LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

AGORA O BIDEN FICA BRAVO

Se apenas com as asneiras de Dilmo sobre o Dólar, a CIA já estartou o impeachment do cara, imagine agora que Janja está sendo disputada também na Europa.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

CABARÉ? SÓ O CABARÉ DO BERTO!

Que o terceiro governo de Lula seria uma merda superlativa era algo notório. Eu tenho minhas dúvidas se todas as aquelas reações contrárias àquela figura asquerosa geram votos em quantidade inferior, no entanto, não se pode duvidar da lisura do STE e nem da competência do, então, presidente dessa joça.

Lula, não custa lembrar, nunca fez uma caminhada em qualquer rua do Brasil. Fez comício para plateia selecionada como no caso da visita ao Morro do Alemão onde o CPX do boné criou interpretações várias para seu significado. Mas, abertas as urnas do segundo e, pasmem, 50,9% de eleitores disseram sim ao grande estadista. Como reação a economia começou a despencar, a quantidade de empresas com pedido de recuperação judicial cresceu assustadoramente e, lamentavelmente, dentre elas uma quantidade expressiva de micros e pequenas empresas que representam algo da ordem de 30% do PIB.

Durante a transição, eis que surgem as tentativas vãs de imputar ao governo anterior as dificuldades de governabilidade. Começou com Merdandante a opção de culpar o governo por não ter recursos para investir, mas isso durou pouco quando – até Cesar Trali – foi publicada o saldo de caixa de R$ 320 bilhões. Não bastasse, o governo chutou o pau da barraca da política fiscal. Desrespeitaram a Emenda Constitucional Nº 95 que limitava o teto dos gastos e prometeram um arcabouço fiscal que não resolverá porra nenhuma.

Como se não bastasse as trapalhadas econômicas, vem o lado moral ou imoral, como queiram. A ministra do turismo envolvida com milicianos, mas o governo não viu nada demais no fato de um miliciano ser cabo eleitoral da ministra. A questão era “famílicia” e isso era motivo de impeachment. Como tudo se pode na megalomania de Lula, Flávio Dino foi ao complexo da Maré acompanhado apenas de um secretario executivo. Bastaram dois carros e tudo bem. Até hoje o canalha não diz que o autorizou.

No esteio dessa sequência de horrores, chega o dia 08 de janeiro quando invasores depredam o Congresso e muitos militantes de direita são presos como terroristas. Tudo que eles portavam era uma bandeira brasileira. No entanto, semana passada a CNN divulgou imagens da invasão e o general Gonçalves Dias, do GSI – Gabinete de Segurança Institucional, aparece, tranquilamente, ao lado de invasores em situação de perfeita harmonia, dando água, apontando caminhos, etc. Peraí seu general! Que porra é essa?

O esforço do governo em abagar uma CPMI é algo fora de próposito. Manter em sigilo imagens das invasões não parece a forma mais adequada de aniquilar um culpado como Bolsonaro. Enquanto os acusados clamam por CPMI, os acusadores fogem do assunto como o diabo foge da cruz. Está claro, como a luz do sol, que Lula, Dino, GSI e a mãe de Pantanha sabiam do que iria acontecer ali. Tinha o maestro, os instrumentos, as partituras, mas esqueceram de ensaiar, de passar o som, como se diz.

O cara pediu demissão. Resolveu? Não. Acho que mais que uma demissão, a sociedade espera um esclarecimento, um entendimento. Não adianta varrer o lixo para debaixo do tapete. O problema é que, mais uma vez, Lula acredita que tem o poder supremo e que tudo deve ser feito segundo a vossa vontade, afinal o cara foi eleito duas vezes, elegeu um poste duas vezes e agora voltou numa terceira candidatura. Ele foi “eleito” porque muitos não foram capazes de enxergar que, economicamente, o Brasil vinha dando certo e não custa dizer que o cara mais competente do governo atual é Roberto Campos, presidente do Banco Central que foi nomeado por Bolsonaro.

O Brasil virou de ponta a cabeça. Já algum tempo beira os limites de um cabaré, mas nesse campo o Cabaré do Berto, que ocorrer toda sexta a partir das 19h30 tem muito mais moral. O silêncio de quem votou em Lula é algo fora de compreensão. Eu acredito que apenas Miriam Leitão defende essa merda que está aí e por falar em merda, acabei “me alembrando”, como diz meu o amigo , quase doutor, Roque Nunes, de uma piada que Juca Chaves contou. Dizia ele que Cabral procurou D. Manoel III e disse que queria 500 mil réis da coroa portuguesa, gente para viajar em caravelas e um monte de putas para divertir a viagem. D. Manoel retrucou dizendo: “ô Cabral, por que tu não vais à merda?” Cabral foi.

Sabemos que já há sondagens para o comportamento de Alkmin diante de um possível impeachment. O PSDB está consultando, preparando o terreno e a CPMI precisa ser instalada. A justiça nos deu um “cala a boca” quando não apenas soltou Lula, mas quando o liberou para concorrer. Não podemos aceitar esse exame de próstata, sem luva.

Fuderam tudo

Reage povo, caso contrário o Futuro Ultraliberal Desenhado Entre Rostos Atléticos Modestos, Obrigam-nos Tentar Ultrapassar Determinados Obstáculos.

DEU NO X

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

S A R A V Á !

São Jorge Guerreiro

Oração a São Jorge

“Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se quebrem sem ao meu corpo, amarrar.

São Jorge, cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor; abre os meus caminhos. Ajuda-me a conseguir um bom emprego; fazei com que eu seja bem visto por todos: superiores, colegas e subordinados. Que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre presentes no meu coração, no meu lar e no meu serviço; vela por mim e pelos meus, protegendo-nos sempre, abrindo e iluminando os nossos caminhos, ajudando-nos também a transmitirmos paz, amor e harmonia a todos que nos cercam. Amém”.

(Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai)

São Jorge nasceu no ano 275, na antiga região da Capadócia, hoje, parte da Turquia.

O pai de Jorge era militar e veio a faleceu numa batalha. Após a morte do pai, Jorge e sua mãe, Lida, mudaram-se para a Terra Santa. Lida era originária da Palestina, possuía instrução e muitos bens, e conseguiu dar ao filho Jorge educação esmerada.

Ao atingir a adolescência, Jorge seguiu a carreira de muitos jovens da época e entrou para a carreira das armas, pois tinha um temperamento naturalmente combativo. Graças a essas qualidades o imperador Diocleciano deu a ele o título nobre de conde da Capadócia.

Jorge, o Luiz

Dito isso, mais precisamente no bairro Bela Vista, em Fortaleza, capital do Ceará, aos 23 dias deste mês de abril, no ano de 1954, das entranhas da dona Jordina, nasceu Jorge, que recebeu de bônus o Luiz.

E, exatamente neste ano da Graça de Deus de 2023, usando o bônus de Luiz, Jorge retornou às entranhas das cavernas divinas da Capadócia, após ter cumprido a missão de lutar contra alguns dragões, vencendo-os.

Jorge Luiz era o caçula dos sete irmãos que vieram ao mundo pelos sofrimentos, favores e zelos de dona Jordina. Esperamos – os dois que ainda estão cumprindo suas missões terrenas – que esteja sentado num bom lugar. Por merecimento e pela justiça e piedade divina.

“Neste 23 de abril a Igreja Católica reverencia São Jorge, um dos santos mais venerados por seus fiéis. Na Umbanda esse dia é dedicado a Ogum, o Orixá Guerreiro.

Mas muitos Candomblecistas com passagem pela Umbanda também festejam Ògún nesta data. Já os Candomblés tradicionais festejam Ògún (em yorubá, senhor da luta, senhor da guerra) no mês de junho.

Ogum é o Senhor dos caminhos, patrono da agricultura do povo Yorubá, por isso aqui no Brasil este Orixá representa a luta pela sobrevivência. É o Orixá dono do ferro e de todos os utensílios feitos deste metal. Protege os maquinistas, motoristas, pilotos, engenheiros, mecânicos, lutadores de artes marciais, soldados e cirurgiões, já que o bisturi a ele pertence”.

Saravá!

DEU NO JORNAL

RESSACA BRABA

Na reunião virtual que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou US$ 500 milhões para o Fundo Amazônia, o presidente Lula (PT), principal interessado, conseguiu a façanha de chegar atrasado.

* * *

Segundo apurou o Departamento de Investigações Etílicas do JBF, o Ladrão Descondenado chegou atrasado porque estava vomitando muito, depois de ter tomado um porre.

Ao mesmo tempo, sua esposa Dona Esbanja tentava limpar o furico dele: tava todo cagado.

Nada de anormal.

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WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

PONTO DE VISTA

Atendendo ao pedido do amigo Professor Maurício Assuero, que pediu umas opiniões sobre a falta de paz nas escolas.

Enquanto os seres humanos
Buscarem nos objetos
A compensação que cubra
A lacuna dos afetos
Estarão trilhando sempre
Por caminhos incorretos.

Sem a presença divina
(Peço perdão aos ateus…)
Toda caminhada é vã
Desde o tempo dos Hebreus
Não existe liberdade
Sem a presença de Deus.

Se a Ideologia
Tira Deus do ambiente
A escuridão se instala
Nos maquinários da mente
Por isso a Luz sempre chega
Onde Deus está presente.

DEU NO X

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

PELA CULTURA POPULAR NORDESTINA

Neste domingo de não mais tirar dentes, rendo uma vez mais minhas homenagens aos construtores da cultura popular nordestina. Ela ainda não bateu pino graças aos esforços de um grupo de abnegados, que efetivam suas pesquisas tirando inúmeras vezes, dos magérrimos próprios salários, o necessário para divulgação dos seus escritos culturais.

Nesse resistente universo, o lugar do folclorista Mário Souto Maior sempre estará no primeiríssimo escalão. Os seus livros NOMES PRÓPRIOS POUCO COMUNS, DICIONÁRIO DO PALAVRÃO e DICIONÁRIO FOLCLÓRICO DA CACHAÇA, subsidiam centenas de pesquisas, que necessitam de trilhas seguras e honestas, distanciadas dos embusteiros pesquisadeiros, macunaímicos e vivaldinos.

Uma das escritas do Mário por mim mais lidas em momentos que muito necessitei remeter o mau humor para a gruta que se partiu foi GEOGRAFIA POPULAR DO PAU ATRAVÉS DA LÍNGUA PORTUGUESA. Trezentas e cinquenta expressões analisadas, sem resvalar para o chulo e o grotesco. Que fazem rir desbragadamente até os moralistas tridentinos de plantão.

Sem obscenizar seu meticuloso ensaio, ele demonstra como o pau contribuiu para as manifestações do nosso brasileiríssimo cotidiano, ainda não de todo tragado pelos importados maneirismos primeiro-mundistas pós-modernistas, repletos de informes, influencers, messengers, facebooks e outras e outras expressões metidas a internacionais.

Ao ler o livro do Mário pela vez primeira, quando ainda éramos companheiros da inesquecível Fundação Joaquim Nabuco, imaginei logo as possibilidades de uma pessoa muito distanciada das raízes da nossa gente entender o significado da frase “no largo da feira de Casa Amarela encontrei o Dr. Fulano a-meio-pau, caindo pelas tabelas”.

Outro dia, uma faxineira declarava para uma madame toda socialite baiana que era pau-pra-toda-obra, indo logo por-cima-de-paus-e-pedras quando algum afoito desejava pôr-os-pauzinhos-ao-sol. E o marido da muito recauchutada como a Gretchen quase cai em desespero, ao ouvir da doméstica, alto e bom som, que estava de olho grande num pauzão e que por conta disso já estava ajeitando os pauzinhos-do-matrimônio. E que o casório aconteceria rapidamente, pois ela gostava mesmo era de pau-na-égua. Pedia apenas ao dono da casa, autoridade de primeira entrância, que fosse na sua vara bulir-com-os-pauzinhos, pois, mais que ninguém, o patrão era especializado em conhecer-o-pau-pela-raiz .

Para não fazer-casa-com-pau-bichado, li, de cabo a rabo, mais de quatro vezes, o imperdível livro do Mário Souto Maior. Também não desejando ser pau-de-amarrar-égua, nem tolerando os que adoram viver-à-sombra-do-pau, fiz questão de ganhar-os-paus para me deliciar, mais uma vez, com a leitura da pesquisa do Mário, meu ex-companheiro da FUNDAJ, pai do Jan Souto Maior e avô do Bruno Souto Maior, dois arretados da Informática, consultores de um montão de gente e empresas, inclusive de burros que nem eu, um metido, vez por outra, a descobrir-o-mel-de-pau na minha área de trabalho.

Tomei ciência que souto, em Portugal, é bosque espesso. E o Mário Souto Maior, folclorista popular de primeira linha, nunca desejou mudar-de-pau-pra-cacete, ficando sempre no bosque dele, convencido de que nem-todo-pau-dá-esteio.

Um autêntico sábio nordestino, o Mário Souto Maior. Agrestino, jamais negou que se um-dia-é-do-pau-o-outro-é-do-machado.

Sinto, vez em quando, uma saudade danada dos papos do sempre lembrado Mário Souto Maior, um pesquisador da cultura popular nordestina muito arretado de ótimo.

DEU NO X

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Roquette-Pinto

Edgard Roquette-Pinto nasceu em 25/9/1884, no Rio de Janeiro, RJ. Médico legista, escritor, ensaísta, professor, antropólogo, etnólogo e um dos pioneiros da radiofusão no Brasil. Era, de fato, um polímata, i.é, versado em diversas áreas. É considerado o pai de radiodifusão no Brasil com a criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 1923, doada ao MEC-Ministério da Educação, com o objetivo de impulsionar a educação. Com este mesmo objetivo criou o INCE-Instituto Nacional de Cinema Educativo, em 1932.

Ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, diplomado em 1905. Porém, foi estudar os “sambaquis” no litoral gaúcho e no ano seguinte já era professor-assistente de Antropologia no Museu Nacional. Tornou-se um dos mais conceituados antropólogos do País e foi Delegado do Brasil no Congresso de Raças, realizado em Londres em 1911, e aproveitou a viagem para estudar na Europa. Em 1916 foi professor de história natural na Escola Normal do Distrito Federal e retomou a medicina em 1920, lecionando fisiologia na Universidad Nacional de Asunción, Paraguai. Mas a antropologia lhe interessava mais que a medicina. Em 1912 integrou a Missão Rondon e manteve os primeiros contatos com os índios Nambiquaras. Recolheu vasto material etnográfico e publicou, em 1917, o livro Rondônia – Antropologia etnográfica, que veio a se tornar uma obra clássica da antropologia brasileira.

Seus estudos demonstraram que a miscigenação racial brasileira não produziu “tipos raciais” degenerados ou inferiores, conforme pregavam alguns “cientistas” da época. Para ele o problema dos brasileiros não se encontrava na raça miscigenada e sim nas questões sociais e políticas, sobretudo na falta de educação e saúde pública. Foi um entusiasta do cinema e, na condição de diretor do Museu Nacional por 16 anos (1915-1936) organizou a maior coleção de filmes científicos no Brasil. Em 1932, fundou a Revista Nacional de Educação e no mesmo ano, com o decreto do Governo Vargas obrigando a exibição de filmes nacionais, criou e dirigiu o Instituto Nacional de Cinema Educativo-INCE. No mesmo ano criou o Serviço de Censura Cinematográfica. A pedido de Gustavo Capanema, convidou o cineasta Humberto Mauro para trabalhar com ele. O INCE produziu mais 300 documentários no período 1936-1964.

Seu interesse pelo rádio deu-se em 1922, na comemoração do I Centenário da Independência do Brasil, quando foi organizada uma grande feira internacional. O Rio de Janeiro foi visitado por empresários de todo o mundo, quando os norte-americanos trouxeram a tecnologia da radiodifusão, na época o assunto principal dos EUA. Para testar o novo meio de comunicação, instalaram uma antena no morro do Corcovado e realizaram a primeira transmissão radiofônica no Brasil -um discurso do presidente Epitácio Pessoa-, que foi captado em Niterói, Petrópolis e em São Paulo. Sua reação foi imediata: “Eis uma máquina importante para educar nosso povo”.

Tentou convencer o governo federal a adquirir os equipamentos apresentados na Feira, mas não conseguiu. Mas convenceu a Academia Brasileira de Ciências e em 20/4/1923 fundou a segunda rádio do País: Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. A “história oficial” conta que foi a primeira emissora do país. Na verdade, a primeira foi a Rádio Clube de Pernambuco, em 1919. Pouco depois criou e passou a dirigir a revista Electron, especializada na nova tecnologia com diagramas de receptores da época. Em 1936 fez a doação de sua emissora ao MEC, tendo Gustavo Capanema como Ministro, e passou a ser chamada Rádio MEC. Em 1940 foi eleito diretor do Instituto Indigenista Americano do México.

Foi um intelectual com participação ativa em diversas instituições. Desde 1927 integrava a ABL-Academia Brasileira de Letras e foi membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Academia Brasileira de Ciências, da Sociedade de Geografia, da Academia Nacional de Medicina. Foi Também presidente de honra da Associação Brasileira de Antropologia e um dos fundadores do Partido Socialista Brasileiro. Na condição de diretor do Museu Nacional da UFRJ, em 1926, organizou ali a maior coleção de filmes científicos no Brasil. Foi presidente do 1º Congresso Brasileiro de Eugenia, em 1929, um tema considerado relevante na comunidade científica da época. Para ele o estudo da Eugenia deveria ser aplicado na melhoria das condições físicas e mentais da população brasileira, sem excluir negros e mestiços.

Com o surgimento da TV na década de 1950, esforçou-se para criar uma TV Educativa, tal como tinha feito com o Rádio e conseguiu do governo Vargas a concessão de um canal de TV em 14/3/1952. Apesar de planejada nos mínimos detalhes e possuir financiamento aprovado pela Câmara Municipal do Distrito Federal, o plano não saiu do papel. Não obstante seu empenho neste projeto, não conseguiu realizá-lo e faleceu amargurado em 18/10/1954. Ainda vivo foi homenageado com seu nome dado a mais antiga premiação da televisão brasileira, o “Troféu Roquette-Pinto”, criado em 1950. A última edição desta comenda se deu em 1982. Como homenagem aos seus estudos científicos, seu nome denomina várias espécies de plantas e animais: Endodermophyton Roquettei, Alsophila Roquettei, Roquetia Singularis, Phyloscartes Roquettei e Agria Claudia Roquettei.

Além de um grande número de artigos científicos e conferências, deixou alguns livros publicados, com destaque para Guia de antropologia (1915), Elementos de mineralogia (1918), Conceito atual da vida (1920), Seixos rolados: estudos brasileiros (1927), Ensaios de antropologia brasileira (1933), ensaios brasilianos) 1941. Como biografia e estudos sobre seu legado, temos: Antropologia brasiliana: ciência e educação na obra de Edgard Roquette-Pinto, publicado em 2008 pelas editoras da UFMG e Fiocruz; Edgard Roquette-Pinto, na Coleção Educadores do MEC, de Jorge Antonio Rangel, publicado em 2010 pela Fundação Joaquim Nabuco; Em busca do Brasil: Edgard Roquette-Pinto e o retrato antropológico brasileiro, de Vanderlei Sebastião de Souza, publicado em 2018 pela Editora da Fundação Getúlio Vargas.