RODRIGO CONSTANTINO

BRASIL LULISTA VIRA PÁRIA INTERNACIONAL

Durante o governo Bolsonaro, o Brasil se alinhou ao Ocidente, defendeu Israel, aproximou-se dos Estados Unidos e criticou moralmente a ditadura chinesa sem deixar isso prejudicar nosso comércio. Não obstante, o país era chamado de pária pela mídia, pois Macron criticava a política ambiental de olho em nossa Amazônia.

Era tudo narrativa ideológica e mascarando interesses obscuros, claro. O Brasil bolsonarista jamais foi um pária internacional de verdade. Já o Brasil lulista… em poucos meses de governo, ficamos de fora de um documento da ONU condenando os abusos da ditadura de Daniel Ortega na Nicarágua, em que mais de 50 países foram signatários. Era só o começo…

O presidente Lula culpa a Ucrânia pela guerra que quer solucionar numa mesa de bar. Vai à China e defende sair do dólar como moeda de lastro do comércio mundial, além de dar claros sinais de simpatia para com o regime comunista em meio a essa Guerra Fria renovada. O Washington Post, jornal de esquerda, chega a questionar se Lula é mesmo aliado ocidental, alegando que parece ter uma “agenda própria”. A ficha está caindo no mundo todo.

Os globalistas ocidentais não são flor que se cheire, mas certamente são menos nefastos do que os regimes tirânicos euro-asiáticos e do Oriente Médio. Lula sempre foi próximo do Irã dos aiatolás, e durante o primeiro governo foi companheiro de Ahmadinejad, aquele que pretendia “varrer Israel do mapa”. Agora aceitou receber dois navios de guerra iranianos, numa clara afronta ao povo judeu.

Nessa disputa geopolítica pelo poder global, Lula deixa cada vez mais claro que pretende colocar o Brasil ao lado dos piores regimes. Se temos inúmeras críticas aos Estados Unidos e ao Canadá, em especial sob tais governos medíocres de esquerda, tais países ainda representam o mundo livre, contra Rússia, Irã e China. O Brasil lulista flerta abertamente com a turma detrás da Cortina de Ferro.

Lula vai receber hoje Serguei Lavrov, chanceler russo que faz sua primeira viagem internacional desde o começo da guerra contra a Ucrânia. Para a velha imprensa, Brasil está “sob olhar desconfiado dos principais parceiros do Ocidente”. Eufemismo brabo para não dizer que nos tornamos um pária mundial.

Até o esquerdista global Caio Blinder, que fez o L, ficou incomodado: “Lavrov, o chanceler da ditadura Putin, inicia hoje no Brasil (pseudoneutro na guerra da Ucrânia) viagem pela América Latina. Para dar a medida da vergonha (para a Rússia e o Brasil), as outras escalas são a santíssima trindade das ditaduras na AL: Venezuela, Nicarágua e Cuba”. Ora bolas, mas não são os regimes apoiados desde sempre por Lula e seu PT?! Qual a surpresa do esquerdista, então?

O mesmo jornalista militante resumiu: “Lula não merece diminutivos por seu papel em política externa. Lula tem um papelão”. Mas tal papelão era totalmente previsível, e só tucanos cegos ou dissimulados não perceberam isso. A ameaça bolsonarista, por outro lado, era totalmente imaginária e exagerada, mas nunca um típico tucano desses vai dar o braço a torcer. Contra Trump e Bolsonaro eles querem qualquer coisa, mesmo quem cospe no legado ocidental e bajula regimes comunistas nefastos.

O mundo vive tempos estranhos e perigosos, pois as lideranças ocidentais são fracas e frouxas, priorizando agendas absurdas como ideologia de gênero ou “ameaças climáticas”. Os líderes tirânicos inimigos da liberdade aproveitam a avançam. Lula colocou o Brasil ao lado dessa gente podre. É uma vergonha, claro. Mas quando o pessoal tucano fez o L, isso era mais do que esperado. Não dá para se fazer de sonso agora…

COMENTÁRIO DO LEITOR

MUITA TRISTEZA

Comentário sobre a postagem ONDE, ONDE?

Anita Driemeier:

Este inominável jamais poderia ter sido eleito presidente!

Isso ter acontecido (por obras do capeta) por si só é uma grande humilhação pra todos nós!

Mas aconteceu, e ele está aí (des)governando e levando o país para o abismo!

Se nada for feito para reparar esse erro, nosso destino é o fundo do poço!

Nenhum país, por mais rico que fosse, suportaria os desmandos pelos quais o Brasil já está passando!

Se nada for feito para mudar essa realidade, em pouco tempo estaremos vivenciando as mazelas de uma “terra arrasada”!

Que tristeza!!!

DEU NO JORNAL

PETISTA MONTA CABIDE DE EMPREGO

Revista Oeste

cabide empregos

Os escolhidos por Jorge Viana trabalharam com ele no passado

A Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex) vai contar com um mochileiro, um cantor e um arquiteto para cuida da promoção dos produtos brasileiros no exterior. O cabide de empregos vai render um salário de quase R$ 18 mil para cada um.

Os nomes foram escolhidos pelo presidente da Apex, Jorge Viana. Os indicados são do grupo político do petista no Acre e não têm experiência na área de comércio internacional. A informação foi publicado pelo jornal Estado de S. Paulo, nesta segunda-feira, 17.

Para assessor da diretoria de Negócios, Viana escolheu o arquiteto e urbanista Madson Willander Melo de Sá. Nas redes sociais, ele se declara como “militante de esquerda” e não informa nenhuma relação com a área de comércio exterior.

Para assessorar a presidência da Apex, o petista contratou Antonio Siqueira e Silva Neto. Nas redes sociais, ele se apresenta como “advogado, engenheiro florestal e mochileiro”.

Jorge Viana também colocou para assessorá-lo na presidência da Apex o “cantor, compositor, jornalista e publicitário” Aarão Prado Bayma.

Os três têm relação com o petista. Melo de Sá e Neto trabalharam na Gestar Engenharia, empresa do petista. Bayma foi assessor de Viana no Senado.

No cabide de empregos montado por Viana, os três assessores têm como responsabilidades assessorar a diretoria-executiva na comunicação e na implementação de mudanças estratégicas, monitorar convênios, contratos e licitações, e articular a elaboração de documentos para órgãos externos.

A assessoria da Apex alega que os indicados preenchem os requisitos exigidos para os cargos da agência.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONHO DE UM MONISTA – Augusto dos Anjos

Eu e o esqueleto esquálido de Esquilo
Viajávamos, com uma ânsia sibarita,
Por toda a pro-dinâmica infinita,
Na inconsciência de um zoófito tranquilo.

A verdade espantosa do Protilo
Me aterrava, mas dentro da alma aflita
Via Deus – essa mônada esquisita –
Coordenando e animando tudo aquilo!

E eu bendizia, com o esqueleto ao lado,
Na guturalidade do meu brado,
Alheio ao velho cálculo dos dias,

Como um pagão no altar de Proserpina,
A energia intracósmica divina
Que é o pai e é a mãe das outras energias!

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, Cruz do Espírito Santo-PB (1884-1914)

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

AS BICICLETAS E OS LIVROS

Quando meninote, meu pai deliberou levar-me para conhecer o povoado, onde, costumeiramente, adquiria aviamentos rurais ou víveres não produzidos no seu chão sertanejo: uma gleba escassa, porém fresca e macia, encravada no recurvo da Serra do Encantado. Saímos de casa no repontar da alvorada, no justo momento em que a sinfonia melódica dos pássaros-pretos brotava, retumbante, da copa fechada do juazeiro frondoso. Eles saudavam o alvorecer, davam vivas à vida, que lhes era tão bela. Quando chegamos ao povoado, já em processo de fervura, o sol já andava pelo mundo.

Enquanto meu pai comprava o essencial nas quitandas de salvação eu o aguardava, agachado, debaixo da sombra de uma figueira ramalhuda, ao lado dos amigos Zico e Zeca, nossos jumentinhos de doma. Com aquela admiração própria de menino matuto, eu observava tudo.

Próximo à figueira havia um quiosque amplo no qual funcionava um bicicletário. O propósito do bicicletário consistia em alugar as prestimosas bicicletas; era o meio de vida do proprietário, senhor Fagundes. Naqueles tempos, em que esse transporte se tornara uma realidade frondosa, e se tornara objeto de desejo de muitos, possuir uma bicicleta era privilégio de poucos, apatacados. Porém, o bicicletário ensejava oportunidade para que os despossuídos também pudessem pedalar uma bicicleta. Tão logo abriram as portas do bicicletário começaram a chegar os alugatários. Em pouco tempo a frota bicíclica havia arribado.

Lembrei-me das abelhas do meu sertão, em revoada matinal à caça do néctar das flores silvestres. Os alugatários, depois que grudavam as mãos no chifre do bicíclico, saíam com ar de felicidade, não era para menos. Pedalar oferecendo a face para os beijos da brisa era algo prazeroso, mesmo nos casos em que um longo percurso fazia molhar a camisa. De olhar preso àquela movimentação, eu apenas prelibava, a bem dizer, mastigava o desejo de também viajar no lombo daquele admirável veículo. Vim conhecer essa sensação agradável muito adiante, quando consegui amealhar o necessário para alugar uma bicicleta. Esse dia foi de grande a emoção.

Pois bem, os livros deveriam ser tão andejos e ter a mesma mobilidade das bicicletas de aluguel, continuamente indo às mãos humanas e retornando às suas garagens. Em vez disso, os livros, derrotados pelo desábito à leitura, dormitam no vão das estantes, por vezes amontoados, ostentando as marcas visíveis do desuso: grossas camadas de poeira. Pior é constatar que certos diretores de bibliotecas se enchem de contentamento quando os livros se encontram todos aquartelados. As bibliotecas não deveriam expressar a caixa mortuária dos livros, mas apenas pontos de parada provisória, marcados por um movimento de vai e vem, aos moldes das bicicletas do senhor Fagundes, ou das abelhas. Se os livros dormitam nos seus ataúdes, maquilados de pó, é porque o povo não lê quanto deveria. O Brasil grande lê pequeno se comparado a outros países.

É pesaroso verificar que os livros, mesmo os de boa semente, vão sendo rejeitados a cada dia. Tem-se a impressão de que a serventia dos livros parece esvair-se em ânsias de morte. Houve época em que os livros eram companheiros de vigília, não se separavam dos ledores nem mesmo no interior de coletivos. Agora, ameaçados pelas incertezas, buscam nas glórias do passado o bálsamo para confortar uns aos outros.

Oxalá, não venha o futuro punir com voz de prisão aqueles que forem flagrados lendo no papel, em qualquer lugar.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

MINHA AGONIA (Últimos versos)

Eu vivo lá no passado
Meu futuro se perdeu
Não tenho sequer presente
– Este tempo não é meu –
Parece que a natureza
Gerou-me para a tristeza
Quando o amor floresceu.

Sem luz, vivendo um breu,
Minha alma inquieta
Não crê mais que o tempo passa
Virou alma abjeta
Não sonha, não sente dor,
Hoje não crer mais no amor
Deixa aqui de ser poeta.

O silêncio me completa
De agora em diante
Os versos se calarão
Não falarão do instante
De quando nos misturamos
Do quanto nós dois gozamos
No tempo pouco distante.

Porque nós passamos do tempo.

DEU NO X