GUSTAVO GAYER

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PERCIVAL PUGGINA

O MUNDO DE OLHO NA ELEIÇÃO BRASILEIRA

Você quer um candidato a presidente perfeito, assim como você? Não tem. Então, vamos falar sério.

O mercado eleitoral para 2022 se movimenta em torno do que temos e salta aos olhos a grande responsabilidade dos conservadores brasileiros em relação às posições reavidas em 2018. É em torno delas que, desde então, a disputa se trava! Tudo mais, do mi-mi-mi ao blábláblá, das rotulagens às narrativas, gira em torno desse eixo. E o mundo, com interesse, observa.

Pense nas famílias norte-americanas, notadamente no caso iniciado pela senhora Stacy Langton, do Condado de Fairfax, na Virgínia, quando soube que uma escola local passara como temas a alunos de high school (14 a 17 anos) descrever “uma cena de sexo que você não mostraria à sua mãe” e escrever “um cenário Disney x-rated” (proibida para menores). Pense nas bibliotecas escolares (e o mesmo acontece em outros estados), que disponibilizam aos estudantes livros com cenas pornôs entre adultos e jovens.

Pondere, agora, a contestação a essas denúncias feita pelo autor de Lawn Boy, um desses livros. Entrevistado pelo Washington Post, ele respondeu:

“Penso que essas pessoas estão aterrorizadas porque estão perdendo a guerra cultural”.

E tudo começará a ficar mais claro. O fenômeno é mundial, tem inúmeras faces e frentes, multidões de agentes, muito dinheiro envolvido e inesgotáveis fontes de recursos.

Voltei a ler os discursos de Bolsonaro na abertura da Assembleia Geral da ONU nos anos de 2019, 2020 e 2021. Os três foram, como de hábito, severamente criticados pela mídia nacional. No entanto, encontrei, em todos, momentos de grande coragem e fortíssimos motivos para chamar a atenção de muitos, mundo afora.

Note-se que o presidente fala à nata mais fina do “politicamente correto”. Fala a chefes de Estado e de governo, chanceleres e à alta diplomacia mundial. No que diz, em acréscimo a temas de específico interesse brasileiro, o presidente adiciona afirmações assim:

A ideologia se instalou no terreno da cultura, da educação e da mídia, dominando meios de comunicação, universidades e escolas.

A ideologia invadiu nossos lares para investir contra a célula mater de qualquer sociedade saudável, a família.

Tentam ainda destruir a inocência de nossas crianças, pervertendo até mesmo sua identidade mais básica e elementar, a biológica.

A ideologia invadiu a própria alma humana para dela expulsar Deus e a dignidade com que Ele nos revestiu. (2019)

O Brasil é um país cristão e conservador e tem na família sua base. (2020)

O Brasil tem um presidente que acredita em Deus, respeita a Constituição e seus militares, valoriza a família e deve lealdade a seu povo.

Temos a família tradicional como fundamento da civilização. E a liberdade do ser humano só se completa com a liberdade de culto e expressão.

Sempre defendi combater o vírus e o desemprego de forma simultânea e com a mesma responsabilidade. As medidas de isolamento e lockdown deixaram um legado de inflação, em especial, nos gêneros alimentícios no mundo todo. (2021)

Mesmo sendo uma das 10 maiores economias do mundo, somos responsáveis por apenas 3% da emissão de carbono. (2020)

Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer! (2019)

Deus abençoe a todos! (2021)

Vejo aí motivos mais do que suficientes para que o presidente desperte atenções na também imensa parcela da população do Ocidente que não quer dar razão ao autor de “Lawn boy”.

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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

GLÓRIA – Emiliano Perneta

Quando um dia eu descer às margens desse lago
Estígio, onde Caron, mediante uma parca
Moeda de estanho vil ou cobre, que eu lhe pago,
Há de me transportar numa sombria barca…

Quando sem um sinal, sem uma prova ou marca
De afeição, eu me for por esse abismo vago,
Vendo que sobre mim funebremente se arca
O céu, e junto a mim esse Caron pressago…

E envolvido na mais completa obscuridade,
Abandonado, e só, e triste, e silencioso,
Sem a sombra sequer do orgulho e da vaidade,

Eu tiver de rolar no olvido, que me espera,
Que ao menos possa ver o palácio radioso,
Feito de louro e sol e mirto e ramos de hera!

Emiliano David Perneta, Pinhais-PR, (1866-1921)

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

CIÊNCIA E PSEUDOCIÊNCIA

Recebi essa semana uma mensagem num grupo de amigos, professores, um cartaz em duas colunas. De um lado o que era ciência e seus atributos, dentre os quais, a investigação séria, os resultados doa a quem doer, em suma: a busca de respostas pela investigação. Do outro lado a pseudociência, dentre os principais argumentos que ela se respalda no resultado, ou seja, parte do resultado para a investigação, no caminho inverso da lógica, partindo da tese para as hipóteses.

De cara vi o viés político e fui logo deixando claro que a pseudociência foi cunhada no Brasil, a partir de 2020, por conta do governo atual. Com toda franqueza, a expressão mais babaca que eu conheço é “negacionista”. Desde que o mundo é mundo, uma penca de gente nunca acreditou na existência de Deus e estes caras nunca foram chamados de negacionistas. São chamados cientistas. Mas, voltando ao foco da questão, apresentei vários argumentos para mostrar que pseudociência não existe.

O primeiro é que nenhum pseudocientista publica artigos cujos dados sejam falsos ou os resultados sejam errados, porque quando se escreve um artigo (paper) para uma revista, esse trabalho é encaminhado a pareceristas que vão analisar a coerência do trabalho, a metodologia, os resultados, a possibilidade de reaplicação. A CAPES fornece uma relação de revistas com a classificação por área. Por exemplo: as melhores revistas são A1, A2, B1, B2. Uma revista pode ter um “qualis” A1, em Economia e A2 em contábeis. As demais revistas, C, D, já não são tão procuradas porque pesam menos, pontuam menos nos currículos dos autores e na avaliação do programa.

A segunda questão é que pseudociência não consegue recursos para financiar pesquisas falsas. Um projeto de pesquisa é uma caixa de surpresa. O pesquisador tem, em teoria, o que pode ocorrer numa determinada experiência. Mas, uma coisa é você fazer experimento num laboratório e outro no campo, na prática, sem o ar condicionado do laboratório, sem vento, sem o sol a pino, etc. É natural que seja assim porque se o resultado já fosse previamente sabido, não precisava a pesquisa. Em sã consciência, nenhuma empresa privada colocaria dinheiro numa pesquisa inócua. A empresa pública é mais possível porque gestores públicos, principalmente ocupantes de cargos eletivos, estão pouco se lixando para retorno econômico de projetos.

A terceira questão é o pseudocientista não publica artigos científicos em congressos, simpósios ou seminários. De modo igual, trabalhos submetidos a esse tipo de evento também passam pelo crivo de uma comissão científica e resultados questionáveis não são aceitos. Agora, existem fatos que mancham a ciência e que nos mostra o quanto ela está subordinada ao poder econômico. Então, essa conversa de que a ciência mostra resultados doa a quem doer, não passa de uma balela. Nenhum pesquisador é burro suficiente para denotar um financiamento de pesquisas. São inúmeros os casos nos quais um remédio vai para o mercado, chancelado por uma pesquisa, mas sua aprovação foi feita à base de manipulação de dados e de resultados.

Existem casos vergonhosos na academia. Um deles chama-se Alexandre de Morais. Esse cara fez um doutorado na USP. Passou quatro anos obtendo créditos, qualificou um projeto de pesquisa avaliado por uma banca, fez a defesa de uma tese perante uma banca composta por cinco membros e sua tese era que “os indicados para o STF não deveriam ter ocupados cargos no governo”. Todos sabem que Alexandre de Morais saiu do ministério da justiça para o STF. Ou seja, um total desrespeito ao que defendeu. Essa tese deveria ser jogada no lixo e o título dele cassado pela CAPES.

A ciência deixou muito a desejar durante essa pandemia. Nunca ninguém apresentou qualquer argumento para o caso da África que apresentou menos mortes do que as demais regiões do mundo. Muita gente apregoou que a reduzida taxa de óbito era fruto da ivermectina aplicada desde 1997 na população, mas ninguém, nenhum cientista se debruçou para avaliar isso. O motivo é simples: grana para pesquisa. Quem é maluco de analisar uma possível solução? Vai que a causa de poucos óbitos era o remédio mesmo….

Criou-se, no Brasil, essa postura dos “afirmadores” contra os “negadores”. Os primeiros são os donos da verdade, os inteligentes e os outros são a escória que atrapalha. A gente olha o papel da imprensa e fica chocado. Repórter que foi censurado, defendendo banimento de pessoas das redes sociais. Ontem a revista carta capital (minúsculo mesmo) publicou um comentário de Guedes dizendo não acreditar nas pesquisas. A revista dizia que “Guedes reconhece o que o Brasil está num atoleiro durante sua gestão”. Mino Carta vivia aonde entre 2010 e 2018?

Eu tenho dito com muita frequência, não como defesa de Bolsonaro, que não acredito nossos resultados das pesquisas apresentadas por razões simples, sendo uma delas matemática. Bolsonaro teve 57 milhões de votos de pessoas que não votariam, de modo algum, em candidatos de esquerda. Essa votação equivale a 54% de modo que tivemos 105 milhões de votos válidos. Dizer que ele tem 22% dos votos, significa dizer eu ele teria 23 milhões de votos e, portanto, 34 milhões de pessoas antipetistas não votariam nele para votar em Lula. Se você quiser acreditar nisso, tudo bem.

Mas, durante a pandemia eu vi muitos pesquisadores, renomados, ter o áudio cortado, a entrevista interrompida, etc. porque discordou do entrevistador. Essa semana eu vi um vídeo de Vera Magalhães induzido que o entrevistado para ele criticar Bolsonaro e o que ouviu foi que a pandemia ter causado mortes no Brasil independente de que fosse presidente. De repente cada repórter passou a ser cientista laureado com o prêmio Nobel.

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GUSTAVO GAYER

DEU NO JORNAL

O DATA BESTA ESTÁ ÀS ORDENS

Pesquisa que aponta vitória de Lula em 1° turno foi paga por banco que já foi citado em delação premiada

Banco Genial, novo nome do Brasil Plural, pagou mais de 260 mil reais por pesquisas que apontam vitória do petista.

* * *

Esta tal “pesquisa” foi publicada ontem em vários órgãos da mídia zisquerdóide banânica.

Aponta um cenário amplamente favorável ao ex-presidiário, que aparece com 45% das intenções de voto, quatro pontos a mais do que os concorrentes somados.

Por esta “pesquisa” Lapa de Corrupto poderia vencer já em primeiro turno.

Quero informar ao Banco Genial que o Data Besta está às ordens.

Faremos uma pesquisa rigorosa, amplamente favorável a Lapa de Mentiroso, com índices acima de 80% da intenção de votos para o bandido da luz vermêia.

E mais:  o custo da nossa pesquisa será de apenas 10% dos 260 mil reais que vocês gastaram.