DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSÉ ALVES FERREIRA – SÃO PAULO-SP

Olá!

Tem um filme – desenho animado – antigo onde Mickey Mouse obtém poderes mágicos e passa a dominar tudo a sua volta…

Lógico, faz uma lambança ao se perder em devaneios…exagerar… poder tudo leva ao exagero…

Que bom seria ter esses poderes. Mas, como dosá-los?

No mundo real, alguns atingem esse momento…indicados para altos cargos, sabem que tudo podem, ou imaginam saber…chances de contestação: ZERO.

Não, não precisa de poderes mágicos, ter uma varinha de condão ou essas bobagens do passado.

Agora é uma caneta…

Ser possuidor dela depende… amizades, bons relacionamentos, fidelidades, ou apenas estar no lugar certo levando uma mensagem.

Agora, com sua caneta pode cancelar processos, devolver o produto de roubo ao ladrão, prender e mandar soltar, processar quem o ofende …depende do seu ententidemnto ou vontade.

Enfim, como o Mickey do filme, você pode tudo…até fazer lambança…

Inté!

DEU NO X

DEU NO JORNAL

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

MINHA VIOLA – Patativa do Assaré

Minha viola querida,
Certa vez, na minha vida,
De alma triste e dolorida
Resolvi te abandonar.
Porém, sem as notas belas
De tuas cordas singelas,
Vi meu fardo de mazelas
Cada vez mais aumentar.

Vaguei sem achar encosto,
Correu-me o pranto no rosto,
O pesadelo, o desgosto,
E outros martírios sem fim
Me faziam, com surpresa,
Ingratidão, aspereza,
E o fantasma da tristeza
Chorava junto de mim.

Voltei desapercebido,
Sem ilusão, sem sentido,
Humilhado e arrependido,
Para te pedir perdão,
Pois tu és a joia santa
Que me prende, que me encanta
E aplaca a dor que quebranta
O trovador do sertão.

Sei que, com tua harmonia,
Não componho a fantasia
Da profunda poesia
Do poeta literato,
Porém, o verso na mente
Me brota constantemente,
Como as águas da nascente
Do pé da serra do Crato.

Viola, minha viola,
Minha verdadeira escola,
Que me ensina e me consola,
Neste mundo de meu Deus.
Se és a estrela do meu norte,
E o prazer da minha sorte,
Na hora da minha morte,
Como será nosso adeus?

Meu predileto instrumento,
Será grande o sofrimento,
Quando chegar o momento
De tudo se esvaicer,
Inspiração, verso e rima.
Irei viver lá em cima,
Tu ficas com tua prima,
Cá na terra, a padecer.

Porém, se na eternidade,
A gente tem liberdade
De também sentir saudade,
Será grande a minha dor,
Por saber que, nesta vida,
Minha viola querida
Há de passar constrangida
Às mãos de outro cantor.

Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, Assaré-CE (1909-2002)

DEU NO JORNAL

NADA DE OFENSA

Durante a COP30, a primeira-dama Janja Lula da Silva, que se apresenta como “socióloga”, ofendeu o vernáculo mais uma vez, falando errado, ao afirmar que “somos atoras”, em vez de “somos atrizes”.

“Tenho trabalhado muito para colocar as mulheres na centralidade da agenda climática. Mais do que participantes, nós somos atoras principais da mudança climática”.

* * *

A nota aí de cima diz que a primeira cuidadora “ofendeu” o vernáculo.

Nada disso.

Ela apenas foi coerente com o linguajar luloso que impera atualmente neste nosso país surreal.

Normal, normal.

A esbanjanjadora é uma atora competenta.