GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

Certamente, a Revolução Pochetista continua, o que termina é a novela, ou melhor dizendo, a verdadeira saga de um cavaleiro escudeiro e seu fiel andante, pois que a troca de papéis se mostrou evidente desde os primórdios da emocionante aventura.

Estamos em Juiz de Fora, rua Halfed, nossos heróis afastam a máscara para chupar uma cerva, dado o calor de trinta graus à sombra e água morna, e Don Quichato resolve pedir canudinho que não seja de plástico, revelando consciência ambiental mas ignorando que beber de canudinho dá porre e é coisa de mulher, segundo Quiche Pança

Durante a caminhada, as divergências entre Quiche Pança, Don Quichato Del Caldo De Gallina (creio que esse era o seu nome completo, mas a memória me falha) e sua cavalgadura tornaram-se acentuadas e evidentes.

Quiche Pança mostrou-se um cidadão da banda decente deste País, um direitista extremado, um conservador à toda prova, um anticomunista ferrenho, um bolsonarista apaixonado, um homem puro cheio de virtudes e de ideais elevados ligados à família, à propriedade, mas, acima de tudo e de todos, adeus, que, a seu ver, defende sua amada terra de gente preta, baitolas, bandidos tem terra e nem beira, gordos e, muito especialmente, petistas, que para ele não passam de petralhas queimadores de cuecas.

DQDCDG, digo, abreviando, não se trata de algarismos romanos, pode parar de tentar lembrar como é que era isso, mas trata-se de Don Quichato Del Caldo De Gallina, pois bem, já ele, revelou seu mau caráter, certamente um vermelhinho, comuna safado, que defende que o Brasil é dos índios e quer devolver toda a terra para eles, enquanto os bois ficam sem pasto e as madeireiras enferrujando tratores, serras e corrientes tres cuatro ocho.

Mais ou menos isso: teríamos de desenvolver um tratado grouchomarxista para explorar todas as vertentes de ambas as maluquices, de QP e de DQDCDG, apenas adiantando que esquerdistas são contra a liberdade e querem tudo de graça, de modo que quanto a isso daremos um tempo, se o público exigir, com pedidos pela seção de comentários ou com cartas a mim ou à redação, que haja continuidade do relato.

Bem, estávamos sentados no Bar Salvaterra, caso ainda exista, quando, enquanto Ronronante tirava água do joelho ali mesmo na calçada, Quiche Pança perguntou, não ao cavalo, mas a Don Quichato: – Tu te casarias com um gay preto?

Don Quichato pensou um pouco e respondeu: – Gostaria que repetisses a pergunta, porque entendi que queres saber se eu me gueisaria com um índio xavante, foi isso mesmo?!

Quiche Pança achou que Don Quichato estava fingindo que não entendera a pergunta e repetiu: – O que farias se teu filho se apaixonasse por Preta Gil?

A resposta foi surpreendente, mas, infelizmente, o rolo de fita está acabando e teremos de esperar até que seja feito o reboooooobiiiiiiiinnnn

28 pensou em “A REVOLUÇÃO POCHETISTA III OU IV, SEI LÁ, POR SUPUESTO

    • Carlos, Berto me escalou, novamente, para assim que a epidemia passar, ou logo que saia a vacina, voltar à Eu ropa às custas do Jornal da Besta Fubana para beber vinho e farrear, com a obrigação de nas horas vagas enviar material para publicação. E ele acaba de fazer contato comigo para dizer que é desse nível para baixo que ele faz questão, para manter o JBF em franca descendência, o que tudo farei para não deixar de desapontá-lo, nem aos leitores, que são poucos, porém, da mais baixa qualidade. Abraço apertado para ti.

    • Gonzaga, aqui no JBF tem poucas regras, mas uma das que exigimos que seja cumprida é a seguinte: Quando disseres “só mais uma palavra” não nos venha com duas ou três, tá no ré?

  1. Carlos e Gonzaga, fiquem tranquilos, pois o ozônio, na dose certa, irá tirar a pele vermelha e deixará o parisino vestido de verde/amarelo, descendo a serra e indo até Copacabana com a bandeira do Brasil em punho, juntar-se a milhões de cariocas, que estarão em festa pelos feitos do governo Bolsonaro assim que acabar a pandemia, possivelmente em março de 2021.

    QUEM VIVER, VERÁ!!!!!!!!!

    • Observem que não é loucura de louco, já que a esquerda anda flertando com o amarelo, mas (goianístico mas), como nosso amigo é exagerado, ele logo se pintará todinho de verde/amarelo e será mais bolsonaista do que a Sara, a Xoice e a Janaína jamais imaginaram ser.
      O ruim é que ficará chato por demais, pois NOVOS CONVERTIDOS são um saco.

    • Sancho Pança, pele vermelha que tenho é a pele mais fina do meu saco, cuja a qual é tipo pele de cobra, sai inteira e deixa por baixo outra novinha, porém, ainda vermelha, embora comece cor-de-rosa e vá amadurando aos poucos, chegando a roxo.

  2. Para alegria do novo bolsonarista, o nosso querido Goiano, saiu do forno pesquisa quentinha – Pesquisa do instituto PoderData mostra alta de 7 pontos percentuais na aprovação do governo do presidente Jair Bolsonaro em relação ao último levantamento, realizado 15 dias antes. Passou de 45% para 52%. É o maior percentual registrado em 2020.

    A pesquisa foi publicada hoje e o Goiano, possivelmente está comprando tinta verde/amarela.

    • Sancho Pança, eu acredito em pesquisas, mas ponho em dúvida as que enchem a bola de Jair Messias Bolsonaro. Não é por nada não, apenas porque acho os seguidores dele muito antipáticos, por causa de não gostarem de preto e de viado e se amarrarem numa arminha. Por outro lado, me pergunta o quanto eu confio nas pesquisas que apontam Lula como o presidente fodão. Minha resposta vai te surpreender: – Faço fé.

      • Escreves: não gostarem de “preto” e de “viado” e se amarrarem numa “arminha”…
        Sancho, bolsonarista que é, gosta de café bem preto, do bambi da Disney e da Arminha (a cubana Ana Celia de Armas Caso).

        A voz número 7 disse para eu não perguntar, mas (duvidoso mas), aí vai: O quanto você, amado parisino, confia nas pesquisas que apontam Lula como o presidente fodão?

        • Sancho, não te amofines (ah, como eu venho me esforçando para usar essa palavra!…), todos têm defeitos – bolsonarista que és.
          Sim, sim, sim, confio nas pesquisas a favor do Lula!

  3. Vai Tomar no cu

    Vai Tomar no cu

    Vai Tomar no cu

    Bem no meio do seu cu

    Vai Tomar no cu (vai, vai, vai)

    Vai Tomar no cu (vai, vai, vai)

    Vai Tomar no cu

    Bem no meio do olho do seu cu

    (Cris Nicolotti)

    • Alfredo, tuas ausência ontem, no redevú que o Assuero “organizou”, por assim dizer, na Internet, preencheu uma grande lacuna. Esperamos que tu não deixes de faltar na próxima!

    • Beni, entendi teu comentário como uma manifestação de interesse, já que falas a respeito dos cumprimentos recebidos por Ronronante, a bela cavalgadura de nossa história verídica.

  4. Marcos André, se visses Paulo Francis na rua o reconhecerias imediatamente. O mesmo não se dá se passares por Fabiano na rua, não te darás conta de que cruzas com um indivíduo que prega a esterilização dos pobres em massa.

  5. Que Verve!

    Grande Goiano!

    É… mas é fácil estando na companhia de Cervantes.
    O fino humor, a sátira, o esculacho que não é totalmente percebido pelos escolásticos de plantão, defensores do pudonor espanhol e do cilício.

    Parabéns!

    E, por favor, continue a escrever essa sagaz saga porque eu gosto de ver a estultice perdida, sem atinar de que você está falando, ou de quem.
    Dando socos no ar enquanto a baba do ódio escorre pelo canto da boca. No olhar o desvario do sádico frustado. Cegos que são às expressões mais complexas do que chavões, slogans e insultos.
    ***
    Seu texto é como o Jesus atlético de outro Miguel ( o Àngelo), que está na capela Sistina.
    Sintomaticamente, julgando os pecadores.
    ***
    São tantos sem pecado prontos a atirar a primeira pedra…
    Encarem O Mestre.
    Só recomendo isso.
    ***
    Quanto ao DQDCDG, apequenou-se a tal ponto que está indo a Mossoró e a qualquer grotão onde a miséria aprimorou as artes bajulatórias. Aquele mesmo pessoal que louvava seu deus Lula e a mãe do PAC, agora venera o mito.
    O motivo?
    “Uma esmolinha, pelo Amor de Deus”!
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    Pela tangente o poder econômica fez o Maia manter o veto.
    Barnabés pagarão a esmolinha.
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    E o Banon na cadeia?
    Quixeramobinhará o nobre Del Caldo de Galinha?
    “Que será do seus filhinhos”?
    Clama o cavalo marinho.
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    E aí, patriota!? Comprando dólares e sonhando com Me Ame?
    ***

  6. Ah, meu caro Saniasin, citei todos os que pediram nos comentários acima que fosse contado o resto da história, mas quando o seu comentário chegou aqui eu já tinha remetido o texto para o Berto…
    Mas, sim, a história tem mais um capítulo, atendendo aos pungentes pedidos.
    Sai no próximo número.

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