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RODRIGO CONSTANTINO

NA DIREÇÃO CERTA

Derrite diz que PL antifacção do governo era “fraco”; Gleisi critica “lambança legislativa”

Derrite afirmou o texto original do governo Lula para o PL antifacção era “fraco” e “benevolente com o crime organizado”

Meu critério nunca falha: se o PT não gosta de algo, então é coisa boa. O PL antifacção foi desidratado, o relator Guilherme Derrite teve de fazer algumas concessões, mas o que foi aprovado na Câmara vai na direção certa. E a maior prova disso é a reação petista.

A proposta endurece as penas para organizações criminosas, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Os parlamentares aprovaram o destaque do Partido Novo que extingue a possibilidade de presos votarem nas eleições. Menos eleitores para o Lula! Foram 370 votos favoráveis, 110 contrários e 3 abstenções.

O relator endureceu bastante as punições aos crimes dos faccionados:

– homicídio doloso: de 6 a 20 anos para 20 a 40 anos;

– lesão corporal seguida de morte: de 4 a 12 anos para 20 a 40 anos;

– lesão corporal, demais casos: aumento de 2/3 da pena respectiva;

– sequestro ou cárcere privado: de 1 a 3 anos para 12 a 20 anos;

– furto: de 1 a 4 anos para 4 a 10 anos;

– roubo: de 4 a 10 anos para 12 a 30 anos;

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou as diversas versões do parecer de Derrite sobre o PL antifacção como uma “lambança legislativa” que beneficiará facções. “Achamos realmente que foi muito ruim apresentar seis relatórios de forma atabalhoada e não se reunir com ninguém”, disse Gleisi a jornalistas. Ela destacou que o substitutivo aprovado “está cheio de inconstitucionalidades”. Se a petista está insatisfeita, então o projeto é bom!

Outra alteração no PL antifacção diz respeito à destinação dos recursos financeiros e bens apreendidos. Na versão anterior, os ativos apreendidos em investigações da Polícia Federal (PF) seriam destinados ao Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal (Funapol).

No parecer mais recente do PL antifacção essa destinação foi modificada: os bens e valores provenientes de investigações da Polícia Federal serão encaminhados ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). Em casos de atuação conjunta entre a PF e forças de segurança estaduais ou distritais, os valores recuperados serão rateados em partes iguais entre o FNSP e os Fundos de Segurança Pública dos respectivos estados ou Distrito Federal. Mais autonomia para os estados, o que é boa notícia.

A nova versão do PL antifacção estabelece que a audiência de custódia será realizada, em regra, por videoconferência. A modalidade presencial será apenas em situações excepcionais decorrentes de força maior e mediante decisão judicial justificada. Essa medida visa reduzir os custos de escolta, que em 2018 somaram R$ 250 milhões aos estados, excluindo salários de agentes penitenciários, e evitar riscos à segurança, aproveitando os atuais meios tecnológicos de comunicação. Outra ótima notícia!

Agora é aguardar o que poderá ser modificado pelo Senado, sob a relatoria de Alessandro Vieira. O texto aprovado pela Câmara não é perfeito, mas aponta na direção certa, endurecendo as penas aos criminosos e cortando algumas regalias. Claro que o PT não ficaria contente: sua simpatia pelos bandidos é evidente. Lula considera que traficantes são vítimas dos usuários, não podemos esquecer.

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A FRAUDE CONTRA TRUMP E A OPERAÇÃO-ABAFA

Guilherme Fiuza

Trump disse que processará a BBC “em algo entre US$ 1 bilhão e US$ 5 bilhões”: “Mudaram as palavras que saíram da minha boca”

O escândalo da BBC não escandalizou a opinião pública. Nos dias de hoje, escândalos não necessariamente escandalizam mais — se é que ainda existe opinião pública. Talvez estejamos mais para uma confederação de nichos, ou uma constelação de bolhas, ou como se queira chamar essa fragmentação do que um dia já se chamou de senso comum.

Um ex-conselheiro da emissora inglesa admitiu a fraude cometida contra Donald Trump. Seu depoimento foi publicado pelo jornal The Telegraph e a BBC não desmentiu — até porque a manipulação do discurso do então candidato à Casa Branca é facilmente constatável. Em documentário veiculado às vésperas da eleição americana do ano passado, a tradicional TV britânica mistura falas isoladas de Trump para forjar outro significado ao que ele disse.

Como diria Roger Waters (na época em que compunha contra a repressão), foi mais um tijolo na parede da farsa. A imprensa quase inteira trabalhou para disseminar a tese de que Trump comandou a invasão ao Capitólio em janeiro de 2021. Jamais surgiu prova de que isso tivesse acontecido, mas quem precisa de provas nos dias de hoje? Basta a versão. A BBC só tentou solidificar um pouco essa versão — com uma adulteração grave que deveria estar dominando o noticiário até hoje.

Mas foi como se a BBC tivesse escrito “cachorro” com x: um erro primário, e vida que segue. A Folha de S. Paulo noticiou no fim de semana: “Como erro em edição de discurso de Trump paralisou a emissora BBC”. Errar é humano; chamar fraude de erro é sobre-humano. Já O Estado de S. Paulo, em editorial, escreveu: “O perigo do jornalismo militante”.

Veículos como Globonews, Valor Econômico, G1, a própria BBC e outros fizeram bem pior nos dias que se seguiram à confissão de manipulação publicada pelo Telegraph. A escolha editorial foi atacar justamente a vítima da manipulação. Despejaram uma sucessão de manchetes contra Trump, mirando em diversos assuntos (menos o da montagem fraudulenta da BBC, claro). A coisa foi tão impressionante que é o caso de citar aqui, pelo menos em parte, essa artilharia:

“Trump estava ciente dos crimes sexuais de Epstein, revelam e-mails” (Valor Econômico).

“Trump não quer guerra na Venezuela, mas sim desestabilizar o governo de Nicolás Maduro para que ele caia por pressões internas de opositores” (Globonews).

“Trump é atingido por escândalo que ele próprio trouxe à tona” (G1).

“Imagens mostraram Donald Trump com os olhos fechados durante um evento na Casa Branca, gerando críticas de parlamentares democratas. A equipe do presidente negou que ele estivesse dormindo” (Globonews).

“Epstein disse que Trump ‘passou horas’ com uma de suas vítimas, diz e-mail divulgado pela oposição” (BBC News Brasil).

“O prefeito de Londres, Sadiq Khan, afirmou que líderes mundiais reunidos na COP30 precisam ouvir as demandas de autoridades locais e regionais. Ele diz que não teme Donald Trump, que nega a existência de uma crise climática” (Globonews).

“‘Sou o único capaz de derrubar Trump’, disse Epstein em e-mail” (G1).

Este é só um pequeno extrato da avalanche de matérias contra Trump que vieram na sequência da publicação do Caso BBC. Se você observar as redes sociais de alguns desses veículos, verá que eles se deram ao trabalho até de redigir chamadas novas para matérias já postadas — aumentando com jeitinho o volume da artilharia.

Poderiam ter economizado esforços concentrando a mensagem em um único post: “Não queremos falar da fraude da BBC contra Donald Trump. Não queremos que o público perceba o serviço sujo da imprensa para tentar difamar um político legitimamente eleito. Precisamos tentar esconder a propaganda enganosa que inventa ataques inexistentes à democracia”.

Fica a sugestão aos colegas para a próxima campanha difamatória. É de graça.

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

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SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

COMENTÁRIO DO LEITOR

COP 30

Comentário sobre a postagem CACHORRADA

José Alves Ferreira:

Infelizmente, o evento foi feito como tudo é feito por aqui… meio no improviso, sem planejamento e sem respeitar o próprio meio ambiente que falavam tanto em defender.

Como sempre na esperança de que maquiando um pouco a senhora de 80 anos parecesse ter 20… algo assim.

Não funcionou, mesmo com a mídia amiga/comprada enaltecendo e fingindo não saber dos problemas acontecendo.

Pobre povo do lugar, obrigado a ter sua rotina atrapalhada e sem qualquer beneficio presente ou futuro.

Daqui a pouco começam a pipocar os escândalos e roubos ao erário.

Mas, será apenas mais um na conta desse presidente e partido que finge governar o país.