CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

NACINHA – CUIABÁ-MT

Gente querida do meu Brasil varonil,

Proeza:

Sem pandemia, sem novas guerras, sem estiagem recorde, Lula consegue botar bolsa para baixo dos 100.000 pontos.

Saudades do presidente que não entendia de economia?

E vamos que vamos!

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DEU NO JORNAL

ESCONDERAM

Leandro Ruschel

Militância de redação ESCONDE documento apreendido pela PF que indica pagamento do PCC ao The Intercept

A militância de redação ESCONDE do público o documento apreendido pela Polícia Federal que indica pagamento do PCC ao blog de extrema-esquerda The Intercept Brasil.

É preciso lembrar o trabalho feito pelo panfleto extremista para minar a Lava Jato e apoiar a perseguição aos conservadores.

O furo de reportagem é da Jovem Pan do Paraná. A Revista Oeste fez um resumo do caso:

“A investigação da Polícia Federal (PF) sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC) indica possíveis pagamentos da facção criminosa ao The Intercept Brasil. O site ganhou notoriedade depois de divulgar mensagens hackeadas de procuradores e juízes da Operação Lava Jato.

O documento apresentado pelo delegado Martin Bottaro Purper mostra uma espécie de prestação de contas entre os bandidos. Há uma lista de despesas com viagens, que previam encontros com ex-promotores, deputados e prefeitos, além de gastos com advogados, imóveis, cursos de especialização e assinaturas de revistas nacionais e internacionais.

O The Intercept Brasil negou ter recebido dinheiro do PCC. “Esta é uma ilação falsa”, alegou a direção do site, em nota enviada a Oeste. “O documento apresentado sequer [sic] aponta quem teria doado ou quanto.”

Enquanto a grande mídia esconde a informação, outros blogs chapa-branca do PT atacam o delegado e a juíza do caso, afirmando que tudo não passa de “armação” para envolver a revista, repetindo as palavras do descondenado Lula sobre a operação que prendeu integrantes do PCC em plena execução de atos preparatórios para sequestrar e matar Sérgio Moro.

RLIPPI CARTOONS

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

O MATUTO E O PREFEITO

A Herbert Lucena

Zé de Maria Calu
Do sítio Fogo no Eito
Por ser o mais estudado
Já se achou no direito:
Formou uma Comissão
Quatro primos, um irmão
E foram ter com o Prefeito.

Levou uma relação
De fatos mais relevantes:
Falta de água no sítio,
As quedas de luz constantes,
População desprezada
Sempre, sempre castigada
Pelas ações de assaltantes.

Sugeriu para o Prefeito
Uma Frente de Emergência
Atuando dia e noite
Numa melhor assistência.
O Prefeito, num gesto hilário,
Piscou para o Secretário:
– Vou tomar a Providência!

Altinho-PE, 09.12.2014

DEU NO JORNAL

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Pascoal Carlos Magno

Pascoal Carlos Magno nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 13/1/1906. Advogado, ator, poeta, crítico literário, dramaturgo, diplomata e “agitador cultural oficial” no governo de Juscelino Kubitschek (1956-1960). Foi um dos renovadores do teatro brasileiro ao criar a figura do diretor teatral e impulsionar a formação e profissionalização de atores.

Filho de Filomena Campanella e Nicola Carlomagno, imigrantes italianos, teve sua primeira atuação na peça Abat-Jour, em 1926. Em seguida passou a exercer a crítica literária n’O Jornal. Junto com sua amiga Ana Amélia Mendonça, fundou a Casa do Estudante do Brasil-CEB, em 1929, mesmo ano em que formou-se em Direito. No ano seguinte foi premiado pela ABL-Academia Brasileira de Letras por sua peça Pierrot. Ingressou na carreira diplomática e passou 3 anos na Europa, regressando ao Brasil em 1936. Voltou decidido a modernizar o teatro brasileiro e inicia uma campanha para a criação do Teatro do Estudante do Brasil-TEB, inaugurado em 1938.

Inspirado nos teatros universitários europeus, tinha dois propósitos: estabelecer uma função pedagógíca, com a formação teatral, e outra artística, com a função do diretor teatral. Em 10/2/1938 publicou um anúncio no jornal Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro: “Estão convidados os estudantes de ambos os sexos que estejam interessados no Teatro Universitário[…]. À maneira do que se efetua nas universidades europeias e americana, este núcleo teatral realizará um movimento de cultura por intermédio do teatro”. O TEB foi bem-sucedido e 10 anos depois estava apresentando a peça Hamlet, de Shakespeare, e revelando o talentoso ator Sergio Cardoso. No ano seguinte (1949) comandou o “Festival Shakespeare”, onde foram encenadas as peças Romeo e Julieta, Macbeth e Uma noite de verão.

Pouco antes, em 1946, sua peça Tomorrow will be diferente foi encenada em Londres e outras cidades da Europa, tendo boa aceitação da crítica. A fim de tornar o TEB conhecido em âmbito nacional, realizou uma extensa turnê pelo norte e nordeste do Brasil, em 1951. Por esta época afastou-se do TEB e criou e Teatro Duse (atual Teatro Duse-Casa Pascoal Carlos Magno) em seu casarão no bairro Santa Teresa, revelando autores como Antonio Callado e Rachel de Queiroz, e funcionou com entrada franca até 1956. Neste ano, o presidente Juscelino Kubitschek toma posse e elege-o “agitador cultural oficial”, encarregando-o de dinamizar a cultura e buscar talentos artísticos em todo o País.

Iniciou em 1958 com o 1º Festival Nacional de Teatros de Estudantes, no Recife, reunindo mais de 800 jovens, revelando João Cabral de Melo Neto, com a peça Morte e Vida Severina , e de Antônio Abujamra como diretor teatral. O 2º Festival ocorreu em Santos (SP), com 2 mil estudantes e a revelação de José Celso Martinez Correia, Etty Fraser e Amir Haddad. O 3º se deu em 1961 em Brasília com 23 grupos teatrais. No ano seguinte realizou o 4º Festival em Porto Alegre, com mais de mil participantes. O 5º Festival foi realizado em 1968 na Guanabara.

Com tal desempenho, foi nomeado secretário-geral do Conselho Nacional de Cultura, em 1962, quando organizou a “Caravana da Cultura”, percorrendo os estados Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Sergipe e Alagoas com 256 jovens em espetáculos teatrais, de dança e música. Com o Golpe Militar de 1964 foi afastado da carreira diplomática, mas não deixou de continuar como “agitador cultural”. Em 1965 criou a “Aldeia de Arcozelo” em Paty do Alferes (RJ), uma fazenda histórica que recebeu como doação de João Pinheiro Filho, com o propósito de fazer uma escola de teatro e local de retiro de artistas. Para realizar o empreendimento, teve que vender seu casarão de Santa Teresa e gastou todos seus bens no projeto. Mesmo assim, realizou aí o 6º e último Festival de Teatro, em 1971.

Hoje a Aldeia de Arcozelo abriga o Centro Cultural Pascoal Carlos, mantido pela FUNARTE-Fundação Nacional de Artes, numa área de 51.000 m². Porém, segundo informações obtidas na Wikipedia, o local está abandonado em precário estado de conservação, fruto do descaso das autoridades e com visitação suspensa. Seu último projeto cultural foi a “Barca da Cultura”, que navegou pelo rio São Francisco de Pirapora a Juazeiro levando espetáculos pelas cidades no percurso.

Ao completar 70 anos, Carlos Drummond de Andrade prestou-lhe homenagem com uma crônica publicada no Jornal do Brasil, em 16/1/1976, concluindo: “por sua vida curtida e generosa, hoje deveria ser feriado nacional”. Faleceu em 24/5/1980 e 2 anos depois foi homenageado com seu nome dado ao teatro de Hamburgo (RS). Em 2009 Fabiana Siqueira Fontana apresentou uma dissertação de mestrado na UFRJ, transformada em livro publicado em 2016 pela FUNARTE: O teatro do Estudante do Brasil de Pascoal Carlo Magno. Trata-se do histórico da modernização do teatro brasileiro. Segundo o crítico Yan Michalsky “Pascoal Carlos Magno, pessoa física, foi na verdade uma instituição: sozinho, embora sempre ajudado por legiões de jovens que ele sabia contagiar com a mística das suas utopias”.

DEU NO JORNAL

TÁ NO SANGUE

O governo de Sergipe aliviou e parcelou a devolução do valor pago a mais no salário do João Gabriel, neto do presidente Lula e que, aos 19 anos, arrumou uma bela boquinha e recebeu salário de R$ 6.692,84 no primeiro pagamento.

O governo alegou que o prodígio recebeu parcela do 13º indevidamente já em janeiro.

Em fevereiro, o holerite veio com o primeiro desconto: R$ 372,61.

A parcelinha cobrada deve acabar em abril.

O débito, de R$ 1.117,84, foi parcelado em três vezes.

Apesar do desconto, o salário do jovem é de dar inveja nos servidores da Educação sergipana: R$ 5.575,00.

O rendimento do jovem, já descontados impostos e a “gratificação natalina” recebida em janeiro, chega aos R$ 4.098,78.

* * *

Em se tratando de um querido neto do Presida ex-Presidiário, eu achei pouco, muito pouco, o salário que o estado paga a este jovem talentoso com brilhante futuro.

Bom, deixa pra lá.

O fato é que a notícia nos informa que um neto do Ladrão Descondenado está mamando dinheiro público em Sergipe.

Geograficamente, Sergipe é o menor estado do Brasil.

Mas em matéria de generosidade, é um estado imenso, enorme, governado por amigos do vovô.

Amigos que, com certeza, receberão a devida recompensa do governo federal.

Coisa mesmo de uma republiqueta banânica.

DEU NO JORNAL

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

ESCAPAR FEDENDO

Jovem correndo – “escapou fedendo” de agressão

Ausente desde 1967, faço hoje uma “visita” ao meu Ceará, mais propriamente Fortaleza, cidade que me acolheu nas melhores e mais construtivas fases da vida. Não. Não estou presente fisicamente – e bem que gostaria!

Visito e relembro os bons tempos.

Quando mudei para o Rio de Janeiro, tive dificuldades na adaptação – no fundo, eu ainda não me acostumara a ouvir um linguajar diferente daquele com o qual convivia antes, em Fortaleza.

Falar ou escrever no idioma japonês ou hebraico, sem entende-los, é a mesma coisa que pescar num rio, de caniço, sem isca. Coisa infrutífera.

Texto escrito no idioma japonês

Texto escrito em hebraico

Falar a mesma coisa, com palavras diferentes. Essa é a nossa diversão que se torna difícil ao mesmo tempo. Atravessando o Atlântico e chegando em Lisboa, vamos saber que, quem entra na “bicha”, estará entrando na “fila”. Lá, quem se aproxima de um “paneleiro”, estará se aproximando de um “baitola” que, no Brasil é o frango, veado, qualhira, fresco e até xibungo. Os do meio e coloridos estão tentando unificar, pregando pelo uso de “gay”. Mas, no fim, todos gostam de “queimar a rosca”.

Pois, saiba aquele que ainda não sabe, que, “escapar fedendo” de algo, é, também, ficar livre do que parecia inevitável. Coisa de cearense, com vários significados e sentidos. Empatar um jogo de futebol nos minutos finais do acréscimo garantido pelo Árbitro, é a mesma coisa que “escapar fedendo” da derrota!

O chulo entra em campo e afirma que “bater uma bronha”, é a mesma coisa que se masturbar.

“Tirar pino” dentro do ônibus ou qualquer lugar, hoje é conhecido como importunação, assédio, e chega ao Maranhão como “saliência”.

Marmanjo “tirando pino” no transporte coletivo

Quer frescar, fresque. Mas não venha com frescura!

Vais querer “tirar gosto” com a mulher, vai?

Seu Zé, quanto que é o preço de uma quarta de feijão?

Dona Maria, a senhora vai lavar roupa hoje?

Menino, pare de danadice!

Xipe gato!

Seu Zé, me venda meia banda de pão, com manteiga passada!

Quanto foi o jogo da “mundiça” onte?

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO