DEU NO JORNAL

Diante da situação extrema que pode levar o caos ao Ceará, o governador do estado, Camilo Santana e o presidente Jair Bolsonaro fecharam os termos para o envio de tropas federais para conter o motim da PM cearense. Mais do que o bom senso, prevaleceu a inteligência política. Mas seja qual for o desdobramento, o presidente da República sairá fortalecido.

A intervenção federal, chamada GLO (Garantia da Lei e da Ordem), foi autorizada nesta quinta-feira (21) por meio de decreto e prevê que as Forças Armadas fiquem na cidade de Sobral até 28 de fevereiro. O ministro Sergio Moro já havia enviado a Força Nacional de Segurança Pública, que permanecerá no Estado por 30 dias.

A GLO foi solicitada por Santana, que registrou nas redes sociais: “Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro pelo apoio do governo federal neste momento”. Bom sinal. O que menos precisamos neste momento é de acirramento e polarizações.

Nem seria o caso de lembrar o quanto o PT criticou o envio de forças federais no Rio de Janeiro, durante o governo Temer. Antes assim: sempre há tempo para respeitar as instâncias da Federação e agir de forma responsável quando a gravidade dos fatos exige.

Todos os brasileiros torcem para que a greve (ilegal) seja debelada, sem a necessidade de confrontos e mortes. Será bom para o governador petista. Mas melhor ainda para o presidente da República, que atendeu de pronto à solicitação de um adversário político. O país agradece.

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  1. E o que se vai fazer com o doido Cid Gomes, que tentou invadir uma área militar?
    É bem verdade que ocupada por militares amotinados.
    Todavia, isto não tirou a qualificação da área, que continuou militar e como tal, decerto, contava com uma guarnição de serviço, que deveria zelar, não pelos companheiros que protestavam em seu portão, mas pela integridade do bem estadual, que mesmo relativamente desguarnecido era um próprio estadual, nesse instante danificado pelo ato tresloucado do ‘senador (?)’.
    Embora fosse um ato que geraria consequências indesejáveis para o momento, o sentinela da hora poderia e deveria ter agido de acordo com as normas militares de segurança ou seja deveria ter cumprido o padrão, ou seja “fogo nele”.
    Aí, então, teríamos um ferimento verdadeiro, com sangue real e não a pantomima que vimos, com a cumplicidade dos “coleguinhas jornalistas”, do desfile de alguém que levou dois balaços (muito merecidos, se verdadeiros ) de uma .40 ‘nos peito’, como diz o Zé Povinho, saiu andando e recebeu alta hospitalar antes mesmo de decorridos o tempo regulamentar de cautela com um ferimento dessa natureza.
    Por outro lado, o CRM do Ceará tem por obrigação fiscalizar os médicos que contribuíram para essa provável farsa, vez que constituiu infração ética e, até mesmo, contravenção penal, o fornecimento de atestado de saúde falso, que parece ter ocorrido.

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