A PALAVRA DO EDITOR

FOI MUITA ÁGUA

O desmantelo foi grande, muito grande, ontem aqui no Recife.

Choveu torrencialmente e vários pontos da cidade ficaram alagados.

Era cada pingo do tamanho de um caroço de jaca!!!

Foram momentos angustiantes e que afetaram toda a cidade.

O assunto foi tema no noticiário nacional.

Hoje o dia também amanheceu chuvoso, mas numa intensidade bem menor que a de ontem.

Estamos torcendo pra que a vida volte ao normal.

Pra relaxar e esquecer o desmantelo da sexta-feira, aqui vai um gostoso forró pra alegrar o nosso sábado.

Vamos ouvir a música A Pergunta, da autoria de Arnaldo Farias e executada pelo Trio Nordestino.

Prestem atenção na malícia bicicleteira da letra.

Ô povo pra gostar de safadeza!!!

Abraços e um excelente final de semana pra toda a comunidade fubânica!

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

DESENROLA 2: VAI AÍ MAIS UM FIASCO

Alan Ghani

O programa Desenrola marcou o início do governo Lula 3. A ação tinha como objetivo incentivar milhares de brasileiros a quitarem as suas dívidas por meio da renegociação das mesmas, com descontos ou melhores condições de pagamento com os bancos. Para incentivar descontos nos juros e no principal, o governo entrava como fiador das dívidas por meio do FGO (Fundo Garantidor de Operações). Assim, em caso de inadimplência do devedor, o governo pagaria o principal.

Além disso, o governo utilizou o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal para influenciar as instituições financeiras privadas a renegociarem seus créditos com seus devedores.

Como esperado, muito marketing e pouco resultado. De lá para cá, houve aumento do endividamento e da inadimplência das famílias e das empresas, tornando-se um grande problema eleitoral para o PT.

Com 80% das famílias endividadas, o governo está para lançar o Desenrola 2.0, que permitirá a utilização de 20% do FGTS das pessoas que ganham até 5 salários mínimos (aproximadamente R$ 8.100).

A causa estrutural do alto endividamento das famílias está ligada ao estímulo ao consumo combinado com a elevação do custo de vida, tornando o pagamento das dívidas insustentável. E é claro que o governo tem muita culpa no cartório.

Primeiro, porque a atual administração foi a primeira a incentivar o consumo dos brasileiros a fim de gerar crescimento econômico a qualquer custo. O fortalecimento e a ampliação de programas sociais, a política de valorização real do salário mínimo, a flexibilização do crédito consignado e os subsídios habitacionais e para a compra de carros populares foram algumas medidas que estimularam um consumo acima do que o brasileiro médio conseguiria suportar. Resultado: mais dívidas.

Segundo, porque o governo foi responsável pelo aumento da inflação, que corroeu o poder de compra, levando milhares de brasileiros a se endividar. O elevado gasto público tem ligação direta com a inflação persistente dos últimos anos, ao pressionar a demanda agregada do país acima do PIB potencial.

Terceiro, o governo também é responsável pelos juros altos, que também potencializam o endividamento das famílias. Os sucessivos déficits fiscais, juntamente com o aumento da dívida pública, incrementam o prêmio pelo risco, elevando as taxas dos títulos públicos. Como as taxas dos títulos do governo são referência para a formação de juros do mercado, uma elevação dos yields dos papéis prefixados e indexados à inflação encarece o crédito privado.

Quarto, o Desenrola 1 trouxe um moral hazard (“risco moral”), incentivando o endividamento e o não pagamento da dívida, pois, no final das contas, a população sabe que o governo vai oferecer algum socorro pró-devedor. A ideia por trás do moral hazard é: para que ficar adimplente se o governo vai me salvar?

Sexto, não há nenhum programa de Estado que valorize a educação financeira na base, com noções de economia e finanças, chamando atenção para o consumo sustentado e consciente. Talvez porque o investimento em educação financeira para crianças não traga votos.

Sétimo, o governo fracassou em mitigar a proliferação de casas de apostas online e do “jogo do tigrinho”, que levaram vários brasileiros ao alto endividamento pela promessa do “dinheiro fácil”.

Talvez o melhor mesmo seria o governo não fazer nada, pois um novo Desenrola só poderá gerar mais incentivo para o alto endividamento continuar. Mas o calendário eleitoral impedirá uma solução de mercado.

DEU NO JORNAL

RAIVOSO

Para Rogério Marinho (PL-RN), a queda do veto de Lula ao PL da Dosimetria “é a derrota de um projeto de poder baseado no rancor”.

O senador diz ainda que o Brasil quer virar a página e seguir em frente.

* * *

Não é só esse veto ao PL da Dosimetria.

Todo projeto de poder do atual governo é baseado no rancor.

O chefão tá sempre emputiferado, babando raiva pelos cantos dos beiços.

DEU NO X

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

SINISTROS CARECAS

Arnaldo Jabor

Aproveitei alguns pensamentos “alfinetantes” do saudoso Arnaldo Jabor para ilustrar nossa redação, com o desejo de despertar o orgulho dos brasileiros de bem, que ainda podem reagir para tirar o Brasil do buraco em que está metido.

Há 20 anos, aquele famoso escritor, cineasta e apresentador de tv, deixou frases que poderíamos considerá-las brocados clássicos do nosso tempo; ou seja, marcas emblemáticas das formas de procedimento.

Foram conceitos que profetizaram épocas e, ao mesmo tempo, servem de comparação com fatos da atualidade, porque há semelhanças entre elas e eles, os que se entranham na política-partidária, mesmo sem votos.

Algumas afirmações do cineasta descrevem parte de histórias análogas àqueles personagens que se encontram com as rédeas da Nação, em nossos dias.

Desta vez escrevemos uma crônica diferente. Fizemos um arranjo, adaptando algumas coisas bem ditas por Jabor, que como Nelson Rodrigues, “alfinetava”, sem pena, essa cambada que usufrui do Poder para se locupletar.

Vejamos as semelhanças com frases de Arnaldo Jabor:

Sou hoje parte dos detritos da nação!
O Brasil já assumiu a própria miséria.
Os marxistas de galinheiro estão infiltrados no Poder.
O serviço público está em aparelhamento crescente.
Não há um plano de governo, nem sabem governar.
Parecem macacos disputando minhocas num buraco.
Todos querem meter as mãos nas cumbucas do Estado.
Um dia, Zé Dirceu encontrou Lula e foi uma festa!
O grevista virou robô do Zé, seu manobreiro nas sombras.
Na porta das fábricas, ambos eram “símbolos de santidade.”
E unidos na luta, criaram um partido que seria sério, se não fosse enganoso.

O pedaço entristecedor de tudo isso é que eles visavam transformar, a partir daquela época, num prazo de 30 anos, o partido numa república sindicalista. Mas, essa evidência, logo despertou os intelectuais co-fundadores, que eram pessoas idôneas e capazes de apresentar planos.

E diante dessas conclusões bem amadurecidas, caíram fora do partido que congregaria trabalhadores de vários níveis: Heloísa Helena, Hélio Bicudo, Sérgio Buarque de Holanda, Dom Paulo Evaristo Arns, Cristovam Buarque, Ruy Fausto, Paulo Arantes, Antônio Cândido e vários outros, empobrecendo a legenda e desviando-a dos seus princípios basilares.

Deu no que deu!

As críticas e a revolta salientaram a “esquerdalhação” dos princípios éticos originais; a guinada para a centro-esquerda e o papel submisso que a intelectualidade passou a ter nos governos, envolvendo a substituição de figuras históricas por burocratas de meia tigela, alterando a base de apoio intelectual do partido.

E aí foram aparecendo os “ptralhas” e os políticos canalhas. A agremiação passou a agregar tudo quanto não prestava em termos de gente aproveitadora. Até que perderam o controle total das maracutaias que foram proliferando sem estribeira.

Hoje o que se vê, o Brasil é um país anarquizado, com milhares de pessoas dependentes de uma CPI, onde o “Careca do INSS”, culpado por considerável desfalque nos contracheques dos velhinhos, perambula nas vozes da mídia falada e escrita.

Mas há um outro careca, que se apresenta vestido de preto, arquiteto provisionado das manobras jurídicas mais escusas, que tanto infernizam os homens de bem.

Mas – vejam bem – não devemos incluir aqueles que, calvos por natureza, são políticos dignos e aplaudidos, como o senador Esperidião Amin, honra e glória da nação brasileira.

Esperidião Amin

Sabemos que na História atual, alguns descabelados, desejam ser líderes, sem votos, nas cenas de uma cambaleante democracia.

E como diria Arnaldo Jabor, se vivo fosse: “Os dois tipos aqui assinalados, são, na verdade: sinistros carecas”.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

O COPOM PEDE MAIS TEMPO

Editorial Gazeta do Povo

editorial copom selic galipolo

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo

Por unanimidade, como o mercado financeiro esperava, o Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central promoveu outra redução mínima da taxa Selic na reunião encerrada na última quarta-feira. Os juros básicos da economia caíram 0,25 ponto porcentual, para 14,50% ao ano. O comunicado divulgado após a reunião mostra que, embora os diretores do BC vejam espaço para a redução nos juros devido à desaceleração da atividade econômica no Brasil, ainda há muitas razões para cautela, especialmente devido ao prolongamento do conflito no Oriente Médio – mas as incertezas domésticas também pesam na conta.

O principal fator é externo. Um mês e meio depois da última reunião, Estados Unidos e Irã ainda parecem longe de um acordo de paz, e as idas e vindas no Estreito de Ormuz, ora liberado, ora bloqueado, desorganizam o mercado mundial de petróleo e seus derivados. É o caso, por exemplo, do combustível de aviação: em meados de maio, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) começou a falar em racionamento e a Agência Internacional de Energia afirmou que, caso o abastecimento não se regularize, a Europa enfrentaria escassez do combustível a partir do fim de maio, levando a cancelamentos generalizados de voos. O Copom fala em “efeitos [da guerra] sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de commodities que afetam direta e indiretamente a inflação no Brasil”, e na “falta de clareza sobre a duração dos conflitos e de seus efeitos sobre os condicionantes dos modelos de projeção analisados”.

A cautela também é justificada, diz o Copom, enquanto o colegiado acompanha “como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros”. Lula não deu o menor sinal de que planeja puxar o freio no gasto público, especialmente em ano eleitoral; nesta semana, a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (que se desincompatibilizou do cargo para, provavelmente, disputar uma vaga no Senado) afirmou que “a água bateu no nariz” – quando estava no governo, ela havia minimizado a crise fiscal, afirmando que o ajuste ficaria para 2027. E, mais recentemente, o salto no endividamento e na inadimplência levou para a casa dos brasileiros as consequências do estímulo governamental irresponsável ao consumo como ferramenta para manter a economia aquecida.

O Copom afirma que o longo período de juros altos de fato freou a atividade econômica e ajudou a trazer a inflação para dentro do limite de tolerância da meta depois de passar quase todo o ano de 2025 acima desse limite – uma redução de que os governistas tentaram se apropriar, embora o mérito fosse apenas da autoridade monetária. Em outras condições, havia abertura para reduções mais robustas nos juros. No entanto, diante de tanta incerteza pressionando as expectativas de inflação, os diretores do BC optaram pela redução mínima, e escolheram não antecipar nenhuma tendência para a próxima reunião, marcada para meados de junho.

A prudência se justifica: não há como acelerar o afrouxamento monetário sem conhecer o desfecho do conflito no Oriente Médio e suas consequências, imediatas e duradouras, sobre o mercado internacional de petróleo; internamente, o resultado de outubro fará toda a diferença, pois uma reeleição de Lula é certeza da continuação da irresponsabilidade fiscal que forçou o Copom a subir os juros no passado, enquanto um outro governo pode priorizar o ajuste fiscal que a esquerda não quis fazer. Com a decisão desta semana, o BC faz o que pode para não punir demais a economia enquanto espera definições importantes para dar um rumo mais definitivo à política monetária.

PENINHA - DICA MUSICAL