GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

Eu pretendia não continuar contando a saga de Dr. Pochete cujos seus pochetetes se lançaram pelas veredas de Minas Gerais nas alegres figuras de nossos heróis Quiche e Quichato, que já estavam a ponto de formar uma dupla sertaneja universitária quando, graças a Deus, a bobina acabou.

Porém, Carlos, Gonzaga, Maurício, Adônis, Nikolai, Alfredo, Beni, Marcos André, o próprio Pança e dezenas de outros leitores escreveram nos comentários que precisavam saber o desenrolar da trama para conseguirem dormir em paz.

Ainda assim eu resistiria, mas, em verdadeiro randevú pela Internet, convocado por Maurício Assuero, em cujo o qual o peremptório e fulminante Luiz Berto daria uma palestra orientando os fubânicos participantes sobre a arte de ser corno, uma grita geral sobrepôs-se implorando-me que revelasse a resposta dada por Don Quichato De La Canja De Galináceo a Quiche Pançudo, que desejava saber o que ele faria se sua filha se apaixonasse por Gilberto Gil (acho que era essa a pergunta, a gravação ficou meio inaudível).

– Não, não é nada disso! Gritou Quiche de Pança. Eu estou perguntando o que você faria se seu filho se apaixonasse por uma negra, porque se fosse comigo eu o poria para fora de casa!

Foi quando Don Quichato Del Caldo de Gallina deu a resposta surpreendente:

– Meu filho é casado com uma negra! E disso tenho imenso orgulho, assim como de meu neto ser preto. Também tenho amigos pretos como carvão, como é o caso do próprio Luiz Berto, que permite que se publique qualquer porcaria no jornal que ele edita, o tal de Jornal da Besta Fubana.

– Cubana?!

– Não, pô! Não é cu! É Fu! Fu-ba-na!

A partir daí quase nada mais se sabe desses dois. Um foi para o cercadinho de Brasília: Trata-se de Quiche. Veste-se de verde e amarelo e quando não está ali parte para a Praça dos Três Poderes para desacatar agentes da saúde impatrióticos e baderneiros. Fez de sua vida uma luta pelas liberdades individuais, pelo direito de ir, vir e voltar dando meia volta volver e pela defesa do sonho de que todos podemos ser ricos um dia, bastando para isso que trabalhemos duro, tenhamos fé e matemos os impostos. Ele nunca usa máscara. Quando ninguém está vendo, joga pedras nos telhados de vidro do Supremo.

O outro, perdeu-se no desregramento. Vive nas casas de tolerância, enchendo a cara, se envolvendo com mulheres, dizem que fuma maconha e é certo que nas conversas de botequim defende a transformação do Brasil em uma nova Venezuela. Não ouso dizer seu nome. Sua única virtude e não tirar a máscara nem para mijar.

É o fim.

25 pensou em “A REVOLUÇÃO POCHETISTA, FINAL, UFA!

    • Maurício, hei, hei, é o fim, cantava Celly Campello, mas o mundo não se acabou e vivemos o suficiente para ver pessoas de bem, cultas, ponderadas, amantes da Pátria e dos bons costumes elegerem e defenderem as ideias e atitudes fascistas de Jair Messias Bolsonaro. Isso nem Freud explica.

    • E, lá no frio petropolitano, onde tal figura se esconde, para sonhar com Paris (Paris…cida do Norte, no Vale do Paraíba), une-se Sancho a Heloisa para recomendar a Goiano incontido e sofrido “chororô em cama quentinha”, regado a cuia de mate quente de gaúcho pelotense.

      • Carái, sô, cama quentinha tá difíci. Hoje, em Petrópis, 11 graus ao Sol, se Sol houvesse. Achei uma garrafa de Baron D’Arignac, tá bom, não é nenhum Château Margaux, mas é francês, pô. Bem frutadinho, desceu legal e aqueceu o ambiente de amor, ternura e carinho, junto a três aquecedores elétricos de ambiente e quem me dera ter uma lareira como aquela do Rodrigo Buenaventura de Léon, que ele exibiu para fazer inveja no Encontro dos Cornos Honorários do Jornal da Besta Fubana.
        Ter chifres não é ser boi,
        Nem carneiro, nem viado,
        Não arde o chifre, nem dói
        Em quem tem chifre levado.
        Sossegue então, meu herói,
        E deixe o seu bem lustrado.

          • Beni, não é difícil identificar os comunistas brasileiros: eles não enchem uma Kombi. São populosos somente na mente perturbada de Jair Messias Bolsonaro e de “alguns” de seus seguidores mais fanáticos. Os outros são apenas ludibriados com a existência desse fantasma inexistente.
            Mas, é preciso compreender que as pessoas com frequência falam em comunismo e comunista sem fazer a mínima idéia do que isso seja. Por exemplo: tenho conversado com algumas pessoas que acreditam que vivemos o comunismo no Brasil nos governos do Lula e da Dilma. Me digda se isso não é muita ignorância. Por coincidência, a maior parte dessas pessoas acompanhou Olavo de Carvalho na crença de que, quem sabe, a Terra é plana mesmo.

    • Heloísa, pelo comentário, tendo em vista as interpretações possíveis das ações de Quiche Pança no texto comentado, deves ser eleitora de Jair Messias Bolsonaro e certamente defendes ideias interessantes dele, como a de que as mulheres nascem quando os homens dão uma fraquejada.

    • Concordo com o Beni: Está certo Sancho quando diz que Goiano vai ser eleitor de Bolsonaro na próxima eleição.
      Uma pena que o voto, por ser secreto, nos impedirá de colocar tal comprovante na tela do JBF. Mas que os entendidos em montagens do JBF bem que podiam colocar aqui uma foto de Bolsonaro e Goiano, sorridentes e abraçados.

      • Claro, José Hinácio, Beni e Sancho vêm longe, muito longe. Se Hitler e Mussolini forem os outros candidatos eu teria de avaliar isso, antes que explodir a urna.

    • Sim, Sancho, é claro, já que, segundo a Bloomberg, um esquerdista dorme dentro de Jair Messias Bolsonaro, o que nos faz acreditar que nas eleições de 2022 ele será candidato a presidente pelo PCdoB, tendo de vice na chapa o Olavo de Carvalho. A possibilidade de eu votar em Jair Messias Bolsonaro algum dia é tão certa quanto nevar no sertão do Ceará possível?

  1. Esse Goiano não “fraqueja” nem diante de uma urna.
    Se por um lado ele é adepto de um bom vinho, por outro, também.

    Tomando vinho, falando de chifre, ex exilado em Paris e fã de Preta Gil…
    esse pode ser o perfil de um novo Messias.

    E o homem ainda interpreta belas canções ao som de piano.

    De uma coisa esteja certo: se você der uma “canja” pro Sancho, além dele tomar, sacramentaria não só uma bela dupla sertaneja, como uma imbatível chapa partidária.

    Sem fraquejos, ok?

  2. In vino veritas, meu caro Marcos. Depois de umas boas talagadas, revelam-se as paixões e os chifres, o amor por Preta Gil e a esperança no Mito. Vejamos se isso dá samba, ou melhor, uma canção sertaneja, digo, uma música caipira, de raiz, porque esse universitário… hum…

  3. NNão!
    O fim? Jamais! Macondo vive!
    Saramandaiemos companheiros!
    Sucupira 4ever!
    Precisamos de “ridículos tiranos”!
    ***
    Tendo adiado a meu Sanias para os setenta, já começo a pensar em qual peregrinação farei. Poderia fazê-la agora, pois tenho a sensação de já ter visto tudo o que esse mundo poderia mostrar, mas uma paternidade temporã me coloca na sui generis posição de renunciado que não pode ausentar-se, tendo que cuidar apenas de interesses alheios.
    Será isso também o Sanias?
    ***
    Nesse realismo real e fantástico ao mesmo tempo me ocupado com devaneios e fantasias oriundas da própria realidade.
    ***
    E nesse clima delirante, onde o cara que usa GPS diz que a terra é plana e onde o pedantismo e alienação atingem níveis alarmantes, viceja tranquila a planta da irresponsabilidade, cuja flor é mistificação e o fruto: o caos.
    ***
    Aderna a nave da mesquinharia no mar revolto da realidade.
    Felizes os que souberem nadar.
    ***
    Pouco mais de dez anos é pouco e, talvez, o Superior nem me conceda isso, mas, concedendo, resolutamente silenciarei porque sou Saniasin.
    ***
    Você não tem esse direito Goiano.
    Não deve colocar o ponto final.
    Por favor, escreva mais textos desse nível para cima.
    ***

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