AUGUSTO NUNES

A CPI da Pandemia é a primeira da história que começou com o relatório final já concluído. O relator Renan Calheiros, conhecido pelo codinome Atleta no Departamento de Propinas da Odebrecht, acusa Jair Bolsonaro de ter cometido pelo menos três pecados mortais: não proibiu a entrada do coronavírus no Brasil, não encomendou 420 milhões de vacinas antes que fossem inventadas e debochou dos métodos científicos aplicados pelos governadores dos Estados que lideram o ranking de infecções e óbitos.

Amparado nessas graves acusações, o senador do MDB responsabiliza o presidente da República por todas as mortes ocorridas no Brasil depois da chegada da Covid-19. Nas observações derradeiras, Renan Calheiros ressalva que o governador alagoano Renan Filho não foi investigado pela CPI porque todo mundo sabe que é tão honesto quanto
o pai.

A julgar pela sessão desta terça-feira, estrelada pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, o ritmo da CPI será muito mais lento que a redação do relatório. Inscreveram-se para discursar os 11 titulares, os 9 suplentes e quase todos os senadores restantes. Se a fila de oradores não for drasticamente reduzida, o país inteiro estará vacinado quando a CPI chegar ao fim.

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  1. Nunes

    Primeiro, este é o risco que se corre em uma democracia: a maioria determina o que deve ser aprovado; sendo sempre a maioria que deter mina presidente e relartor.

    Lembro dos tempos em que as esquerdas tinham maioria: nada se aprovava se não fosse esse o desejo deles.

    Segundo: o problema se iniciou quando o presidente apoiou Davi Alcolumbre, fazendo com que Renan desistisse da candidatura. Renan ficou chateadoo, mas como raposa velha, aguardou a oportunidade. E ela apareceu agora.

    Ou seja, o presidente apoiou um senador inexpressivo (onde anda ele, agora? Está sumido) e desagradou a um senador influente em seu partido, que detém a maioria dos senadores.

    Veja, NÃO estou fazendo juizo de valor, estou apenas relatando o meu entendimento.

    Veja, estou acompanhando as sessões. Os senadores governistas estão patéticos. O senador Heinze há três dias vem fazendo o mesmo discurso, para o qual ninguém dá pelota. Eu, particularmente não deendo nenhum senador, acho tudo farinha do mesmo saco, com raras exceções.

    A pergunta: se o presidente tivesse apoiado Renan, teríamos CPI? Duvido.

    Poderia dizer, como John Wayne (num filme famoso) “Good politician, dead politician”

    Abraços

  2. O tiro poderá sair pela culatra e esta CPI ser um grande fator para a reeleição do Bolsonaro. Falem bem ou falem mal, mas falem de mim! Henry B. King.

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