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AVANÇADA TECNOLOGIA AGUÍSTICA

GUSTAVO GAYER

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

CHAPÉU PRETO – Raymundo Asfóra

Era preto, tão preto como preto
Foi seu destino de findar ao léu…
E, sendo preto assim o meu chapéu,
Faço-lhe preto todo este soneto.

Preto um quarteto – como outro quarteto,
E como o preto deste preto véu
De mistério que oculta o meu chapéu
Preto farei, também o seu terceto.

Preto e mais preto do que o próprio preto!
Preto e tão preto quanto este soneto
Ou como o preto de um brumoso céu…

Com o meu preto chapéu me comprometo
a nunca mais usar um chapéu preto
Preto, tão preto como o meu chapéu.

Raimundo Yasbeck Asfora, Fortaleza-CE, (1930-1987)

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

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PEGOU LEVE… TINHA QUE CHAMAR DE FOSSA

* * *

O sujeito é atacada todos os dias, vinte e quatro horas por dia.

De segunda a segunda

Atacada por essa porcaria chamada grande mídia banânica.

Mas a notícia diz que ele “voltou a atacar”.

Este é o tipo de colocação bem coerente com os esgotos fedorentos, com as fossas cheias de bosta que se tornaram as redações dessa imprensa repleta de jornalisteiros.

Chamar esses antros de “porcaria” é muito leve e ameno.

MARCO DI AURÉLIO

J.R. GUZZO

“SAIDÃO” DE NATAL É DESASTRE PIOR A CADA ANO

O Brasil tem na sua lei, e sob a grande admiração de juízes, advogados criminalistas e organizações de defesa de “direitos humanos”, um dos mais notáveis incentivos à prática do crime que um país já conseguiu inventar: a saída em massa das prisões, para “comemorar o Natal e o Ano Novo”, de criminosos de todos os tipos, mesmo os reincidentes e os mais perigosos. Faz parte da maneira “moderna, progressista e igualitária” para o tratamento da questão penitenciária: sejamos bons com os bandidos, porque é assim que uma sociedade “civilizada” vai conseguir a sua regeneração.

O que acontece na vida real é exatamente o contrário: grande parte dos presos aproveita a liberdade para voltar imediatamente à prática do crime, ou, então, para fugir e não voltar nunca mais à cadeia. Por parte da autoridade pública é francamente suicida. Todos sabem que a saída “temporária” de fim de ano beneficia diretamente os criminosos e o crime. Mas, ano após ano, o Estado continua a fazer exatamente a mesma coisa: joga milhares de delinquentes na rua, sabendo que vão praticar crimes e anular, por conta própria, as suas penas. Só em São Paulo, acredite se quiser, 37.000 presos foram para a rua, um número recorde, neste fim de ano. Ou seja: quanto pior fica, mais gente é solta.

A “saidinha” ou o “saidão” de Natal é cego em relação ao tipo de bandido que está colocando na rua para agredir de novo o cidadão – ao lado de detidos por não-pagamento de pensão alimentícia, por exemplo, o presente à bandidagem inclui, como se fosse a coisa mais normal do mundo, a liberdade para assaltantes à mão armada, assassinos e membros de organizações criminosas. Como alguém poderia explicar com um mínimo de seriedade uma alucinação desse tamanho?

A saída deste fim de ano, mais uma vez, foi um desastre. No Rio de Janeiro, para ficar no exemplo mais escandaloso, mais de 40% dos que foram presenteados não voltaram à prisão; em certos presídios, o índice de fuga chegou aos 80%. Trata-se, além de injustiça em estado puro, de uma agressão direta ao direito que a população tem de ser protegida do crime; ela paga por isso, e a justiça lhe nega a proteção legal. É a mais completa disfunção: o Estado, com base na lei, toma o partido dos criminosos e de seus advogados espertos, contra o cidadão e as suas famílias.

Observações como essa são automaticamente carimbadas como “fascistas”. Não é que haja algum tipo de discussão em torno do assunto, com a apresentação de argumentos racionais contra ou a favor da saída; é simplesmente proibido fazer a mínima objeção. É obvio que a cada ano a situação vai ficar pior.

GUSTAVO GAYER

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RODRIGO CONSTANTINO

HARMONIA FORÇADA E “PÁRIAS” IRRITADOS

O presidente da França, Emmanuel Macron, causou controvérsia ao falar sobre a estratégia do seu governo para a vacinação contra a Covid-19 usando um termo grosseiro para dizer que pretende “irritar” os não vacinados.

Em entrevista a um grupo de leitores do jornal Le Parisien na terça-feira, Macron disse: “Eu não quero irritar os franceses. Mas com relação aos não vacinados, eu realmente quero irritá-los. E vamos continuar a fazer isso, até o final. Essa é a estratégia”.

O temo usado por Macron (“emmerder”, de “merde”) é considerado vulgar e provocou reação imediata de seus opositores e críticas em redes sociais.

“Um presidente não deveria dizer isso. Emmanuel Macron é indigno de seu cargo”, tuitou a líder de direita Marine Le Pen, acrescentando que Macron estava “transformando os não vacinados em cidadãos de segunda classe”.

Já está muito claro que os “especialistas” que monopolizam a fala em nome da ciência querem culpar os não totalmente vacinados – conceito móvel que, agora, já inclui quem não tomou a dose de reforço – por todos os males do planeta, inclusive a permanência da pandemia.

É sobre controle social, não sobre vidas. Querem segregar as pessoas entre os do clubinho da “ciência” e os “negacionistas”. E, para tanto, é preciso transformar esses “tontos” em párias da sociedade, em idiotas que precisam do “empurrão” do estado clarividente para proteger sua própria saúde e a dos outros, não importa que vacinados também peguem e espalhem a doença.

A página Quebrando o Tabu, que faz campanha pela legalização das drogas, chegou a enaltecer o regime ditatorial comunista da China, alegando que o Ocidente não o compreende bem, mas que uma “harmonia forçada” pode ser algo maravilhoso.

Em seguida, pela repercussão negativa ao escancarar sua essência comunista totalitária, o movimento “pediu desculpas” pela postagem: “Foi mal demais a thread que postamos sobre a China. Queremos pedir desculpas e contar que reformularemos aquele conteúdo para trazê-lo de volta com a versão correta dos fatos”.

Leandro Ruschel, porém, não perdoou, pois está evidente qual postagem realmente expressa a visão de mundo desses esquerdistas: “Havia um cara com bigodinho ridículo que também tinha um projeto de gerar harmonia à força, no mundo inteiro, eliminando quem não concordasse com ele. Quem somos nós para julgar?”

Tatiana Roque, coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, escreveu: “As universidades qualificadas precisam criar estruturas de combate ao negacionismo em seus quadros. Isso é urgente diante da crescente weaponização da ciência. Não devem ser permitidas palestras tentando travestir de ‘polêmica’ posições bem estabelecidas na comunidade científica”. Leonardo Coutinho comentou: “Ainda bem que Galileu viveu no Século XVI”.

Trago apenas alguns exemplos para repetir, uma vez mais e quantas forem necessárias, que estamos diante do maior avanço totalitário em décadas, tudo em nome da “ciência”. A pandemia foi um presente para esses totalitários, que querem calar os dissidentes “hereges”, interditar o debate, impor sua visão estreita de mundo, “irritar” os “imbecis” até que eles sucumbam e digam “amém” para a seita predominante.

Se depender desses “liberais”, o Ocidente vai mesmo ter de se acostumar com uma “harmonia forçada” ao estilo chinês. Mas tudo em nome da ciência e de nossa própria saúde, claro…