BERNARDO - DIRETO DO PINGO NOS Is

DEU NO JORNAL

TREMENDOS CARAS DE PAU

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados marcou para esta quarta-feira (29) a discussão sete processos por quebra de decoro.

Cinco são ações contra deputados a pedido de parlamentares do PT.

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De-Puta-dos do PT pedindo processos por “quebra de decoro”.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!!

Uma canalha que integra a quadrilha comandada pelo descondenado Lula falando em “decoro”.

Eles estão seguindo o exemplo do chefe do bando, um ladrão que costuma falar em “honestidade”.

Num tem Óleo de Peroba que chegue pra tanta cara de pau!

J.R. GUZZO

O PAÍS VIROU DO AVESSO

O Brasil, definitivamente, juntou-se a um dos piores clubes a que um país pode pertencer no mundo de hoje: aquele dos que, em pleno século XXI, tem presos e perseguidos políticos. O mais recente deles, para piorar as coisas, nem é um militante político que age em grupos de “direita”. É um funcionário do Estado que está sendo hostilizado por cumprir o seu dever funcional de acusar perante a justiça indivíduos que considera autores de infrações ao Código Penal Brasileiro. Trata-se do procurador Deltan Dallagnol, um dos principais membros da equipe de acusação na Operação Lava Jato – a maior, mais corajosa e mais eficaz operação de combate a corrupção jamais executada pelo sistema judiciário brasileiro em toda a sua história.

A situação, como se sabe, ficou de cabeça para baixo: por ação direta do Supremo Tribunal Federal e do alto aparelho de justiça que opera logo abaixo dele, os criminosos condenados pela Lava Jato foram transformados, por razões políticas que nada têm a ver com a ciência do Direito, em vítimas e heróis da sociedade. Os promotores e juízes que os condenaram, ao contrário, se viram jogados ao papel que deveria ser dos condenados – passaram a ser o bandido. Num primeiro momento, essa guerra santa em favor dos corruptos e da corrupção se preocupou em salvar a ladroagem. Assim que os autores dos crimes tiveram a sua liberdade garantida, passou-se à fase atual: a vingança contra os que combateram os ladrões.

O procurador Dallagnol é um caso extremo. Inventaram, contra ele, a acusação de que teria gastado verbas oficiais de maneira indevida, em viagens e conferências durante a Lava Jato. Ele foi inocentado de todas as acusações na primeira instância, na justiça do Paraná. Sua inocência foi confirmada na instancia imediatamente superior, o Tribunal Federal Regional de Porto Alegre. O próprio Ministério Público isentou Dallagnol de qualquer procedimento incorreto. Mas o Tribunal de Contas da União, que normalmente abençoa os escândalos mais espetaculares deste país – o “consórcio do Covidão”, por exemplo, para se ficar no caso mais agressivo – não larga o osso. Escolhido como o instrumento dos vitoriosos para “pegar” o procurador, o TCU recorreu de cada decisão, e agora está no STJ. Esse tribunal, que já foi capaz de confirmar por 5 a 0 a condenação de Lula por corrupção e lavagem de dinheiro, hoje funciona como uma área de serviço do Supremo, encarregada de cuidar das suas sobras.

Dallagnol foi escolhido pelo PT como o inimigo preferencial de Lula, da esquerda, do “progressismo” em geral – é ele, depois do juiz Sérgio Moro, que tem de pagar pelos maus momentos que passaram na época em que foi exposto à luz do dia o sistema de corrupção que comandavam, o maior da história do Brasil. Lula lhe exige uma “indenização” – e o público, em poucas horas, doou ao procurador 750 mil reais para a sua defesa. Agora, estão atrás dele no STJ. É a hora da forra. Um dos peixes graúdos do PT, o mesmo que queria o fechamento do STF na época em que Lula foi preso e hoje é amigo de infância dos ministros, diz que os combatentes contra a corrupção devem preparar “o bolso” e “os punhos” para receberem o castigo que a esquerda vai lhes aplicar. É o mundo virado do avesso.

BERNARDO - DIRETO DO PINGO NOS Is

MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

FESTA JOANINA ou FESTA JUNINA?

O nascimento do austero pregador São João Batista, filho de Isabel e Zacarias, se deu em 24 de junho, daí a sua comemoração no calendário cristão.

Para alguns ele foi considerado como o último dos profetas. Seus discursos fortes e incisivos assustavam a todos que o ouviam. Não pregava apenas o arrependimento mas uma mudança de vida, de sentimentos, à conversão.

O fato do Rei Herodes ser um dos que muito gostava e admirava ele, não impediu que este devasso monarca o condenasse a pena de degola no ano 31 da nossa era. Talvez por temer pelo fato de João exercer seu profetismo sem poupar ninguém, e nem fazer conchavos.

QUEBRANDO PARADIGMAS

A comemoração do dia de qualquer santo é feito no aniversário de suas mortes. Pois se leva em conta que aquele dia é considerado o feliz dia de encontro ao Pai.

Pois João Batista é o único Santo que se festeja no dia que determinaram, liturgicamente, para seu nascimento. Mais velho que seu primo Jesus Cristo 6 meses.

O mais curioso é que este Santo, barbudo, ríspido e de vozeirão assustador, sua memória é cultuada no imaginário do mundo ocidental como uma criança de cútis alva, cabelos loiros e encaracolados, rosto meigo, carregando consigo um pequeno e lindo carneirinho branco.

Reza a lenda que ele era fogueteiro e gostava de fogos barulhentos; e que, por conta disso, sua mãe o embalou e o fez dormir em seu dia, para evitar que ele acendesse tantas fogueiras que viesse a queimar o mundo.

Outra lenda conta que Isabel prometeu a Maria, que acenderia uma fogueira para avisar do nascimento de João Batista.

São João do Carneirinho

HUMILDADE

Inobstante de ser enérgico e resoluto no seu comportamento e no uso de suas vigorosas palavras, deu exemplo de extrema humildade. Quando questionado por alguns de seus discípulos de que muitos estavam a seguir a um tal de Jesus, O Cristo, despojadamente e com a máxima deferência a uma santidade maior, disse:

“É preciso que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30). E mais acrescentou, “que não era digno nem de atar as sandálias de Jesus” (Mt 3,11).

NA MAÇONARIA

Não à toa, foi eleito e proclamado como Padroeiro da Maçonaria, pelo destaque de suas virtudes e integridade moral. Esta organização fraterna é reconhecida como sendo uma “escola de perfeição”, pois que muito se investe no aperfeiçoamento de seus membros e, por sua vez, influenciam a sociedade nos destinos da pátria, e oeste. chamada como

Por sua integridade, por suas virtudes, São João Batista foi escolhido como Padroeiro da Maçonaria, entidade que se pode chamar de ‘escola de perfeição’, uma vez que muito investe no aperfeiçoamento de seus membros, para que estes possam influenciar no bem da sociedade e nos destinos de sua pátria. Também conhecidos como verdadeiros construtores sociais.

FESTA JOANINA OU JUNINA?

No que respeita as referidas festividades dessa época, necessário se faz distinguir:

‘FESTA JUNINA’, refere-se aos festejos à deusa JUNO, mulher de Zeus; ‘FESTA JOANINA’ reporta-se a São João Batista.

As comemorações das festas juninas se perdem no tempo. Já na antiga Roma dos mil e tantos deuses, as celebrações a deusa Juno (JUNINAS) continham características de adoração do fogo, etc.

Para substituir as festas pagãs, o mundo cristão introduziu as festas JOANINAS vieram para substituir as festas pagãs, tal como ocorreu como no nascimento de Cristo, em 25 de dezembro, para substituir as festas pagãs ao deus Sol.

A FÉ

Rogam os fiéis nordestinos, que o nosso querido São João Batista, mesmo como o “São João do Carneirinho”, interceda junto ao seu primo Jesus, pela nossa paz, uma boa colheita e fartura na mesa e nos corações.

BERNARDO - DIRETO DO PINGO NOS Is

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

PROSTITUTAS

Neste sábado chuvoso aqui na gloriosa Campo Grande, fazendo jus à Pindorama que é chuvosa neste meio do ano, peguei-se-me a pensar sobre diversos assuntos. Assuntos pueris, assunto “miolo de pote”, como diz nosso amigo Maurício Assuero, ou assuntos que são aparentemente desimportantes, mas calam fundo nos nossos caracteres. E um desses assuntos, bispando eu na máquina de fazer doido, era, as ditas brigadas de vartizap para alavancar a campanha política de Luís Luladrácio da Silva.

Duas questões se me pularam no quengo: a primeira é sobre a legalidade de uma central sindical, ou seja, um ajuntamento de diferentes sindicatos, que em tese é a voz de seus afiliados, com um foco voltado apenas para um candidato, mesmo que na base desses sindicatos haja filiados de diferentes matizes, de diferentes ideologias, financiando esse candidato. E, outra, até onde eu saiba a legislação eleitoral proíbe sindicatos financiar candidatos de qualquer espécie.

A segunda questão é mais profunda, e envolve o sindicato profissional de professores – eles preferem ser chamados de educadores -. Eu não sou educador. A função de educar cabe aos pais, à família do estudante. Eu sou professor. A minha função é ensinar, dentro da minha especialidade a Língua materna, as artes e a literatura dessa língua. Eu não sou pago para educar, mas para ensinar.

Lembro-me, no começo deste ano, quando o presidente da república deu um aumento de 33% no assim chamado Piso Salarial Nacionalmente Unificado – aquele indexador de salários que nivela em um piso o mínimo que um professor pode ganhar, estando ele na esfera municipal, estadual, ou federal – e que causou alvoroço em todas as esferas administrativas, além de esperança e alegria nos professores.

Todavia, eu, este velho caeté que está ficando sem dentes para cravá-los no chã de dentro do Sardinha, sempre busquei fazer uma análise à la cachorro que caiu do caminhão de mudança; com cara de quem não tem casa nova para onde ir e nem casa velha para onde voltar. E busquei analisar como nossa diretoria sindical agiu diante desse decreto presidencial, mas sempre com uma mão na alavanca do freio.

Desde 2019 o sindicato de professores, tanto municipal, quanto estadual classificava o governo Bolsonaro como “miliciano” “golpista”, “genocida”, “nazista” “inimigo da educação”, e tendo, nas 24 horas do dia um único pensamento: acabar com a educação pública. Tudo certo, válido e perfeitamente aceitável dentro de uma sociedade DE DIREITO e com plena liberdade. Entretanto, eu penso que, se eu tomo determinada postura política e ideológica, eu tenho que me comprometer com essa postura e ver, naquele que está do outro lado, como o adversário a ser combatido e anulado pelo meu discurso e pela minha estratégia política.

A situação que se apresenta, logo depois do aumento dado pelo governo federal no piso salarial, a meu ver, tornou-nos prostitutas – com todo o meu respeito à profissionais da segunda atividade mais antiga do planeta. A primeira é a política -. Isso mesmo, prostitutas! E falo isso sem medo de censura, ou, como dizem na atualidade, sem medo de ser “cancelado”. De repente, o nazista, genocida, miliciano foi trocado por um bem comportado “não fez mais que a obrigação”.

Quando ouvi essa desculpa me senti mais prostituta do que nunca. Simplesmente nossos líderes sindicais disseram o seguinte, ainda que de maneira sub-reptícia: fiquem quietos e esqueçam as nossas pautas. O negócio e que, liberando a grana, calcinhas no chão. Nunca me senti tão vil, tão desacreditado em minha profissão. Tenho 31 anos de serviço público prestado ao Estado de mato Grosso do Sul. Nesses 31 anos fui chamado de muita coisa: pelego, guaipeca – aqui no MS esse adjetivo significa sem valor, ou vagabundo -, preguiçoso, mal casado, e outros. Mas em todos eles, havia certa reserva de dignidade, de altivez e de honra na profissão, porque sabia que não afetava a minha profissão e a minha vocação.

Quando nossos sindicatos fizeram assembleia para decidir como os governos fariam esse repasse aos salários, levantei a voz e disse que não poderíamos aceitar esse reajuste. Se não por honra, ao menos por coerência. E aqui é preciso entrar em filosofanças baratas, mas acertadas. Se eu, ser, ou ente, julgo e decreto ser o outro um “nazista”, “genocida”, “miliciano”, e tudo o mais que vai de encontro à minha ética e moralidade social, aceitar qualquer benesse desse mesmo ser me diminui e me torna cúmplice desses mesmos atos e conceitos que eu aplico no outro.

Se eu considero o outro um genocida, aceitar qualquer coisa dele, se não me faz genocida, ao menos, me coloca como alguém que aprova seus atos e ações, por mais abjetas que elas sejam. Ou é isso, ou então estamos tripudiando em cima de 65 milhões de cadáveres que o nazifascismo deixou no século XX. Ou repudiamos a ação de um miliciano, ou somos cúmplices nas atrocidades cometidas pelas milícias mundo afora.

Fiz essa mesma abordagem nas reuniões sindicais. Quase fui linchado. Praticamente fui expulso das reuniões. Passei na tesouraria e pedi minha desfiliação. Posso até ser chamado de guaipeca, mas prostituta é demais para mim.

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CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

MASK (1985) – (MARCAS DO DESTINO) – UM FILME COMOVENTE

Rocky Dennis (Eric Stolz) e Diana Adams (Laura Dern), a garota cega

MARCAS DO DESTINO, narra a cinebiografia do jovem Roy L. ‘Rocky’ Dennis (1961-1978), (vivida na telona pelo excelente ator americano Eric Stoltz). Rocky sofre de uma rara deformidade facial, (síndrome de Crouzon), já retratada em outro filme, O Homem Elefante (1980), por David Lynch. Mas, a doença não o impede de ser bem humorado e extrovertido. Rusty, a mãe viciada em heroína, luta com unhas e dentes para que a sociedade o aceite exatamente como ele é. Portanto, Marcas do Destino é um drama emocionante, tocante, que foge às emoções vulgares, exploradas em filmes similares.

Dirigido por Peter Bogdanovich, diretor americano participante da geração de diretores/realizadores da chamada “Nova Hollywood”, ou ainda, movie brats, (na qual estão incluídos William Friedkin, (O Exorcista), Brian DePalma, (Os Intocáveis), George Lucas (Star Wars), Martin Scorsese (Taxi Driver), Steven Spielberg (Tubarão, A Lista de Schindler), Michael Cimino (O Franco Atirador) e Francis Ford Coppola (The Godfather I, Apocalypse Now). O filme mais conhecido do diretor Bogdanovich, depois de Marcas do Destino, é A Última Sessão de Cinema, cuja história é conhecida por envolver dois adolescentes que crescem juntos, iniciam a vida sexual junto e numa única sessão de cinema de uma cidade do Texas, Estados Unidos, nos anos 1950, época da Guerra da Coreia. A amizade dos dois sofre um grande abalo quando ambos se apaixonam pela mesma garota.

MARCAS DO DESTINO é um filme sobre a diferença. Mas, afinal, o que é ser diferente? A discussão é tão constante na contemporaneidade, parte da agenda de setores diversos da vida cotidiana. Falamos disso no âmbito da literatura, do cinema, da psicologia, da educação, da política e de tantos outros “ambientes” que a lista completa apresentaria numerosos caracteres. A diferença, entretanto, delineada ao longo dos 120 minutos do filme em questão trata da narração de uma trajetória bastante peculiar: a saga de uma mãe que precisa lidar com o preconceito e a ignorância diante das pessoas que não entendem a “diferença” do seu filho, um jovem que possui uma doença rara e por isso, é motivo de chacota, descrença e outros problemas que compõem o painel de celeumas da vida em sociedade.

O ponto de partida é numa fase já avançada da vida do garoto. Ele é muito inteligente e perspicaz, mas o diretor da escola em que estuda se nega a matriculá-lo normalmente, alegando que ele deveria ser ajustado numa turma de educação especial. Florence Dennis (Cher) é o seu equilíbrio. Dedicada, ela consegue a matrícula na escola pública, mas sofre os preconceitos já esperados por uma mãe que tem um filho com “deficiência” ou qualquer apresentação que esteja fora dos padrões fixados pela sociedade. Essa é apenas uma das brigas de sua mãe, uma mulher obstinada a enfrentar qualquer peça do sistema para conseguir dar dignidade a cada minuto de vida do filho. As previsões do diretor não condizem com o trajeto, pois o jovem consegue terminar o colegial e arruma o seu primeiro emprego, um cargo de monitor de um acampamento, local responsável por promover a única paixão de sua vida, a bela Diana (Laura Dern), uma garota cega que também se apaixona pela singularidade de Roy, um jovem extremamente delicado e inteligente.

Ao longo do filme, podemos ver como Rocky tenta quebrar os preconceitos entre os colegas de escola, sua luta para fazer a mãe se livrar do vício e viver uma vida normal, assim como ele tenta viver e também podemos notar que, assim como uma pessoa normal, ele busca incansavelmente realizar seus sonhos, mesmo que estes pareçam ser impossíveis devido às suas limitações.

Lançado em 1985, Marcas do Destino é um drama edificante, que foge às emoções vulgares, comuns aos filmes desse estilo. A história não entra em outros detalhes, mas a história de Roy é muito conhecida fora da ambientação fílmica, pois o seu caso raro mexeu com a comunidade médica e levantou debates que extrapolam a ficção. Desenganado ainda quando tinha dois anos, sob a promessa que não passaria dos quatro anos de idade, o jovem Roy lutou o quanto pôde e viveu até os dezesseis anos.

A sua mãe, um exemplar perfeito de um ser humano comum, sem heroísmos fajutos, e por isso, repleta de erros e acertos em suas escolhas, sem a composição essencialista maternal típica hollywoodiana, é um modelo adequado para a composição de um equilibrado desenvolvimento de perfil e necessidade dramática de um personagem. Cher, em uma das suas atuações mais brilhantes, consegue alavancar tais qualidades, ao entregar um excepcional desempenho dramático.

O filme termina com Rusty visitando seu túmulo de Roy, deixando flores e alguns cartões de beisebol ao lado de sua lápide e uma narração do próprio Rocky, que recita o poema que havia escrito para a aula de inglês e que o garoto havia mostrado para sua mãe previamente num momento do filme.

a) Marcas do Destino – cena do acampamento

b) Marcas do Destino – cena dois do acampamento

PENINHA - DICA MUSICAL