CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SERGIO RIEFFEL – CÁCERES-MT

Amigo Berto,

A tempestade perfeita está sendo criada nesse Brasil velho sem jeito!

Supremo aparelhado, povão de direita que saía à rua desmoralizado e na mira de tudo o quanto é polícia e juiz, Congresso no bolso, militares humilhados, mortos e enterrados, imprensa devidamente cooptada!

Trata-se de um jogo de xadrez com as estratégias muito bem urdidas e onde um dos lados joga como bem entende, sem seguir as regras de movimento das peças!

Primeiramente tratou-se de colocar um monte de “companheiros” no Supremo, esse movimento já tinha acontecido com muito sucesso!

Logo após, havia urgência em sufocar o grito das ruas, então, de cara, como uma das primeiras providências do mandato, trataram de infiltrar um monte de marginais entre os manifestantes que, em 4 anos nunca haviam quebrado uma vidraça sequer, deu quebra-quebra, um monte de gente foi presa, o movimento foi aterrorizado (quem tem coragem de sair às ruas agora?)!

Resultado: Sucesso!

O terceiro movimento foi sufocar com muito gasto de dinheiro público uma CPI que poderia redundar até na cassação de mandato do presidente. O Congresso se vendeu! Cobrou bem caro, fez um lero-lero pra valorizar o passe, mas acabou se vendendo como prostitutos que são, resultado: Sucesso!

Os militares então nem se fala: Os generais machos, que tinham autoridade moral foram afastados, perderam cargos ou foram aposentados, foram substituídos por frouxos desmoralizados e ainda sofreram a pior das humilhações: foram colocados sob o comando de um civil!

Um Zé-Ninguém comandando Zé-Ninguéns, resultado: Sucesso!

Ainda há um grande problema a ser resolvido: as armas! Anote o que estou dizendo, caro Berto, um dos próximos movimentos será mandar as buchas de canhão que são os coitados do MST, invadir uma fazenda onde sabidamente o proprietário está armado até os dentes e reconhecidamente está disposto a tudo para preservar sua propriedade!

Muitos vão morrer e o cenário para desarmar a população estará montado!

Pessoalmente duvido que instale-se uma ditadura, mas os sujeitos vão poder fazer absolutamente o que quiserem, doa a quem doer!

No final, o freio será a quebra das finanças públicas, uma imensa recessão, desemprego, crise em todos os setores e extremo sofrimento para o povão que, graças às merrecas dos auxílios, continuará apoiando em menor ou maior grau!

É! Estamos mal (e vai piorar muito)!

R. Excelentes apreciações, meu caro amigo e leitor.

O desmantelo tá grande e aumentou muito nestes três últimos meses.

Como você bem diz no final de sua mensagem, as coisas vão piorar muito!

Que os céus se apiedem deste país!!!

DEU NO JORNAL

MERA COINCIDÊNCIA

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (22/3), a Operação Sequaz. O objetivo é desarticular o plano feito pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) de sequestrar e matar servidores públicos e autoridades, incluindo o ex-juiz e senador Sergio Moro (União Brasil/PR) e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que integra o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco).

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COMENTÁRIO DO LEITOR

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BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO JORNAL

DESEMPREGO EM ALTA, APÓS QUASE UM ANO DE QUEDA

Editorial Gazeta do Povo

Desemprego em alta, após quase um ano de queda

Coincidência ou não, no primeiro trimestre completo com a perspectiva de Lula na Presidência da República – presidente eleito em novembro e dezembro de 2022, e já tendo tomado posse em janeiro de 2023 –, o desemprego voltou a subir, após dez quedas consecutivas. E não subiu pouco: a elevação foi de meio ponto porcentual, de 7,9% no último trimestre do ano passado para 8,4% no trimestre móvel encerrado em janeiro. O número de brasileiros desempregados, que era de 12 milhões no início do ano passado e foi caindo até fechar o ano em 8,6 milhões, agora voltou para os 9 milhões.

Como a definição de “desempregado” do IBGE exige não apenas que a pessoa esteja sem trabalho, mas também que esteja procurando por ele, alguém mais otimista até poderia imaginar que o número cresceu porque muitos brasileiros teriam deixado uma situação de desalento – quando a pessoa não tem trabalho e não está nem mesmo procurando emprego – para voltar a tentar um posto no mercado de trabalho, mas não foi isso o que aconteceu. Na comparação do trimestre móvel encerrado em janeiro com o trimestre móvel encerrado em dezembro de 2022, o número de desalentados permaneceu o mesmo, cerca de 4 milhões; quase todo o resto caiu: a população ocupada (de 99,4 milhões para 98,6 milhões), o número de brasileiros com carteira assinada (36,9 milhões para 36,8 milhões), os empregados sem carteira assinada (13,2 milhões para 13,1 milhões), os trabalhadores por conta própria (25,5 milhões para 25,3 milhões), e até mesmo os informais (38,6 milhões para 38,5 milhões). O único grupo a registrar elevação foi o dos trabalhadores domésticos, de 5,8 milhões para 5,9 milhões.

O índice de desemprego poderia ter sido até mais alto que 8,4%. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, “o processo de busca por trabalho no mês de janeiro não costuma ser dos mais intensos” porque “é mês de férias. Empresas têm paradas técnicas, ou férias”. Em outras palavras, se todos os que perderam trabalho recentemente estivessem à procura de recolocação, o desemprego teria sido ainda maior. A observação deixa implícito algo que é preciso levar em conta ao olhar os números: os últimos meses de um ano e primeiros meses do ano seguinte são momentos atípicos do mercado de trabalho, com muitos fatores sazonais (das festas de fim de ano às férias de verão) que têm seu efeito nos indicadores. Por isso, Beringuy ainda afirma: “Eu não sei até que ponto o que está prevalecendo é um comportamento sazonal ou uma perda de força” do mercado de trabalho, embora também seja verdadeiro que o recente ciclo de alta dos juros para conter a inflação já mostra seu impacto nos investimentos e na consequente geração de empregos.

No entanto, tão inegável quanto o efeito dos juros sobre a atividade econômica é a deterioração das expectativas causada pela vitória eleitoral de Lula. Um presidente que passou a campanha toda demonizando os esforços de ajuste fiscal, que aposta no aumento de impostos e arrecadação para conter o déficit público, que tem horror à liberdade econômica, que não hesita em demonstrar preconceito contra empresários e o agronegócio, que bombardeia o processo de adesão brasileira à OCDE e que culpa a autonomia do Banco Central por todos os indicadores ruins que aparecem envia uma péssima mensagem aos empreendedores brasileiros e estrangeiros. Portanto, é bem provável que a realidade do mercado de trabalho reflita uma combinação de fatores sazonais, uma desaceleração real e o desestímulo provocado pela ascensão de um governo hostil ao setor produtivo.

O governo, obviamente, continuará acreditando que não tem nada a ver com isso, que o desemprego subiu por culpa do Banco Central e que basta estimular artificialmente o crédito que tudo estará resolvido. Lula e seu ministro do Trabalho, Luiz Marinho, não acordaram com os dados do Caged e provavelmente não acordarão com os números do desemprego, desperdiçando mais um alerta. Marinho seguirá obcecado com a regulamentação dos aplicativos, o saque-aniversário do FGTS e o fim da reforma trabalhista de 2017, sem mover um dedo para incentivar a redução da carga tributária sobre a folha salarial ou o aumento da segurança jurídica nas relações de trabalho. Ganham apenas os “companheiros”, mas perde um país inteiro, pois quem não tem emprego tem pressa.

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