PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

Foste meiga, jovial, piedosa e pura,
teu coração era o seguro pouso
para o amorável coração do esposo
e para os filhos a mansão segura.

A que te deu o ser toda ternura
consagravas e honrá-la era-te um gozo;
como um sol sempre claro e generoso
tua alma a tudo enchia de ventura.

Mas eis que de repente faz-se a treva,
teu sorriso se apaga, ai quem te leva
tão moça e bela assim para o sepulcro?

mistério da vida atro e profundo,
por que tão cedo se extinguiu no mundo
a luz bendita de teu rosto pulcro?

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