DEU NO JORNAL

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

RLIPPI CARTOONS

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

É MESMO ASSIM…

A marreta da morte é tão pesada
Que a pedreira da vida não aguenta.

Mote de autor desconhecido, enviado por Laci Chaves

Quando o tempo alinha seus ponteiros
E o destino determina aquela hora
A esposa lamenta o filho chora
Ficam tristes os inúmeros companheiros
Mas aí já passaram alguns janeiros
Podem ser vinte, trinta, até noventa
Quando a corda do relógio se arrebenta
É porque terminou nossa jornada
A marreta da morte é tão pesada
Que a pedreira da vida não aguenta.

Não importa qual o nível social
Pode ser rico, pobre, branco ou preto
Não existe simpatia ou amuleto
Que consiga desviar deste final
Se na vida foste bom, simples, leal
A balança das virtudes acrescenta
Ao contrário o Arcanjo só lamenta
Fica triste, mas não pode fazer nada
A marreta da morte é tão pesada
Que a pedreira da vida não aguenta.

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

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MEDIDAS GOVERNAMENTAIS ARRISCAM PROGRESSO NO SANEAMENTO

Leandro Ruschel

Você percebe o quanto uma medida tomada pelo desgoverno petista é trágica, quando até a Globo, que usualmente opera como instrumento de propaganda do partido, chega ao ponto de criticá-la.

Em editorial, o jornal O Globo corretamente aponta o verdadeiro desastre representado pelos decretos que modificam o Marco do Saneamento, aprovado há três anos, além da suspensão da venda de sete estatais.

Um dos maiores problemas do Brasil é justamente o saneamento básico.

São 35 milhões de brasileiros que não têm acesso regular à água potável, e 100 milhões que não contam com coleta de esgoto.

O Marco do Saneamento abriu o mercado para a iniciativa privada garantir o investimento necessário para alcançar uma cobertura de 99% de água potável até 2033, além de 90% de coleta de esgotos. Só no ano passado, a venda da Cedae, no Rio, e licitações em outros estados trouxeram R$ 72,2 bilhões em investimentos.

O principal objetivo do desgoverno Lula com os novos decretos é proteger estatais, especialmente as localizadas no Nordeste, curral eleitoral da esquerda e antro de corrupção. Agora, concessionárias em mais de 800 municípios poderão continuar oferecendo serviços pífios, sem metas a cumprir, muitas sem licitação.

O PT afirma representar os mais pobres, e a maior parte deles parece acreditar no partido, já que votou em peso no descondenado. Infelizmente, as políticas petistas prejudicam especialmente essa faixa social, como podemos ver.

Na prática, as medidas representarão menos acesso dos mais pobres à água e esgoto.

Além disso, ao insistir em empresas estatais, teremos mais corrupção e serviços de pior qualidade. Para piorar, políticas econômicas populistas, com irresponsabilidade fiscal, geram menos crescimento e mais inflação, com efeitos desproporcionais nos mais pobres.

Apesar da retórica, o objetivo da esquerda nunca foi ajudar aos mais pobres.

Ao contrário, a esquerda busca expandir a pobreza, para assim facilitar a escravização da população: é mais fácil controlar uma população miserável, que dará apoio por um prato de comida, ou por alguma bolsa esmola.

Além do desastre na área de saneamento, o desgoverno também suspendeu o processo de privatização dos Correios, da Dataprev, Serpro, além da EBC e Ceitec, empresas deficitárias e ineficientes.

A última é uma empresa de chips que só ano passado deu R$ 1 bilhão de prejuízo e nunca produziu nada relevante. Na verdade, é um cabide de empregos para militantes esquerdistas na área de tecnologia.

O desgoverno chega a marca de 100 dias sem uma única decisão defensável.

É o Brasil acelerando rumo ao caos.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Liêdo Maranhão

Liêdo Maranhão de Souza nasceu no Recife, PE, em 3/7/1925. Dentista, folclorista, escritor, escultor, cineasta, fotógrafo e pesquisador da cultura popular. Segundo Ariano Suassuna, “é um dos maiores conhecedores da literatura de cordel do Brasil”.

Teve os primeiros estudos em colégios do Recife e formou-se pela Faculdade de Medicina, Odontologia e Farmácia do Recife, em fins da década de 1940. Logo após a formatura, na condição de carnavalesco “juramentado”, fundou junto com seu irmão a Escola de Samba Estudantes de São José, o bairro onde nasceu e passou toda sua juventude. Frequentava diariamente o Mercado de São José, ponto de encontro com os tipos que se tornaram os protagonistas de seus livros. Sua intimidade com o Mercado resultou no livro O mercado, sua praça e a cultura popular do Nordeste: homenagem ao centenário do Mercado de São José 1875-1975, publicado em 1977 pela Prefeitura do Recife.

Segundo Mark J. Curran, chefe do Departamento de Línguas Estrangeiras da Universidade do Arizona, EUA, “é um monumento sobre a cultura popular do Nordeste”. Para Raymond Cartel, diretor do Centro de Pesquisa Luso-Brasileira da Universidade de Sorbonne, em Paris, “é a maior autoridade das ruas do Recife”. No início da década de 1960, viajou para a Europa, onde passou 3 anos e conheceu 11 países. Fez estágio como dentista no Hospital de La Pitié, em Paris. Com o auxílio de uma bolsa de estudos, estagiou no Hospital Provincial de Madrid. Após muitas viagens de carona, lavar pratos em restaurantes, carregar e descarregar caminhões, tocar pandeiro e trabalhar em teatros, casou-se com a espanhola Bernarda Ruiz e retornou ao Brasil, indo morar em Olinda.

Em 1964, passou a fazer esculturas em madeira, sendo premiado no Salão de Arte do Estado de Pernambuco. Participou do “Atelier + 10”, em Olinda ao lado de artistas plásticos como João Câmara e Vicente do Rego Monteiro. Por essa época ingressou no PCB-Partido Comunista Brasileiro e foi Secretário de Finanças do Diretório Municipal. Participou do Movimento de Cultura Popular do Recife no primeiro mandato do governo Miguel Arraes. A partir de 1967, iniciou uma viagem pelo interior do estado em busca de folhetos de cordel para uma pesquisa sobre os cangaceiros. Queria saber como é o cangaço visto pelo povo.

Apaixonou-se pela literatura de cordel e fez um documentário em 16 mm registrando os folhetos na década de 1970, intitulado O folheto. Mais tarde publicou O folheto popular: sua capa e seus ilustradores, publicado pela Editora Massangana, em 1981. Como conhecedor da poesia popular, colaborou com artigos na Revista Equipe, dos servidores da SUDENE, e do Jornal Universitário, da UFPE. Como escultor, foi premiado no XXX Salão Oficial de Arte do Museu do Estado de Pernambuco. Ao longo da vida, tornou-se um colecionador da cultura popular, incluindo objetos e documentos raros, como os livros sobre medicina popular e culinária nordestina, além de folhetos de cordel.

Sua casa, em Olinda, tornou-se um museu folclórico, transformada hoje em “Casa da Memória Popular”, contendo mais de 2 mil fotos e cerca de 10 mil itens dispostos à visitação pública. Na condição de memorialista, deixou publicado alguns livros indispensáveis ao conhecimento da cultura nordestina: Classificação popular da Literatura de cordel (Editora Vozes, 1976), O povo, o sexo e a miséria ou o homem é sacana (Ed. Guararapes, 1980), Conselhos, comidas e remédios para levantar as forças do homem (Ed. Bagaço, 1982), Cozinha de pobre (Ed. Bagaço, 1992), Marketing dos camelôs do Recife (Ed. Bagaço, 1996), A fala do povão: o Recife cagado-e-cuspido (Edição do autor, 2004), Rolando papo de sexo: memórias de um sacanólogo (Ed. Livro Rápido, 2005).

Após seu falecimento, em 2014, a Prefeitura do Recife perpetuou sua presença com uma estátua de bronze em tamanho natural na praça do Mercado, seu ponto de encontro com a cultura pernambucana e com os recifenses.