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GUSTAVO GAYER

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A FALA DO TERRORISTA

* * *

Acabei de mandar uma mensagem para a página deste vagabundo.

Um tabacudo sem ocupação e sem carteira assinada.

Na mensagem eu fiz uma proposta:

Dar uma passagem só de ida pra ele ir morar em Cuba.

Vamos ver se ele aceita.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

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ALEXANDRE GARCIA

CUBA LIBRE

Manifestantes foram às ruas de Cuba reivindicar liberdade

Cuba me fala de muito perto. Como redator e apresentador de noticiários radiofônicos, passei dois anos ao microfone da Rádio Independente falando em Fidel na Sierra Maestra, em 1957 e 1958, até a queda do ditador Fulgencio Baptista, no início de 1959. Confesso que também fui influenciado pela reportagem de Herbert L. Matthews, do New York Times, de fevereiro de 1957, que mostrava um Fidel democrata, com um exército pronto para derrubar Batista, quando, na verdade, tinha pouco mais de 20 homens e era um comunista no armário. A história daquela narrativa resultou no livro O Homem que Inventou Fidel, de Anthony DePalma, também do NY Times.

Nos anos 60, Cuba exportava La Revolución para a América Latina, criando “muitos vietnames” – quase se chegou a isso no Chile de Allende. Foi um período de milhares morrendo nas prisões políticas e de um número calculado em até 17 mil fuzilados no paredón. Em 1982, nos céus de Angola, precisei pilotar um bimotor sem ter brevê, porque o piloto apagou e só estávamos ele e eu. Quando o piloto acordou, constatou que eu havia saído da rota segura e estávamos acima de baterias cubanas. Eles demoraram a perceber e nos safamos, voando baixíssimo. Por fim, Cuba me fala perto, porque prezo muito os cubanos que conheço, refugiados aqui em Brasília; alguns foram apresentados ao vinho em minha casa.

Nos anos 80, meu companheiro de almoços, o então embaixador de Cuba Jorge Bolaños, figura importante do regime, me dizia, em tom de piada, que Fidel aprendeu com o carro inglês: “Hace los cambios com la izquierda, pero maneja com la derecha”. Enquanto durou a ditadura soviética, Cuba teve ajuda econômica; depois de 1989, começou a afundar. Agora os cubanos chegam ao limite. Por 62 anos privados de liberdade, estão explodindo, mesmo sem armas. Na Romênia o regime também proibiu armas e Ceausescu, 24 anos de poder absoluto, foi derrubado pelas mãos do povo desarmado e pelas tropas que ficaram ao lado do povo. Como no início da queda do comunismo na Romênia, o regime está reprimindo os cubanos nas ruas das cidades, onde se clama por Cuba libre, e por Libertad – palavras banidas por seis décadas.

A reação do povo cubano derruba as narrativas sobre o modelo totalitário que pretende preencher o vácuo deixado pelo fim do Kremlin comunista; sobre um regime que acena com igualdade e bem-estar, mas fracassa em ambos e tira a liberdade. Que cria a casta da nomenklatura do partido. Uma utopia que vende sonhos e se transforma em pesadelo.

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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

COMO O POETA SE RETRATA – Bocage

Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão na altura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno;

Incapaz de assistir num só terreno,
Mais propenso ao furor do que à ternura;
Bebendo em níveas mãos por taça escura,
De zelos infernais letal veneno;

Devoto incensador de mil deidades
(Digo, de moças mil) num só momento,
E somente no altar amando os frades,

Eis Bocage, em quem luz algum talento;
Saíram dele mesmo estas verdades,
Num dia em que se achou nu cagando ao vento.

Manuel Maria Barbosa du Bocage, Setúbal, Portugal (1765-1805)

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ARAEL COSTA – JOÃO PESSOA-PE

Disputa

Caro Berto e companheiros fubânicos:

Parece-me que a campanha eleitoral que se avizinha será extremamente alegre, como nos deixa antever esse introito noticiado pelo blog Terra Brasil Notícias, que diz que “A estratégia adotada pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, de inserir a temática LGBT no discurso político durante entrevista ao jornalista Pedro Bial foi um sucesso, como mostra relatório elaborado pelo PSDB. Eduardo Leite disse que é gay e tem orgulho.”

“Comparando com o desempenho recente do governador de São Paulo João Dória, a avaliação sugere que a abordagem do assunto foi premeditada e se provou um verdadeiro sucesso, ao menos nas redes sociais.”

Decerto, teremos um colorido diferente do que estamos acostumados a ver, não mais em passeatas e comícios com bandeiras e faixas em cores secas, hinos e marchas beirando ritmos marciais e discursos irados, que serão trocados por belas faixas com todas as cores do arco-iris, bandeiras confeccionadas com o mais suave veludo e distribuição não mais de pão com mortadela e goles de tubaínas, mas sim de fatias da mais fina torta ‘red-velvet’, acompanhadas de goles de sucos de maçã e outras frutas finas. As músicas serão suaves e delicadas e os discursos seguirão a temática do ‘amor, meu grande amor’.

Infelizmente o figurinista Denner já nos deixou, o que nos priva de belas fatiotas que seriam usadas nas diversas cerimônias que marcariam os eventos finais da disputa, desde a proclamação dos eleitos pelo tribunal competente até à posse festiva dos eleitos, no Congresso Nacional.

Um luxo!!!

É ver, pra crer.

Abraços a todos,