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LIVRO REVELA “QUEM É JANJA”

Revista Oeste

livro janja

A primeira-dama Janja e o presidente Lula, durante o relançamento do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, realizada no Palácio do Itamaraty – 04/05/2023

Gosto por holofotes e controladora. Essas são algumas informações que constam no livro Janja. A militante que se tornou primeira-dama, de Ciça Guedes e Murilo Fiuza de Melo. Ambos também são autores de Todas as mulheres dos presidentes, que conta a história de 34 primeiras-damas brasileiras. A obra vai ser lançada na quinta-feira 11, mas foi obtida com antecedência pelo jornal Folha de S.Paulo.

Dividido em nove capítulos, o livro traça um perfil de Janja, da época da militância na juventude, quando se filiou ao PT aos 17 anos, aos primeiros meses do terceiro mandato de Lula. Além de entrevistas e de pesquisa dos autores, o livro cita reportagens da imprensa e publicações da primeira-dama nas redes sociais.

No prefácio, os autores afirmam que não se trata de uma biografia completa da socióloga, mas que a proposta é “revelar quem é Janja” para além da imagem “que o PT construiu para ela”. Eles citam pedidos de entrevistas declinados e “rígido controle de acesso” à primeira-dama.

Livro conta como Janja conheceu Lula

Em um determinado trecho, o livro descreve o momento em que Janja conheceu Lula, entre fevereiro e março de 1994, numa edição das Caravanas da Cidadania no Sul do Brasil. Na ocasião, Janja era ligada ao diretório do PT de Ponta Grossa, no Paraná, e morava na cidade com o historiador Marco Aurélio Monteiro Pereira, com quem se relacionou, sem casar formalmente, por mais de uma década.

Janja e Lula também se encontraram algumas vezes, durante o período em que ela trabalhou em Itaipu. Os autores registram palestra do petista, em 2011, que ela organizou para a turma do Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia, da Escola Superior de Guerra, da qual fazia parte.

Namoro com o petista

A relação romântica teria começado após um jogo de futebol organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, em São Paulo, em dezembro de 2017. No ano seguinte, Janja acompanhou Lula como sua namorada numa caravana pelo Sul do país — a pedido do petista a “equipe estava proibida de fazer menção ao assunto”.

Lula foi preso em abril daquele ano. Conforme o livro, Janja esteve no prédio do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo, no dia em que ele se entregou à Polícia Federal (PF) para se despedir do namorado.

Janja se tornou figura presente na vigília montada em frente à sede da Superintendência da PF em Curitiba e manteve perfil discreto. O namoro se tornou público em maio de 2019, quando Janja já tinha visitado o petista na cadeia cinco vezes — a primeira teria ocorrido em 18 de abril.

Os encontros com parentes aconteciam às quintas-feiras e duravam, em média, uma hora. Parte do horário da família foi cedido à namorada.

Gosto por holofotes

A obra fala em atritos da primeira-dama com o PT por conta de sua exposição — e diz que em dezembro de 2020 Janja “começou a dar sinais de que não iria seguir aquele roteiro de discrição por muito tempo”.

Naquele mês, Janja acompanhou Lula em viagem a Cuba, onde ele participaria das gravações de um documentário — o Brasil vivia a segunda onda da pandemia. “A divulgação da viagem era tudo o que o PT não queria”, diz o livro. “Janja, no entanto, publicou cinco posts.”

Em outra passagem, o livro diz que “Janja não gostou” de não ter aparecido em registros do encontro de Lula com o presidente da França, Emmanuel Macron, no fim de 2021, “por decisão da assessoria do petista”. A responsável pela assessoria chegou a ser demitida.

A participação ativa da primeira-dama na campanha causou estranhamento entre lideranças do partido, “ciosas do controle do entorno de Lula”.

O livro narra uma visita de Lula a uma feira de agricultura familiar em Natal. Nela, o petista foi “agarrado por vários militantes”, o que fez com que Janja se irritasse e pedisse que a visita fosse interrompida, “deixando correligionários contrariados”. “A partir do incidente, o acesso a Lula tornou-se mais controlado”, observa o livro.

Interferência no governo

Em outro capítulo, o livro conta que Janja discordou do ministro da Defesa, José Múcio, e foi contra a possibilidade de o Exército atuar via Garantia da Lei e da Ordem na contenção dos atos do 8 de janeiro, em Brasília.

Janja estava ao lado de Lula, quando o petista falou ao telefone e ouviu do ministro a sugestão. A primeira-dama reagiu: “GLO não, GLO é golpe, é golpe”. Lula decidiu decretar intervenção na segurança do Distrito Federal.

RLIPPI CARTOONS

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MIRIAM LEITÃO MANIPULA INFORMAÇÕES

Leandro Ruschel

Mais manipulação e desinformação na coluna da Míriam Leitão (codinome “Amélia”, quando militava pelo PCdoB).

Ela apresenta um dado, no mínimo questionável, para apresentar o Brasil como um país fora da curva em termos de mortes por COVID, com o claro objetivo de responsabilizar o ex-presidente pelo fato.

“11% dos mortos do mundo com 2,7% da população”, diz a militante de redação.

Só há um problema: esses dados são distorcidos por conta das estatísticas chinesas e indianas. Os dois países representam 36% da população mundial.

A China é uma ditadura comunista e não há imprensa livre no país, com um regime notório por manipular estatísticas oficiais. Logo, não sabemos e nunca saberemos quantas pessoas morreram por lá.

Oficialmente, foram apenas 5.272 mortes, ou 4 por milhão de habitantes. NINGUÉM acredita nesse número.

A Índia é um país paupérrimo e há um consenso sobre apresentar um número de mortos oficiais muito abaixo da realidade.

É preciso comparar com países ocidentais com dados mais confiáveis.

EUA, por exemplo, com gastos de saúde muito maiores que o brasileiro, apresentou 3.470 mortes por milhão de habitantes. O Brasil ficou com 3.259. O Chile, considerado pelos “especialistas” que a militância de redação adora como modelo no enfrentamento à pandemia por sua agressividade na campanha de vacinação, apresenta mais mortes por milhão que o Brasil, alcançando o número de 3.350.

A militância de redação quer ver aprovado o PL da Censura para poder mentir, sem ser questionada nas redes sociais.

A manipulação dos números da COVID, para alimentar a mentira do “genocídio” brasileiro, é só mais um exemplo disso.

Na verdade, ninguém é maior responsável por mortes por COVID e outras doenças do que aqueles que saquearam o país em bilionários escândalos de corrupção; dinheiro que faz muita falta no Sistema de Saúde.

“Amélia” e outros militantes de redação fizeram campanha para essa turma e seguem passando pano para o desgoverno autoritário.

XICO COM X, BIZERRA COM I

O INADIÁVEL CARINHO DE UM NETO

É inerente ao ser humano o comodismo de adiar. Mas algumas coisas não devem ser adiadas e não há quem me faça adiá-las: alegrias, sorrisos, abraços, por exemplo, não podem ficar para depois. Muito menos guardados, a não ser no lado de dentro do peito.

NO ADIAR, SOU MESTRE

Eu sou Mestre em adiamentos. Quantas vezes já adiei a ida ao médico porque a dor diminuiu. Outras vezes tantas deixei para outro dia a visita à farmácia para comprar aquele medicamento receitado pela dermatologista. O deixar de fumar adiei diversas vezes, quase tantas quanto posterguei o início daquele regime que só fazia ressaltar em mim o maldito ‘efeito sanfona’. No dia de aparar a barba eu sempre encontro razões e motivos para deixar para o dia seguinte. Outro adiamento que se repete ano após ano é o de dar início a declaração do imposto de renda: juntar a papelada, buscar a calculadora e começar a sessão de tortura. Normalmente fica para a última semana antes do prazo fatal. Fazer o que? O leão é voraz e não aceita desculpas.

BEIJO, SORRISO E ABRAÇO

Agora tem uma coisa que nunca adio: o encontro com três menininhos lindos que me chamam de Vovô. Aí para encontrá-los eu deixo para trás até o jogo do Sport que está passando na TV. Um beijo de Bê, um sorriso de Vini e um abraço de Léo valem mais que um gol de Wagner Love ou uma taça a duras penas conquistada. Muito mais. Troféu sem comparação.

RLIPPI CARTOONS

ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

POEMAS CURTOS DE MÁRIO QUINTANA

Das Utopias

Se as coisas são inatingíveis… ora!
Não é motivo para não querê-las…
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

Relógio

O mais feroz dos animais domésticos
é o relógio de parede:
conheço um que já devorou
três gerações da minha família.

Envelhecer

Antes todos os caminhos iam.
Agora todos os caminhos vêm
A casa é acolhedora, os livros poucos,
E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas.

Como perdoar aos inimigos

Perdoas… és cristão… bem o compreendo…
E é mais cômodo, em suma.
Não desculpas, porém, coisa nenhuma,
Que eles bem sabem o que estão fazendo…

Da condição Humana

Se variam na casca, idêntico é o miolo.
Julguem-se embora de diversa trama:
Ninguém mais se parece a um verdadeiro tolo
Que o mais sutil dos sábios quando ama.

O Gato

O gato chega à porta do quarto onde escrevo.
Entrepara… hesita… avança…

Fita-me.
Fitamo-nos.

Olho nos olhos…
Quase com terror!

Como duas criaturas incomunicáveis e solitárias
Que fossem feitas cada uma por um Deus diferente.

Mário Quintana (1906 – 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Mestre da palavra, do humor e da síntese poética, em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras (ABL) pela obra total. Em 1981, foi agraciado com o prêmio Jabuti de Personalidade Literária do Ano. Sua biografia é tão singela quanto seus poemas: não casou, não teve filhos, viveu boa parte da vida em quartos de hotéis, passeava pelas ruas de Porto Alegre como qualquer anônimo e da cidade constituiu uma figura lendária. Faleceu na capital gaúcha no dia 5 de maio de 1994, aos 87 anos, em decorrência de problemas cardíacos e respiratórios, deixando uma inestimável e singular contribuição para a literatura brasileira.

PENINHA - DICA MUSICAL