DEU NO JORNAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

NACINHA – CUIABÁ-MT

Minha gente querida, minha gente amada!

Vamos espalhar esta sugestão pelo Brasil.

Vamos distribuir para todos os comerciantes que fizeram o “L” e votaram em Lula.

Tenho certeza que eles vão topar.

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

QUUUEEEERO MINHA MÃE!!!

Mãe jovem e nutrida amamenta fartamente

Hoje os festeiros que comemoram até desastre de trem lotado, fazem festa para as mães. O mundo capitalista estabeleceu isto. E vamos que vamos.

No controverso do mundo, algumas verdadeiras mães estão literalmente “jogadas num asilo” para idosos, enquanto filhos e filhas se fartam das benesses de uma riqueza material que não construíram.

Afinal, o que é mesmo ser Mãe?

É parir enfrentando todas as dores físicas que o parto natural impõe?

Ou, ser Mãe é criar, sem ter parido nem sofrido as dores físicas que o parto impõe, entregando as responsabilidades e os carinhos para uma Babá?

Ou, será que ser Mãe é estar sempre com o avental todo sujo de ovo, fazendo bolos para os filhos, mãos ensaboadas lavando fraldas, cuecas, calças, camisas e, de noite, adormecendo por cansaço?

Pois, dia desses, revi uma vizinha que conheci ainda criança, menina por assim dizer, em adiantado estado de gestação. Arrisquei uma pergunta, haja vista que a convivência de alguns anos me permitia isso:

– Eita, Ana Maria (nome fictício), tá chegando o dia, né mesmo?

Com o avanço tecnológico de hoje para esses casos, com a facilidade do ultrassom que descobre o gênero sexual, arrisquei a pergunta:

– E aí, vai ser menina ou menino?

No que ela, futura Mãe moderna, sem preconceito, sem isso e sem aquilo, estudante universitária que deve estar aprendendo só coisas boas e edificantes na Universidade, respondeu ao tempo que acariciava a barriga:

– Não sei! Ele ou ela que vai decidir!!!!!!

Puta que o pariu! É isso que é ser Mãe?

Se a imbecil que pretende ser rotulada de Mãe responde que, no futuro, caberá ao filho ou filha, decidir se será macho ou fêmea, quando o filho ou filha interna-la num asilo para idosos, será muito bem feito!

É mentira exagerada, quando alguma idiota vomita como tantas outras, afirmando:

– “A mulher será o que ela quiser”!

Mentira, porra!

A mulher (ou o homem) será o que estiver destinado a sê-lo!

Du-vi-d-ó-dó, que ela tenha nascido no Maranhão, viva quebrando coco babaçu, ou tenha nascido na Bahia e viva fritando acarajé – e de repente, “cisme em querer” ser Rainha da Inglaterra, e o seja!

Qualquer um será o que estiver destinado a ser!

Mãe desnutrida sugada pela cria faminta

O que se vê nos dias atuais e modernos que vivemos é o conceito deturpado do que seja Mãe. Aprendi com minha Mãe Jordina, e com minha Avó Raimunda, que, ser Mãe é ajudar a iluminar com a luz divina, da bondade, da obediência, da humildade, do respeito e sobretudo do crescimento pessoal na formação de uma futura nova família. Sem titubear e sem conceder descaminho. Isso, disseram elas, ser Mãe.

Aqueles que defendem a igualdade de gênero, com certeza vivem em depressão por que Pablo Vittar nunca vai parir um(a) filho(a) por parto natural sem cesáreo. Quero ver “Ele” contrariar a Natureza e parir um filho!

Quer dizer que, ser Mãe é parir?

É algo que pode ser discutido, haja vista que, “quem pariu Mateus, que o embale”!

OBSERVAÇÃO: Aceitando opiniões dos que pensam diferente de mim, aproveito para agradecer à minha Mãe, Jordina, por me ter trazido ao mundo, e à Deus por me manter vivo até hoje.

Assim, dedico esta pretensiosa crônica à Dona Jordina, e às minhas amigas Dona Quiterinha e Dona Aline, bem como às demais mães que ainda não tive o prazer de conhecer.

RLIPPI CARTOONS

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

INGRATIDÃO

Para quem eu tanto fiz,
Hoje eu sou um tanto faz.

Mote enviado por José Carlos Rodrigues

Como eu amei a Estela…
Foi tanta dedicação,
Mas hoje o meu coração
Recebe o desprezo dela.
Nosso quarto virou cela
(Cópia fiel de Alcatraz)
Os meus dias não têm mais
Nenhum momento feliz.
Para quem eu tanto fiz,
Hoje eu sou um tanto faz.

Dei mais do que eu podia,
Jurei um amor eterno,
Copiei no meu caderno
Tudo o que ela queria.
Sem imaginar que ia
Ter “broncas” judiciais:
Jogou-me nos tribunais
Mentindo para o juiz.
Para quem eu tanto fiz,
Hoje eu sou um tanto faz.

Tudo nos serve de escola,
A cada hora eu aprendo,
Do que fiz não me arrependo
E saudade não me assola.
Porque a minha viola
Sempre ameniza meus ais,
Seus acordes naturais
Lembram os tempos juvenis.
Para quem eu tanto fiz,
Hoje eu sou um tanto faz.

DEU NO JORNAL

CRIMINOSOS CANHOTOS

A revelação de nomes de filiados ao PT e PCdoB que estariam no vandalismo do 8 de janeiro reanimou a oposição sobre a CPMI.

“Dizíamos que haviam infiltrados”, relembra André Fernandes (PL-CE).

* * *

Filiados: que têm ficha, que são registrados.

No PT e no PCdoB.

Tá tudo dito e explicado.

Só falta a pajaraca de Polodoro enfiada no furico desses canalhas.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

REENCONTRANDO JSC

Na semana passada, numas das esquinas de um supermercado, deparo-me com um amigo-irmão que há mais de três anos não o abraçava, salvo através da Internet. Uma pedida de cervejas sem álcool semeou, na ocasião, um papo sobre livros, política, Brasil, peitos e bundas, Leão do Norte, religião e futebol arrumado, televisão e outras patacoadas contemporâneas.

Como de costume, o João Silvino da Conceição portava um livro recentemente adquirido, que tratava dos empanturramentos informacionais dos últimos tempos nos diversos meios da comunicação, nos quatro cantos do mundo, promovendo um estrondoso desprezo pelos conhecimentos comprovados que minimizam angústia, sofrimentos e ignorâncias de povos e nações, edificando uma era de insensatezes as mais diversas, civis, políticas, militares, científicas e religiosas.

Segundo Silvino, urge uma muito ampla oxigenação comportamental em todos aqueles que postulam uma trabalhabilidade pensante duradoura, abandonando definitivamente as meras concretizações do viável e perseguindo as viabilizações do nunca tentado. Com inúmeras usinas de ideias múltiplas, envolvendo empresas, universidades, sindicatos, sociedade civil, partidos políticos e comunidades periféricas, todos buscando um mundo mais humano, mais social-democrático, nunca liberal nem marxista, sem o qual estaremos condenados a repetir, sempre para pior, incontáveis passados da História, hoje mal embalados num Desenvolvimento Tecnológico que, breve, avaliará até o volume global diário de gás emitido pelos anus mundi.

Segundo Silvino, um papo para lá de muito arretado de ótimo, os pensantes responsáveis do mundo inteiro estão sempre desejando entender melhor o panorama atual que se vive, buscando erradicar o monopólio do saber apenas para os de cima, com o qual estaremos todos condenados a repetir a sorte de um pardalzinho que odiava viver melhor. E tirou do bolso uma folha de papel impressa que contava a seguinte história:

Era uma vez um pardalzinho que odiava deslocar-se para outros ambientes, todas as vezes que o inverno chegava. Por esse motivo, deixava sempre para última hora a ideia de abandonar seu aconchego por uns tempos. Costumeiramente, despedia-se dos companheiros, retornando ao ninho para mais umas noites de sono bem-bom.

Certa feita, com um tempo já desesperadamente frio, ao iniciar seu voo, deparou-se com uma chuvinha continuada. Molhadas as asas, estas se petrificaram, congelando-se, fazendo o pardalzinho despencar das alturas e cair no interior de uma vacaria de pequeno porte.

Quando já se imaginava próximo do seu final de vida, o pardalzinho recebeu uma descomunal carga excremental, oportunamente quentinha, de uma vaca que de costas para ele se encontrava.

Apesar de todo bostado, o pardalzinho logo percebeu que aquela massa fétida derretia rapidamente o gelo acumulado das suas asas, aquecendo-o providencialmente e tornando-o muito distanciado da morte prematura que se avizinhava.

Sentindo-se feliz, plenamente reaquecido, o pardalzinho começou a cantar alto e bom som, desapercebendo-se por completo de um enorme gato que o espreitava estrategicamente, atraído pelos seus trinados, e que, de uma só abocanhada, matou-o instantaneamente.

A história do pardalzinho reflete quatro portentosos ensinamentos. O primeiro proclama que nem sempre aquele que caga em você é seu inimigo. Um famoso ditado, topada só bota para frente, muito ouvido nas camadas populares, reflete, contraponto felicíssimo, a lição encerrada naquela advertência. O segundo ensinamento revela que nem sempre aquele que tira você de um monte de merda é seu amigo. Uma lição ainda muito desapercebida por inúmeros eleitores brasileiros, responsáveis por feudos oligárquicos conservadores, perpetuados pela gratidão eterna dos beneficiados que continuam vítimas. O terceiro ensinamento é oportuno para muitos: desde que você se sinta quente e confortável, conserve o bico calado, mesmo que situado num monte de merda. Reclamar muito, por tudo e todos, quando não se pode dar um passo seguro, é o mesmo que cutucar leão faminto e solto com uma vara bem curtinha. Finalmente, o quarto ensinamento da parábola do pardalzinho é a chave de ouro dos anteriores: quem está na merda não canta. Traduzindo: deve-se procurar a melhor das alternativas, jamais se distanciando de uma consistente simancolidade, capacidade de se perceber imaturo, incompleto ou muito inconveniente.

Busquemos sempre ficar distantes de uma mentalidade pardalzínica!!!

PS. Neste domingo, Dia das Mães! Sempre com imensas saudades da minha mãe Maria Luiza, já eternizada, reverencio todas as mães dos quatro cantos do mundo, de modo especial as desassistidas, que necessitam de ampla solidariedade e apoio. Que a Mãe de todos nós, Nossa Senhora, tenha todas as mães, encarnadas e desencarnadas, sob o seu manto de muita Luz Divina!

RLIPPI CARTOONS

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: José Leite Lopes

José Leite Lopes nasceu em 28/10/1918, no Recife, PE. Físico, escritor, professor especializado em física quântica e cientista de renome internacional. Criou o CBPF-Centro Brasileiro de Pesquisas Física e articulou a fundação da CNEN-Comissão Nacional de Energia Nuclear; CNPq-Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e a FINEP-Financiadora de Estudos e Projetos.

Filho de Beatriz Coelho Leite e do comerciante José Ferreira Lopes, perdeu a mãe ao nascer e foi criado pela avó Claudina. Realizou os primeiros estudos no Colégio Marista e ingressou no curso de Química Industrial da Escola de Engenharia de Pernambuco, em 1935. Aí manteve amizade com seu mestre Luiz Freire, através do qual tomou gosto pela ciência. Iniciou o curso de Física na Faculdade Nacional de Filosofia, no Rio de Janeiro, em 1940 e concluído em 1942. Neste período deu aulas no ensino secundário e trabalhou no Instituto de Biofísica. Em 1943 realizou pesquisas no Departamento de Física da FFCL/USP e no ano seguinte ganhou uma bolsa de estudos do governo dos EUA, onde iniciou o doutorado na Universidade de Princeton.

Sob a orientação de Wolfgang Pauli, prêmio Nobel de Física 1945, recebeu o título de Ph.D em 1946 e no mesmo ano foi nomeado professor de Física Teórica e Física Superior na Faculdade Nacional de Filosofia. Nos anos 1956-1957, a convite de Richard Feynman, foi Pesquisador Visitante no California Institute of Technology. Manteve contatos regulares com os físicos Cesar Lattes, Occhialini e Powell, junto aos quais realizou a descoberta do “Meson Pi” utilizando radiação cósmica incidindo em Emulsão Nuclear. Aproveitando a publicidade desta descoberta, alargou o ciclo de amigos cientistas brasileiros, incluindo Mario Schenberg, e fundaram o CBPF, em 1949. Seu papel de criador de instituições de pesquisas ultrapassou as fronteiras do Brasil e alcançou a América Latina. Em fins da década de 1950 sugeriu ao Ministério das Relações Exteriores e à UNESCO a criação de um Centro Latino-Americano de Física-CLAF, criado em 26/3/1962, reunindo 20 países.

Através de um bolsa de estudos da Fundação Guggenheim, foi trabalhar no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, em 1949-1950, a convite de Robert Oppenheimer. Na ocasião escreveu, junto com Richard Feynman, um trabalho referente a descrição do “Deutron”. Um de seus famosos artigos – A Model of the Universal Fermi Interaction -, de 1958, foi a base de outros estudos e suas teses foram comprovadas pelos cientistas Abdus Salam, Steve Weinberg e Sheldon Glascow, que foram premiados, em 1979, com o prêmio Nobel de Física por um trabalho inspirado por Leite Lopes. Os temas que mais o atraiu foram a unificação da forças eletromagnéticas e fracas; teorias das forças nucleares; reações fotonucleares; modelo de estrutura de léptons; estudos sobre possíveis léptons e quarks com spin 3/2, sem falar no tema Ciência & Sociedade que permeia toda a sua carreira, destacando-se o papel da Ciência no Desenvolvimento dos Países do Terceiro Mundo.

Perseguido pelo governo militar de 1964, passou a viver na França, onde foi lecionar na Faculdade de Ciências de Orsay, a convite de Maurice Lévy e permaneceu até 1967. Aí estimulou 5 jovens estudantes de engenharia pernambucanos a seguirem carreira científica na Física, os quais fundaram o Departamento de Física da UFPE-Universidade Federal de Pernambuco. Em 1981, a UFPE retribuiu-lhe o gesto com a concessão do título de Doutor Honoris Causa. Foi vitimado com o AI-5, em 1968, teve os direitos políticos cassados e foi aposentado compulsoriamente em 1969. No ano seguinte foi convidado para lecionar na Universidade de Strasbourg, onde ficou até 1985 e retornou ao Brasil para dirigir o CBPF até 1989.

Além de cientista, teve papel destacado como professor dedicado. Atuou em várias fases da carreira de físico em defesa do ensino em vários níveis. Traduziu, junto com Jayme Tiommo, o famoso livro Física na escola secundária, de Oswald H. Blackwood (Ed. Fundo de Cultura, 1961). Escreveu 20 livros indicados em cursos universitários e outros sobre as relações entre ciência e sociedade. Costumava dizer que “Os cientistas atualmente têm que se preocupar com o problema da educação básica e não podem ficar em seus castelos de marfim. Eles devem dedicar algumas horas por mês (…) e entrar em contato ou fazer com que os colégios secundários ou professores os convidem para dar palestras sobre os últimos avanços da Ciência, como eu fiz. Isso é uma obrigação das universidades.”

Um aspecto menos conhecido de sua biografia é seu apreço pela pintura. Dizia que “precisava pintar pois precisava fazer as mãos trabalharem também junto com o cérebro”. Pintou dezenas de quadros a óleo e muitos desenhos. Seus temas preferidos eram a religião, além de quadros abstratos. Ao completar 80 anos, a crítica de arte Miriam de Carvalho, junto com alguns amigos, organizaram uma exposição de 30 obras no Iate Club do Rio de Janeiro. Faleceu em 12/6/2006 e seu nome passou a denominar diversos logradouros públicos e o Aeroporto de Ribeirão Preto.

Entre os títulos honoríficos e prêmios obtidos, destacam-se: Medalha Jubileu de Prata da SBPC; Medalha do CNPq no 30º aniversário dessa instituição; Prêmio Estácio de Sá de Ciência (RJ); Ordem do Rio Branco, grau de grande oficial; Medalha da Universidade Louis Pasteur, Strasbourg, França; Ordre des Palmes Academiques; Ordre National du Mérite; Prêmio México de Ciência e Tecnologia para a América Latina; Prêmio de Ciência da UNESCO; Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

RITA LEE

Rita Lee e sua música politicamente incorreta para esses novos tempos de “bem-aventuranças”

“Vou fuzilar bem dotados, viúva, cego e doentes
Jogar no mar viciados, poetas e diferentes
Deportar deputados, reenforcar Tiradentes
Detonar o corcovado, tornar o inferno mais quente”