PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

BENEDICITE – Olavo Bilac

Bendito o que na terra o fogo fez, e o teto
E o que uniu à charrua o boi paciente e amigo;
E o que encontrou a enxada; e o que do chão abjeto,
Fez aos beijos do sol, o oiro brotar, do trigo;

E o que o ferro forjou; e o piedoso arquiteto
Que ideou, depois do berço e do lar, o jazigo;
E o que os fios urdiu e o que achou o alfabeto;
E o que deu uma esmola ao primeiro mendigo;

E o que soltou ao mar a quilha, e ao vento o pano,
E o que inventou o canto e o que criou a lira,
E o que domou o raio e o que alçou o aeroplano…

Mas bendito entre os mais o que no dó profundo,
Descobriu a Esperança, a divina mentira,
Dando ao homem o dom de suportar o mundo!

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, Rio de Janeiro, (1865-1918)

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO

Para os leitores do nosso jornal.

Vamos matar as saudades e dar boas risadas.

Até o 2026!

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RODRIGO CONSTANTINO

900 DIAS SEM ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO

Vamos aos fatos: temos 900 dias de governo Bolsonaro sem qualquer escândalo concreto de corrupção na esfera federal. E isso deve estar levando a oposição ao desespero, até porque esta oposição lulista é notória por seus esquemas de desvios de recursos públicos. Depender de figuras como Renan Calheiros como bastião da ética não deve ser nada fácil nesse cenário. Por isso tentam produzir a todo custo algum escândalo, ainda que com forte cheiro de armação.

Os valores em nosso país estão totalmente invertidos. Gente suspeita de corrupção comanda uma CPI circense que blinda, com ajuda suprema, governadores suspeitos de covidão, enquanto desvia seu foco original a cada novo vento que possa soprar contra o presidente. É um palanque eleitoral para bandidos, e o povo percebe.

Além disso, como apontou Ricardo Amorim, eis a Justiça que temos no Brasil: “onde os juízes indicados pelo réu declaram o juiz concursado parcial”. Companheiros lulistas supremos decidiram que Moro é parcial – ignorando vários outros juízes que chancelaram suas decisões em outras esferas.

É nesse contexto que surge o factoide do momento: a compra da vacina indiana. A narrativa de compra com sobrepreço não durou nem 24 horas, primeiro pois não houve compra ainda, segundo pois o preço acertado é de tabela. A narrativa é derrubada antes de ganhar força, portanto:

Talvez a oposição possa embarcar numa nova narrativa: Bolsonaro lidera um esquema global que envolve 13 países! A gente fala em tom de piada, mas vai saber! Com o gabinete paralelo do lulismo no comando da CPI, tudo é possível.

Flavia Ferronato resumiu bem: “Inauguramos no Brasil o superfaturamento de compra nao realizada, desvio de dinheiro não recebido e corrupção por pagamento de preço tabelado mundialmente… Mas o certo era comprar Pfizer, pagar adiantado e esperar a Anvisa aprovar e a empresa enviar a vacina…”

Primeiro reclamam que o presidente não tentou comprar vacina; agora reclamam que o governo quase pagou caro pelas vacinas; passam a confiar na palavra de um notório golpista; ignoram o preço tabelado para exportação da vacina; e não aceitam questionamentos sobre a qualidade das vacinas. Tem vacina contra isso?

Atacar o mensageiro é uma tática muito comum, especialmente na esquerda, para não ter de lidar com os fatos. Ocorre que quando tudo que se tem é a “palavra” de um estelionatário, aí claro que o mensageiro importa, até porque não há o fato. É esse sujeito que vai derrubar a República? Boa sorte aos que apostam nisso…

Enquanto isso, na “isentosfera”, os colegas do MBL e bajuladores da Verinha chegam ao ápice de condenar a legítima defesa do governo. Olha o nível da inversão! O presidente é acusado por um estelionatário e seu ministro vai apresentar documentos para expor a farsa e cobrar investigação. O professor diz que é intimidação, ameaça…

Aqui em Miami ninguém compraria um carro usado do tal deputado. No Brasil, nossos senadores e jornalistas lulistas resolveram tomar sua palavra como verdade revelada. É muito desejo de atacar o presidente – e muito desespero pela dificuldade da missão.

Além de Miranda, a CPI conta com os “segredos” de Witzel. O editorial do Correio da Manhã, escrito por Cláudio Magnavita, foi direto ao ponto: “A CPI da Pandemia virou, na realidade, o palco do G7, um punhado de sete senadores – alguns com um passado capaz de ofuscar os malfeitos de Witzel, todos imbuídos em crucificar as ações do Governo Federal”. Ele continua: “É patético assistir à solidariedade de Renan Calheiros e de Randolfe Rodrigues, até então em lados extremamente opostos, agindo como hienas em torno de uma presa. Fazem um balé que desafia a lógica que distorce os fatos. Os dois são mestres em enxertar entrelinhas maliciosas em suas falas. Gargalham e uivam como hienas enlouquecidas pela possibilidade do sangue presidencial”.

O circo está escancarado, assim como a tentativa de blindar o Covidão. E já que está na moda cobrar contratos de compra de vacinas, podemos pedir que o Butantan e o Governo de SP comandado por João Agripino Doria deem transparência sobre o contrato com os chineses para a compra da vacina menos eficaz de todas? Ou isso ainda é tabu?

Volto ao começo: a oposição, afundada em escândalos de corrupção, bate cabeça por não conseguir encontrar nada concreto contra o atual governo. Foi como disse o perfil Dama de Ferro no Twitter: Até agora os “crimes” do Bolsonaro são os mesmos da Dercy Gonçalves. Um desbocado na Presidência, onde já se viu?! Tragam de volta o Nine Fingers, o maior corrupto da história… ops! Só tem um problema: ele também é desbocado, além de ladrão.

Mas o Brasil vai avançar, apesar da oposição canalha, da imprensa enviesada, dos “isentões” surtados e dos pandeminions. Há muita coisa boa sendo feita, que é jogada para escanteio por quem passa o dia catando pelo em ovo na esperança de validar uma narrativa sem sentido, de que Bolsonaro é pior do que Lula. Eis um exemplo recente, entre tantos:

O Brasil tem pressa, e tem um governo com uma agenda reformista positiva. Do outro lado, há uma legião de picaretas apostando suas fichas num malandro 171. Que TUDO seja investigado! Quem não deve, não teme.

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BOA NOTÍCIA

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Gostei dessa notícia.

Máscara só serve pra atrapalhar a respiração, embaçar os óculos, tornar a voz da gente incompreensível e encher o saco. 

Apenas o fucinho coberto e o resto do corpo exposto.

É de lascar!

Esse negócio de usar máscara é igual travesti usar absorvente:

Num serve pra nada!!!

Palmas para a Espanha!

GUILHERME FIUZA

EMPATITE

A contagem de casos de Covid na Copa América segue firme. Na Copa Libertadores ninguém viu essa contagem. Você viu? “Número de casos de Covid entre as delegações que disputam a Libertadores chegam a…” Não, não tivemos um contador tão diligente e meticuloso. Estranho. Na Copa América, o Brasil recebe nove equipes. Nove delegações do continente. Na Copa Libertadores – só na fase de grupos – o Brasil recebeu 21 equipes. 21 delegações desse mesmo continente. É um mistério profundo a diferença entre os alertas de empatia para a Copa América e a Libertadores.

A duração da disputa é praticamente a mesma (fase de grupos da Libertadores foi ainda mais longa que a totalidade da Copa América). A extensão territorial ocupada por ambas as competições no Brasil também é quase idêntica. A Copa América começou duas semanas depois do fim da fase de grupos da Libertadores – ou seja, não se pode dizer que esteja sendo disputada num período de maior gravidade da pandemia no país. O período é praticamente o mesmo.

Na Copa América, nove delegações chegaram ao país e se instalaram nas suas concentrações, só saindo para jogar. Na Libertadores, 21 delegações chegavam e saíam do país alternadamente, passando por aeroportos e hotéis variados, cada vez um grupo diferente – tornando o monitoramento mais complexo.

Os indignados com a Copa América – que chegou a ser apelidada previamente de “Cova América” pelos mais criativos – não demonstraram uma fração dessa preocupação com a Libertadores. Estranho.

Será que “as cepas” que poderiam ser importadas pela Copa América, segundo os especialistas importados por veículos de comunicação, não acometem seres humanos envolvidos em outra competição – no mesmo continente e no mesmo momento? Podemos estar diante de uma revolução na epidemiologia.

Claro que, se o assunto é segurança sanitária, todos os participantes de uma competição esportiva são mais monitoráveis que as multidões aglomeradas nos ônibus e metrôs do país. Mas voltemos à lógica dos denunciantes. O técnico Tite puxou o coro da empatia ocasional com a “atabalhoada” Copa América no Brasil. Fala, Tite:

“Colocamos essa situação que não gostaríamos, pelo respeito, por tudo que estava envolvendo, por um lado sentimental. Ficamos à mercê”.

Esse sentimento todo não apareceu em Tite – nem como esportista, nem como cidadão – com alguma forma igualmente enfática de repúdio à realização dos jogos da Libertadores no Brasil. Repetindo: podemos estar diante de um fenômeno epidemiológico raro que não se manifesta por regiões, nem por populações, mas por competições.

Ainda Tite:

“Quando um campeonato é feito de forma atabalhoada, rápida, excessivamente como a Conmebol fez, ela está sujeita a isso”. Uma acusação grave à referida instituição, como você pôde notar, pela conotação de descuido com a vida humana, dado o contexto pandêmico. E o arremate fatal: “Colocamos que somos contrários à realização da Copa América e não vai ter desculpa agora. Não tem bengala, muleta. Vai jogar”.

É impressionante. Difícil distinguir qual é a maior bravura – condenar a realização de uma competição porque ela coloca vidas em risco ou declarar que vai disputar essa mesma competição para ganhar. E ainda dizer que vai disputar porque tem “orgulho do país e de representar a seleção”. E as vidas supostamente ameaçadas por essa competição? Como resolver essa equação de terceiro grau entre orgulho, empatia e demagogia?

A Conmebol resolveu a parte dela multando Tite em 5 mil dólares. Resolve aí a sua parte, para não ficar preso nesse sanduíche de bravura e covardia.

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JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

A LAIVA (“LIVE”) DA BOSTA

Bolotas caprinas

Inicio essa “laive” (arre égua!) lhes informando que não sei merda nenhuma sobre algumas bostas, entre as quais incluo onze tipos, provavelmente de urubus, corvos, cancão, besouro mangangá, potó, cafutes e lagartas.

Desaprovo totalmente a “live”, mas peço aos que estão nas janelinhas virtuais, que só perguntem alguma bosta sobre qualquer tipo de merda, se tiver Mestrado e Doutorado no assunto, auferido e avalizado por alguma das duas turmas do colegiado. Caso contrário, uma manifestação pelas primeiras instâncias pode virar suspeita e ser anulada monocraticamente. Como tem acontecido na maioria dos casos.

Vão à merda!

Agora, vamos às merdas!

Alguém da janelinha pode se manifestar, abrindo o microfone para dizer, por exemplo, por que o caprino come mato e caga aquelas bolotinhas que mais parecem grãos de café. Contém, segundo respostas de pesquisas dos fabricantes de adubo orgânico, um acentuado percentual de amônia, o que acaba garantindo a excelência como adubo.

Com formato idêntico às fezes caprinas, a bosta do jumento é maior

No mesmo formato, e aqueles que entendem de alguma bosta poderão contestar, a bosta do jumento, que também come mato e capim, além do alto teor de amônia, tem também um acentuado e repugnante odor, mas também é muito utilizada como adubo, principalmente para algumas árvores frutíferas.

Há uma diferença no sistema intestinal dos caprinos/ovinos e dos equinos. Os caprinos ruminam o alimento por longo tempo (mas isso, claro, não tem influência na formação da bosta – os entendidos em bosta podem me dar luz melhor, mas quem também não entender de bosta nenhuma é melhor ficar calado), com certeza num tempo maior que os equinos.

Bosta de bovino

Outra bosta sobre a qual a NASA desenvolve estudos, e para isso está sendo auxiliado por Sancho Panza que acabou de se unir a Maurino Júnior na tese que ambos desenvolvem sobre as estrelas, é a bovina. A vaca ou o boi, quando cagam, jogam ao solo aquele “prato de bosta” que, em Queimadas é utilizado como estrume (adubo) e de grande uso para espantar pernilongos durante a noite, quando é queimado.

Seria de muita valia a participação dos entendidos em bosta, incluindo aquelas onze raridades do Planalto Central. Também poderá contribuir para alguém que esteja desenvolvendo alguma tese de mestrado com patrocínio do MST.

Faz tempo que espero um sinal verde do MAPA (Ministério da Agricultura, Produção e Abastecimento), através da delimitação do zarc para que a exploradora de bosta que transformei numa ONG possa vender o produto preferencialmente para o Agro tão divulgado pela TV Globo.

As bostas, afinal, merecem um lugar de destaque na produção e no sustento das agriculturas – de alta produção e familiar.

Besouro Scarabaeidae mais conhecido como “rola bosta”

Ainda que, sem se preocupar em conhecer ou não, qualquer tipo de bosta, quem realmente vive tirando proveito dos tolôtes (no Ceará chamamos “toletes”) é o besouro Scarabaeidae, da família Coleoptera, mas, entre os entendidos de bosta, mas conhecido como “rola bosta”.

Os besouros rola-bosta são coprófagos, ou seja, alimentam-se de fezes de outros animais. Esses insetos desempenham função importante no ciclo da matéria orgânica, já que ao rolar e enterrar as fezes eles adubam a área e auxiliam na decomposição da matéria. Além disso, ao realizarem a “limpeza” nos pastos, eles atuam diretamente no combate a pragas. “Os besouros controlam a proliferação da mosca do chifre e da mosca do estábulo, muito comuns em áreas de pastagens. Essas moscas atacam o gado, deixando-o doente e estressado. Então, mantendo uma comunidade diversificada dos “rola-bosta” nessas áreas, o produtor acaba diminuindo seus custos”.

Aqui concluo a nossa “laive (live) conclamando aos que conhecem outros tipos de bostas (merdas também são válidas), que enviem sugestões para Chupicleide que, na segunda-feira, se não estiver de ressaca, fará a bondade de repassar.

EM TEMPO: Bosta, além de fazer justiça, também virou cultura.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA