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O QUE SE SABE SOBRE O ASSASSINO DE BLUMENAU

Leandro Ruschel

O que já se sabe sobre o cachorro louco de Blumenau, que assassinou brutalmente crianças pequenas numa creche:

1) O sujeito foi preso quando adolescente por ter esfaqueado o próprio padrasto. Como era “de menor”, pouco tempo ficou preso.

2) Quando adulto, foi preso por posse de drogas, lesão corporal e dano a propriedade.

3) Segundo a polícia, durante o ataque de hoje, o sujeito estava em surto psicótico.

Claramente, um animal que deveria estar enjaulado.

Melhor ainda seria modificar a lei brasileira para permitir a pena de morte para crimes desse tipo.

RODRIGO CONSTANTINO

O SISTEMA VERSUS TRUMP

Depois de se declarar inocente das acusações criminais em Nova York, o ex-presidente Donald Trump voltou para sua casa na Flórida e atacou novamente o promotor distrital que o indiciou. Diante de familiares e simpatizantes em seu resort Mar-a-Lago na noite desta terça-feira, Trump chamou o promotor Alvin Bragg, eleito com dinheiro de George Soros, de “criminoso” que deveria ser processado ou pelo menos renunciar devido a alegações de que ele “vazou ilegalmente” informações do grande júri.

Trump também repetiu as alegações de que o juiz no caso de Manhattan – o juiz interino da Suprema Corte de Nova York, Juan Merchan – é um “juiz que odeia Trump”. E ele novamente levantou questões sobre a família do juiz, incluindo sua filha, cuja empresa se gabava de trabalhar para as campanhas dos principais democratas, incluindo o presidente Joe Biden, a vice-presidente Kamala Harris e o deputado Adam Schiff, da California.

No início do dia, Trump se declarou inocente de 34 acusações de falsificação de registros comerciais como parte do que Bragg, um democrata, alegou ser um esquema para influenciar a eleição de 2016. Além disso, o juiz advertiu contra a retórica que poderia provocar agitação civil. Trump não deve voltar ao tribunal até dezembro.

Já estão saindo relatórios com estimativas de que Trump pode ser condenado a mais de 100 anos de prisão se for considerado culpado. Também há debate sobre a força do caso de Bragg, e não são apenas os aliados de Trump que veem problemas nisso. “Acredito que o caráter e a conduta do presidente Trump o tornam inadequado para o cargo”, disse o senador Mitt Romney em um comunicado. “Mesmo assim, acredito que o promotor de Nova York se esforçou para chegar a acusações criminais a fim de se adequar a uma agenda política.”

Muitos críticos caracterizaram o caso como politicamente motivado, uma vez que nenhum ex-presidente jamais enfrentou acusações criminais. Os promotores afirmam que o suposto pagamento de $130.000 em dinheiro secreto foi uma doação imprópria para a campanha de Trump porque os fundos foram usados ​​para impedir uma história desfavorável e, assim, beneficiar sua candidatura ao cargo.

Elon Musk zombou dos democratas por seu duplo padrão hipócrita. Musk respondeu a uma postagem na mídia social do líder da maioria no Senado, Chuck Schumer (D-NY), que afirmou que Trump “terá um julgamento justo que siga os fatos e a lei” e exortou os apoiadores de Trump a permanecerem pacíficos, com um aviso de que o povo americano perderá a confiança no sistema de justiça se os processos forem vistos como políticos e unilaterais. “Para evitar perder a confiança do público americano, é importante que nosso sistema de justiça persiga democratas e republicanos com igual vigor”, comentou Musk. “Qualquer partido que coloque a justiça antes do nepotismo é aquele que merece confiança.”

No Brasil, petistas e tucanos estão em polvorosa tentando encontrar paralelos e imaginar que Bolsonaro será o próximo a ser indiciado, ainda mais quando, por coincidência, hoje é o dia de seu depoimento à Polícia Federal por conta das tais joias sauditas recebidas de presente. O duplo padrão da esquerda também salta aos olhos no Brasil, claro, já que Lula e Dilma receberam inúmeros presentes valiosos e levaram para suas casas, de forma indevida.

Gleisi Hoffmann, presidente do PT e companheira dos ditadores comunistas do mundo, escreveu: “Trump preso por 34 acusações criminais. Amanhã tem Bolsonaro depondo na PF. Tic tac tic tac…”. Ela acrescentou: “Bolsonaro escondeu caixas de presentes estrangeiros do Estado, há múltiplos indícios de que seu ministro da Justiça armou pra impedir eleitores de votar, inquérito da minuta do golpe tá quicando. Assim como Trump, ficha corrida do amigo genocida é grande”.

A esquerda tucanopetista corre desesperada para encontrar ou mesmo inventar algum crime contra líderes políticos da direita, pois assim podem manter a “alternância” de poder contida dentro do teatro das tesouras, tudo em casa, apenas um jogo de cena para ver quem da esquerda vai assumir o comando naquele momento.

Como os políticos conservadores gozam de amplo apoio popular, é preciso usar todo o aparato estatal para persegui-los e a censura nas redes sociais para tentar calar os influenciadores que denunciam o esquema. O sistema podre e carcomido, até aqui, tem se saído vitorioso. Resta saber até quando, pois é preciso combinar com os “russos”…

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RLIPPI CARTOONS

COMENTÁRIO DO LEITOR

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ARCABOUÇO OU CALABOUÇO FISCAL?

Marcel van Hattem

Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e Planejamento, Simone Tebet, em entrevista coletiva de apresentação do novo arcabouço fiscal.

Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e Planejamento, Simone Tebet, em entrevista coletiva de apresentação do novo arcabouço fiscal

A inversão de valores promovida pelo governo de Lula atingiu um novo patamar de sofisticação: agora, o “controle” das contas públicas é chamado a participar do surrealíssimo momento histórico que vivemos, invertendo a lógica de foco na despesa para tratar de incremento de receita. Escrevi assim mesmo a palavra controle, entre aspas, pois a proposta de projeto de arcabouço fiscal apresentado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está muito longe de ser algo que venha, de fato, a equilibrar despesa e receita. Pior: a depender das análises preliminares baseadas na apresentação feita em PowerPoint, a situação fiscal do país pode mesmo se deteriorar caso a regra que será debatida no Congresso Nacional seja a mesma ou muito semelhante à apresentada pelo governo.

Apesar dos vários furos a que foi submetido nos últimos anos, o teto de gastos que estava em vigor era uma regra clara e que conteve, bem ou mal, a despesa pública. Retirá-lo da Constituição no ano passado, a pedido do governo que ainda estava por assumir, revela-se um grande erro a cada dia que passa. Para começar, a desconstitucionalização da matéria fragiliza sua própria existência.

Sou forte crítico à prolixidade da nossa Constituição e ao escopo homérico que possui. Contudo, em uma Carta pródiga em direitos e muito escassa em elencar obrigações, retirar uma determinação positiva para reduzi-la a lei complementar é dar um passo atrás na defesa da responsabilidade fiscal, ou seja, no respeito ao dinheiro que é arrecadado do cidadão em impostos pelos governos. De uma âncora fiscal passaremos a confiar agora num cabo menos robusto para amarrar nosso bote, pois poderá com mais facilidade ser alterado pelo Parlamento ao sabor das insaciáveis necessidades de gastança dos governos.

No mérito da proposta apresentada, a situação é muito pior. Em vez de focar na contenção da despesa e, sobretudo, em meios de reduzi-la, a intenção do governo é claramente inversa: focar em aumento da receita para poder sustentar os gastos extras já anunciados e outros que vêm pela frente.

Na melhor das hipóteses, as soluções apresentadas são de um otimismo pueril ao sugerir que sonegadores finalmente passarão a pagar os impostos que devem sem apresentar um plano para que isso seja efetivamente alcançado. Na pior das hipóteses, de uma perversidade atroz ao ficar subentendido que mais impostos serão propostos para arrancar os recursos necessários para cobrir a despesa de uma sociedade que já paga demais para manter um governo que teima em não dar retorno minimamente decente em serviços prestados. Em vez de seguirmos avançando com as conquistas de responsabilidade fiscal que já tinham sido consolidadas, corremos o risco de voltarmos a ser uma eterna Belíndia, na já célebre definição de Edmar Bacha.

Não espanta, pois, que um projeto que deveria significar a libertação das nossas contas públicas da irresponsabilidade e do gasto sem freios esteja sendo comparado ao seu oposto: a um cárcere que pode nos condenar a ver a dívida aumentar e os impostos dispararem. De arcabouço fiscal a calabouço fiscal, é como a sabedoria popular e os memes de internet vêm apelidando a proposta.

A apresentação do ministro Haddad, aliás, fez questão de deixar essa prisão clara, não pelo que mostrou, mas pelo que omitiu: nos gráficos de seus slides não chegaram a figurar os desastrosos anos de Dilma Rousseff. A ex-presidente, que sofreu impeachment por crime de responsabilidade justamente no âmbito fiscal, não só foi mandada fisicamente pelo PT para a China como sua péssima gestão está sendo, também, solene e convenientemente ocultada pelo atual governo.

Todos os sinais de alerta, portanto, precisam estar ligados. O governo Lula já demonstrou pelo seu próprio passado que não tem compromisso com responsabilidade fiscal, redução de despesas e modernização da máquina pública. Suas atitudes mais recentes só confirmam o que seu passado já demonstrou: que qualquer “ajuste” maior será prioritariamente feito na receita, sobrecarregando ainda mais o pagador de impostos brasileiro.

A proposta de arcabouço fiscal conforme apresentada não passa de um grande engodo: em vez de amenizar e mitigar a expansão da dívida e de dar ao país perspectiva de equilíbrio nas contas públicas, é mais uma arma do marketing petista que faz propaganda de uma coisa, mas na prática entrega outra. Caberá ao Congresso Nacional apreciar o tema com a seriedade que ele merece para garantir ao país um verdadeiro arcabouço fiscal em lugar de condenar os brasileiros novamente ao calabouço fiscal em que nos encontrávamos até a aprovação do agora extinto Teto de Gastos.

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LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA