RODRIGO CONSTANTINO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

V.H.M – ARAÇATUBA-SP

Mestre amigo irmão:

O recibo do dízimo vai junto.

Cumpri a obrigação com meu jornal, primeira leitura do dia.

Faço com muito gosto.

É pra carraspana de Chupicleide e Bosticler.

E vamos continuar a pauleira!

Saudações paulistas.

R. Caro leitor, foi só sua mensagem chegar aqui e Chupicleide já me procurou pra fazer um vale.

Ô sujeitinha apressada que só a porra!

Bosticler chega estava se babando ao lado dela.

Adiantei uma parte do pagamento, e já ouvi os dois combinando pra encher o rabo no Bar da Tripa, bairro do Totó, em Jaboatão dos Guararapes, que fica aqui na Grande Recife.

Isso em plena terça-feira, meio de semana!

Gratíssimo pela gentileza, meu estimado leitor.

Aproveito a oportunidade pra também agradecer as generosas doações dos fubânicos Osnaldo, Luiz Leoncio, Áurea Regina, Aécio Costa, Paulo Marques, Luiz Cesar e Sérgio Marchio.

Vocês são a força que mantém esta gazeta escrota nos ares e cobrem o compromisso mensal que temos com a empresa Bartolomeu Silva, que cuida da hospedagem e manutenção técnica da nossa página.

Além de cobrir os porres de Chupicleide e a ração de Polodoro!

Vai voltar tudo em dobro pra vocês na forma de paz, saúde, felicidade e longa vida!!!

“Agradecemos desde a ponta do rabo até o fundo do coração!!!”

COLUNA DO BERNARDO

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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO MONOSSILÁBICO 7 – Ciro Di Verbena

O Sol, no céu, me dá o tom da luz,
da cor, do som que me vem nu, que traz
na luz do Sol, no céu a cor da cruz
e sem ter dó em luz de dor me faz!

A dor que vem é dom que não faz jus
à cor, ao tom, à luz que tem na paz
e nu me faz à luz do Sol que pus
no céu de dor, e cor, e luz… não mais!

No céu de dor de um Sol sem par, na fé
eu vou, de luz em luz, na dor e sei
que a cor e o tom da luz de dor me vem…

E traz a mão que faz a cor da lei
da dor que vem, e sei que luz não é;
No céu de dor, meu Sol a luz não tem!

Ciro di Verbena, Pilar do Sul-SP (1962)

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

CHATO, SARNA E GONORREIA

Comentário sobre a postagem AS MULTIDÕES DO SÁBADO

Beni Tavares:

Putaquipariu zé!

Desse jeito não há culhão que aguente.

Quero voltar pro passado. Para minha velha Olho D’agua.

Lá eu era amigo do Rei, o dono do Bar Caça, onde a gente enchia a cara e só pagava no final do mês, quando sobrava algum.

Não tinha jornal, não tinha TV, mas tinha uma radiola das antigas que rodava os velhos bolachões de Luiz Gonzaga, Teixeirinha e Bienvenido Granda, “El bigodon cantante”.

Tinha, também uma velha mesa de bilhar, com o pano rasgado, onde a gente carambolava entre um gole e outro de Cinzano, Roquete ou Serra Grande.

Também tinha a famosa Misturada, preferida dos cachaceiros naturalistas.

Ninguém ligava pra porra de política.

Depois de encher a cara, o destino era o puteiro de Maria Alicate, onde a gente chamegava com as quengas e pegava chato, sarna e gonorreia.

Depois ia dormir o sono dos justos. Deitava e era “peibufo”. sem insônia.

Não tinha Pib, não tinha Dólar nem político vagabundo que tirasse nosso sono.

* * *

Bienvenido Granda – Perfume de Gardenia

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GUSTAVO GAYER

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO