RLIPPI CARTOONS

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOÃO CARLOS GUIMARÃES – PARAGOMINAS-PA

Papa Berto.

Em uma edição online da revista Manchete, de 1961, cortesia da Biblioteca Nacional, vi essa foto de seus conterrâneos de sua querida Palmares iniciando uma marcha a pé para a recém fundada Brasília.

Como terminou essa história?

Conseguiram chegar lá?

Abraços do Pará!

R. Meu caro, este fato fantástico é dos meus tempos de adolescente, nos anos 60, lá na minha querida cidade de nascença.

Uma turma inventou de fazer a pé o percurso entre Palmares e a jovem capital Brasília.

Aconteceu mesmo e eu escrevi uma crônica sobre o assunto.

Uma crônica que está no meu livro A Prisão de São Benedito, já em sua sexta edição, e que pode ser adquirido na página da Editora Bagaço, com toda tranquilidade e segurança. Entregue pelos correios.

Pois pra fechar a postagem, vou transcrever a crônica do jeito que foi publicada lá no livro.

Abraços e grato por me fazer voltar a um tempo que está vivo em minha memória até hoje!

* * *

A VIAGEM A PÉ PARA BRASÍLIA

Coisas de Palmares mesmo: inventou um seleto grupo de fazer uma viagem a pé para Brasília. Quando o negócio ganhou a boca do povo, a empreitada já ia em adiantados rumos. Agora vejam a relação dos intrépidos aventureiros:

Emanuel Castanheira, chefe da expedição; Lael Borba, Silva, Paulo Angeiras, Valmir e Nilson. O chefe, Emanuel, era filho do respeitável livreiro da cidade, Seu Odilo, que foi quem mais sofreu com as chacotas do povo. Lael Borba, halterofilista, lutador de jiu-jitsu e atleta dedicado, era o único de quem se dizia que seria capaz de levar a cabo tão temerária travessia; seu físico não deixava dúvidas. Silva, raquítico e franzino, não inspirava fé na movimentada bolsa de especulações, e isto se confirmaria depressa, como adiante se verá. Paulo Angeiras, jogador de voleibol e atleta, tinha bons pontos na tabela de cotação dos candidatos a cumprir a missão com galhardia. Valmir, o mais moço, menor ainda, não fedia nem cheirava; tanto podia chegar, pela juventude, como, pela mesma juventude, desistir do empreendimento. Nilson, filho de Seu Amaro do Cinema, era o mais bem cotado: dizia o povo que para ele não desistir bastava amarrar uma garrafa de aguardente na ponta de uma vara e colocar à sua frente, que ele jamais pararia de andar.

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LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

A PALAVRA DO EDITOR

UMA ENTREVISTA MARCANTE, UMA AULA MAGNÍFICA

Em janeiro passado fiz aqui uma postagem sobre o livro A mesa de Deus, de Maria Lectícia Monteiro Cavalcanti, autora de uma obra significativa, pesquisadora gastronômica, grande intelectual que abrilhanta o nosso estado de Pernambuco e que tem projeção tanto no Brasil quanto no exterior.

Maria Lectícia é esposa de José Paulo Cavalcanti, colunista deste jornal, membro da Academia Brasileira de Letras, jurista de renome e uma figura humana fantástica, tanto quanto ela.

Um detalhe interessante: ambos, Maria Lectícia e José Paulo, são membros da Academia Pernambucana de Letras. Um caso único na história dessa entidade.

Tenho aqui e guardo com muito carinho, um exemplar autografado dessa obra de Maria Lectícia, A Mesa de Deus. Além de outro livro dela, História dos Sabores Pernambucanos, edição de 2010 da Fundação Gilberto Freyre.

Entrem na página da Amazon clicando aqui, e vejam outros títulos dela que podem ser adquiridos lá.

Pois bem: Maria Lectícia deu uma excelente entrevista à página Direto ao Assunto, conduzida pelo jornalista José Nêumanne Pinto e sua esposa, a historiadora Isabel Pinto.

Uma entrevista fantástica, com pouco mais de 30 minutos, uma aula magnífica que recomendo a todos vocês com entusiasmo. Vale a pena.

Vejam no vídeo que está a seguir e depois me digam.

ALEXANDRE GARCIA

A BUSCA PELOS MOTIVOS DO MASSACRE NA CRECHE DE BLUMENAU

Peritos criminais investigam o local onde ocorreu o ataque a faca na creche Cantinho Bom Pastor, nesta quarta-feira, dia 05 de abril de 2023, em Blumenau.

Peritos criminais investigam o local onde ocorreu o ataque na creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau.

Tem muita gente dando palpite sobre o que moveu o assassino da creche de Blumenau.

Eu vi que um sujeito chegou a gritar atrás de uma repórter de uma grande rede de televisão: “O sangue dessas crianças está nas mãos de vocês”.

Eu não acho que seja televisão. Tem gente que diz que foi arma de fogo. Como assim, arma de fogo? O sujeito usou um machado e um canivete.

Outro diz: os jogos eletrônicos. Gente, toda a minha geração só viu filme de violência, de tiroteio de cowboy, de polícia. A gente lia história em quadrinhos, a gente brincava com revólver – de brinquedo, claro – e não aconteceu nada.

Dizem: “Ah, esse ódio contra a diversidade”. Como assim, contra a diversidade? O que é isso? Que bobagem é essa? Outros dizem que o atacante é uma vítima da sociedade. É o vitimismo, todo bandido é vítima da sociedade.

O ministro da Justiça chegou a insinuar: “O ódio…”. Ele não disse que é de bolsonaristas – mas, mais ou menos ele quis dizer isso, né? É o ódio dos bolsonaristas.

O presidente Lula também não entendeu, dizendo que basta botar a polícia nas escolas que não vai ter mais ataque. Não é por aí. Olha o que está acontecendo no Chile. O Chile nunca teve crime. A única coisa perigosa que o Chile tinha era terremoto.

A força dos carabineiros é sensacional. Mas o novo presidente, o esquerdista Boric, começou a falar mal da polícia, que a polícia está praticando excessos, que a polícia é muito severa etc. E aí, o crime está aumentando. O crime apareceu no Chile e está aumentando.

O que é? É a autoridade que deixa de apoiar a polícia. Bolsonaro apoiou a polícia e os homicídios despencaram no Brasil.

Mas é sobretudo o arcabouço legal que induz o Judiciário a soltar bandido. O sujeito matou e daqui a pouco ele está na rua. Sujeito é um corrupto que levou uma fortuna de propina, daqui a pouco está na rua. Sujeito assaltou e no mesmo dia: “Ah, mas coitadinho, ele só assaltou pela primeira vez”. Então ele recebe a chance de praticar mais um assalto, e assim vai.

Eu estou dizendo isso porque essa é a razão. A humanidade, há milênios, veio criando freios para evitar os desvios. É uma forma de tirar o ânimo homicida, o ânimo criminoso das pessoas que têm esse potencial: o medo da punição. Agora, aqui no Brasil não há medo da punição. É o país da impunidade, porque nós fizemos leis boazinhas, para favorecer o crime. Em toda parte a gente vê isso, todo dia a gente está vendo isso.

Então eu estou contando para vocês para pressionarem os seus empregados na Câmara e no Senado, que são os deputados e senadores, porque eles têm o poder de mudar as leis.

* * *

Lula vai à China e leva Rodrigo Pacheco junto

Mudando de assunto, o presidente da República está indo à China, enfim. Vai amanhã. E vai levar o presidente do Senado, que é presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, para ele adiar um pouquinho mais a instalação da CPI mista para investigar o que aconteceu realmente no dia 8 de janeiro.

O governo não quer de jeito nenhum que se investigue isso. E isso faz com que a gente fique ainda mais estimulado a promover uma investigação.

Rodrigo Pacheco tinha dito que ia ler o requerimento logo depois da Páscoa. Mas hoje é depois da Páscoa, e amanhã ele vai embora. Agora ele está dizendo que vai ler na volta. Já marcou para o meio-dia do dia 18. Falou em “meio-dia”, assim, para dar um ar de credibilidade.

Está com 192 assinaturas de deputados – bastariam 171 – e 37 assinaturas de senadores – e bastariam 27. Então tem mais do que o suficiente para investigar.

Agora, por que o governo não quer esclarecer? Isso não é assunto só de delegacia de polícia. Foi notícia no mundo inteiro. Nunca se invadiu a sede dos Três Poderes no mesmo dia. É a mesma coisa que invadir no mesmo dia a Suprema Corte dos Estados Unidos, o Capitólio e a Casa Branca.

Então isso é assunto para o Congresso Nacional, não apenas para uma delegacia de polícia. E o governo não quer. Mas, enfim, temos que cobrar do senhor Rodrigo Pacheco.

Presidente Lula convidou também o presidente da Câmara, Arthur Lira, para ir junto. Para disfarçar, né? Para dizer: “Estou convidando os dois”. Mas Arthur Lira não entrou nessa.

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

100 DIAS PERDIDOS

Editorial Gazeta do Povo

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, completa 100 dias de governo logo após a Páscoa

Apesar de ter escolhido para seu governo o slogan “união e reconstrução”, Lula chega aos 100 dias de seu terceiro mandato sem entregar nem uma, nem outra. Esses quase três meses e meio de governo foram perdidos em factoides, discussões desnecessárias, a volta do tradicional “nós contra eles”, a tolerância com ministros encrencados, o simples desmonte de uma série de avanços do governo anterior, o fim da tal “frente ampla” costurada para levar Lula à vitória eleitoral e a ausência quase completa de projetos estruturantes para o país. Com esta quase paralisia em assuntos fundamentais para o país, resta a Lula usar o “modo palanque” em tempo integral para dar a impressão de que está governando. Mesmo descontando-se a comoção nacional causada pelos atos golpistas de 8 de janeiro, que monopolizaram – merecidamente, dada a sua gravidade – as atenções durante boa parte do primeiro mês de governo Lula, o saldo até agora não é nada positivo.

Diante de um parlamento com perfil ideológico bastante diferente do seu, qualquer governante de bom senso perceberia a necessidade de apostar em projetos que tivessem capacidade agregadora e de compartilhar o poder com as outras forças políticas que o ajudaram a se eleger. Mas não Lula: acreditando que os 51% de votos válidos recebidos eram uma carta branca de eleitores entusiasmados com seu nome, e não o resultado de uma rejeição ainda maior a seu adversário, Lula e o PT quiseram tudo: deixaram nacos de poder no primeiro escalão aos aliados da “frente ampla”, e não conseguiram nem mesmo garantir o apoio de legendas que, mesmo tendo sido da base aliada de Jair Bolsonaro, não pensariam duas vezes antes de abraçar o petista. Este é um dos fatores que explicam, por exemplo, a manutenção de Juscelino Filho no Ministério das Comunicações depois dos sucessivos escândalos que o envolvem, do uso de dinheiro do “orçamento secreto” para asfaltar estradas que passam por suas propriedades até o uso de um jato da Força Aérea, com pagamento de diárias, para que ele participasse de eventos ligados a seu hobby, a criação de cavalos.

Sem a certeza de ter uma base parlamentar mínima para conseguir aprovar projetos, Lula não leva adiante absolutamente nada que dependa do Congresso para entrar em vigor. O único projeto relevante anunciado até agora ainda nem chegou formalmente ao Legislativo: o novo arcabouço fiscal que substituirá o teto de gastos. Um plano cheio de incertezas, que institui um “piso de gastos” pelo qual o governo poderá sempre elevar a despesa em termos reais ainda que a economia esteja mal, e com metas que, segundo muitos analistas, só poderão ser atingidas com forte elevação na carga tributária. As dúvidas a respeito da capacidade de este plano estabilizar ou reduzir a dívida pública como proporção do PIB e promover o ajuste fiscal de que o país precisa são muito pertinentes.

Sem projetos, resta a Lula comprar brigas com adversários reais ou inventados. A guerra contra o Banco Central e seu presidente, Roberto Campos Neto, já vem de antes da posse e ignora que a Selic é consequência, não causa, dos problemas econômicos do país, e que os juros sobem porque mais ninguém além do BC está atuando com seriedade para conter a inflação, já que Executivo e Legislativo se irmanaram pela elevação do gasto público. O setor produtivo continua a ser alvo da retórica governamental: “Empresário não ganha muito dinheiro porque ele trabalhou. Ele ganha muito dinheiro porque os trabalhadores dele trabalharam”, disse Lula, enquanto no campo o Movimento dos Sem-Terra volta a ganhar passe livre, a ponto de ser moralmente igualado aos donos das propriedades que ele invade, e o agronegócio é denunciado como desmatador por quem tem a missão institucional de promover as exportações brasileiras. Até mesmo a verdade dos fatos entrou na mira do governo, empenhado em criar órgãos para controlar o discurso, especialmente nas mídias sociais. E, em seu ódio pela Lava Jato, Lula não poupa nem a Polícia Federal e o Ministério da Justiça ao chamar de “armação” um plano do crime organizado descoberto pelos órgãos de investigação, tudo porque um dos alvos era o ex-juiz e hoje senador Sergio Moro.

Por fim, sobra apenas o “modo destruição” pelo qual decretos, portarias ministeriais e ativismo judicial são usados para desfazer o legado de seus antecessores. O Marco Legal do Saneamento está sendo desfigurado para que estatais ineficientes possam continuar prestando um serviço de baixa qualidade à população, longe da sonhada universalização da oferta de água tratada e rede de esgoto. As políticas pró-vida do Ministério da Saúde já foram todas revogadas, trazendo de volta as regulamentações feitas sob medida para deixar brechas ao aborto amplo, geral e irrestrito disfarçado de atendimento à violência sexual. Sem conseguir mudar no Congresso a Lei das Estatais, o petismo pede a seus satélites que recorram ao Supremo para derrubar os trechos inconvenientes, que previnem o aparelhamento político das empresas públicas.

Sem nenhum aceno à parcela da população que não endossou seu nome nas urnas, Lula só conseguiu até agora reconstruir o gigantismo na Esplanada dos Ministérios (com direito a um constrangedor evento de “inauguração” do letreiro que identifica o prédio do Ministério da Cultura), o aparelhamento das instituições e a insegurança a respeito dos rumos da economia. Esses 100 dias não deixam a menor perspectiva de uma necessária correção de rumos, apenas permitem prever que Lula não hesitará em fazer do Brasil terra arrasada em nome do seu “acerto de contas” com todos aqueles que ele acredita terem tramado para levá-lo à cadeia.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

XICO COM X, BIZERRA COM I

UM ESTÚDIO, MIL SORRISOS

Adoro um estúdio de música. Encontrar-me nesse ambiente com arranjadores, músicos de altíssima qualidade e técnico de gravação da melhor estirpe emociona-me. Mal comparando, ou comparando bem, é tão prazeroso quanto o melhor dos manjares, quando a fome aperta ou a uma boa cama, quando se é assediado pelo maior dos sonos. Aliado ao prazer implícito de estar nesse ambiente musical, deparei-me com a agradável tarefa a mim atribuída por amigo querido, morador do meu peito, de produzir musicalmente uma música de sua autoria, dando-me liberdade e autonomia de fazê-lo, da escolha dos músicos à concepção do arranjo, tarefa que confiei a um outro amigo dileto.

Senti-me o próprio Produtor ‘tampa de crush’. Diante de tamanha liberdade, providenciei o casamento inédito de um violoncelo com a sanfona numa ciranda, com o piano na base e o baixo fazendo a devida marcação. Além disso, a indispensável participação percussiva, que deve estar contida numa cantiga à beira do mar. Depois disso tudo, de algumas horas de estúdio e de vais-e-vens próprios de uma produção musical, eis que chegamos ao resultado final: uma bela ciranda, magistralmente interpretada por uma grande cantora da cena local, resultado que, por dever de ofício e em homenagem aos participantes, registro os participantes:

MÚSICA: GOSTO DE SAL; Autores: Paulo Carvalho e Cristiane Quintas; Arranjo e Piano: George Aragão; Músicos: Fabiano Menezes, Luizinho de Serra, Caca Barreto, Samuka; Voz: Leda Dias. Gravado, Mixado e Masterizado no Estúdio Gusdel por Délbert Lins.

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Todos os Livros e a maioria dos Discos de autoria de XICO BIZERRA estão à disposição para compra através do email xicobizerra@forroboxote.com.br. Quem preferir, grande parte dos CDs está disponível nas plataformas digitais. 

Nossos CDs estão nas plataformas virtuais e, em formato físico, na Loja Passadisco do Recife.

DEU NO JORNAL

AGRADECENDO A TRAGÉDIA

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O Maranhão sofrendo uma tragédia enorme e esse tabacudo caga uma frase desse porte.

É de lascar!

6 mortes, mais de 35.000 maranhenses afetados e mais de 7.500 famílias desabrigadas.

Eu fiquei aqui imaginando se tivesse sido o Bolsonaro que tivesse feito essa declaração…

Seria uma festa para o jornalisteirismo banânico cair matando a pau.

Mas com o Ladrão Descondenado, o silêncio da mídia é total.

Me lembrei de outro declaração desse “gênio” petralha, feita em passado recente:

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