CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SPOCK LEE – NEW CASTLE, DELAWARE-US

Prezado Berto,

Saudações Fubânicas a Comunidade JBF pelo Dia de São João!!!

Tenho a ingrata satisfacção de compartilhar-vos consigos mesmo, um imperdível eventu, capaz de arrombar de vez a tabaca da Xolinha e deixar o furico compenetrado dos pettrallas latejando de lisonja!!!

O Núcleo de Evagélicos do PT promove no dia 26 de junho, a partir das 10h, o debate (massacre) “Os Evangélicos e os desafios do Plano de Transformação e Reconstrução do Brasil”, com transmissão ao vivo pelo canal da Fundação Perseu Abramo no Youtube e pelo perfil da instituição no Facebook.

O evento será aberto pela presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffman, e mediado (pasmem!!!) por Cricielle Aguira Muniz, evangélica, secretária de Estado do Maranhão e integrante da Direção Nacional do PT.

Gostaria de contar com o insofismável e sincero comentário de Voça Autarquia (e demais leitores fubânicos) sobre a participação ou não em evento de tal monta, se possível esclarecendo o que significa o termo “Núcleo dos Evangélicos do PT (NEPT)”

R.S.V.P.

P.S. VOTÊ!!!!… Já estou preparando suco de maracujá adoçado com rapadura… está cada vez mais difícil lidar com a maléfica e incansável criatividade desses seres trevosos!!!

R. Meu caro, você já resumiu tudo: esse é o tipo de evento capaz de arrombar a tabaca de Xolinha!!!

Minha Autarquia nada mais tem a dizer ou comentar.

Vou apenas pedir a opinião do Pastor Silas Malafaia sobre esta ocorrência surrealista que vai acontecer depois de amanhã.

O fato é que os ateus zisquerdóides-comuno-sócio-petralhas são de uma devoção exemplar, pois tanto rezam e comungam num templo católico como também participam de um evento num ambiente evangélico avermêiado.

Essa tal “plano de transformação e reconstrução do Brasil”, que será levado a efeito por este time que consta do cartaz que vocês nos mandou, não arromba apenas a tabaca da coitada da Xolinha, mas também deixa em pandarecos o furico de nossa estimada cachorra.

Coitada da bichinha.  

Que esses tabacudos recebam no lombo as merecidas lapadas do chicote de Satanás!!!

E que nós tenhamos um Feliz Dia de São João!!!

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

REPÚBLICA DO LUMPESINATO II

No meu primeiro texto “República do Lumpesinato” eu busquei demonstrar como em 2003 instalou-se um estamento de lúmpens que governou o país por quase catorze anos. Criou-se a lorota de que havia se chegado a vez da classe trabalhadora assumir o poder e criar uma república utópica fundamentada na ideologia marxista. Vendia-se a ideia de que se recuperaria o “paraíso perdido” para o capitalismo, e se voltaria a gozar as benesses da vida. O resultado foi roubalheira generalizada, rebaixamento moral do cidadão, desestabilização das instituições, criação e multiplicação de mendigos estatais, ataques à família, à religião e uma cupidez, uma tara insana em erotizar e perverter as crianças nas escolas.

Hoje eu quero discutir com vocês como essa república de lúmpens buscou destruir os fundamentos produtivos e econômicos do país, como uma estratégia de se sequestrar a sociedade, principalmente os mais pobres, dando em troca migalhas e farelos estatais. A estratégia em si não era de toda boba. E, se não fosse as lambanças do boneco de mamulengo que atende pelo nome de Dilma Rousseff, possivelmente teriam conseguido, e estaríamos vivendo em uma Venezuela em um país continental.

O caso dos ditos programas sociais é um exemplo cristalino dessa estratégia. O Bolsa Família – nome fantasia de programa de transferência de renda -, não foi concebido pela república lúmpen. Em verdade, foi a aglutinação de diversos programas de transferência que eram fragmentados em diversos ministérios: Bolsa Escola do Ministério da Educação, Vale Leite do Ministério da Saúde, Vale Gás do Ministério de Minas e Energia, entre outros.

Quando o presidente Lula assumiu em 2003, sua ideia, ao lançar o Programa Fome Zero era garantir uma segurança alimentar para uma parcela significativa da população que tinha restrição calórica. O mérito da ideia era muito bom, mas a estratégia era absurda e a intenção por trás dela era velhaca – se alguém tiver um pouco de paciência verá que o termo lúmpen também significa velhaco, como apontei no meu texto anterior -, pois não se buscava garantir comida na mesa de famílias vulneráveis, mas sim criar o mendigo estatal.

Lembro-me que, nessa época eu trabalhava dentro de uma secretaria estadual e era responsável por articular esses programas com a educação a fim de se garantir o cumprimento das condicionantes para que uma família pudesse permanecer nos programas. Quando participamos do desenho desse programa, vimos, desde o início que não daria certo, a forma como o presidente e seu ministro, o sinistro José Dirceu – o olhar desse sujeito dá medo, pois transpira rancor e ódio contra tudo aquilo que ele não pode tomar para si-, queriam. O governo federal desenhou uma estratégia de se arrecadar comida, fazer cestas básicas, que aqui na gloriosa Campo Grande chamamos de “sacolão”, e sair com caminhões distribuindo nas cidades, principalmente nas mais pobres do Norte e Nordeste. A estratégia era levar a imprensa para registrar o ato da entrega, com famintos carregando as sacolas com comida, nos ombros, enquanto a figura do Lula, estampada nos caminhões, se agigantaria sobre a pobreza.

A logística para executar o programa daquela forma era tão absurda que os custos só para mobilizar pessoal, transporte e coordenação tornariam o programa inviável. Lula queria reproduzir a estratégia utilizada por Hugo Chaves e Fidel Castro que mostravam na televisão um bando de famélicos carregando sacos de comida para casa, a fim de matar a fome. O mais interessante na Venezuela e em Cuba é que, aqueles que distribuem essa comida, são os mesmos que provocaram a fome e a pobreza de seu povo.

A república do lumpesinato, ao atacar a problemática social da população brasileira, em nenhum momento queria sanar o problema da fome e da carência nutricional. Sua intenção era capturar os famintos, miseráveis e pobres, pelo estômago e criarem uma situação política semelhante ao que o Partido Republicano Institucional (PRI) fez no México durante setenta anos: o resultado naquele país foi multiplicação da pobreza, aumento da violência, explosão do narcotráfico, organizações criminosas expulsando o Estado de diversas províncias, e por aí vai.

A estratégia do lumpesinato quase deu certo, como disse. As lambanças da presidANTA jogaram água fria naquela fervura. Mas, deixou sinais claros do enraizamento e reprodução do lumpesinato na sociedade. Lembro-me que quando voltei para a sala de aula tive alunos entre oito e dez anos que eram beneficiários do Bolsa Família. Neste ano de 2021, na mesma escola me deparei com aqueles meus antigos alunos voltando à escola para pegar declaração de matrícula dos filhos a fim de pleitear o mesmo benefício. Ou seja, o programa que, em tese, deveria ser temporal para que o cidadão vulnerável pudesse se reorganizar e voltasse a ser produtivo, tornou-se geracional.

Mas, uma coisa é certa, essa república do lumpesinato sabia muito bem o que estava fazendo. Quando eu pensava naquela estratégia evocava-me Napoleão Bonaparte na Campanha da Rússia quando dizia “Os exércitos marcham sobre seus estômagos”. Nada mais verdadeiro. Ao capturar os estômagos dos miseráveis e pobres do Brasil, a república lúmpen não queria que o cidadão buscasse sua autossuficiência em relação ao Estado, mas sim transformar outros cidadãos em lúmpens iguais a eles.

A estratégia de uso do Bolsa Família aliou-se a uma “satanização” de quem produzia, a uma “inveja destrutiva” daqueles que se construíram pelo próprio trabalho e pelo financiamento de “empresários parasitas” que, dada à sua incompetência oceânica, não sobreviveriam em um mercado aberto e competitivo, mas isso vai ser matéria de um terceiro texto.

No campo social a estratégia da república lúmpen deu certo durante catorze anos, pois se utilizava de mentiras e chantagens para se perpetuar no poder. Não intentavam tirar o pobre da pobreza. Era justo o seu contrário. Enquanto cevavam a miséria, buscavam destruir aquele que produz, gera emprego, renda e imposto, empurrando mais pessoas para a pobreza e para a miséria. Chegando lá, rapidamente buscavam agrupar dentro do programa social e incutiam a ideia de que seriam sustentadas pelo trabalho alheio para o resto de suas vidas e demais gerações: a quintessência do lumpesinato.

Todavia, como Napoleão, quebraram as fuças. O boneco de mamulengo do Lula tocou fora de compasso, expôs a roubalheira institucionalizada em diversas, ou quase todas estatais, e foi demitida a tempo, antes que pudesse completar a destruição do país. Mas, seus efeitos ainda perduram e demorarão a passar. Mas, se a história for mesmo pedagógica, torço para que o amargo aprendizado tenha sido absorvido, e que o Brasil não queira repetir a experiência pelos próximos dez mil anos.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO – Carlos Pena Filho

Por seres bela e azul é que te oferto
a serena lembrança desta tarde:
tudo em torno de mim vestiu um ar de
quem não te tem mas te deseja perto.

O verão que fugiu para o deserto
onde, indolente e sem motivos, arde,
deixou-nos este leve e vago e incerto
silêncio que se espalha pela tarde.

Por seres bela e azul e improcedente
é que sabes que a flor, o céu e os dias
são estados de espírito, somente,

como o leste e o oeste, o norte e o sul.
como a razão por que não renuncias
ao privilégio de ser bela e azul.

Carlos Souto Pena Filho, Recife-PE, (1929-1960)

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JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

NECY MONTEIRO – PETROLINA-PE

Prezado editor:

Meu marido já me falou que este jornal é um espaço democrático e que publica de tudo.

Então tomo a liberdade de enviar este vídeo que está em anexo.

Pergunto: pode ser publicado?

Meus parabéns pelo sucesso do blog e meus votos de um Feliz São João!

Um grande abraço.

R. Minha cara, seu marido acertou em cheio.

Esta gazeta escrota realmente publica tudo que os leitores mandam pra cá.

Sem qualquer restrição.

E ainda tem o espaço dos comentários, sem moderação ou censura.

Qualquer um pode baixar a lenha em quem bem entender.

Ainda hoje dois leitores se pegaram no cacete, um atacando e o outro defendendo Bolsonaro.

Eu só gostaria de ressaltar que este vídeo que você nos mandou é uma paródia de uma composição muito conhecida.

Uma composição intitulada Tareco & Mariola, de autoria do pernambucano de Caruaru Petrúcio Amorim, cantor e compositor de grande talento.

Esta música foi gravada pelo artista paraibano Flávio José, uma das mais belas vozes do cancioneiro nordestino da atualidade.

De modo que vou tomar a liberdade de publicar, logo após a paródia que você nos mandou, o vídeo com a gravação original.

Disponha sempre e mande as ordens.

Vocês leitores são a força que mantém esta gazeta escrota nos ares.

Um grande abraço pro estimado casal junto com os votos de um Feliz São João! 

COLUNA DO BERNARDO

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