DEU NO JORNAL

Rodrigo Constantino

Qualquer pessoa atenta está farta de saber o que é o “ódio do bem”, aquele salvo-conduto que a esquerda tem para destilar seu veneno, desejar o mal aos “fascistas”, disseminar o ressentimento mascarado de falso altruísmo. Mas até para isso deveria haver um limite.

Helio Schwartsman, colunista da Folha de S.Paulo, ultrapassou todos os limites. Ele desejou abertamente, em sua coluna, a morte do presidente Bolsonaro, e o fez com justificativas “racionais”. Ele é, afinal, um “ungido iluminado”, acima das disputas ideológicas, que só se guia pela razão desapaixonada. Ao menos é nisso que ele acredita. Vamos ver alguns trechos:

Jair Bolsonaro está com Covid-19. Torço para que o quadro se agrave e ele morra. Nada pessoal. Como já escrevi aqui a propósito desse mesmo tema, embora ensinamentos religiosos e éticas deontológicas preconizem que não devemos desejar mal ao próximo, aqueles que abraçam éticas consequencialistas não estão tão amarrados pela moral tradicional. É que, no consequencialismo, ações são valoradas pelos resultados que produzem. O sacrifício de um indivíduo pode ser válido, se dele advier um bem maior.

“Nada pessoal”. Imagina se fosse! Helio defende a morte de Bolsonaro “pelo bem maior”, já que adota a “moral” consequencialista, utilitária. Não é por acaso que conservadores sempre alertaram que, ao abandonar Deus e o conceito de eterno, imutável, tudo vale. Se a vida deixa de ser sagrada, o caminho “natural” é valorizar mais o ovo da tartaruga do que um ser humano, seja em gestação, seja já crescido, mas de direita.

Ele continua:

A vida de Bolsonaro, como a de qualquer indivíduo, tem valor e sua perda seria lamentável. Mas, como no consequencialismo todas as vidas valem rigorosamente o mesmo, a morte do presidente torna-se filosoficamente defensável, se estivermos seguros de que acarretará um número maior de vidas preservadas. 

Não é uma ironia, não tem escárnio algum. O autor está defendendo a sério que a morte de Bolsonaro seria desejável porque vantajosa para a “maioria”, segundo seu conceito. Se a maioria assim julgar, pode então eliminar Helio do mapa? Se fizer isso com uma injeção indolor, poderia até ganhar a nobre aura de humanista?

Helio conclui com uma extrapolação para o mundo todo, alegando que a morte de Bolsonaro seria um bom alerta para outros líderes não desprezarem a pandemia:

Numa chave um pouco mais especulativa, dá para argumentar que a morte, por Covid-19, do mais destacado líder mundial a negar a gravidade da pandemia serviria como um “cautionary tale” de alcance global. Ficaria muito mais difícil para outros governantes irresponsáveis imitarem seu discurso e atitudes, o que presumivelmente pouparia vidas em todo o planeta. Bolsonaro prestaria na morte o serviço que foi incapaz de ofertar em vida.

A esquerda rasga sua máscara de humanista! Ou pior: expõe o real drama dos humanistas seculares e “racionais”: sem qualquer empatia real pelo próximo de carne e osso, mascarando o ódio em seus corações com discursos abstratos de amor pela “humanidade”, eles flertam com o demoníaco. Perderam qualquer resquício de pudor. São bestas selvagens sob o manto da civilização. É a barbárie “iluminada”, de jacobinos que degolam desafetos em nome da “fraternidade”. Pobres almas!

PS: Não passou despercebido também o duplo padrão em relação ao que é permitido pelas leis (STF) e o que não é. Adrilles Jorge apontou para a diferença de tratamento:

3 pensou em “A ESQUERDA DEMONÍACA ESCANCARADA

  1. Já passou do tempo de fazer com o Brasil o que se fez na Polônia e na Romênia.

    Enquanto essa turba canhota deseja o teste positivo de Covid-19 pro Bolsonaro (o que também não impede que desejem o mesmo para qualquer pessoa de Direita), positivos também devem se tornar os antecedentes criminais dos integrantes desse levante.

    Não precisam ser presos. Basta uma positivada no fórum.

    Covid-19 cura em uns dias, mas a dor de cabeça de uma certidão positiva é, na melhor das hipóteses, por cinco anos, se não tiver imbróglios posteriores para limpar o registro.

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