CONSTÂNCIA UCHÔA - "IN" CONSTÂNCIAS

Ficando só, seria natural emurchecer-se. Mas não senhor, tinha gosto à vida.

Cantemos a isto: à resistência exalante do amor!

Faz-me necessária a coragem para assumir-se flor em essência. São nas intempéries que a essência é verdadeiramente confessada.

Seu empoderamento era a sutileza.

Ponderada e sensível flor. Será que ainda voga?

14 pensou em “A ESTRADA DE UMA FLOR

  1. Constância Uchôa.
    Queria ser, agora mesmo uma estrada. Bem longínqua e deserta. Para que egoisticamente pudesse contemplar esse sorriso radiante de uma flor enraizada bem no meio do caminho do coração. Onde de dia o sol aquece com seus raios quentes e à noite ser iluminada pelo brilho da lua cheia. Chuva fina a regaria. Não iria colhê-la, para nunca acabar o encanto de admirá-la.

  2. O peruano e a perua (??????)

    Neste dia de Constância, aniversaria o genial Mario Vargas Llosa (Jorge Mario Pedro Vargas Llosa, marquês de Vargas Llosa – Arequipa, 28 de março de 1936), écrivain péruvien et lauréat du prix Nobel de littérature, né en 1936.
    E isso é genial, pois a maestria de ambos em fazer as palavras se chocarem ecoando encantamento diante de ossos olhos é algo único e maravilhoso.

    Falando em flor em meio à lama e ao lodo dos textos políticos (quase 100 por dia), que pululam e poluem nestas águas fubânicas, pego carona com os egípcios antigos, que associavam a flor de lótus (a flor de lótus possui raízes fundamentadas em meio à lama e ao lodo de lagoas e lagos) com o deus do sol Ra, porque a flor se fecha durante a noite e se abre todas as manhãs com o ressurgimento do sol e digo: és a flor de lótus fubânica, que se fecha ao anoitecer do domingo e se abre ao alvorecer dominical do porvir (como anda demorando chegar os domingos da Uchôa. Dizem que crise de abstinência mata.), iluminando quem se arrisca nas .”IN” CONSTÂNCIAS dominicais de sua lavra.

    Despeço-me com um até todos os próximos domingos de nossa existência, Lótus Uchôa…

    • Na Índia, uma pequena lenda conta a historia da criação da flor de lótus:
      Um dia, reuniram-se para uma conversa, à beira de um lago quatro irmãos. Eram eles o Fogo, a Terra, a Água e o Ar.

      Como eram raras as oportunidades de estarem todos juntos, comentavam como haviam se tornado presos a seus ofícios, com pouco tempo livre para encontros familiares. Mas a Água lembrou aos irmãos que estavam cumprindo a lei divina, e este era um trabalho que deveria lhes trazer o maior dos prazeres.

      Assim, aproveitaram o momento para confraternizar e contar, uns aos outros, o que haviam construído – e destruído – durante o tempo em que não se viam. Estavam todos muito contentes por servirem à criação e poderem dar sua contribuição à vida, trabalhando em belas e úteis formas.

      Então se lembraram de como o homem estava sendo ingrato. Construído ele próprio pelo esforço destes irmãos, não dava o devido valor à vida. Os irmãos chegaram a pensar em castigar o homem severamente, deixando de ajudá-lo. Mas, por fim, preferiram pensar em coisas boas e alegres.

      Antes de se despedir, decidiram deixar uma recordação ao planeta deste encontro. Queriam criar algo que trouxesse em sua essência a contribuição de cada um dos elementos, combinados com harmonia e beleza. Sentados à beira do lago, vendo suas próprias imagens refletidas, cada um deu sua sugestão e muitas ideias foram trocadas. Até que um deles sugeriu que usassem o próprio lago como origem.

      Que tal um ser vivo que surgisse da água e se crescesse em direção ao céu? Uma vegetal, talvez? Decidiram-se, então, por uma planta que tivesse suas raízes rente à terra, crescesse pela água e chegasse à plenitude do ar. Ofereceram, cada um, o seu próprio dom. A Terra disse: “darei o melhor de mim para alimentar suas raízes”.

      A Água foi a próxima: “Fornecerei a linfa que corre em meus seios, para trazer-lhe força para o crescimento de sua haste”. “E eu lhe cercarei com minhas melhores brisas, dando-lhe minha energia e atraindo sua flor”, disse o Ar. Então o Fogo, para finalizar o projeto, escolheu o que de melhor tinha a oferecer: “ofereço o meu calor, através do sol, trazendo-lhe a beleza das cores e o impulso do desabrochar”.

      Juntos, puseram-se a trabalhar, detalhe a detalhe, na sua criação conjunta. Quando finalizaram sua obra, puderam se despedir em alegria, deixando sobre o lago a beleza da flor que se abria para o sol nascente. Assim, em vez de punir o ser humano, os quatro irmãos deixaram-lhe uma lembrança da pureza da criação e da perfeição que o homem pode um dia alcançar.

  3. Aquí estamos nosotros “vecchio cuore”… no texto DELA galáxias inteiras em forma de mulher … quanta entrega, fazendo de tudo poesia, INconstante mulher…Dentro de cada mulher potiguar existe uma força vulcânica a não ser igualada. Que me perdoem as irmãs gaúchas, mas é a força que vem da terra, das praias, da nascente do rio. A força que nasce no peito de cada mulher nordestina.

  4. Constância, você é toda boa, tanto proseando, quanto declamando, quanto versificando, quanto gestuando, além de atraente, encantadora.

    Parabéns. Seu talento faz a diferença.

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