafanhoto (ele é chato mesmo); mas JB é incoerente, pois defende a HCQ no tratamento precoce da gripe chinesa, que não teria sido testada cientificamente mas não defende a vacina?

    Sim, Gafanhoto, a Cloroquina é usada até de forma profilática há quase um século em casos de malária e outras doenças e não tem efeitos colaterais significativos. Tem mostrado bons resultados nos testes já realizados que ainda não foram publicados. Quanto à vacina, já expliquei acima.

    Depois, mesmo que a vacina seja aprovada e implantada, serão necessárias 4 doses para imunização adequada (um excelente negócio par o Dória) e até lá já haverá imunidade de rebanho para todos, além da possibilidade real de haver uma mutação no vírus, tornando a vacina inútil.

    • – Mestre, vai ter vachina “obligatólia” na Praça dos 3 Poderes?

      – Sim, Gafanhoto! Por que perguntas, Gafanhoto?

      — “No busco conocer las respuestas, sino entender las preguntas”, mestre.

      – Vais tomar, Gafanhoto?

      – O que aconselhas, mestre?

      – “el hombre debe vivir su vida como su destino disponga” y “solo le pertenezco a alguien: a mí mismo”. Émais sábio esperar a vacina de Oxford, Gafanhoto.

      – Mestre, o que dizia mesmo aquele velho monge?

      – “ignora la lengua que ofende, esquiva el golpe provocador, huye del asalto del fuerte”.

      • Sanchito, segundo documento emitido pela Fiocruz, a vacina de Oxford usa insumos chineses, como a esmagadora maioria dos remédios aprovados no Brasil.

        Vocês parecem aquele cavalo do padeiro que, por usar antolhos só sabia um caminho.

        Vamos deixar as análises para a Anvisa e depois decidimos se vamos nos vacinar ou não (ela não deve ser obrigatória, mas sim gratuita)

        É espantoso como insistem em negar algo que não conhecem se há técnicos conceituados analisando se vão aprovar ou não.

        Mas a briguinha JMB x Dória só faz mal ao Brasil. Os dois deveriam calar a bôca e deixar para a Saúde e a Anvisa a decisão. Como disse um amigo meu, o JMB pode ter o martelo na mão,mas o tamanho do martelo não é diretamente proporcional à eficiência da martelada.

        • Francisco, me impressiona que sejas, sendo direitista ou centrista, capaz de ver certas coisas pelo ponto de vista esquerdista, como tenho acompanhado em muitos de teus comentários, nos quais sempre esclareces isso. Me lembra a fala de FHC, dizendo que tem um pé na cozinha, porque acho que tens um pé nas esquerdas (e não é para nos chutares a bunda).
          Quanto a Sancho Pança, João Francisco e outros fanáticos, dentre os quais estou a ponto de incluir nosso sagrado editor Luiz Berto Jr., trata-se de paixão pelo Mito e de total adesão à figura patética de Jair Messias Bolsonaro, capaz, até, por mais incrível que pareça, capaz de levá-lo a ser reeleito para mais um período de grandes realizações para a Pátria Amada.

            • Se fosse para comparar com os timaços das décadas de 60 e 70, teríamos Sancho na ponta direita, com a 7, Goiano com a 11 na extrema esquerda, Francisco na meia esquerda com a 8 e João Francisco na meia direita com a 10. E Berto seria aquele goleiraço Manga que pegava chutes com uma mão só, no caso, a mão direita.

              Lembram-se do Manguinha (Haílton Corrêa de Arruda)?

            • Não leste direito ou não me expressei corretamente, João Francisco: Francisco já garantiu não ser um esquerdista e, assim, não ser muleque, cachorro nem safado como a gente.

              • Acho que li – Goiano escreveu para o Francisco: “acho que tens um pé nas esquerdas (e não é para nos chutares a bunda).”

                V. ACHA que ele é um esquerdista? Magoou, pois é para ter certeza.

      • João Batista:
        -´Quem vem lá?
        Gafanhoto:
        – O aplicador da vacina obrigatória contra o Covid 19, mestre!
        João Batista:
        – Aproxime-se! Nhac!
        Outro Gafanhoto:
        – Visse o outro vacinador por aí?
        João Batista:
        – Sim, aproxime-se, nhac!
        Terceiro Gafanhoto:
        – Oláááá!
        João Batista:
        – Aproxime-se, Terceiro Gafanhoto! Nhuumm!
        Terceiro Gafanhoto:
        – Vai à merda!

        • Eu fico aqui comigo pensando: quem será João Batista: o Figueiredo ou o Santo?

          Não sei, acho que foi maconha estragada mesmo.

    • João Francisco:
      Já comi açúcar cubano
      E tive um cão pequinês
      Tomei osso de tutano
      E lutei com japonês
      Por isso eu nem me abano
      Com a vacina do chinês
      Vou tomar ainda este ano
      Até mais de uma vez
      Pra não entrar pelo cano
      Quem recusa, era uma vez…

  2. Santa insensatez, Batman… Será que, como se fazem nas ditaduras, irão empurrar o antídoto goela abaixo ou veia adentro mesmo se o cidadão estiver gritando que não quer? E as “forças policiais”, bem ao gosto de ditadores, irão caçar os refratários vacinando-os a muque, multando-os e jogando-os nos xilindrós?

    Isso me faz lembrar episódios recentíssimos do “fique em casa”, onde certas autoridades policiais protagonizaram cenas de violência explícita ao abordarem seres humanos que descumpriram decisões de governadores e prefeitos. Tomara que não se repitam tais barbáries que restaram registradas em vídeos que circulam, ainda hoje, na internet.

    • Sancho, vamos e venhamos, digamos que uma peste cai sobre a humanidade e ameaça dizimá-la, para evitar isso é preciso que toda a população seja vacinada para varrer o vírus da face da Terra, mas uma pessoa, Sancho de Almeida Pança Valadares (*) se recusa a tomar, o que põe em risco a reaparição da doença. O que faremos? Deixaremos para lá? Lançaremos SAPV ao espaço? Destacaremos cinco ou seis homens fortes para segurarem SAPV e mais dois enfermeiros sendo um deles gay e uma médica espetacular, linda e sensual para aplicar-lhe a vacina que foi criada na China em formato supositório à força?
      Responda sem pensar.

      (*) Se achar incômodo demais e lhe for conveniente substitua SAPV por JMB

  3. Ele ainda é mentiroso. A lei citada (14.035) não impõe “vacinação compulsória” como está citado no texto. Mais um engodo desse cidadão…

    • Roberto, a leitura funcional nos faria compreender que o que o Goiano este disse não foi que a lei 14.035 impõe a vacina obrigatória; vamos ler por que, segundo o jogo do bicho, vale o que está escrito:
      “leis já existem nesse sentido, inclusive a assinada pelo presidente da república neste ano de 2020 (14.035) , dando poderes “às autoridades, no âmbito de suas competências”, para, dentre outras coisas, determinar a realização compulsória de vacinação.”
      A lei, então, dá poderes às autoridades “no âmbito de suas competências” (os governadores?) para determinar a obrigatoriedade da vacina Covid 19.
      Na dúvida, vamos à lei 14.035 de 2020, que
      “Altera a Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, para dispor sobre procedimentos para a aquisição ou contratação de bens, serviços e insumos destinados ao enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus responsável pelo surto de 2019”.
      “Art. 3º Para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional de que trata esta Lei, 👍as autoridades poderão adotar, no âmbito de suas competências, entre outras, as seguintes medidas:👍
      (Redação dada pela Lei nº 14.035, de 2020)
      I – isolamento;
      II – quarentena;
      👍III – determinação de realização compulsória de:👍
      a) exames médicos;
      b) testes laboratoriais;
      c) coleta de amostras clínicas;
      👍d) vacinação e outras medidas profiláticas; ou👍
      e) tratamentos médicos específicos;
      (…)”

  4. Decidi, vou aceitar a vacina seja qual for após os 11 ministro serem devidamente vacinados e a mesma seja testada em todos os juízes e também nos 5.540 prefeitos e seus vices, todos os secretários e todos vereadores e seus suplentes, extendido o teste para senadores, deputados federais e estaduais e seus suplentes, injetar o produto nos governadores, vices e secretários. Para completar o validade seria conveniente testar também em todos “aspones” municipais, estaduais e federais. Se todos ficarem bem , ótimo. Caso contrário não teríamos mais ninguém para nos obrigar, aí teríamos “democracia “ em um país que insistem dizer que é democrático

  5. Tarcisio, tua hipótese conclui que tomarás a vacina.
    Essa gente tomará a vacina e morrerá, mas quando chegar a hora.
    Além disso, antes de nós, a população chinesa será toda vacinada e se todos os chineses perecerem a economia mundial vai parda o beleléu pois é eles que estão comprando tudo do mundo todo.

  6. Pergunta para algum dos “especialistas” tais como a OMS (aquela que dizia que todos deviam focar em casa e que depois disse que não adiantava ficar preso em casa) o governador que disse que não deveriamos tomar nenhum remédio que não tivesse sido comprovado científicamente: Se já fui infectado e me curei (Covid-19) serei obrigado a tomar vacina? Não terei nenhum problema? Se tiver alguma reação adversa que eu ou a minha família deverá culpar, e acionar judicialmente?

  7. Li e reli com atenção todos os comentários até 13:55 e atento a todos os argumentos, continuo com minha frase: É mais sábio esperar a vacina de Oxford, Gafanhoto.

    E espero que Gafanhoto, o discípulo e João, o Baptista, não se encontrem na fila da vacinação…

    • Sancho:
      1) Porque leste?
      2) Por que releste?
      3) E qual a razão de ter lido com atenção?
      4) 13h55m de Greenwich?
      5) tua frase é sábia?
      6) Oxford fica no Céu?
      7) O que justifica ser a vacina de Oxford melhor do que Cearense?
      8) Haverá filas de vacinação no deserto?
      9) Quem come gafanhotos engole sapos?
      10) Sem mais perguntas, só para completar uma dezena?

      • Resposta a Goiano:
        1,2 e 3) porque tenho algum retardo e tenho que ler e reler para compreender. mesmo assim, às vezes nã compreendo;
        4) Sim;
        5) Sim;
        6) Fica em Desengano, pertinho da inglaterra. É só atravessar o Paraíba do Sul;
        7) foi meu amigo norte-coreano, o Kim que me indicou;
        8) Não;
        9) Boa pergunta para ser feita a João, o Baptista ou a algum chinês;
        10) Sem mais respostas, só para completar a dezena, faço uma pergunta: Manu é Pule de 10 em POA?.

  8. Chatonildo, a OMS não é Deus: o vírus é novo, não se sabia como agir, quais os medicamentos tomar ou não tomar, se ficar em casa era indispensável, se precisava usar máscara, lavar as mãos, passar álcool gel, deixar os sapatos na porta, tirar toda a roupa e tomar banho e assim por diante, de modo que foram, os especialistas em geral e a OMS, tateando conforme as experiências e os resultados, matando cobra a pau dentro da moita, usando empirismos, e assim muitos erros foram cometidos e continuam acontecendo, e alguma coisa se aprendeu, e vai-se aprendendo, como agora, com a volta da Covid 19 na Inglaterra, França, Espanha, Itália e outros países da Europa.
    Precisa ficar em casa? Pode abrir as escolas? Hidroxicloroquina cura a Covid 19? Ivermectina é profilática? a máscara mata? E o efeito rebanho, já aconteceu? Se o mundo tem sete bilhões de habitantes, o efeito rebanho mundial se dará após cinco bilhões infectados e como é que a coisa fica se agora só foram infectados no mundo todo quarenta e quatro milhões de pessoas oficialmente, de modo que mesmo que multipliquemos por dez ainda estaria longe do tal efeito?
    Enfim, são mais dúvidas do que certezas.
    Sobre a obrigatoriedade, talvez se morares em São Paulo. Salvo se o Jair Messias Bolsonaro decidir que é ele quem manda e ponto final, toma quem quer e não precisa ficar em casa nem usar máscara, muito menos ficar acreditando no terrorismo da rede Globo.

    • E o extremista de direita Berto acaba de publicar texto de Puggina onde destaco: Eu não queria acreditar quando me contaram que sete partidos já recorreram ao STF para que a Corte determine ao presidente da República como deve agir em relação à CoronaVac.

        • “La vacuna está haciendo todo lo que esperábamos y eso solo puede ser una buena noticia en nuestra lucha contra la enfermedad”, dijo David Matthews, experto en virología de la Universidad de Bristol (Inglaterra, ali pertinho de minha Desengano), que dirigió la investigación.

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