DEU NO JORNAL

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Pascoal Carlos Magno

Pascoal Carlos Magno nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 13/1/1906. Advogado, ator, poeta, crítico literário, dramaturgo, diplomata e “agitador cultural oficial” no governo de Juscelino Kubitschek (1956-1960). Foi um dos renovadores do teatro brasileiro ao criar a figura do diretor teatral e impulsionar a formação e profissionalização de atores.

Filho de Filomena Campanella e Nicola Carlomagno, imigrantes italianos, teve sua primeira atuação na peça Abat-Jour, em 1926. Em seguida passou a exercer a crítica literária n’O Jornal. Junto com sua amiga Ana Amélia Mendonça, fundou a Casa do Estudante do Brasil-CEB, em 1929, mesmo ano em que formou-se em Direito. No ano seguinte foi premiado pela ABL-Academia Brasileira de Letras por sua peça Pierrot. Ingressou na carreira diplomática e passou 3 anos na Europa, regressando ao Brasil em 1936. Voltou decidido a modernizar o teatro brasileiro e inicia uma campanha para a criação do Teatro do Estudante do Brasil-TEB, inaugurado em 1938.

Inspirado nos teatros universitários europeus, tinha dois propósitos: estabelecer uma função pedagógíca, com a formação teatral, e outra artística, com a função do diretor teatral. Em 10/2/1938 publicou um anúncio no jornal Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro: “Estão convidados os estudantes de ambos os sexos que estejam interessados no Teatro Universitário[…]. À maneira do que se efetua nas universidades europeias e americana, este núcleo teatral realizará um movimento de cultura por intermédio do teatro”. O TEB foi bem-sucedido e 10 anos depois estava apresentando a peça Hamlet, de Shakespeare, e revelando o talentoso ator Sergio Cardoso. No ano seguinte (1949) comandou o “Festival Shakespeare”, onde foram encenadas as peças Romeo e Julieta, Macbeth e Uma noite de verão.

Pouco antes, em 1946, sua peça Tomorrow will be diferente foi encenada em Londres e outras cidades da Europa, tendo boa aceitação da crítica. A fim de tornar o TEB conhecido em âmbito nacional, realizou uma extensa turnê pelo norte e nordeste do Brasil, em 1951. Por esta época afastou-se do TEB e criou e Teatro Duse (atual Teatro Duse-Casa Pascoal Carlos Magno) em seu casarão no bairro Santa Teresa, revelando autores como Antonio Callado e Rachel de Queiroz, e funcionou com entrada franca até 1956. Neste ano, o presidente Juscelino Kubitschek toma posse e elege-o “agitador cultural oficial”, encarregando-o de dinamizar a cultura e buscar talentos artísticos em todo o País.

Iniciou em 1958 com o 1º Festival Nacional de Teatros de Estudantes, no Recife, reunindo mais de 800 jovens, revelando João Cabral de Melo Neto, com a peça Morte e Vida Severina , e de Antônio Abujamra como diretor teatral. O 2º Festival ocorreu em Santos (SP), com 2 mil estudantes e a revelação de José Celso Martinez Correia, Etty Fraser e Amir Haddad. O 3º se deu em 1961 em Brasília com 23 grupos teatrais. No ano seguinte realizou o 4º Festival em Porto Alegre, com mais de mil participantes. O 5º Festival foi realizado em 1968 na Guanabara.

Com tal desempenho, foi nomeado secretário-geral do Conselho Nacional de Cultura, em 1962, quando organizou a “Caravana da Cultura”, percorrendo os estados Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Sergipe e Alagoas com 256 jovens em espetáculos teatrais, de dança e música. Com o Golpe Militar de 1964 foi afastado da carreira diplomática, mas não deixou de continuar como “agitador cultural”. Em 1965 criou a “Aldeia de Arcozelo” em Paty do Alferes (RJ), uma fazenda histórica que recebeu como doação de João Pinheiro Filho, com o propósito de fazer uma escola de teatro e local de retiro de artistas. Para realizar o empreendimento, teve que vender seu casarão de Santa Teresa e gastou todos seus bens no projeto. Mesmo assim, realizou aí o 6º e último Festival de Teatro, em 1971.

Hoje a Aldeia de Arcozelo abriga o Centro Cultural Pascoal Carlos, mantido pela FUNARTE-Fundação Nacional de Artes, numa área de 51.000 m². Porém, segundo informações obtidas na Wikipedia, o local está abandonado em precário estado de conservação, fruto do descaso das autoridades e com visitação suspensa. Seu último projeto cultural foi a “Barca da Cultura”, que navegou pelo rio São Francisco de Pirapora a Juazeiro levando espetáculos pelas cidades no percurso.

Ao completar 70 anos, Carlos Drummond de Andrade prestou-lhe homenagem com uma crônica publicada no Jornal do Brasil, em 16/1/1976, concluindo: “por sua vida curtida e generosa, hoje deveria ser feriado nacional”. Faleceu em 24/5/1980 e 2 anos depois foi homenageado com seu nome dado ao teatro de Hamburgo (RS). Em 2009 Fabiana Siqueira Fontana apresentou uma dissertação de mestrado na UFRJ, transformada em livro publicado em 2016 pela FUNARTE: O teatro do Estudante do Brasil de Pascoal Carlo Magno. Trata-se do histórico da modernização do teatro brasileiro. Segundo o crítico Yan Michalsky “Pascoal Carlos Magno, pessoa física, foi na verdade uma instituição: sozinho, embora sempre ajudado por legiões de jovens que ele sabia contagiar com a mística das suas utopias”.

DEU NO JORNAL

TÁ NO SANGUE

O governo de Sergipe aliviou e parcelou a devolução do valor pago a mais no salário do João Gabriel, neto do presidente Lula e que, aos 19 anos, arrumou uma bela boquinha e recebeu salário de R$ 6.692,84 no primeiro pagamento.

O governo alegou que o prodígio recebeu parcela do 13º indevidamente já em janeiro.

Em fevereiro, o holerite veio com o primeiro desconto: R$ 372,61.

A parcelinha cobrada deve acabar em abril.

O débito, de R$ 1.117,84, foi parcelado em três vezes.

Apesar do desconto, o salário do jovem é de dar inveja nos servidores da Educação sergipana: R$ 5.575,00.

O rendimento do jovem, já descontados impostos e a “gratificação natalina” recebida em janeiro, chega aos R$ 4.098,78.

* * *

Em se tratando de um querido neto do Presida ex-Presidiário, eu achei pouco, muito pouco, o salário que o estado paga a este jovem talentoso com brilhante futuro.

Bom, deixa pra lá.

O fato é que a notícia nos informa que um neto do Ladrão Descondenado está mamando dinheiro público em Sergipe.

Geograficamente, Sergipe é o menor estado do Brasil.

Mas em matéria de generosidade, é um estado imenso, enorme, governado por amigos do vovô.

Amigos que, com certeza, receberão a devida recompensa do governo federal.

Coisa mesmo de uma republiqueta banânica.

DEU NO JORNAL

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

ESCAPAR FEDENDO

Jovem correndo – “escapou fedendo” de agressão

Ausente desde 1967, faço hoje uma “visita” ao meu Ceará, mais propriamente Fortaleza, cidade que me acolheu nas melhores e mais construtivas fases da vida. Não. Não estou presente fisicamente – e bem que gostaria!

Visito e relembro os bons tempos.

Quando mudei para o Rio de Janeiro, tive dificuldades na adaptação – no fundo, eu ainda não me acostumara a ouvir um linguajar diferente daquele com o qual convivia antes, em Fortaleza.

Falar ou escrever no idioma japonês ou hebraico, sem entende-los, é a mesma coisa que pescar num rio, de caniço, sem isca. Coisa infrutífera.

Texto escrito no idioma japonês

Texto escrito em hebraico

Falar a mesma coisa, com palavras diferentes. Essa é a nossa diversão que se torna difícil ao mesmo tempo. Atravessando o Atlântico e chegando em Lisboa, vamos saber que, quem entra na “bicha”, estará entrando na “fila”. Lá, quem se aproxima de um “paneleiro”, estará se aproximando de um “baitola” que, no Brasil é o frango, veado, qualhira, fresco e até xibungo. Os do meio e coloridos estão tentando unificar, pregando pelo uso de “gay”. Mas, no fim, todos gostam de “queimar a rosca”.

Pois, saiba aquele que ainda não sabe, que, “escapar fedendo” de algo, é, também, ficar livre do que parecia inevitável. Coisa de cearense, com vários significados e sentidos. Empatar um jogo de futebol nos minutos finais do acréscimo garantido pelo Árbitro, é a mesma coisa que “escapar fedendo” da derrota!

O chulo entra em campo e afirma que “bater uma bronha”, é a mesma coisa que se masturbar.

“Tirar pino” dentro do ônibus ou qualquer lugar, hoje é conhecido como importunação, assédio, e chega ao Maranhão como “saliência”.

Marmanjo “tirando pino” no transporte coletivo

Quer frescar, fresque. Mas não venha com frescura!

Vais querer “tirar gosto” com a mulher, vai?

Seu Zé, quanto que é o preço de uma quarta de feijão?

Dona Maria, a senhora vai lavar roupa hoje?

Menino, pare de danadice!

Xipe gato!

Seu Zé, me venda meia banda de pão, com manteiga passada!

Quanto foi o jogo da “mundiça” onte?

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PENINHA – TUPI PAULISTA-SP

Antonio Luiz Pioltine:

Hoje, 26 de março de 2023 você completa 80 anos de vida.

Parabéns, meu amigo.

A sua vida sempre foi um belíssimo exemplo de doação ao próximo, de respeito aos próprios princípios, de luta e de entrega.

Todos nós temos muito que aprender com essa sua trajetória.

Tenho certeza de que ela ainda servirá de lição para muitos daqueles que neste momento apenas começam a descobrir o mundo.

E que bom que você chegou até aqui com muita saúde, com muita força de vontade.

Você continua a nos ensinar o valor de se acreditar na vida e em tudo de maravilhoso que ela pode nos proporcionar.

Vida longa, meu amigo. Seja muito feliz!!!

Peninha

“É muito bom saber que eu tenho um grande amigo”

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

AGORA É TARDE?

A decepção dos eleitores do presidente eleito é notória. Não sabem onde enviar a cabeça. Ao longo da campanha se viu uma defesa de raciocínio que passava pela necessidade de vencer o fascismo, visto tão somente nos argumentos de esquerdistas e vendido como se fosse a mais absoluta verdade. Nem Cristo tinha argumentos tão sólidos para enfrentar o crescimento da direita. Lula era o santo ungido, nascido das cinzas assopradas pela força de uma suprema corte medíocre, formada por aduladores e aproveitadores de cargos e de poder.

Os indicadores financeiros não convencem o mercado, mas não se vê nenhum economista explicar o que pretende o governo, qual a política econômica do governo e, principalmente, qual a proposta de ajuste fiscal que será apresentada em agosto próximo para justificar o desrespeito fiscal decorrente da violação da Emenda Constitucional Nº 95. O fato é que o governo não tem nada, a não ser, a sede de vingança declarada pelo presidente que foi avalizada por 50,90% dos eleitores brasileiros. Não sabiam que seriam assim? Sabiam, sim. Mas, havia um fascismo a ser derrotado.

No dia 11/04 o governo completará 100 dias e até o momento eu não vi nenhum ministro anunciar algo de relevante e de impacto nas previsões econômicas. O que eu vejo é um conjunto de asneiras, tal qual Márcio França, como a proposta – publicamente criticada pelo presidente – de vendas de passagens áreas ao preço de R$ 200,00. Não se informou quais empresas participariam desse programa e, note bem, QUAL A FONTE DE RECURSOS. A lei de responsabilidade fiscal não permite que gasto sem fonte que o sustente. Diferente de Paulo Guedes quando assumiu o ministério que disse, claramente, que a redução da dívida pública viria de concessões e privatização. Arrecadou mais de R$ 250 bilhões com subsidiárias e não fez mais porque Lewandowski não deixou ao defender, e ser seguido pelas antas, que privatização deveria passar pelo congresso.

Essa semana, uma comitiva, incluindo os irmãos Batista que denunciaram Lula e Dilma, foi visitar a China na tentativa de fortalecer nossas exportações. É lógico que exportar faz bem, no entanto, foi o volume de exportação de carne bovina em 2018, exatamente para a China, que afetou o preço da carne internamente e a leve redução no preço (atenção: o quilo da picanha por aqui é, em média, R$ 70 reais e a única pessoa no Brasil que está comenda picanha mole é Janja) decorreu da que de demanda da China e não de qualquer política do governo.

Só quem enxerga beleza nos atos do governo é Miriam Leitão, a mais imbecil criatura que Deus colocou na face da Terra para despertar a benevolência dos demais seres em relação a ela, mas não é fácil. Ela não colabora. De algum modo os repórteres do Sistema Globo continuam num esforço supremo de colocar areia nos olhos da população e vez por outra colocam as pérolas com “o desemprego está alto, mas está baixo”. Não é fácil para um ser racional, imparcial, entender algo dessa natureza. Eles não podem criticar porque fizeram parte dessa massa defensora do lulismo, contra o fascismo e esperam que os bilhões de propaganda voltem a tilintar nas suas contas bancárias.

A classe dos artistas está de sorriso largo com os recursos da Lei Rouanet que destinou R$ 5 milhões para Cláudia Raia, R$ 1 milhão para MC Pipoquinha (já viram essa desgraça? Eu que pensei que o inferno tinha Anitta e Pablo Vittar como representantes, fiquei surpreso com um vídeo que recebi dessa criatura).

O que houve de fato neste país é que a maioria das pessoas, esses tais 50,9% de eleitores, acreditou num engodo. Agora o que se percebe é um silêncio inexplicável por parte de apoiadores, de economistas. Arrependidos? Com certeza, mas cada um na sua esperando a derrocada do governo para que se fortaleça outra corrente de salvadores da pátria.

O pior de tudo isso, gente, é que Haddad parece ser o melhor quadro do ministério da fazenda e com isso a gente deve perguntar: Agora é tarde? Você que voto nessa merda que está aí, está arrependido ou vai ficar quando o desemprego te alcançar, quando a picanha não chegar?

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X