J.R. GUZZO

De todos as dificuldades que o ex-presidente Lula vai ter durante a sua campanha eleitoral de 2022 uma das mais complicadas é a corrupção. O ideal, para ele, seria que o assunto fosse esquecido. Corrupção? O que é isso? Os problemas do Brasil são bem outros, gostaria de dizer ele – e, a partir daí, soltar o verbo com aquela discurseira de sempre, onde não se compromete a nada de sério e promete tudo que há de errado, do “controle dos meios de comunicação” à venda das reservas do Brasil em dólares para distribuir ao povão.

Queira ou não queira, entretanto, a corrupção não vai sumir por um ato de vontade de Lula, do PT e do estado maior da sua campanha de 2022. Ele vai dizer o que, então? Segundo informa a jornalista Malu Mader em um artigo em O Globo, a primeira coisa que ocorreu ao partido até o momento foi montar um programa negacionista, e põe negacionista nisso, em relação às acusações de roubalheira extrema na Petrobras – ou seja, o petrolão, possivelmente o surto de ladroagem mais tresloucado de todo o período Lula-Dilma. A ideia, aí, é negar, pura e simplesmente, que houve qualquer roubo na Petrobras.

A estratégia, ao que parece, é dizer ao público que tudo não passou, digamos assim, de um grande mal-entendido, que os inimigos de Lula, maliciosamente, transformaram em denúncia. Não houve, por essa teoria, superfaturamento na Petrobras porque “as auditorias” feitas nos contratos não mostraram a prática de sobrepreço; além disso, argumenta o PT, a Petrobras é “uma empresa de capital aberto” que opera inclusive na “Bolsa de Valores de Nova York” e, pelo que se deve concluir deste fato, os contratos que a sua diretoria fez não poderiam estar incorretos. Empresa de capital aberto não rouba, não é mesmo? Parlamentares petistas deverão fazer um curso intensivo de três horas para entender o plano de defesa e rebater as acusações de corrupção que forem feitas durante a campanha. A gerente operacional do projeto é a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann – ou “presidente”, de novo, para respeitar-se a “linguagem neutra” hoje em promoção na esquerda e na Rede Globo.

Lula deve saber o que está fazendo; ninguém vai querer ensinar política a um personagem descrito pelos analistas, e por ele próprio, como maior gênio político que este país já viu. Mas, vista de hoje, a ideia toda, do começo ao fim, parece muito ruim. Em primeiro lugar, porque faz uma grosseira trapaça de palavras ao dizer que não houve “superfaturamento”. Pode não ter sido utilizada exatamente esta palavra, “superfaturamento”, durante o processo, mas houve roubo, sim – e é só isso o que interessa. A própria Petrobras, e com Dilma na presidência da República, estimou em seu balanço de 2014 que foram de 2,5 bilhões de dólares – sim, de dólares – as perdas da empresa com “valores que a Petrobras pagou adicionalmente” por ativos envolvidos na roubalhança lulo-dilmista. É o quê, isso? Roubo.

O projeto estratégico a ser executado pela deputada, além do mais, tem uma dificuldade mortal: uma penca de altos executivos da Petrobras confessou os crimes de corrupção passiva que cometeu durante o regime de Lula e Dilma. Muito pior que isso: devolveram o dinheiro roubado, ou parte dele. A pergunta é a mais simples do mundo: se não roubaram, por que devolveram? Para fazer uma doação pessoal ao “Estado” brasileiro? A Petrobras recebeu de volta, até hoje, 6 bilhões de reais. Não se sabe como o cursinho da deputada vai orientar os militantes e parlamentares petistas a responderem à pergunta acima.

Não seria melhor o PT se fazer de morto quanto à toda essa história de corrupção e não tocar, simplesmente, no assunto? É claro que os inimigos vão deitar e rolar, mas o que se vai fazer? O que se roubou está roubado; não dá para “desroubar”. Talvez desse mais lucro ficar falando em genocídio, miséria no Nordeste e perseguição aos quilombolas, ou qualquer outra coisa saída do saco de assuntos da esquerda. Mas é Lula quem sabe da sua vida.

7 pensou em “A ESTRATÉGIA É NEGAR O ROUBO

  1. Interessante este artigo do J. R. Guzzo.

    Primeiro eu devo dizer que, assim como eu, ele também troca Jesus por Genésio. Malu Mader é uma atriz da Globo. A jornalista a que ele se refere é a esquerdista Malu Gaspar.

    Feita esta observação, fico com a impressão, quanto à questão da roubalheira do Petrolão e outras, farão a tática de acusar de volta. Explico: Bolsonaro fala que na era PT foram roubados bilhões (e bota bilhão nisso) da Petrobrás. Lulla rebate dizendo que a mulher do Bolsonaro, Michelle, recebeu do Queirós (é o máximo que elles têm) em 10 anos em cheques, a bolada de 80 mil reais, coisa aí de mil reais por mês em média. Tá vendo, dirá Lulla? V. também roubou. Precisa ver se isso colará para o povão.

    Eu acho que Bolsonaro nem precisará insistir na questão da roubalheira, pois o povão já sabe que Lulla é ladrão. Basta falar do que seu governo fez pelo país nos últimos 4 anos em obras, ajuda aos pobres, retomada do crescimento, empregos em alta, aumento da produtividade agrícola. Isso basta.

    • É preciso falar sobre roubalheira, sim, pois o povão já sabe que Lula é ladrão. Mas não é só ele que é ladrão.

      – O mito lacrador embolsava 90% do salário de funcionários do seu gabinete de deputado federal.

      – Ele já apresentou nota fiscal superfaturada referente ao abastecimento num só dia de um um único carro com mais de MIL LITROS de gasolina.

      -1 dólar de propina por uma dose de vacina.

      Ladrão. Sempre foi ladrão.

      • Narrativas, caro Ari, narrativas que não param em pé,

        Mostre uma prova do que v. falou e eu deixo de apoiar Bolsonaro.

        Se for atrás de picuinhas não sobra um deputado.

        Cometeu crime? foi processado? TEm inquérito?

        Quanto JB embolsou nas vacinas?

        Só narrativas da imprensa

  2. Brazil’s Petrobras pays $853.2 mln fines to DOJ, SEC in corruption probe

    SAO PAULO, Oct 4 (Reuters) – Brazil state-run oil company Petroleo Brasileiro SA (PETR4.SA) said on Monday it has paid $853.2 million to the U.S. Department of Justice and Securities Exchange Commission as part of an agreement with U.S. authorities in 2018.

    The payment ends the DOJ’s monitoring of the company after a corruption probe that began with the Car Wash investigation.

    https://www.reuters.com/business/energy/brazils-petrobras-pays-8532-mln-fines-doj-sec-corruption-probe-2021-10-04/

    Estas notícias no exterior já servem para desmentir qualquer alegação do PT.
    R$4,691 bilhões não dá para escamotear pelos ativistas, mortadelas, sindicalistas.

    Banco suíço denuncia contas usadas pela JBS e atribuídas a Lula e Dilma, diz jornal
    O volume de dinheiro e os padrões de transferências sem justificativa levantaram a suspeita de crimes financeiros, embora a instituição desconheça os beneficiários das movimentações
    Em delação à Procuradoria Geral da República, o empresário dono da JBS Joesley Batista afirmou que abriu contas na Suíça para favorecer os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que chegaram a um valor de US$ 150 milhões

    https://www.infomoney.com.br/politica/banco-suico-denuncia-contas-usadas-pela-jbs-e-atribuidas-a-lula-e-dilma-diz-jornal/

    OBRAS NO EXTERIOR COM DINHEIRO DO BNDES:

    Seguem 20 exemplos de investimentos que o banco considerou estarem aptos a receberem investimentos financiados por recursos brasileiros. Você confirma todas as informações clicando aqui.

    1) Porto de Mariel (Cuba)
    porto-mariel-cuba.jpg

    Valor da obra – US$ 957 milhões (US$ 682 milhões por parte do BNDES)

    Empresa responsável – Odebrecht

    2) Hidrelétrica de San Francisco (Equador)
    uhe-sanfrancisco-equador_1.jpg

    Valor da obra – US$ 243 milhões

    Empresa responsável – Odebrecht

    Após a conclusão da obra, o governo equatoriano questionou a empresa brasileira sobre defeitos apresentados pela planta. A Odebrecht foi expulsa do Equador e o presidente equatoriano ameaçou dar calote no BNDES.

    3) Hidrelétrica Manduriacu (Equador)
    manduriacu.jpg

    Valor da obra – US$ 124,8 milhões (US$ 90 milhões por parte do BNDES)

    Empresa responsável – Odebrecht

    Após 3 anos, os dois países ‘reatam relações’, e apesar da ameaça de calote, o Brasil concede novo empréstimo ao Equador.

    4) Hidroelétrica de Chaglla (Peru)
    ala1.jpg Valor da obra – US$ 1,2 bilhões (US$ 320 milhões por parte do BNDES)

    Empresa responsável – Odebrecht

    5) Metrô Cidade do Panamá (Panamá)
    panama-Metro.jpg

    Valor da obra – US$ 1 bilhão

    Empresa responsável – Odebrecht

    6) Autopista Madden-Colón (Panamá)
    sec_1_panama_11.jpg Valor da obra – US$ 152,8 milhões

    Empresa responsável – Odebrecht

    7) Aqueduto de Chaco (Argentina)
    img_964.jpg

    Valor da obra – US$ 180 milhões do BNDES

    Empresa responsável – OAS

    8) Soterramento do Ferrocarril Sarmiento (Argentina)
    1652110w645.jpg Valor – US$ 1,5 bilhões do BNDES

    Empresa responsável – Odebrecht

    9) Linhas 3 e 4 do Metrô de Caracas (Venezuela)
    01.-Metro-de-Caracas.jpg
    Valor da obra – US$ 732 milhões

    Empresa responsável – Odebrecht

    10) Segunda ponte sobre o rio Orinoco (Venezuela)
    ponte-rio-orinoco2_g.png

    Valor da obra – US$ 1,2 bilhões (US$ 300 milhões por parte do BNDES)

    Empresa responsável – Odebrecht

    11) Barragem de Moamba Major (Moçambique)
    imagem-1228.jpg Valor da obra – US$ 460 milhões (US$ 350 milhões por parte do BNDES)

    Empresa responsável – Andrade Gutierrez

    12) Aeroporto de Nacala (Moçambique)
    nacala_1.jpg Valor da obra – US$ 200 milhões ($125 milhões por parte do BNDES)

    Empresa responsável – Odebrecht

    13) BRT da capital Maputo (Moçambique)
    Mhoje_baixa3_photo_jpg.jpg Valor da obra – US$ 220 milhões (US$ 180 milhões por parte do BNDES)

    Empresa responsável – Odebrecht

    14) Hidrelétrica de Tumarín (Nicarágua)
    Agua-Verm0801.jpg
    Valor da obra – US$ 1,1 bilhão (US$ 343 milhões)

    Empresa responsável – Queiroz Galvão

    *A Eletrobrás participa do consórcio que irá gerir a hidroelétrica

    15) Projeto Hacia el Norte – Rurrenabaque-El-Chorro (Bolívia)
    Evo-y-Lula-da-Silva.jpg

    Valor da obra – US$ 199 milhões

    Empresa responsável – Queiroz Galvão

    16) Exportação de 127 ônibus (Colômbia)
    120_transmilenio_1.jpg

    Valor – US$ 26,8 milhões

    Empresa responsável – San Marino

    17) Exportação de 20 aviões (Argentina)
    01942215000.jpg

    Valor – US$ 595 milhões

    Empresa responsável – Embraer

    18) Abastecimento de água da capital peruana – Projeto Bayovar (Peru)
    4568916331_6d20d28d33_z.jpg

    Valor – Não informado

    Empresa responsável – Andrade Gutierrez

    19) Renovação da rede de gasodutos em Montevideo (Uruguai)
    y-Gasoducto-Neuba-II-editada.jpg

    Valor – Não informado

    Empresa responsável – OAS

    20) Via Expressa Luanda/Kifangondo
    via.jpg

    Valor – Não informado

    Empresa responsável – Queiroz Galvão

    Como estes existem mais de 3000 empréstimos concedidos pelo BNDES no período de 2009-2014. Conforme mencionado acima, o banco não fornece os valores… Ainda.

    https://www.mises.org.br/article/1985/20-obras-que-o-bndes-financiou-em-outros-paises

  3. 20 obras que o BNDES financiou em outros países

    Não é novidade para ninguém que o Brasil tem um problema grave de infraestrutura.
    Diante dessa questão, o que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) faz? Financia portos, estradas e ferrovias — não no Brasil, mas em diversos países ao redor do mundo.

    Desde que Guido Mantega deixou a presidência do BNDES e se tornou Ministro da Fazenda, em abril de 2006, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social tornou-se peça chave no modelo de desenvolvimento proposto pelo governo.

    O BNDES, quando despido de toda a propaganda ideológica, não passa de uma perniciosa máquina de redistribuição de renda às avessas. Uma vez que você entende como realmente funciona este suposto banco de desenvolvimento, torna-se claro seu mecanismo espoliativo.

    Originalmente, os recursos do BNDES eram oriundos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador — fundo destinado a custear o seguro-desemprego e o abono salarial). Só que, dado que os recursos do FAT advêm das arrecadações do PIS e do PASEP, na prática os recursos do BNDES eram originados dos encargos sociais que incidem sobre a folha de pagamento das empresas. Esse dinheiro era então direcionado para as grandes empresas a juros subsidiados.

    Este arranjo, por si só, já denotava um grande privilégio. Por que, afinal, as pequenas empresas devem financiar os juros subsidiados das grandes empresas?

    O problema é que essa matriz, já ruim, foi alterada para pior a partir de 2009. Se antes o BNDES se financiava exclusivamente via impostos, agora ele passou a se financiar também via endividamento do Tesouro, o que significa que ele se financia via inflação monetária.

    Funciona assim: como o BNDES não tinha todo o dinheiro que o governo queria destinar a seus empresários favoritos — como o multifacetado Senhor X —, o Tesouro começou a emitir títulos da dívida com o intuito de arrecadar esse dinheiro para complementar os empréstimos.

    E quem compra esses títulos? O sistema bancário. Como ele compra? Criando dinheiro do nada, pois opera com reservas fracionárias.

    O gráfico a seguir mostra a evolução dos empréstimos do BNDES, atualmente com um saldo de R$615 bilhões. Observe a guinada ocorrida em meados de 2009, quando essa nova modalidade foi implantada.

    Evolução dos empréstimos concedidos pelo BNDES. A linha vermelha (que foi descontinuada em 2013) representa a soma da linha azul (empresas) com a linha verde (pessoas físicas).

    Portanto, além de aumentar o endividamento do governo, este mecanismo utilizado pelo Tesouro para financiar o BNDES também aumenta a quantidade de dinheiro na economia. Logo, ele espolia duplamente os mais pobres: destrói o poder de compra da moeda e ainda utiliza os impostos dos pequenos para financiar empresários ricos.

    Desde a adoção dessa nova modalidade, o total de repasses do Tesouro ao BNDES saltou de R$ 9,9 bilhões — 0,4% do PIB — para R$ 440 bilhões — 8,5% do PIB.

    Alguns desses empréstimos, aqueles destinados a financiar atividades de empresas brasileiras no exterior, eram considerados secretos pelo banco. Só foram revelados porque o Ministério Público Federal pediu na justiça a liberação dessas informações. Em agosto, o juiz Adverci Mendes de Abreu, da 20.ª Vara Federal de Brasília, considerou que a divulgação dos dados de operações com empresas privadas “não viola os princípios que garantem o sigilo fiscal e bancário” dos envolvidos.

    A partir dessa decisão, o BNDES é obrigado a fornecer dados sobre que o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) solicitarem. Descobriu-se assim uma lista com mais de 2.000 empréstimos concedidos pelo banco desde 1998 para construção de usinas, portos, rodovias e aeroportos no exterior.

    Quem defende o financiamento de empresas brasileiras no exterior argumenta que a prática não é exclusiva do Brasil. Também ocorre na China, Espanha ou Estados Unidos por exemplo. O BNDES alega também que os valores destinados a essa modalidade de financiamento correspondem a cerca de 2% do total de empréstimos, e que os valores são destinados a empresas brasileiras (empreiteiras em sua maioria), e não aos governos estrangeiros.

    A seleção dos recebedores destes investimentos, porém, segue incerta: ninguém sabe quais critérios o BNDES usa para escolher os agraciados pelos empréstimos. Boa parte das obras financiadas ocorre em países pouco expressivos para o Brasil em termos de relações comerciais, o que leva a suspeita de caráter político na escolha.

    Outra questão polêmica são os juros abaixo do mercado que o banco concede às empresas. Ao subsidiar os empréstimos, o BNDES funciona como um Bolsa Família ao contrário, um motor de desigualdade: tira dos pobres para dar aos ricos. Ou melhor, capta dinheiro emitindo títulos públicos, com base na taxa SELIC (11,75% ao ano), e empresta a 5%. Essa diferença entre custo de captação e receita é arcada por nós, via impostos e carestia.

    Seguem 20 exemplos de investimentos que o banco considerou estarem aptos a receberem investimentos financiados por recursos brasileiros. Você confirma todas as informações clicando aqui.

    1) Porto de Mariel (Cuba)
    porto-mariel-cuba.jpg

    Valor da obra – US$ 957 milhões (US$ 682 milhões por parte do BNDES)

    Empresa responsável – Odebrecht

    2) Hidrelétrica de San Francisco (Equador)
    uhe-sanfrancisco-equador_1.jpg

    Valor da obra – US$ 243 milhões

    Empresa responsável – Odebrecht

    Após a conclusão da obra, o governo equatoriano questionou a empresa brasileira sobre defeitos apresentados pela planta. A Odebrecht foi expulsa do Equador e o presidente equatoriano ameaçou dar calote no BNDES.

    3) Hidrelétrica Manduriacu (Equador)
    manduriacu.jpg

    Valor da obra – US$ 124,8 milhões (US$ 90 milhões por parte do BNDES)

    Empresa responsável – Odebrecht

    Após 3 anos, os dois países ‘reatam relações’, e apesar da ameaça de calote, o Brasil concede novo empréstimo ao Equador.

    4) Hidroelétrica de Chaglla (Peru)
    ala1.jpg Valor da obra – US$ 1,2 bilhões (US$ 320 milhões por parte do BNDES)

    Empresa responsável – Odebrecht

    5) Metrô Cidade do Panamá (Panamá)
    panama-Metro.jpg

    Valor da obra – US$ 1 bilhão

    Empresa responsável – Odebrecht

    6) Autopista Madden-Colón (Panamá)
    sec_1_panama_11.jpg Valor da obra – US$ 152,8 milhões

    Empresa responsável – Odebrecht

    7) Aqueduto de Chaco (Argentina)
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    Valor da obra – US$ 180 milhões do BNDES

    Empresa responsável – OAS

    8) Soterramento do Ferrocarril Sarmiento (Argentina)
    1652110w645.jpg Valor – US$ 1,5 bilhões do BNDES

    Empresa responsável – Odebrecht

    9) Linhas 3 e 4 do Metrô de Caracas (Venezuela)
    01.-Metro-de-Caracas.jpg
    Valor da obra – US$ 732 milhões

    Empresa responsável – Odebrecht

    10) Segunda ponte sobre o rio Orinoco (Venezuela)
    ponte-rio-orinoco2_g.png

    Valor da obra – US$ 1,2 bilhões (US$ 300 milhões por parte do BNDES)

    Empresa responsável – Odebrecht

    11) Barragem de Moamba Major (Moçambique)
    imagem-1228.jpg Valor da obra – US$ 460 milhões (US$ 350 milhões por parte do BNDES)

    Empresa responsável – Andrade Gutierrez

    12) Aeroporto de Nacala (Moçambique)
    nacala_1.jpg Valor da obra – US$ 200 milhões ($125 milhões por parte do BNDES)

    Empresa responsável – Odebrecht

    13) BRT da capital Maputo (Moçambique)
    Mhoje_baixa3_photo_jpg.jpg Valor da obra – US$ 220 milhões (US$ 180 milhões por parte do BNDES)

    Empresa responsável – Odebrecht

    14) Hidrelétrica de Tumarín (Nicarágua)
    Agua-Verm0801.jpg
    Valor da obra – US$ 1,1 bilhão (US$ 343 milhões)

    Empresa responsável – Queiroz Galvão

    *A Eletrobrás participa do consórcio que irá gerir a hidroelétrica

    15) Projeto Hacia el Norte – Rurrenabaque-El-Chorro (Bolívia)
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    Valor da obra – US$ 199 milhões

    Empresa responsável – Queiroz Galvão

    16) Exportação de 127 ônibus (Colômbia)
    120_transmilenio_1.jpg

    Valor – US$ 26,8 milhões

    Empresa responsável – San Marino

    17) Exportação de 20 aviões (Argentina)
    01942215000.jpg

    Valor – US$ 595 milhões

    Empresa responsável – Embraer

    18) Abastecimento de água da capital peruana – Projeto Bayovar (Peru)
    4568916331_6d20d28d33_z.jpg

    Valor – Não informado

    Empresa responsável – Andrade Gutierrez

    19) Renovação da rede de gasodutos em Montevideo (Uruguai)
    y-Gasoducto-Neuba-II-editada.jpg

    Valor – Não informado

    Empresa responsável – OAS

    20) Via Expressa Luanda/Kifangondo
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    Valor – Não informado

    Empresa responsável – Queiroz Galvão

    Como estes existem mais de 3000 empréstimos concedidos pelo BNDES no período de 2009-2014. Conforme mencionado acima, o banco não fornece os valores… Ainda.

    https://www.mises.org.br/article/1985/20-obras-que-o-bndes-financiou-em-outros-paises

  4. Como esconder isto? “O órgão regulador do mercado de valores mobiliários nos Estados Unidos (SEC, na sigla em Inglês) multou a Petrobras em 1,78 bilhão de dólares (7,16 bilhões de reais) por enganar os investidores, manipulando sua contabilidade para esconder um esquema fraudulento que lhe permitiu pagar subornos. A empresa chegou a um acordo extrajudicial em janeiro nos EUA para compensar os investidores afetados pelo escândalo. Na época, prometeu compensá-los com 2,95 bilhões de dólares (11,8 bilhões de reais) para poder encerrar uma ação coletiva iniciada há três anos. Parte do dinheiro da multa anunciada pela SEC hoje, cerca de 930 milhões dólares (3,71 bilhões de reais), poderá ser usada para pagar os investidores prejudicados. O Departamento de Justiça, por sua vez, anunciou que não adotará ações penais contra a empresa.

    A SEC acusa executivos da Petrobras de atuarem estreitamente com os principais empreiteiros e fornecedores para “inflar em bilhões de dólares o custo de projetos de infraestrutura”. As empresas que realizavam estes projetos, explica, pagaram a mais por isso e dividiram esses pagamentos ilícitos com políticos brasileiros, o que os ajudou a conquistar cargos de alto escalão.”
    https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/27/economia/1538056663_885119.html

  5. “Antes do Bolsonaro o país tava uma merda do caralho” Romário, o Baixinho, dono da bola por onde jogou (ídolo no Vasco, no Flamengo,no Fluminense e o cara que trouxe o caneco em 94 para o Brasil).

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