DEU NO JORNAL

O BILIONÁRIO PAI DOS POBRES

A suíte presidencial do St Regis, hotel que o presidente Lula e a primeira-dama Janja ficaram em Pequim (China), tem diária para poucos, a rigor, só para milionários: mais de R$ 66 mil.

O quarto tem acesso privado e conta com uma cama tipo “king”, do tamanho daquela comprada para o Alvorada, banheiro em mármore, banheira de hidromassagem com vista para a capital chinesa, coquetéis de cortesia e um belíssimo espaço de 200 m².

Um mordomo também fica à permanente disposição do hóspede.

Só de imposto e taxa, a suíte presidencial custa uma pequena fortuna, são quase R$ 9,5 mil por dia.

Para se hospedar no quarto mais mixuruca do mesmo hotel que Lula ficou, tem que deixar quase um salário-mínimo por lá: R$ 1,2 mil.

Um dos serviços oferecidos pelo exclusivíssimo hotel é massagem, seis tipos. O spa tem hidroterapia e água de fontes termais e naturais.

A suíte presidencial conta ainda com duas salas, uma de estar e outra de jantar, que cabe até 10 pessoas confortavelmente acomodadas.

* * *

O bacanal presidencialeiro foi magnífico.

O folclórico casal banânico deitou e rolou, literalmente.

Tudo bancado por nós outros, os contribuintes.

Mordomia milionária com o suado dinheirinho dos pagadores de impostos.

Os que fizeram o L estão se rindo-se de felicidade.

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

REMANESCENTES

O meu primo Zé Elias
Foi embora, dessa vez.
Eu fui rever esta foto
(Tirada em 76).
E o meu olhar percebeu:
Só a minha mãe e eu
Inda estão entre vocês.

Siga em paz, primo querido 🙏

Da esquerda para a direita: Antônio Miguel (Tõi Migué), este colunista, Enedina Maurício (Minha mãe), Everaldo Andrade (Vevé), Zé Elias, (Primos) Tercília Francisca (Avó materna), João Maurício (Avô materno) e Gumercindo Maurício (Tio materno e padrinho).

Fazenda Boa Vista, sítio Sobradinho, Altinho-PE. Setembro de 1976.

Foto do arquivo de Nivaldo Andrade Maurício.

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

PENSAÇÕES ARRETADAS

Gosto que me enrosco das alfinetadas que provocam alertas mentais em alienados cívicos dos mais diferentes níveis, favorecendo enxergâncias novas e amplos desabestalhamentos comportamentais. Alfinetadas que coleciono e que utilizo frequentemente em meus escritos nordestinados, repletos de esperanças por um futuro brasileiro prenhe de justa distribuição de renda, sem mais práticas escravagistas, prisões especiais para graduados, feminicídios, machismos e com pleno respeito para com todos os irmãos LGBTQIA+ e o resto do alfabeto que sai do armário cotidianamente, todos filhos de um mesmo Criador muito amado.

Para este texto dominical fubânico, sempre magistralmente comandado pelo Luiz Berto, autor do notável O ROMANCE DA BESTA FUBUNA, já na sua quarta edição, leitura que desabestalha e faz pensar nordestinamente, sem perder a ternura jamais, extraí dos meus alfarrábios alguns pensares de um luso que muito admiro, José Saramago (1922-2010), Prêmio Nobel de Literatura 1988, um notável defensor do pensamento crítico, que um dia, 2008, escreveu: “Estamos numa apatia que parece se tornou congênita e sinto-me obrigado a dizer o que penso sobre aquilo que me parece importante.” Sempre ressaltando com maestria quase profética: “Amarga-me a boca a certeza de que umas tantas coisas sensatas que pude dizer durante a vida não terão, no final das contas, nenhuma importância.”

Eis as alfinetadas saramaguianas por mim escolhidas para tentar alertar os desavisados do pedaço, alguns até com cargos políticos importantes, em Brasília e em outros estados deste Brasil que tanto amamos:

a. A pior cegueira é a mental, que faz que não reconheçamos o que temos diante de nós.

b. Temos que nos convencer de uma coisa, que o mais importante no mundo, pela negativa, e o que mais prejudica as relações humanas e as torna difíceis e complicadas é a inveja.

c. A felicidade consiste em dar passos em direção a si mesmo e olhar o que você é.

d. Não se pode viver como estamos vivendo, condenando três quartas partes da humanidade à miséria, à fome, à doença, com um desprezo total pela dignidade humana.

e. Independentemente da ideologia que professemos, há uma característica humana que devemos todos compartilhar: a faculdade de pensar.

f. Auschwitz não está fechado, está aberto, e suas chaminés continuam soltando a fumaça do crime que se comete a cada dia contra os mais frágeis. E eu não quero ser cúmplice, com a comodidade do meu silêncio, de nenhuma fogueira.

g. Ressuscitar Marx? Não. Vivemos em outro tempo. É preciso algo mais imaginativo do que a simples indignação, que é legítima para mudar as coisas.

h. Nas sociedades modernas que chamam a si mesmas de democráticas, o grau de manipulação das consciências atingiu um patamar intolerável. Isso gera um sistema que só é democrático na forma.

i. Sem política não se organiza uma sociedade. O problema é que a sociedade está nas mãos de políticos profissionais.

j. O sentimento estará sempre na moda, porque homem e mulher sempre sentirão amor. Não se pode matar o amor.

k. No plano da mentalidade todos nós somos cristãos, vivemos dentro de uma civilização judaico-cristã que foi formada com um tipo de ética, uma rede ideológica que tem sua origem no cristianismo. Portanto, é perfeitamente natural que qualquer cidadão – seja ele comunista, socialista, liberal ou seja lá o que for -, em determinado momento da sua vida, venha a interessar-se por esse aspecto da realidade.

Para todos os irmãos leitores, crentes e não crentes, que nesta Páscoa as cutucações acima do Saramago sejam plenamente benéficas para uma iluminação maior dos seus interiores. E muito bem complementada pela leitura de O EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO, José Saramago, 2ª. edição, São Paulo, Companhia de Letras, 2020, 443 p. Um romance muito para lá de arretado de ótimo.

FELIZ PÁSCOA PARA TODOS!!

PENINHA - DICA MUSICAL

ROBERTO CARLOS – ESPECIAL 1976

Participações:

Linda Batista – “Madalena / Nega maluca”
Carlos Galhardo – “Fascinação”
Aracy de Almeida – “Conversa de botequim”
Moreira da Silva – “Na subida do morro”
Isaurinha Garcia – “Mensagem”
Orlando Silva – “Deusa da minha rua”