A MULA SAPECA

Taquei a espora na mula
Mas, passei por aperreios,
A mula deu tanta popa
Que rebentou os arreios.

A mula é baixeira
Sapeca mimosa
Disposta fogosa
Sagaz e ligeira,
Vou nela pra feira
Mais ela é assim
Cheia de pantim,
De malinação,
Prestou atenção
Quando dei bobeira
Por ser traiçoeira
Jogou-me no chão.

Botei-lhe a cangalha
Fui buscar ração,
Capim colonião,
Grama, bredo e palha.
Porém minha falha
Não se justifica,
Com uma tabica
Bati na garupa
Com tão grande upa,
Fiquei cabisbaixo
Botou tudo abaixo
Só por minha culpa.

Nessa mula minha
Muito eu empreendo,
Não troco e nem vendo
Porque a bichinha,
Gosta de uma rinha
Mas é viajante!
Pra perto ou distante
Está preparada,
Não fica enfadada
Nem sente cansaço.
Jamais me desfaço
Daquela danada.

Taquei a espora na mula
Mas, passei por aperreios,
A mula deu tanta popa
Que rebentou os arreios.

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