DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

CIRANDA DAS FLORES

A primavera chegou
Trazendo sua magia,
Com fartura brotam flores,
Que cada olhar contagia.
Me diga qual é a flor,
Que você mais aprecia?

Minha flor especial
É graciosa e bonita
E recorda minha infância
Por isso é a favorita
De moça velha é chamada
E também por Benedita

Dalinha Catunda

Ter uma flor preferida
É bem difícil afirmar
Pois gosto de todas elas,
Mas pra não contrariar
Vou citar a Rosa Dália
Que tem beleza sem par.

Nilza Dias

Floresta da minha infância,
No meu torrão Ceará.
Bela rosa predileta,
Que perfumava o meu ar.
Até hoje respiro aromas,
Dá flor do maracujá.

Jairo Vasconcelos

De todas aquelas flores,
Que vejo no meu jardim.
Tenho a minha preferida,
Que é a flor de jasmim.
Eu queria para sempre,
Todas juntinhas a mim.

Euza Nascimento

Cada flor tem seu encanto
Sua cor, sua textura
Seu perfume, seu frescor
Sua própria arquitetura
Mas a rosa, meu senhor,
Exagera em formosura.

Giovanni Arruda

A flor tem sua beleza,
Nenhuma boto em questão
A flor do mandacaru,
Tem linda composição,
Sou nordestino e adoro
Este símbolo do sertão!

Zé Salvador

Quem dera poder plantar
Mil flores no meu jardim
Deixar tudo bem florido
Pros beija- fĺores chegar
Eu gosto de todas elas
Mas , amo ” Rosas – carmim ” !!!

Dulce Esteves

Eu adoro à primavera.
Aquece meu coração
As manhãs têm alegria
Trazendo mais emoção
Suas flores perfumadas
Me trazem inspiração

Erinalda Villeneve

As plantas do meu jardim
Seguem comigo na vida
Sempre que eu cuido delas
Deixam a varanda florida
Gosto de todas, porém
Eu escolho a margarida.

Creusa Meira

No jardim da minha casa
Tem vários tipos de flores
Cada qual mais colorida
Exalando seus odores
Gosto da copo de leite
Encanto dos beija flores .

Jerismar Batista

As belas flores de jaca
Conseguem ser muito mais
Do que singelas belezas
Campestres bem ancestrais.
– São imponentes essências
Dos sêmens mais divinais!

Prof. Weslen

É o cravo a minha rosa
Que nasceu na natureza
Para enfeitar meu jardim
Com toda sua beleza
Se veste toda de branco
De candura e de pureza.

Vânia Freitas

Alma-nova é o meu nome,
Ou também, copo-de-leite;
Minha essência é leve e calma,
No cabelo eu sou enfeite;
Sou branquelinha bonita,
E entre as flores sou deleite.

Wellington Santiago

Brasília, Flor do cerrado!
Logo que te conheci
Nunca pensei que um dia
Me encantaria por ti
Foram muitos os prazeres
No tempo que lá vivi.

Rosário Pinto

Se a flor tem o espinho
É o dom da natureza
É o forte do carinho
Procurando a destreza
E o forte da emoção
Chega quando o coração
Encontra sua certeza

Rivamoura Teixeira

A minha flor preferida
É um verdadeiro encanto,
Vai do nascente ao poente
Sem arredar do seu canto,
Buscando os raios do sol,
Uns a chamam girassol,
Eu a chamo de helianto.

Joames

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

TURBULÊNCIAS ECONÔMICAS À VISTA

Editorial Gazeta do Povo

O presidente e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

O cenário econômico mundial nunca será um mar de águas calmas – a turbulência econômica é um fenômeno comum e que precisa ser manejado pelos países. Mas para isso é preciso eficiência e controle das despesas públicas, coisa que os maus governos dificilmente estão dispostos a fazer. Na América Latina, com poucas exceções, temos hoje governos ineficientes na gestão macroeconômica, populistas e irresponsáveis no manejo dos orçamentos públicos, cuja marca é a imprudência financeira, gastos públicos descontrolados, dívidas públicas em ascensão. O Brasil é um exemplo disso – e precisa corrigir seus rumos antes que seja tarde.

A partir dos anos 1970, o mundo percorreu longo período com crises econômicas recorrentes, cujo início foi a primeira explosão dos preços do petróleo em 1973 e continuou com a segunda explosão desses mesmos preços, a crise da dívida externa dos países subdesenvolvidos, o recrudescimento da inflação em várias partes do mundo, a grande recessão do Japão, a recessão em países da América Latina e outras turbulências que tiveram o efeito de freio no crescimento, aumento do desemprego e da pobreza. Quem viveu no Brasil dos anos 1980 conheceu de perto esse cenário nebuloso.

Nos anos 1990, o mundo iniciou um período de expansão que durou pelo menos até 2007, com algumas exceções, que foi um período de prosperidade marcada por crescimento do produto bruto, queda da inflação, baixas taxas de juros, elevação do consumo, baixas taxas de desemprego e ascensão de grande número de famílias para faixas de renda mais alta. Entre suas marcas, esse período de expansão viu o deslocamento de parcelas do produto mundial desde os países desenvolvidos para os países em desenvolvimento, em função do movimento de desregulamentação internacional, maior inserção dos países no comércio exterior e expansão do que se denominou “globalização econômica”. Esse efeito propiciou o aumento da poupança global medida em dólares, resultando na queda da taxa de juros e da inflação.

A trajetória de crescimento e bons indicadores econômicos começou a sofrer os efeitos do violento choque causado pela explosão da crise imobiliária nos Estados Unidos, no ano de 2007, cuja gravidade se acentuou em 2008, prosseguiu nos anos seguintes e espalhou seus efeitos pela Europa, Japão e países produtores de petróleo, especialmente os que detinham elevadas somas de investimentos em dólar. Em tempo relativamente curto, o mundo viu um país atrás do outro mergulhar em grave crise, a exemplo de Irlanda, Espanha, Grécia, Portugal e Japão, além de outros. Com maior ou menor intensidade, os efeitos da crise pegaram todos os países do mundo.

Alguns países em desenvolvimento, entre eles Brasil, Rússia, Índia e China, componentes dos BRICs, pareciam estar fora dos males derivados da crise financeira e davam a impressão de que iam continuar seu ritmo de consumo, portanto imunes a eventual recessão grave. O consumo de alimentos, principalmente na China, seguia bastante alto e dava sustentação à elevação dos preços das commodities agrícolas, o que favoreceu o comércio exterior dos países produtores, entre eles o Brasil. Apesar de boas ondas aqui e ali, a crise foi profunda nos Estados Unidos e na Europa, e somente não resultou em recessão bem mais pesada porque os governos emitiram grandes quantidades de moeda e injetaram US$ 9 trilhões, para um PIB mundial na faixa dos US$ 80 trilhões. Esse é o tipo de solução que ameniza a tragédia no curto prazo e transfere uma pilha de problemas e danos para o longo prazo, em razão dos gigantescos déficits públicos e o retorno da inflação alta. Foi o que acabou acontecendo.

O Fundo Monetário Internacional fez vários alertas sobre as consequências dessa politica equivocada, entre elas a inflação e o desemprego. Na época, o governo Obama captou os sinais que prenunciavam graves problemas mais adiante e anunciou que seria necessário tomar medidas impopulares. As turbulências anunciadas como decorrência da crise e das medidas tomadas para impedir uma catástrofe de altas proporções foram agravadas quando, no início de 2020, o mundo foi castigado pela grave e imprevisível pandemia do coronavírus, que jogou a população mundial trancada por dois anos em suas residências com toda sorte de desorganização do sistema econômico, recessão, alto desemprego, falências e desespero financeiro e psicológico.

Quando, no início de 2022, o mundo começava a sair do isolamento social e da recessão produtiva, a Rússia invade a Ucrânia em 24 de fevereiro, e lança outra bomba econômica, social e política sobre o mundo todo. Nessa linha do tempo, com a guerra entre Rússia e Ucrânia seguindo sua tragédia humanitária e causando graves problemas sobre praticamente todos os países, os aumentos de preços de matérias-primas, especialmente energias e combustíveis, levam a economia mundial, já enfraquecida em vários flancos, a seguir amargando problemas, retardando a recuperação, atrasando o crescimento e freando a redução da pobreza.

Nesse cenário global, países com maus governos agravam os problemas iniciados com as turbulências geradas fora de suas fronteiras e contribuem para uma crise maior. Infelizmente, o Brasil está dentro desse rol: se insistir em manter-se como um Estado gastador, inchado e pouco eficiente, como tem sido até agora, sofrerá cada vez mais com as turbulências e crises que acontecem lá fora.

PENINHA - DICA MUSICAL