GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

Epílogo quase no fim, talvez

Com a tomada dos hospícios pelos loucos e sua saída às ruas para espalharem ideias malucas e assumirem o controle da sociedade, um deles se destacou.

Trata-se de Quiche Pança, bem nutrido senhor, doido de pedra, que lançou-se a uma das mais temerárias empreitadas.

Quiche Pança (o nome verdadeiro era Pança de Quiche, mas ele assumiu essa inversão para ficar mais assemelhado ao fiel escudeiro da triste figura) procurou, entre a multidão de malucos, um que fosse da banda decente do País e que pudesse encarnar o papel de destruidor de monstros devoradores da lei e dos bons costumes.

Achou-o. Um tropeiro piradaço que trabalhava montado em um esquálido animal, que seria rebatizado como Ronronante.

Convidou-o para a extrema aventura e nomeou-o Dom Quichato de La Canja, porque o cara era um mala e adorava canja de galinha, e disse-lhe que ele iria montado, mas quem mandava era ele, que só ia a pé porque não sabia montar a cavalo e tinha muito medo desse animal.

Assim saíram pelo mundo. Partiriam de Belo Horizonte, em direção ignorada, passando por Barbacena, onde se congraçariam e comeriam pão de queijo, parando em Santos Dumont para tomar água mineral, até encontrar o seu destino, que não imaginavam qual seria.

Pois, vendo a plana anunciando Juiz de Fora, Pança eriçou os pelos que lhe restavam na careca: essa cidade sempre fora um antro de esquerdistas safados.

O Sol se punha, traçando contra as montanhas as figuras imponentes de Dom Quichato montado em seu fiel escudeiro Quiche, tendo ao lado de seu cavalo Ronronante, não necessariamente nessa ordem nem desse mesmo jeito, quando Pança divisou ao longe o que lhe pareceram estranhas figuras de moinhos ensacando vento.

Ao se aproximarem um pouco mais, sua visão alucinada e febril deu-lhe a ilusão de monstros verde por fora e vermelhos por dentro, com uma estrela rubra na testa, armados de foices e martelos, vindo em sua direção.

Quiche ordenou: – Vai, Dom Quichato, ataca! Destrói a horda de monstros vermelhos que quer achincalhar a Família, Deus e a propriedade e destruir a produção de pão de queijo de Minas!

Dom Quichato não foi para o ataque e ainda lhe disse: – Tu tá com um parafuso solto? Eu só tô vendo um monte de gente no sinal vermelho plantando bananeira (tinha um sinal vermelho no meio da estrada, estava fechado e não vinha nenhum carro). Os caras plantavam bananeira para conseguir uns trocados, porque o auxílio emergencial ainda não tinha sido depositado.

– São comunistas! Veja! Gritou Quiche, apontando para uma gente rude na lavoura. Estão fazendo cumprimentos e homenagens à mandioca!

Dom Quichato retrucou dizendo que eram apenas agricultores plantando aipim e que Pança de Quiche, ou Quiche Pança, sei lá, às vezes me confundo, estava vendo fantasmas e que isso de inventar comunistas para todos os lados era obra dos que queriam manter o poder e para isso tinham de inventar um inimigo assustador para o povo.

Quiche quase enlouqueceu. Corrijo: Quiche já é doido de jogar pedra para cima e cuspir para ver se acerta, de modo que ele não poderia quase enlouquecer quem já era absolutamente insano. O que aconteceu é que ele ficou um lunático possesso e destrambelhado e lembrou a Quichute, digo, Quichato, que quem mandava ali era ele, e que a missão deles era caçar monstros comunistas do rabo grosso, existissem ou não existissem, isso era apenas um detalhe bobo.

Quichato fez um muxoxo e falou baixinho:

– Jair Messias Bolsonaro acordou o fascistinha que existe em nós…

– O quê? O quê? Gritou Quiche Pança. Fala alto! Repete, se tu és homem!

As imagens foram desaparecendo, sumindo, sumindo, e nesse ponto, terminou mais um capítulo de A Revolução Pochetista, sendo possível, talvez sim, talvez não, que haja continuidade no próximo improvável capítulo desta empolgante aventura. É possível que até a Docenéia apareça para organizar uma Marcha das Mulheres pela Família com Jair Messias Bolsonaro pela Liberdade e Finalmente o Fim da Corrupção e da Baitolagem. Esperem sentados, homens de pouca fé: O Futuro Está Próximo.

28 pensou em “A REVOLUÇÃO POCHETISTA

  1. Seguindo a simpatia pra
    Ver se me livro do Goiano .
    Eu apoio Bolsonaro
    Eu apoio Bolsonaro
    Eu apoio Bolsonaro
    Vade retrô Goianas 👹

  2. Sanchionemos (sim, Sancho é verbo) a marcha dos “loquitos” pelas ruas anarquicamente “descomandados” por Goiannô Bhergamotta e seu fiel escudeiro Quiche Pança (Pança de Quiche para quem assim preferir). Discordavam apenas em um ponto: Bhergamotta queria conduzir os loucos para a direita e Pança os mostrava que a esquerda era o melhor caminho. O Quixote Véi di Guerra parou e Sancho ficou vendo um monte de gente no sinal vermelho plantando bananeira (tinha um sinal vermelho no meio da estrada; estava fechado). Desci, entreguei os panfletos de Lula Presidente 2022 – Brasil Feliz de Novo (queria logo me livrar de tal tralha, dando fardos de 10000 para cada louco que ali estava). Logo à frente uma bifurcação. O sinal abriu, o Quixote resfolegou e tomou o caminho da direita. Eles, os loucos que se entendam.

    Vou tomar minha dose semanal de ozônio e reler o texto de hoje de meu gigante amigo José Ramos, pois a do Goiano já li dez vezes nesta manhã.
    Beijo grande em suas rosadas bochechas, amado parisino.

    • “#elessim” – ¿por qué crees eso, Sancho? El presidente brasileño, Jair Messias Bolsonaro, está en su mejor momento (bravíssimo!!!!!). Su popularidad subió en las últimas semanas y ya es la más alta desde que empezó a gobernar, en enero de 2019. El 37% de brasileños considera su gestión “buena u óptima”, según una encuesta del instituto de opinión Datafolha realizada esta semana. Al 27% les parece regular, y el 34% (la izquierda en Brasil) cree que su gobierno es “malo, malísimo, horrible o pésimo”.

  3. Eu adoraria ver (ler) um embate Sancho – Goiano. Em riste, metáforas!
    Com certeza não teríamos as baixarias tão comuns nesta gazeta.

    • Francisco, querido amigo,
      Seria covardia tal embate, pois de um lado teríamos Ayrton Goiano Senna da Praga Torta, em uma Ferrari Intelectual vermelhíssima contra Satoru Sancho Pança Nakajima em um fusquinha 69, com o “combustível intelectual” na reserva e com os quatro pneus arriados. Continuarei apenas com minha missão de fazer ceguinhos atravessarem a rua.

    • Francisco, a baixaria só espera o momento certo.
      Eu adoOro.
      Aquele pau que quebrou aqui ficou bonito.
      É tudo que Berto quer.
      Vamo que vamo.
      Mas tudo tem seu tempo certo, tempo para amar.
      Hoje, estou amando Sancho Pança.
      De coração.
      Abraço!
      Tu és mil!
      Ou 999, vai depender.

      • Mas tudo tem seu tempo certo, tempo para amar.
        Hoje, estou amando Sancho Pança.

        Falando em amar… Sancho vai te dar uma dica, Goiano:
        Cabaret Loung – bar com temática de Cabaret ao melhor clima de Paris dos anos 20 com um toque de charme e sensualidade estão garantidos, com espumantes bem gelados e ótima música.

        Estrada União Indústria, 9314
        Itaipava (Petrópolis) – Itaipava (Petrópolis) – RJ
        Antes da pandemia funcionava aos sábados, após às 22 hs.

        Se ainda estiver funcionando é só aproveitar. Se a Chica ainda estiver no caixa é só dizer que é amigo do Sancho que ganha descontão.

  4. Goiano, gostei. Excetuando aquela parte do “fascista que existe em nós”. Fiquei na dúvida se esse “nós” era o pronome ou o substantivo “nós vem pingo d’água”.

  5. O ínclito e probo Lula usou suas redes sociais neste domingo e esqueceu-se de comentar a coluna de hoje do Goiano, mas (vermelhístico mas), não poupou a emissora do plim-plim. Escreveu o goianístico petista: – A Globo e os Marinhos querem com a delação de Messer a cautela e a presunção de inocência que jamais deram a Lula – mesmo sabendo que as delações contra Lula eram falsas, como foi reconhecido até pela PF.

  6. A Doutora Nádia Nádila, famosa advogada, pertencente ao famoso Banco do Tempo de Brasília, cujo o qual pratica uma espécie de escambo que abre uma possibilidade social socialista para a realização de negócios, é sensível à plantação da mandioca, cuja a qual constou do texto na parte em que os agricultores são flagrados por Dom Quichato de La Canja de Galinha e seu fiel escudeiro Quiche Pança se dedicam ao plantio de macaxeira, vem, ela, repito, Doutora Nádia Nádila, de inteligência sutil, declarar, alto e bom som, o seguinte:
    “”Não é o agronegócio que coloca leite e verdura na mesa do brasileiro. Quem faz isso é a agricultura familiar, ainda que com menos insumos, menos recursos. A produção do agronegócio é de exportação e é ele quem mata a população indígena, quilombola, e é o maior responsável pelo desperdício de água, junto da indústria”.
    Poucos compreenderão o que tem isso a ver com o assunto, porque, do ponto de vista da direita comandada por Jair Messias Bolsonaro, cujo o qual despertou o fascistinha que existe nas mentes propensas ao direitismo escalabrado, o bom mesmo é queimar aquela porra toda e abrir espaço para a criação de gado e plantação de soja para alimentar o gado e exportar soja para o mundo inteiro especialmente a China alimentar seu gado para conquistar o mundo e impor o comunismo ao Brasil, transformando-nos em uma nova Cuba e em uma versão piorada da Venezuela, portanto e em assim sendo.
    Espero ter calado a boca docêis. Respostas nos comentários, se ainda tiverem o que falar, caso contrário, recolham-se aos seus lares e esperem, porque o futuro está próximo, muito mais próximo do que se pode pensar.

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