J.R. GUZZO

Nem Lula foi à manifestação promovida pelo PT

A esquerda brasileira em geral, e o PT em particular, tem dificuldade congênita para aprender com a realidade, mesmo a realidade recente. Em sua própria visão, eles estão sempre certos; nunca cometem um erro, de nenhum tipo ou tamanho, e tudo o que fazem é um sucesso. Olham e leem a mídia, e acreditam em tudo o que está dito lá – o que sai impresso, ou vai ao ar, é sempre a favor deles e de sua lista de desejos. Têm certeza, então, de que a vida é linda.

Até hoje continuam achando que Lula fez muito bem em inventar Dilma como presidente, e que ela fez um grande governo; só caiu porque era tão boa, e tão genial, que “a direita” teve de dar “um golpe” para enxotá-la do Palácio do Planalto. Foi, ao exato contrário, um processo legalíssimo de impeachment, causado do começo ao fim por um governo monstruosamente ruim – mas o PT nunca permite que os fatos interfiram em suas doutrinas, e até hoje estão convencidos de que nunca houve nada de errado com Dilma. Aí, fica difícil.

O miserável fracasso das últimas manifestações de rua do partido e de seus servidores da esquerda é mais uma prova de quanto, exatamente, é difícil. Em vez de anotarem que a manifestação deu errado, tentarem saber por quê, e trabalharem para melhorar o desempenho na próxima, ficam dizendo a si mesmos, junto com os jornalistas-amigos, que tudo deu muito certo. Deu errado, pela simples observação física das ruas e pela aritmética, mas e daí? Os donos do PT e seus militantes querem ver outra coisa. E é essa coisa que fica valendo, no seu mundo mental e nos relatos feitos para o público.

A manifestação na Avenida Paulista, que funciona hoje como o termômetro para medir sucesso e fracasso em matéria de povo na rua no Brasil, reuniu, segundo os cálculos da PM do governador João Doria, 8.000 pessoas – uma calamidade terminal, quando se compara com as mais de 200.000 que, no mesmo lugar, foram manifestar seu apoio ao presidente Jair Bolsonaro no último 7 de Setembro.

Os militantes se concentraram na frente do carro de som de luxo, alugado por mais de R$ 100 mil para servir de palanque e pousada para as celebridades – e foi isso. Nos quarteirões vizinhos, apenas algumas ilhas isoladas de gente; nas ruas paralelas, não foi preciso nem fechar o trânsito.

É óbvio que a maioria da população não está ouvindo o chamado do PT para ir às ruas; quem consegue fazer isso, hoje, é Bolsonaro. Chato, não é? Não só chato, porque nega todas as grandes teorias hoje à venda sobre “popularidade política” no Brasil. Além disso, é uma demonstração concreta de que o discurso usado pela esquerda para o público está errado.

Talvez nada tenha comprovado essa realidade de maneira tão clara quanto o cartaz vermelho exibido por um grupo de manifestantes; dizia-se ali que o sindicato dos professores de São Paulo apoiava Lula, etc. etc. É duro acreditar, mas o fato é que o PT e a esquerda estão achando que manter as escolas públicas fechadas por mais de um ano é uma causa popular, digna de ser louvada entre as grandes “pautas” da manifestação; acham que isso rende voto e deixa o povo encantado.

A esquerda brasileira está se mostrando incapaz de entender que suas grandes causas “populares” não são populares, não junto à realidade atual da população brasileira; estão falando em latim para ela, com a ajuda do “centro liberal-limpinho-equilibrado” – e colhendo nas ruas, diretamente, o resultado de seus erros.

O primeiro a perceber isso parece ter sido o próprio Lula – ele não foi, simplesmente não foi, à manifestação da Paulista. Deveria ser o personagem principal, o ídolo a ser adorado pela multidão: nem se deu ao trabalho de aparecer. Se isso não é uma prova objetiva do fracasso dessa manifestação – que deveria lotar a praça e competir pau a pau com o ato pró-Bolsonaro – o que, então, poderia ser?

É verdade que Lula não tem coragem de botar o pé na rua há anos; sabe muito bem (ou desconfia) que é odiado por milhões de brasileiros. Se não fosse assim, por que se esconderia desse jeito? Não consegue ir a um jogo de futebol do Corinthians, e não quer se arriscar a nada; obviamente, dá sinais de que não acredita numa única sílaba das pesquisas do Ibope e do Datafolha, onde se garante que sua popularidade nunca foi mais alta.

Mas, com toda a repugnância que tem para se misturar ao povo, Lula poderia, sem nenhum risco para sua saúde, ir à manifestação; chegaria de helicóptero e ficaria o tempo todo protegido por um exército de seguranças, tudo pago pelos milhões de reais que o PT coloca à sua disposição. Não quis ir nem assim. É o melhor atestado de óbito para a “estratégia de massas populares” do PT. Se nem Lula aparece, imagine-se as massas.

4 pensou em “A REALIDADE PARALELA DA ESQUERDA

  1. O bandido não foi por causa da vaca, que hoje anda magra para os lados da esquerdalha.
    Quando eles tomavam conta do dinheiro publico teriam pago o preço de um trio eletrico da Bahia, e colocado o carro do ovo ou do churros no lugar, mas só com $100.000,00 o dinheiro não deu para todo mundo e como ele viu que iria ganhar pouco, fez beicinho e ficou em casa batendo o pé e dizendo:
    _ não vou
    _ não vou
    _ não vou

  2. Esse Cara é uma figura que saiu do inferno. Ele destila ódio. Quer o
    poder para melhor destruir o Brasil.
    Volta pros infernos Satanaz !!!
    Para quem não sabe, digo com toda certeza, esse cara veio acompanhado de alguns milhares de almas penadas procurando vingança na terra. Ele não é proveniente do Brasil, mas sim de um planeta , para o qual ele será levado de volta com toda]
    a sua comitiva. Comitiva ? sim, porque ele é encastelado dos infernos, por isso tem algum poder e consegue se livrar da justiça.
    Mas, tem sempre um novo dia e o seu dia certamente chegará.
    No reino infernal ele faz parte de alta hierarquia.
    A data limite dele é de 77 anos.

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