CAIO COPPOLLA

MACRON E O JOGO SUJO CONTRA O AGRO BRASILEIRO

Quem já sobrevoou o Estado de Mato Grosso é testemunha: entre as lavouras de soja, milho e algodão que alimentam o Brasil e o mundo, impressiona a quantidade de vegetação nativa em terras agricultáveis – aliás, um terço dos biomas preservados (Floresta Amazônica, cerrado e Pantanal) fica em propriedades particulares. A produtividade também espanta: as plantações correspondem a apenas 10% do território mato-grossense, mas a área já é suficiente para fazer do Estado o maior produtor e exportador de grãos do país. Quase a totalidade das nascentes é intocada e uma mata ciliar exuberante margeia os cursos d’água. Predomina no campo a utilização de energia limpa, com destaque para a biomassa, produzida na própria região.

Em termos de sustentabilidade, o agronegócio de Mato Grosso é nosso ‘case’ de sucesso e reflete as melhores práticas de um país que mantém 66% da sua natureza preservada, com 83% da sua matriz elétrica originada de fontes renováveis (a média mundial é de parcos 27%): por aqui, a energia é 65,2% hidráulica, 9,1% de biomassa, 8,8% eólica, 1,7% solar. Recentemente, um estudo conduzido pela Esalq-USP concluiu que o plantio da soja seguido pelo milho de segunda safra — técnica mais comum nas lavouras mato-grossenses – tira da atmosfera 1,67 tonelada de gás carbônico por hectare plantado. Em outras palavras, a principal modalidade de agricultura no Estado purifica o ar que respiramos e ajuda no controle da temperatura ao sequestrar um dos gases responsáveis pelo efeito estufa. Esses são os fatos; tratemos, então, das narrativas…

O presidente (recém-reeleito) da França, Emmanuel Macron, abusa do expediente da desinformação para criticar a realidade ambiental brasileira. Em agosto de 2019, usou uma foto dos anos 1970 para ilustrar seu twit lacrador sobre as queimadas na Amazônia – uma “crise internacional” no “pulmão do mundo”, que deveria ser endereçada emergencialmente pelo G7 e pelos ambientalistas de rede social via hashtag #ActForTheAmazon (“Aja pela Amazônia”).

A floresta passa bem – pra efeito de comparação, os governos FHC e Lula registraram ritmo de desmatamento muito maior nos seus dois primeiros anos do que no biênio 2019/2020 -, mas o líder francês voltou à carga em janeiro de 2021: “Quando importamos a soja produzida a um ritmo rápido a partir da floresta destruída no Brasil, nós não somos coerentes. Nós precisamos da soja brasileira para viver? Então nós vamos produzir soja europeia ou equivalente”.

Macron mente. Até mesmo o portal G1, aliado de primeira hora de qualquer autoridade nacional ou internacional que critique o governo brasileiro, se viu obrigado a constatar a fragilidade da acusação: “O presidente francês não apresentou dados que corroborem suas declarações”. Desde 2008, a “Moratória da Soja” – pacto ambiental celebrado entre entidades de agricultores, ONGs e o governo – assegura que o grão produzido no bioma amazônico é livre de desmatamento. O Ministério da Agricultura rebateu a fake news de Macron: “O Brasil tem uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo […], é o maior produtor e exportador de soja, abastecendo mais de 50 países com grãos, farelo e óleo. Detém domínio tecnológico para dobrar a atual produção com sustentabilidade, seja em áreas já utilizadas, seja recuperando pastagens degradadas, não necessitando de novas áreas. Toda a produção nacional tem controle de origem”.

Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Reunião Paralela dos Líderes do G20, sobre Economia Digital

Sem nenhum compromisso com a verdade, o discurso falacioso de Macron serve para dissimular sua real agenda: o protecionismo agrícola. Restrições aos produtos brasileiros sob o falso pretexto de proteção ambiental poupariam os agricultores franceses de concorrerem com a “soja produzida a um ritmo rápido” e outros itens do competitivo agronegócio brasileiro. A hipocrisia salta aos olhos: a França nem sequer cumpriu sua meta (autoimposta e medíocre) de produzir 23% da sua energia a partir de fontes renováveis até 2020 – ficou em 19% naquele ano. A matriz energética do país é baseada em combustíveis fósseis poluentes e usinas nucleares, cujos reatores produzem 70% da eletricidade consumida. Apenas 30% do território francês é coberto por vegetação (grande parte de reflorestamento) e gramíneas são reconhecidas como Áreas de Preservação Permanente (APPs) – a propósito, a Europa enfrenta risco de extinção de mais da metade de suas árvores endêmicas e tem 60% da sua área dedicada à agropecuária.

O contraste é flagrante: de um lado, temos a França, com baixíssima cobertura vegetal e consumo de energia suja; e de outro, o Brasil, conservando seus biomas e investindo em sustentabilidade na sua produção agrícola. Se a questão fosse realmente sobre preservação ambiental… mas não é, e o jogo sujo contra o agro brasileiro continua – no que depender de Macron, por mais cinco anos pelo menos. C’est triste.

DEU NO JORNAL

PESQUISAS E “PESQUISAS”

As pesquisas para presidente da República têm apontado a liderança do ex-presidente Lula, de intenção de voto.

Mas nas eleições em que as redes sociais serão decisivas, o presidente Jair Bolsonaro reina absoluto.

Ele soma 46,6 milhões de seguidores nas principais redes sociais: 19,7 milhões no Instagram, 14 milhões no Facebook, 7,8 milhões no Twitter, 3,7 milhões no Youtube e 1,4 milhão no Telegram.

A supremacia já causou crise no lulismo, com a demissão do marqueteiro.

O petista Lula tem apenas 28,5% do número de seguires de Bolsonaro, considerando todas as redes.

Todas as redes de Lula, somadas, não totalizam os 14 milhões de seguidores de Bolsonaro só no Facebook, sua segunda maior presença.

* * *

Nesse nota aí de cima a palavra “pesquisas” – aquelas que apontam Lapa de Ladrão na frente logo no primeiro parágrafo -, deveria vir entre aspas.

É tudo pesquisa Data Bosta, que nem se compara à pesquisa Data Povo.

O descondenado passou o recibo de que está fudido demitindo o marqueteiro.

Quanto aos números citados na notícia, vocês leitores que tirem suas conclusões.

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Pixinguinha

Alfredo da Rocha Vianna Filho nasceu em 23/4/1897, no Rio de Janeiro. Músico, maestro, flautista, saxofonista, arranjador, compositor e um dos prestigiados nomes da música brasileira. Contribuiu para que o “choro”, um novo gênero musical, viesse a encontrar uma forma definitiva, tal como o samba e o frevo. Seu legado consolidou o País musical.

14º filho de Maria Raimunda da Conceição e Alfredo da Rocha Vianna, músico amador e flautista nas rodas de choro. Em 1911, aos 13/14 anos, estreia em disco como flautista do conjunto “Choro Carioca”, onde participam dois de seus irmãos: Léo e China. A 1ª música gravada foi a polca Nhonhô em sarrilho, de Guilherme Cantalice. Em seguida arranjou emprego para tocar nos cabarés da Lapa; orquestra do Cine Rio Branco, além de tocar em ranchos carnavalescos, boates, teatro de revista e grupos de choro. Em 1914 registrou sua primeira composição: o tango Dominante, assinado por Alfredo da Rocha Viana (Pizidin). Pela primeira vez que aparece o apelido, que passou por diversas grafias até chegar em “Pixinguinha”.

Sobre a origem do apelido, declarou em 1968: “Pixinguinha é porque eu tive bexiga, então eles me tratavam de Bixiguinha, Pixiguinha… Houve essa complicação de apelidos e eu não sei por que eu fiquei como Pixinguinha. Não sei se foi pelos discos. Não sei por que foi”. Ainda em 1914 entrou para o “Grupo do Caxangá”, nome extraído da música Cabocla de Caxangá, de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense, sucesso de carnaval naquele ano. Na época o grupo se apresentava de chapéu de palha e os componentes do grupo adotaram apelidos matutos, como “Guajarema”, “Catingueira” etc. Pixinguinha atendia por “Chico Dunga”. Por essa época compôs o choro Carinhoso, uma de suas mais importantes obras gravadas em 1929, e logo passou a integrar o conjunto “Oito Batutas”, que ficou famoso a partir de 1919.

O grupo realizou diversas excursões pelo País e no exterior. Em 1921 apresentaram-se na residência do presidente da República, Epitácio Pessoa, para uma seleta plateia. No ano seguinte embarcaram para Paris, onde passaram 6 meses em apresentações, incluindo uma apresentação para a família imperial brasileira, lá exilada desde 1889. Na volta se apresentaram na Exposição do Centenário da Independência, em setembro de 1922, e participam da primeira transmissão de rádio no País. O sucesso do grupo garantiu a estreia da revista Tudo preto, no Teatro Rialto, em 1926, encenada pela Companhia Negra de Revistas. Na ocasião Pixinguinha conheceu a vedete Albertina Nunes, com quem veio a se casar no ano seguinte. Na apresentação em São Paulo, Mario de Andrade procurou o músico na busca de informações para um livro que estava escrevendo (Macunaíma). Pixinguinha forneceu informações sobre o ambiente na casa de Tia Ciata, um terreiro onde se reuniam festeiros e religiosos para festas de candomblé e música. Mário incluiu no capítulo 7 -“Macumba”- um personagem “negrão filho de Ogum, bexiguento e fadista de profissão”, inspirado em Pixinguinha.

Na década de 1930 foi contratado pela gravadora RCA Victor e criou arranjos para grandes cantores, como Francisco Alves e Mario Reis. Aí trabalhou até 1939, quando foi substituído por Radamés Gnattali. Em 1931, junto com João da Bahiana e Donga, criou o “Grupo da Velha Guarda”. Afim de conhecer melhor a teoria musical, ingressa no Instituto Nacional de Música (atual Escola de Música da UFRJ) e concluiu o curso em 1933. Neste ano passou tocar no dancing Eldorado, onde conheceu o arranjador Radamés Gnattali, que declarou: “Conheci Pixinguinha tocando no dancing Eldorado na Praça Tiradentes, na década de 30. Era uma pequena orquestra de jazz, como muitas da época. Eles faziam uma sessão de choro, e eu ali, aprendendo”. Mesmo com o sucesso, não tinha como se manter e precisava de um trabalho fixo. O prefeito Pedro Ernesto nomeou-o fiscal do Serviço de Limpeza Urbana, em 1934. A nomeação explica-se pelo fato de o prefeito querer montar uma banda da guarda municipal, mas não existindo a função de “maestro de banda” nos quadros da prefeitura, ele foi contratado e logo transferido para outro setor, onde passou a ministrar aulas de música.

Até aqui o choro Carinhoso era apenas música. Os versos de João de Barro só foram incorporados à música em 1937 e tornou-se um dos maiores clássicos com mais de 400 gravações, tornando-se a música mais regravada no País em todos os tempos. Com o sucesso foi contratado pela Rádio Mayrink Veiga como arranjador e regente. A situação econômica vai melhorando, ele sai do aluguel e adquire sua casa própria no bairro de Ramos, em 1939. No ano seguinte, o maestro inglês Leopold Stokowski chega ao País para 2 concertos no Teatro Municipal e aproveita para colher material para o Congresso Pan-Americano de Folclore, resultando no lançamento do álbum “Brazilian native music” nos EUA. Pixinguinha, além da flauta, entrou com a voz num dueto com Jararaca. Na década seguinte o sucesso continua com a marchinha Alá-la-ô, de Haroldo Lobo e Nássara, gravada por Carlos Galhardo, premiada no Carnaval de 1941. Nássara declarou: “Sem o (arranjo) do grande Pixinguinha, minha música não seria o que é. Alá-la-ô teve um parceiro oculto, de gênio”. Dessa época em diante, passou por uns perrengues, caiu na bebida, sumiu de circulação, “virou um alcoólatra”, era o que se dizia. Chegou a atrasar o pagamento das prestações e foi ameaçado de perder a casa. Nesse período largou a flauta e passou a tocar apenas saxofone.

Quem lhe ajudou a sair do perrengue foi o amigo Benedito Lacerda, propondo uma dupla com flauta e saxofone. Lacerda conseguiu o valor para quitar a dívida da casa e um adiantamento com a RCA Victor. O acordo incluía a gravação de 25 discos em que Lacerda seria seu parceiro em todas as músicas. O amigo Canhoto disse que “As músicas eram só do Pixinguinha. E o Benedito combinou com ele: fazia os discos, mas entrava nas parcerias. Muitas pessoas meteram o pau no Benedito, mas não tinham razão. Ele foi franco”. Em meados de 1945 a situação melhorou com sua contratação pela rádio mais popular do País: a Rádio Nacional. No ano seguinte o compositor e cantor Almirante levou-o para a Rádio Tupi. O dueto permaneceu até 1951 e foi um sucesso. Segundo Brasílio Itiberê. a dupla produziu um contraponto musical “dos mais complexos e de maiores consequências estéticas que existe na música popular brasileira”. Em princípios da década de 1950, junto com Almirante e Benedito Lacerda realiza uma excursão pelo Norte e Nordeste e participa das comemorações do IV Centenário de São Paulo, em 1954, com o “I Festival da Velha Guarda”. O encerramento do show, no Parque do Ibirapuera, foi uma apoteose contando com veteranos e um jovem violonista de 16 anos: Baden Powell. O sucesso do evento propiciou o II Festival em 1955, agora ampliado para 4 dias e participação do pianista Radamés Gnattali, do violonista Dilermando Reis, das irmãs Linda e Dircinha Batista, entre outros grandes cartazes.

Em 1956 consolida a fama com seu nome dado à rua onde vivia desde 1939. Em fins do ano seguinte teve um encontro com Louis Armstrong no Palácio Laranjeiras, num jantar oferecido pelo presidente Juscelino Kubitschek. A nata da música brasileira estava presente: Dorival Caymmi, Ary Barroso, João de Barro, Herivelto Martins, Lamartine Babo, Ataulfo Alves… Seguem-se mais shows e discos, intercalados por uma crise cardíaca logo superada, até 1958, na festa de recepção da Seleção Brasileira, campeã mundial de futebol. Cobrindo o evento, estava lá seu futuro biógrafo, o jornalista Sergio Cabral: “Eu, que estava lá e já era fã, aproveitei o intervalo da música para ir conversar com ele. Queria puxar o saco do Pixinguinha”. Pouco depois o presidente Jânio Quadros nomeou-o para integrar o Conselho Nacional de Música, a pedido do professor Mozart de Araújo, em 1961. Em seguida enveredou noutras áreas e produziu a trilha sonora do filme Sol sobre a lama (1963), de Alex Viany, em parceria com Vinicius de Moraes. O “poetinha” disse mais tarde que essa parceria “foi uma coisa dos deuses, nenhum casamento valeu tanto dentro da alma quanto essa parceria com Pixinguinha”. Para ele Pixinguinha era “o maior de todos os músicos populares brasileiros”. Logo saiu a primeira gravação da suíte Retratos, em 4 movimentos pela CBS, orquestrado por Radamés Gnattali, que dá ao primeiro movimento o nome de Pixinguinha.

Em meados de 1964 foi internado por 50 dias no Hospital Getúlio Vargas com um edema pulmonar e passou a fazer eletrocardiogramas quinzenalmente. Após gravar um disco em parceria com Vinicius, em 1966, participou da série de depoimentos ao MIS-Museu da Imagem e do Som, seguido de outras homenagens ao completar 70 anos. Na ocasião foi homenageado com um almoço no Palácio do Itamaraty, ao lado de Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Elis Regina e Gilberto Gil, oferecido pelo Ministro das Relações Exteriores, Magalhães Pinto. Pouco depois, foi condecorado com a Ordem do Mérito do Trabalho, pelo Ministro do Trabalho, Jarbas Passarinho. As homenagens culminam num concerto no Teatro Municipal, onde ele, no camarote presidencial, vê suas músicas interpretadas por Radamés Gnattali, Jacob do Bandolim, conjunto Época de Ouro, entre outros.

O espetáculo resultou no LP Pixinguinha 70, lançado em pelo MIS.

Em 1969, vendeu sua casa em Ramos e mudou-se para outra alugada em Jacarepaguá. Novas dificuldades econômicas levam-no a se mudar novamente, agora para Inhaúma, num apartamento do Conjunto Residencial dos Músicos. Em junho de 1972 sua esposa Betty veio a falecer e a tristeza tomou conta da casa até a manhã do dia 17/2/1973, quando recebe a visita dos amigos Hermínio Bello de Carvalho, Walter Firmo e Eduardo Marques. Conversam amenidades, ouvem música e, na despedida, ele chora. À tarde, foi até Ipanema batizar o filho de um amigo. No instante em que foi assinar o livro da igreja, caiu no altar fulminado por um infarto. Dentre as homenagens ao músico, além das regravações de discos, merece destaque o “Dia Nacional do Choro”, em 23 de abril, data presumida de seu nascimento, criado em 2000; tema-enredo da Escola de Samba Portela, em 1974: “O Mundo Melhor de Pixinguinha”; estátua no Bar da Portuguesa, em Ramos; filme Pixinguinha, um homem carinhoso (2021), dirigido por Denise Saraceni etc. Entre as biografias, cabe destacar: Pixinguinha, vida e obra (1978) de Sergio Cabral, e Pixinguinha, filho de Ogum bexiguento (1998), de Marília Trindade Barbosa e Arthur de Oliveira Filho. Toda sua obra, biografia, cronologia e legado são mantidos pelo IMS-Instituto Moreira Salles, aberto à visitação e no site Pixiguinha.

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MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

INOCÊNCIA TRANSVIADA

Na minha visão, a maior dificuldade da esquerda vem da resistência em se atualizar. Observo as propostas que são colocadas e a impressão que tenho é que estamos vivendo nos anos 1980. Não consigo imaginar como ainda defendem a babaquice de “restabelecer a democracia a este país” quando esta é ameaçada pelo STF, dado o aparelhamento da justiça com nomeação de pessoas que vão julgar casos de políticos que os nomearam. O processo contra Alckmin por suspeitas de desvios das obras do Rodoanel saiu da justiça comum e foi para a justiça eleitoral para ser julgado por um procurador nomeado por Alckmin. Alguém sabe o desdobramento disso?

No contexto das inovações, a ONU, através do Conselho de Direitos Humanos, entendeu que o Lula não teve um julgamento justo, ou seja, que o julgamento de Lula foi imparcial, pois, segundo o CDH, os artigos 9,14, 17 e 25 do Pacto Internacional de Direitos Humanos (que fala de julgamento justo para todos os indivíduos) foram “desrespeitados” e, inclusive, estipulou um prazo de 180 dias para que o governo brasileiro adote as devidas reparações. Com base nisso, Lula declarou: “deviam tirar Bolsonaro e me botar”. Simples assim. Tenho certeza que se pedir a ONU ou ao STF ele é declarado presidente. Eu quase morri de rir quando li esse baboseira. Por diversos motivos, sendo o primeiro a grande ironia de que “direitos humanos” só enxerga “direitos” de bandidos mesmo. Então, em relação a Lula, agiram absolutamente de forma correta. Não custa lembrar que o CDH é composto por 47 membros regionais sendo 13 da África, onde o BNDES despejou dinheiro no governo Lula, por Cuba, Bolívia e México, pela América Latina, que são países governados por pensadores iguais a Lula.

A segunda questão que me ocorreu é que a ONU foi omissa no genocídio de Ruanda em 1994. O Conselho de Segurança, através de resolução que ficou conhecida como UNAMIR II, de 12/04/1994, diminuindo efetivo da tropa em Ruanda, que vivia num momento de instabilidade política, permitindo que hutus massacrassem 800 mil tutsis. Isso mesmo: 800 mil ruandenses morreram por pura inconsequência e covardia de ONU. Corpos eram jogados em valas ou nas estradas. No meu entender, depois do holocausto essa é outra vergonha da humanidade. É sempre assim: quando os interesses políticos se sobrepõem aos interesses humanos.

É preciso ter consciência que nenhuma prova da corrupção do PT foi criada por Sérgio Moro ou pela força tarefa da Lava Jato. Marcelo Odebrecht, no seu depoimento, deixou claro que o Departamento de Operações Estruturadas pagava propina e nas planilhas da Odebrecht Lula era conhecido como o “amigo do meu pai”. Quem criou isso não foi Sérgio Moro nem Deltan Dallagnol, mas, sim, a Odebrecht! E aí Lula diz que a Lava Jato quebrou o país. A Petrobras foi assaltada. Auditores Independentes se recursaram a assinar o balanço sem que a Petrobras reconhecesse o prejuízo causado pela corrupção e aqui eu faço uma critica veemente a estes profissionais porque balanços anteriores a 2013 foram auditados e com pareceres de auditoria independente. O complexo da Comperj deu um prejuízo de US$ 13 bilhões (coincidência da porra: 13). A Refinaria Abreu e Lima custou US$ 21 bilhões quando deveria ter custado US$ 2,1 bilhões e só está 75% concluída, trabalhando com 50% da sua capacidade (faça um estudo do impacto disso sobre o preço dos combustíveis).

Nesse vídeo, nós vemos um depoimento de Joesley Batista falando sobre o quanto transferiu para Lula. Eu só não consigo enxergar a presença de Moro ou Dallagnol com uma arma apontada para cabeça dele. Há outro vídeo de Moro explicando que apenas um diretor da Petrobras levou R$ 100 milhões em propina. Semanalmente, a Mega Sena arrecada R$ 6 milhões (desconsidere os prêmios acumulados) e isso significa que esse diretor ganhou o equivalente a 17 prêmios da mega sena. Dá pra entender isso? Estes fatos são incontestáveis.

E com isso, seguem-se alguns casos que devem ditar o ritmo da campanha: Primeiro, parece que Lula não vai mais para o segundo turno contra ele mesmo. Já tem pesquisas dizendo que ele é superado por Bolsonaro nas preferências eleitorais de São Paulo, no entanto, fiquei surpreso em saber que ele lidera no Sul e no Centro-Oeste. De qualquer forma, a coisa mais estranha é um líder nas pesquisas não ter coragem de ir para as ruas sem um público cativo. Ciro Gomes fez isso na feira de Agro em Ribeirão Preto e continua mostrando que não tem equilíbrio emocional para ouvir críticas. Partiu para agredir um eleitor de Bolsonaro, a quem chamou de corrupto. É bom lembrar que Bolsonaro teve 57 milhões de votos, ou seja, 57 milhões de eleitores. Mesmo tendo perdido 10%, o total de votos continua sendo maior do que a votação de todos os demais adversários. Além disso, eu acredito que ele ganhou eleitores que mesmo discordando de alguns dos seus posicionamentos, preferem não votar na esquerda.

Finalmente, ainda sobre Ciro Gomes, o ex-governador Flávio Dino criticou seu discurso contra Lula, dizendo que ele não ia atrair eleitores da direita. Está coberto de razão. O sonho de Ciro era chegar no segundo turno contra Bolsonaro, mas como eu disse acima: em 2018, 57 milhões de pessoas disseram não aos partidos de esquerda e viram nenhum centavo enviado pra Cuba, Venezuela ou outra ditadura amiga; nenhum centavo das obras, desenvolvidas no país, desviadas para empreiteiras e, estatais dando lucro anualmente. Não votar em Lula é um argumento fácil para quem tem bom senso.

Deixo aqui um desafio: nos governos do PT tinha Odebrecht, OAS, UTC, etc. como grandes empreiteiras fazendo obras para o governo e ganhando dinheiro via corrupção. Citem as empreiteiras que estão ganhando dinheiro no governo atual.

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ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

CHAMAM ISSO DE HUMANOS?

O mundo está assistindo em real time ao nascimento de uma nação. Uma grande e bela nação!

São acontecimentos épicos que reverberarão por séculos e a imensa massa de macacos disfarçados de gente, só preocupados com comida, sexo e futebol, não está nem se dando conta. Estátuas serão erguidas para honrar os heróis dessa imensa, bela e triste tragédia. Livros escolares serão escritos e os professores repetirão em detalhes os acontecimentos que ocorrem neste momento, para que sirvam de lição sobre ética, decência, patriotismo e amor à liberdade para as crianças das futuras gerações desta nação que está eclodindo para a vida. Vivemos tempos históricos. A vergonha e o opróbio das chacinas e dos massacres de milhares de inocentes, que estão sendo praticados todos os dias em escala industrial por mercenários assassinos contratados a peso de ouro, e cuja única lealdade é com quem lhes pagar mais, ficará na lembrança da humanidade pelos próximos séculos. O sangue dos muitos milhares de inocentes, que está sendo cruelmente derramado, cairá sobre as cabeças de toda uma nação que assistiu inerme a um ditador sanguinário praticá-las. A pequena cidade de Bucha terá seu nome eternamente escrito ao lado das covas de Katin. Da mesma forma que o cerco a Leningrado e a guerra de Snipers em Stalingrado preenche a mente das pessoas ligadas nos movimentos da história, especialmente pelo alto grau de heroísmo que representam, o cerco a Mariupol e a heroica resistência do Batalhão Azov, que preferiu morrerem todos lutando a se entregarem aos russos, entrará para a história como uma das grandes sagas de heroísmo da humanidade. Farão par aos 300 heróis de Leônidas, nas Termópilas, frente aos 10.000 Persas, quando foram solicitados a entregarem as suas armas e Leônidas respondeu que os persas as fossem buscar.

A Rússia não é uma “Federação”. Não existe federação quando apenas um manda e todos os demais entes federados simplesmente obedecem e são usados como bucha de canhão. Nunca foi uma “união” das repúblicas socialistas soviéticas. Todas, menos uma destas repúblicas, a que mandava, viraram socialistas e soviéticas após terem sido devidamente desestabilizada politicamente por um trabalho insidioso e solerte de agitadores políticos previamente para lá encaminhados, a partir de que o Comando Central enviou suas tropas de assassinos para “libertá-las” da sua vidinha tranquila e pacata, e coloca-los sob o jugo feroz do comando central.

Só viraram “Socialistas” e “Soviéticas” sob imensas pressões manu militare, após o que foram inundadas por multidões de colonos russos, de forma a justificar futuras atrocidades contra aquele mesmo povo. A Rússia é, e sempre foi, um imenso IMPÉRIO COLONIAL multiétnico. Cada um dos centenas de povos que compõem aquele país, ou que já fizeram parte dessa “união” que mais parece um estupro seguido de sequestro, foi subjugado e anexado após chacinas indizíveis: Azerbaijão, Kazaquistão, Quirquistão, Turcomenistão, Tadjiquistão, Geórgia, Chechênia, Abikazia, Sirkássia (exterminados e expulsos) Armênia, os Tártaros da Crimeia (devidamente exterminados por Stalin após a 2ª guerra mundial), Bielorrúsia, Geórgia, Ossétia, Finlândia, Manchúria, as ilhas japonesas, Irkutsk e as dezenas de povos indígenas da Sibéria, e sabe Deus mais quantos povos que foram exterminados e dominados por eles. Isso sem falar nos povos que foram escravizados após a 2ª guerra mundial, e que só se libertaram após a queda da “União Soviética” em 1991: Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Prússia, Alemanha Oriental, República Checa, Eslováquia, Hungria, Romênia, Moldávia, Bulgária e ROMÊNIA.

O que todos eles possuem em comum é que, após terem sido “liberados” através de um morticínio praticado pelos russos, e de terem todos decaído numa ditadura feroz comandada pelos conquistadores, viram seu território ser invadido por colonos russos. De forma semelhante, todos os povos que se viram livres do jugo russo, imediatamente floresceram em uma primavera de liberdade e de desenvolvimento numa escala que nunca haviam presenciado antes nas suas histórias. Podemos dizer, sem nenhum medo de estar cometendo uma injustiça, que os russos são os descendentes diretos modernos de Gengis Kã, de Tamerlão e de Átila, o Huno!

Nenhum povo que tenha uma interface com os russos está livre de ter seu território abocanhado pela voracidade russa e seu povo escravizado em uma suposta “República Federativa” de fachada. O problema é que os casais russos estão tendo 1,4 filhos em média. Não está dando nem para repor os velhos que estão morrendo de causas naturais, quanto mais para compensar a fuga dos jovens mais inteligentes para o ocidente. Não dá mais para usá-los como bucha de canhão nos arroubos totalitários do ocupante eventual do Kremlin, como acontecia quando a média, antes do imenso êxodo rural dos jovens para as grandes cidades, costumava ser de 6 a 7 filhos por casal.

É por isso que o exército russo, após mandar uns 150 mil soldados para invadir a Ucrânia (1% da população, dos quais cerca de 20 mil já morreram), não tem mais nenhuma reserva. Estão tendo de trazer mercenários da Síria e da Geórgia, para realizar os devaneios totalitários de Putin. A economia está em frangalhos e a tendência é de piorar. Se decidir convocar os mais idosos, e que estão em idade produtiva, aí é que a decadência econômica se acelerará mais ainda. Esta guerra é a cartada final de Putin. Agora, para ele, é vencer ou morrer.

Até 2014, quando eu estive em Kiev, Rússia e Ucrânia viviam em total harmonia e a Ucrânia era um país bilíngue. Todos falavam russo e ucraniano. As placas dos nomes das ruas, o horário dos trens, o cardápio dos restaurantes, tudo vinha nas duas línguas. Eles tinham muito pudor em forçar uma identidade ucraniana. Acreditavam que seria grosseiro com uma imensa maioria que possuía fortes laços, inclusive de parentesco, com a Rússia. Tenho para mim que isto foi um grande erro, pois não reforçou a identidade ucraniana e mantinha uma certa dependência com relação à Rússia. Tivesse eu o poder por lá, as inscrições em russo seriam todas sumariamente eliminadas e declararia o ucraniano como sendo a ÚNICA língua oficial do país, como fez Getúlio Vargas com os emigrantes que vieram para o Brasil. Obrigou-os todos a falarem português.

Durante a minha estada por lá, exatamente durante os dramáticos acontecimentos da praça Maidan e a anexação da Crimeia, o que mais ouvi, das muitas pessoas com que fiz amizade, foram relatos de que, apesar dos seus pais e avós falarem russo e terem uma profunda integração com a Rússia, inclusive sanguínea, todos eram unânimes em afirmar que eram Ucranianos e que tinham ódio, nojo e mêdo da Rússia. Tudo isso por conta do longo histórico de violências sofridas nas mãos dos “irmãos” russos ao longo de séculos. Diria que é uma coisa atávica.

O que se imaginava à época, era que o país seria dividido ao meio, em duas partes iguais, pelo rio Dnieper, tal como ocorre hoje com a Moldávia. A parte Leste, majoritariamente russófona, seria a favor de uma secessão e união com a Rússia, enquanto que a parte oeste, falante de ucraniano, seria a favor de uma integração com a Europa. NADA MAIS LONGE DA REALIDADE! O que se viu, de 2014 para cá, foi uma explosão do sentimento de nacionalidade como raramente se viu no mundo nas últimas décadas. Podemos dizer com segurança que as ameaças e agressões de Putin surtiram exatamente o efeito contrário ao que ele desejava. Passaram todos, com a exceção de pequenas minorias, a se considerar eminentemente UCRANIANOS. Assim, se os russos quiserem dominar totalmente a Ucrânia, terão que reduzi-la a escombros e exterminar ou expulsar totalmente seu povo. Para fazer isso em toda a Ucrânia, teriam de expulsar mais uns 10 milhões de refugiados, além dos 5 milhões que já saíram do país. Para completar, teriam de mobilizar algo como 2 milhões de soldados, coisa que não possuem. Assim, podemos esquecer esta hipótese. Esta é a ÚNICA razão que leva os russos a limitarem a atenção na conquista da região separatista do Donbass e à costa do Mar Negro. Limitaram TEMPORARIAMENTE o apetite por simples falta de fôlego. A víbora está alquebrada e estertorando mas permanece venenosa e altamente voraz. É por isso que estão se propondo a “libertar” (quer dizer: exterminar) apenas os locais mais interessantes para eles, como Mariupol.

Para o ocidente (Europa e Estados Unidos), está sendo extremamente interessante assistir à Rússia sangrar até a morte econômica por conta da invasão da Ucrânia, sem ter que enviar nenhum Soldado para lá. Minha opinião é que a bancarrota militar e econômica levará inevitavelmente à queda de Putin, mesmo que ainda demore um mínimo de 2 anos para acontecer.

Deus permita que esta carnificina atroz se encerre o mais rápido possível, e que aquele povo alegre e jovial, dono de uma generosidade imensa e muito parecida com a do povo brasileiro, possa retomar à vida normal, mesmo carregando as imensas feridas e cicatrizes deixadas pela agressão gratuita que sofreram.

Tudo bem que Putin queira que todas as minorias falantes de russo sejam abrigadas obre as asas da “Mãe Rússia”. Só que, para isso, não precisa estraçalhar com os povos que foram invadidos por colonos, de Katarina a Stalin. Pegue-os todos e os leve de volta para a Rússia. Para isto, possuem mais de 22 Milhões de Km2. Só não sei se os caras vão querer retornar, depois de provarem as delícias de viver em uma sociedade aberta e tolerante.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SCHIRLEY – CURITIBA-PR

Domingo … Almanaque “FF”

– 1º DE MAIO DE 2022

– BOLSONARO

– TODO SENTIMENTO

– LIBERDADE

– 1º DE MAI DE 2022

Nesta mesma data, em 1994, perdíamos Airton Senna em Imola. Todos lembram onde estavam e o que faziam no momento do acidente. O mundo parou e chorou copiosamente.

E até hoje ele permanece vivo em nossos corações. “Existem pessoas que deveriam ser proibidas de morrer” nenão Sancho?

Senna não era deste mundo. Não mesmo. Dizem que já existem “ET’S vivendo entre nós. E se for verdade ? Senna certamente era um. Pensando bem, em termos de sentimentos, a imortalidade existe. Ele foi admirado e amado na mesma proporção de sua grandeza naquilo que escolheu fazer. Deixou exemplos. Inúmeros. E assim permanecerá para sempre. Então, “o para sempre” é real, quase palpável.

Mas (assustado) o que tudo isso tem a ver com 1º de maio de 2022?

Tudo e, espero, nada (morte) ao mesmo tempo e isso leva ao próximo tópico “Bolsonaro”.

– BOLSONARO

Um homem que nos surpreende. Que passamos a admirar cada vez mais. Muitas vezes ficamos na dúvida (como após o 7 de setembro) Ultrapassa seus limites todos os dias. Para nossa “sorte” não nos deixou após a covarde facada.

A determinação e a grandeza, similares as de Senna, com que conduz nosso país sendo dele o Presidente não é deste mundo. Seria também um ET ? E se for verdade?

Este dia de hoje também ficará para a história, para sempre. Milhares nas ruas em apoio ao homem que está disposto a dar sua vida por LIBERDADE! Brasil e brasileiros LIVRES! Simples assim e assim será. O pulso firme e uma canetada que aguardávamos ansiosos veio com o Indulto da Graça para Daniel Silveira.

Disse Paulo Figueiredo:

“Eu diria, eu vou além tá, eu diria que é o momento mais feliz de todo governo Bolsonaro quando ele toma uma atitude concreta, corajosa e é importante que ele mantenha essa atitude para preservação de um direito constitucional de liberdade. Essa é a situação mais importante que está acontecendo aqui. O que só não pode acontecer agora -esse é um momento de encruzilhada, de bifurcação da democracia brasileira. O que não pode acontecer é o Presidente voltar atrás (e não vai) e ceder nesse momento. A Lei é clara, a prerrogativa é presidencial. Neste momento ele está fazendo cumprir a constituição defendendo as liberdades individuais do povo brasileiro contra um tribunal tirano, um tribunal de exceção.”

2022 é o ano. Ou Jair ou já era. (E Lula É ladrão).

Mudando a letra:

“Abre as asas sobre mim oh senhora liberdade/Abre as asas sobre “nós” oh senhora liberdade
Eu fui condenado sem merecimento / Daniel (e outros) foi condenado sem merecimento
Por um sentimento, por uma paixão / Por um sentimento PATROTISMO por uma paixão BRASIL
Violenta emoção pois amar foi meu delito / Violenta emoção pois FALAR foi meu delito
Mas foi um sonho tão bonito / Mas É um sonho tão bonito
Hoje estou no fim senhora Liberdade / Hoje estou feliz senhora liberdade
Abre as asas sobre mim / Abre as asas sobre NÓS
Não vou passar por inocente / Não vou passar por negligente
Mas já sofri terrivelmente / Já aprendi e vou em frente
Por caridade oh liberdade / Por nosso Brasil oh liberdade
Abre as asas sobre mim / Abre as asas sobre NÓS

TODO SENTIMENTO

(Emprestando e sugerindo canções)

“Oi, só queria te dizer, foi tão bom te conhecer
eu não sei como explicar.
É como se eu pudesse ver
o que há dentro de você
chegou pra me completar … “
– Talismã sem par – Jorge Vercillo

Não seria eu se não falasse de amor, de novo, de novo e de novo … sempre, pra sempre. Como traduzir amores de alma. Que se conhecem desde sempre. Que já têm encontro marcado para daqui a dois dias ou dois mil anos? Almas de tantas vidas que se reencontram sem ter conhecimento disso. Só conseguimos perceber e sentir se deixarmos falar o coração. Pode ser um filho, um amigo, um parceiro. Estas almas são abençoadas… e devem ser sempre “agradecidas” pela graça do reencontro. Isso é espiritual … são os mistérios mais que misteriosos da vida…

“É o meu ponto de vista, não aceito “turistas”, meu mundo está fechado pra visitação”.
“Como areia movediça, quanto mais me mexo mais afundo em mim”
“Eu moro num cenário do lado imaginário…”
– Coisas que eu sei – Dudu Falcão –

Vivemos, hoje, num mundo inundado de escuridão. Bebericar uma dose de amor diariamente pode e vai fazer a diferença. Encontre-o dentro de você e distribua-o com abundância. Acredite.

“Sem amor eu nada seria “
– Monte castelo – Renato Russo

“Deus nunca coloca no coração da gente um sonho impossível de se realizar”

Agora é com vocês. Tirem um tempo. Façam uma serenata. Agradeçam seus amores, seus reencontros (mágicos) de almas (SS-agradecida), a vida!!! (Adônis e Violante, tem o dedinho do compositor Chico Buarque (longe de mim as escolhas políticas dele) na linda composição logo abaixo)

Um excelente domingo a todos.

PS – Jair Messias Bolsonaro É ele ou já era. Que não aconteça aqui o mesmo que aconteceu nas eleições dos EUA. E o que dizer da França ?

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

RACIONALIDADE CIENTÍFICA E NEGATIVISMO PERVERSO

Carta recebida do João Silvino.

Amigo querido: Encarecendo desculpas de monte por não lhe ter enviado umas linhas nos últimos tempos, acredito que a razão a seguir exposta me absolverá de bate-pronto. Estou garimpando muito, para compreender os porquês de muitas coisas acontecidas neste Brasil de meu Deus, que necessita tornar-se ainda mais respeitado lá fora, pelas inequívocas posturas cidadanizadoras da sua gente, apesar de todos os pesares e conchamblanças de quem andou bandidamente xeretando os telefones dos outros, cuspindo até no prato da dona da linha que comeu.

Confesso-lhe que não entendi muito bem as preocupações de grandões com o ritmo de queda do dólar americano, parecendo até que um salário-mínimo equivalente a cem dólares faz um mal danado para os lascados daqui. Como não sou economista, fico de botica nas explicações dadas pelos sabidos da vez, torcendo para que eles não desdigam o que disseram tempos atrás, quando eram apenas bodoques, ainda não vidraças.

Visitando alguns amigos, em São Paulo, num sebo deparei-me com uma publicação primorosa intitulada Patriotas e Traidores. Imaginei maldosamente que se tratava de algum manifesto da inteligente candidato a alguma coisa, sem tornozoleiras eletrônicas, nas próximas eleições do corrente 2022. O livro, no entanto, era de Mark Twain e tem como subtítulo Antiimperialismo, Política e Crítica Social.

Inicialmente, Twain era um defensor ardoroso das anexações territoriais empreendidas pelos Estados Unidos, posteriormente tornando-se um crítico fervoroso das rapinagens norte-americanas. Um texto bem editado pela Editora Fundação Perseu Abramo e que contém uma introdução – Mark Twain: uma redescoberta oportuna – de Maria Sílvia Betti, professora de literatura norte-americana da USP. Um texto para ser lido por todos os progressistas, inclusive aqueles que estão se postando de mentirinha para engabelar os trouxas nos pleitos que virão por aí.

Não permanecendo totalmente sério, narro-lhe um fato acontecido recentemente lá pelas bandas do sertão nordestino que quase me fez fazer xixi nas calças, contado o “causo” por gente muito verdadeira. Em uma audiência judiciária, cuja razão era sedução de uma menor, o juiz depara-se com a vítima acompanhada do vice-prefeito, seu padrinho de mesmo. Indagando se o vice também tinha sido arrolado, o meretíssimo ouviu dos lábios da face rubicunda da autoridade municipal: “De jeito maneira, excelência!! Só quem foi arrolada foi a mocinha aqui, minha afilhada!!”

Envio-lhe também um livrinho muito elucidativo, que já ia na terceira edição em 2001. Seu nome é Desafio Ético e foi escrito a cinco mãos de muito respeito: Luís Fernando Veríssimo, Frei Betto, Luiz Eduardo Soares, Jurandir Freire e Cristovam Buarque. Vale a pena ler e reler os textos, principalmente o de Betto e o de Buarque. O primeiro denunciando o descaso com o SUS, posto que, anualmente, oito bilhões de dólares correm para os planos privados de saúde. E que muitos políticos, que deveriam ser homens públicos, estão ostensivamente ligados às empresas privadas. O segundo afirmando que estamos entrando em um tempo de artistas e pensadores, depois de décadas de predomínio dos economistas. Buarque diz que se torna necessário romper alguns círculos: o ideológico, o acadêmico, o da linguagem, o social e o nacional, reduzindo-se o provincianismo e o economicismo. E é categórico: “Dois setores mostravam especialmente esta contradição: os economistas e a universidade. … Por isso, pode-se dizer que os economistas e os acadêmicos brasileiros são filhos da ditadura, mesmo fazendo-lhe oposição”. Tal e qual o pensamento de alguns milhões de pátrios.

Qualquer dia desses encarecer-lhe-ei uns tempos de conversa, pra gente compreender direito porque estão querendo botar no fiofó dos aposentados, quando os bancos lucram astronomicamente. E como restaurar a dignidade do Congresso Nacional nas próximaseleições, botando na lata do lixo o que não presta e os sectários de todos os naipes.

PENINHA - DICA MUSICAL