A CURIOSIDADE PROMOVE DESCOBERTAS

Conta a lenda que um imenso cardume vivia num lago, onde a água era turva, com algas escuras, de uma aparente abundância, porque o alimento era adquirido sem esforço. Cada indivíduo daquela espécie não tinha nenhuma inquietação, estava saciado e lento em seus movimentos. Aos mais jovens era ensinado que não deveriam sair dali, pois uma corrente próxima desembocava num oceano misterioso e cheio de perigo. Mas, um peixe curioso tentou quebrar a tradição. Aventurou-se a pular, com grande coragem, para alcançar as águas desconhecidas. Quando mergulhou na nova corrente de águas luminosas, sua visão foi renovada. Percebeu alimentos saborosos, outras plantas aquáticas e seres de uma beleza nunca vista.

Este audacioso peixe foi considerado um desertor, um subversivo da ordem de não atravessar os limites determinados. Pessoas curiosas estão dispostas a explorar o desconhecido antes de julgá-lo. Assim, os curiosos não se acomodam à incerteza ou às velhas ideias. Diante do inesperado e do desconhecido, os curiosos sentem-se estimulados a procurar, a desvendar, a conhecer. Estas pessoas tendem a ter mais receptividade às experiências do mundo que as cercam e apresentam mais flexibilidade em relação a tudo o que é novo, diferente, incomum.

A novidade e a curiosidade são atributos humanos – e também animais – que estão relacionados ao processo de busca. O que é novo provoca nossos sistemas de atenção e o ato de ser curioso nos motiva a procurar respostas, a resolver problemas e a aprender a necessidade constante de darmos conta dos diversos desafios, cujos os estímulos ambientais e nossa ávida mente nos apresentam a todo instante. A narrativa demonstra que o ato de ser curioso motiva o aprendizado no sentido de investigarmos o nosso mundo para descobertas e para o desconhecido.

Fonte: Este texto foi encontrado na internet com autoria desconhecida. As pessoas começaram a enviar para os e-mails dos amigos, então, pela importância do assunto resolvi publicar no JBF.

8 pensou em “A CURIOSIDADE PROMOVE DESCOBERTAS

  1. Atire a primeira pedra aquele que não gosta de uma novidade. Eu não estou falando da qualidade da novidade se é boa ou ruim. A grande questão é que a novidade é um elemento de vital importância quando se fala de direcionar a atenção e de motivar a participação de pessoas para se envolver ativamente em determinada atividade. Isso é bem exemplificado na lenda descrita no artigo. Um peixe quebrou a tradição movido pela novidade e a curiosidade. Podemos fazer um paralelo dizendo que muitas invenções da humanidade seguiram esse caminho. Um texto aparentemente simples que provoca uma boa reflexão.

  2. Vitorino,

    É gratificante receber o seu excelente comentário. O seu argumento sobre a novidade me lembrou daqueles shows de artistas de rua em que o indivíduo que se dedica às artes de repente começa a se apresentar, coloca alguns objetos no meio da calçada e inicia a sua performance. Sem demora inicia uma aglomeração de pessoas, intrigadas com a novidade, e o artista tem o desafio de manter a atenção das pessoas em sua apresentação até o fim, em que pedirá uma contribuição financeira. O que faz com que as pessoas se aglomerem e lá permaneçam? A resposta é a novidade e o estado de excitação que ela provoca.

    Saudações fraternas,

    Aristeu

  3. Parabéns pela excelente postagem, prezado Aristeu Bezerra!
    A curiosidade é uma característica do ser humano, e é um dos fatores responsáveis pelo desenvolvimento.. .É uma ferramenta indispensável às grandes descobertas e invenções, que contribuem para a evolução da Ciência e da tecnologia.. Sem a curiosidade, a humanidade viveria no marasmo, tal qual os peixes do cardume a que você se refere no texto.

    Ser curioso significa confrontar, duvidar e não aceitar as coisas como elas são. Isso sempre irrita às classes dominantes. Mas a curiosidade é um fator de suma importância no desenvolvimento de um povo.

    Um grande abraço e uma ótima semana!

    Violante Pimentel

    Natal (RN)

    • Violante,

      Muito obrigado por seu valioso comentário que complementa com observações importantes o meu artigo. O desejo de conhecer faz parte da nossa estrutura psicológica. Queremos saber o que está além daquilo que estamos vendo,
      A curiosidade é uma vontade diferente de aprender, que deixa o cérebro mais alerta e ajuda a gravar melhor as descobertas na memória.
      Nosso cérebro nasce adorando novidades. A exploração do mundo, buscar e conhecer coisas novas, é parte essencial do desenvolvimento humano.

      Saudações fraternas,

      Aristeu

  4. Aristeu.
    Excelente texto para refletirmos! Parabéns!
    Nossa vida pode ser uma comédia, uma aventura ou uma história de superação, sucesso e amor. Mas somos livres também para transformá-la num drama, uma tragédia ou a monotonia. Teremos momentos de dor, de angústia e até mesmo poderemos sentir a vontade de desistir. Mas os momentos ruins não chegam para ficar, eles passarão. Saber aguentar firme essas provações é o que separa os homens dos meninos.
    Todos nós temos tudo isso em nossas vidas. O que muda é como editamos, em quais experiências mantemos nossa inspiração e sobre o que falamos e verdadeiramente acreditamos.
    Tornar desafios em oportunidades…enfrentar e evoluir.
    Pensamentos são a força base onde pulsam a vida, ampliam nosso campo de visão, transforma e concretiza.
    Deixar manifestar o real e verdadeiro estado que vem do coração, a simples base que é a fé e o amor.
    Fraternal abraço!
    Carmen.

  5. Carmen,

    Grato por seu notável comentário. Entendi perfeitamente o seu ponto de vista sobre o assunto, entretanto farei um brevíssimo comentário a respeito da curiosidade e o prazer de aprender.
    Hoje, vivemos num mundo globalizado, em que temos uma enxurrada de informações não é difícil de aguçar a curiosidade. Mas esta curiosidade pode ser tanto para o bem como para o mal. A curiosidade é tão importante quanto à inteligência. A curiosidade prepara o cérebro para aprender, exercitar a mente para o novo, ou entender porque algumas coisas aconteceram no passado, buscando novas respostas e, também, indagações. Já se foi o tempo que o individuo curioso era chamado de bisbilhoteiro ou intrometido, e apenas algumas pessoas tinham o privilégio de alimentar a curiosidade no mundo contemporâneo. Atualmente, a didática faz com que a aprendizagem seja mais prazerosa e desperte no jovem a vontade de aprender, de pesquisar e encontrar respostas para solucionar problemas a fim de melhorar a qualidade de vida no planeta.

    Saudações fraternas,

    Aristeu

  6. Maurício Assuero,

    Agradeço a dica literária. Irei ler com certeza o prefácio de “Nosso Lar”, feito por Emmanuel, em Pedro Leopoldo, 3 de outubro de 1943, no livro de André Luiz, psicografado por Chico Xavier. É bom ter uma mente aberta para absorver conhecimentos de diversas fontes. Valeu!

    Saudações fraternas,

    Aristeu

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