LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

MIJANDO NA RUA EM SALVADOR

Comentário sobre a postagem SUPREMO ENDOSSA O ABUSO DAS “DENÚNCIAS GENÉRICAS”

Beni Tavares:

Lendo o artigo acima, lembrei-me de uma viagem que fiz, a serviço, a algum tempo atrás, para Salvador-BA.

À noite, depois do dia de trabalho, fomos (éramos quatro alagoanos) conhecer alguns pontos da cidade e tomar umas geladas, obviamente.

Depois de várias geladas veio aquela vontade peculiar de me livrar do excesso de líquido.

Olhei em volta e vi, homens, mulheres, brancos, pretos e até crianças, todos mijando nos muros, nas arvores, na areia ali em volta.

Uma verdadeira chuva dourada.

Achei que era ali mesmo o local do alívio “bexigal”.

Quando estava no bem bom, surge uma dupla de “fardados” e me enquadra:

– Ou limpa a sujeira ou vai preso, cabra.

E eu, sem entender direito, ainda retruquei:

– E os outros?

Aí ele perguntou se eu era da terra, se era nativo. Eu respondi que não e fui obrigado a jogar agua na minha sujeira.

Foi aí que eu entendi que só os amigos do Rei podiam mijar no seu Palácio.

Difícil foi aguentar a gozação dos colegas.

* * *

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Mijões nas ruas de Salvador

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

O MARTÍRIO DO ARTISTA – Augusto dos Anjos

Arte ingrata! E conquanto, em desalento,
A órbita elipsoidal dos olhos lhe arda,
Busca exteriorizar o pensamento
Que em suas fronetais células guarda!

Tarda-lhe a Ideia! A inspiração lhe tarda!
E ei-lo a tremer, rasga o papel, violento,
Como o soldado que rasgou a farda
No desespero do último momento!

Tenta chorar e os olhos sente enxutos!…
É como o paralítico que, à míngua
Da própria voz e na que ardente o lavra

Febre de em vão falar, com os dedos brutos
Para falar, puxa e repuxa a língua,
E não lhe vem à boca uma palavra!

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, Cruz do Espírito Santo-PB (1884-1914)

DEU NO JORNAL

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