ALEXANDRE GARCIA

ARCABOUÇO

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante coletiva de apresentação da nova regra fiscal: proposta determina aumento real do gasto entre 0,6% e 2,5% ao ano.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante coletiva de apresentação da nova regra fiscal: proposta determina aumento real do gasto entre 0,6% e 2,5% ao ano

A lei do teto de gastos está entre as melhores decisões do Congresso que saíram das amargas lições do período da Lava Jato. Junto com ela, a Lei das Estatais. O atual governo repete a toda hora que o governo anterior desmontou a maioria das políticas sociais e, sob essa cortina de fumaça, tenta desmontar a legislação feita para que não se repetisse a corrupção à custa das empresas do povo brasileiro, como a Petrobras; o mesmo acontece com a lei que segura os freios de governo gastador, que usa o dinheiro do povo para fazer benesses e manter apoios, inchando os gastos, sem melhorar os serviços públicos que são a razão de sua existência e a justificativa dos tributos.

Como o governo quer gastar mais – e para isso inchou-se em 37 ministérios – e não quer que o rotulem de “fura-teto”, inventou um eufemismo para isso: “arcabouço fiscal”. Imediatamente os áulicos aderiram à invencionice e passaram a chamar o fura-teto de arcabouço. Anunciaram a receita daquela marca de fantasia no dia da volta do ex-presidente a Brasília. Afinal, não poderiam deixar o noticiário do dia ser preenchido só por Bolsonaro.

Só que o arcabouço não se sustenta sem alicerces; é uma licença de gastos que tem como consequência a necessidade de arrecadar mais. O ministro da Fazenda acaba de admitir que precisa arrecadar mais R$ 150 bilhões. Ou seja, cobrar mais R$ 150 bilhões dos brasileiros, ainda neste ano. Nada mais simples e fácil que mandarem cobradores de impostos aumentarem a arrecadação, como faziam os senhores feudais da Idade Média.

Nos tempos antigos de informação de mão única, isso funcionava. Os cidadãos tinham poucas fontes de informação. Mas em tempos de agora, com a comunicação fervilhando nas redes sociais a cada segundo, cada vez menos as pessoas permitirão que as iludam. O governo vai repetindo suas verdades, mas só os que têm preguiça de pensar ou os distraídos vão cair nesse primeiro de abril repetido mil vezes, como ensinaram Goebbels e Stalin. Aí, sai um Datafolha e mostra o pessimismo subindo e o otimismo caindo em relação ao governo. O presidente faz reunião com ministros e os convoca para uma cruzada de otimismo, que venda melhor a imagem do governo, e exorta seus auxiliares a não caírem em lamentações.

Um sabonete pode necessitar de propaganda; um governo que faça propaganda está jogando fora o suado imposto pago pelos pobres. É usar o imposto sobre os alimentos dos mais pobres para fazer propaganda. Governo que governa bem já faz sua propaganda. Governo que governa mal é que precisa de propaganda. Daí a conclusão de que, quando precisa de propaganda, é porque é um mau governo. Vai gastar dinheiro suado do contribuinte e ficar pior ainda. Porque teria de aplicar o dinheiro dos impostos em bons serviços públicos, e não inventar ministérios e dar poder a gente que foi mandada para ser deputado ou senador e abandona seus mandantes eleitores para ser empregada de um chefe só.

DEU NO JORNAL

DESMELHORA A CADA DIA

Preocupado com a falta de boas notícias para a marca dos 100 dias do novo governo, o presidente Lula (PT) cobrou seus ministros “mais entregas” e “divulgação”.

Difícil trabalhar 100 dias em uma semana.

* * *

Só se for entrega de mais péssimas medidas.

E divulgação de notícias ruinosas.

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

SANTA RASPAGEM PENTELHÍFERA

Um pastor de uma igreja evangélica situada em algum país do continente africano chamou a atenção por depilar e ungir as partes íntimas de mulheres durante o culto.

O propósito para a atitude seria proporcionar que as mulheres pudessem engravidar.

As cenas mostram o momento em que o religioso pede que as fiéis tirem a calcinha e levantem o vestido ou saia para que ele possa passar o barbeador.

COMENTÁRIO DO LEITOR

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Comentário sobre a postagem E TÁ SÓ COMEÇANDO…

Anita Driemeier:

Sim!!

E infelizmente a derrocada está só começando!

Se nada for feito, e parece mesmo que nada será feito, pois não temos a quem recorrer depois que nossas FFAA passaram a ser ffaa, nosso futuro REALMENTE não é nada promissor!

O pior de tudo é que mesmo quem não fez, e jamais faria o L, vai pagar o preço da idiotice de quem o fez!

Viva o Brasil, onde os justos pagam pelos pecadores!

RLIPPI CARTOONS

RODRIGO CONSTANTINO

EUA AVANÇAM RUMO À LATINIZAÇÃO COM IMINENTE PRISÃO DE TRUMP

Quando a revista obamista The Economist constata que processar Trump pelo caso da atriz pornô Stormy Daniels “parece um erro”, argumentando que a “Acusação de pagamento de suborno é incerta e técnica demais para a claridade que os EUA precisam”, sabemos que os democratas estão exagerando demais na dose e colocam a nação em perigo.

Diz a revista esquerdista britânica: “Mas tratar um ex-presidente como um cidadão qualquer é uma faca de dois gumes. Procuradores como o promotor de Justiça de Manhattan possuem critério e arbítrio para decidir que casos investigam. Eles devem levar em conta a gravidade do caso, a probabilidade de garantir uma condenação e o interesse público no processo. O último elemento é o mais contencioso. Aproximadamente metade do público americano tem total interesse em responsabilizar Trump; a outra metade crê que ele é vítima dos promotores e dificilmente percebe a decisão da corte de ir adiante com o julgamento como imparcial”.

Imparcial essa acusação certamente não é, vindo de um promotor distrital da ultraesquerdista New York que teve sua campanha bancada pelo globalista George Soros. É impressionante o quão rápido a turma esquece dos valores republicanos quando é para instrumentalizar a Justiça e perseguir um adversário.

Quando Trump disse que Hilary Clinton tinha que ser presa pelo escândalo do servidor de emails, a mídia ficou em polvorosa. Agora a mesma imprensa aplaude o abuso de poder para tentar eliminar seu desafeto da corrida eleitoral. O cerne da questão aqui é a mentalidade de que os nobres fins justificam quaisquer meios. Essa tem sido a desgraça americana nos tempos atuais, uma herança soviética, uma mentalidade perigosa.

Parte-se da premissa (falsa ou questionável, no mínimo) de que Trump representa uma ameaça à democracia, e depois justifica-se tudo para “salvar” a democracia, inclusive o uso do aparato estatal para perseguir de forma abusiva o ex-presidente. Tem sido assim desde 2016: os que mais acusam Trump de colocar em risco a democracia americana são os que não se importam de esgarçar o tecido institucional republicano para destruir um político.

Isso é coisa de país latino-americano, convenhamos. São nessas republiquetas que o império da lei é substituído pelo arbítrio, que a coisa pública vira “cosa nostra” e o estado acaba visto como um puxadinho do clã no poder. É um dia muito triste para a América, e não são poucos os que percebem o estrago e lamentam profundamente o ocorrido. Para tanto não importa – ou não deveria importar – o que se pensa de Trump em si. Ninguém está acima da lei, mas tampouco deve alguém ser alvo arbitrário da “lei”.

DEU NO JORNAL

RLIPPI CARTOONS