COMENTÁRIOS SELECIONADOS

UMA BELA UNIÃO

Comentário sobre a postagem WILMA BENTIVEGNA

Lucilia Lemos:

Nossa!

Que delícia de música.

Ela foi cantada no dia do meu casamento pelo coral da igreja em 1969.

Faz parte de nossas vidas até hoje junto com “Dio Come ti Amo” e “Al Di Lá“.

Sempre estamos escutando juntos há 52 anos.

* * *

AUGUSTO NUNES

O EXEMPLO DE RUTH CARDOSO

Ruth Cardoso foi a prova definitiva de que milagres civilizatórios podem ocorrer em qualquer canto do mundo. A brilhante paulista de Araraquara, que se casou muito jovem com o sociólogo carioca Fernando Henrique Cardoso, seria a primeira mulher de presidente da República a desembarcar no coração do poder com profissão definida, formação refinada, ideias próprias e altivez para afirmar o que pensava – com luminosa independência intelectual e, quando necessário, elegante contundência. Durante oito anos, uma só pessoa fundiria a mulher que sabia o que dizia e a antropóloga admirada em muitos idiomas. Mas nem desconfiavam disso aqueles jornalistas que, no fim de 1994, vigiavam as andanças do presidente eleito. Tanto assim que lhes pareceu apenas uma blague a justificativa de Fernando Henrique para a viagem à Rússia na semana seguinte: “Vou como acompanhante da Ruth”. Ela participaria como palestrante de um congresso de antropologia promovido em Moscou, ele aproveitaria para descansar alguns dias. Concentrados no marido em férias, os repórteres dispensaram-se de conferir o desempenho da cientista. Caso fossem menos obtusos, descobririam mais cedo que Ruth Cardoso era muito mais que a mulher do n° 1.

A mais admirável das primeiras-damas abdicou do título já no dia da posse. “Isso é uma caricatura do original americano, esse cargo não existe”, resumiu. Nesse caso, Ruth reinventou o inexistente: sem pompas nem fitas, sem fanfarras nem rojões, montou e liderou o impressionante conjunto de ações enfeixadas no programa Comunidade Solidária. Em dezembro de 2002, o programa mobilizava 135 mil alfabetizadores, 17 mil universitários e professores, 2.500 associações comunitárias, 300 universidades e 45 centros de voluntariado. Também por isso, acabou simbolicamente promovida a primeira-dama da República no dia da morte que pareceria prematura ainda que Ruth tivesse vivido mais de 100 anos. A cerimônia do adeus comprovou que o Brasil se despedia, comovido, de alguém que o fizera parecer mais respirável, menos primitivo, mais clemente, menos boçal. E que merecia ter partido sem conhecer a fábrica de dossiês cafajestes produzidos nas catacumbas da Casa Civil chefiada por Dilma Rousseff e pela mãe de quadrilha Erenice Guerra.

Lula encomendou à dupla algum truque diversionista que reduzisse o imenso buquê de holofotes que clareavam o escândalo da gastança com cartões corporativos do governo federal. (O ministro Orlando Silva, por exemplo, usara o dele até para comprar tapiocas vendidas por menos de dez reais.) Submissas, as duas amigas produziram um papelório abjeto que tentava transformar Fernando Henrique e Ruth Cardoso em perdulários incuráveis, decididos a torrar o dinheiro da nação em vinhos caros e futilidades gastronômicas inacessíveis a 99% dos brasileiros. Pouco antes da morte de Ruth, Dilma tentou gaguejar por telefone um pedido de desculpas. O alvo da infâmia negou-se a atender ao saber quem estava do outro lado da linha. Fez muito bem, confirmaria durante a campanha de 2010 a discurseira do poste fabricado pelo deus da seita. “Peço a vocês que comparem o Lula e o Fernando Henrique”, berrava a candidata que se tornaria a pior governante de todos os tempos. “O Lula ganha de 400 a 0.” Alguém no PSDB poderia ter sugerido que se comparasse Dilma Rousseff a Ruth Cardoso. A cabeça habitada por um neurônio solitário decerto descobriria como se sentiram os jogadores da seleção brasileira naquele 7 a 1 contra a Alemanha na Copa de 2014. E aprenderia que ainda assim saíra no lucro: para quem enxerga por trás de uma criança um cachorro oculto, perder para Ruth Cardoso por 400 a 0 é pouco.

O problema é que os militantes tucanos são especialistas em rendição sem combate, e o presidente de honra do partido prefere acreditar que é possível dançar minueto com quem nunca foi além do axé, ou conversar em francês com quem trata o português a socos e pontapés. Faz quase 20 anos que Fernando Henrique trata como um viveiro de delinquentes juvenis perfeitamente recuperáveis o bando que nele enxerga seu Grande Satã. Vive levando um carrinho por trás quando ainda está com a mão estendida. No primeiro dia de 2003, por exemplo, completou-se um processo sucessório exemplarmente democrático. Durante a campanha, o presidente em fim de mandato consultou Lula e José Serra antes de tomar qualquer decisão cujos efeitos poderiam estender-se pelos anos seguintes. Consumada a vitória do adversário, FHC pilotou o período de transição e ajudou a conter a fuga de investidores inquietos com o prontuário do PT. “Aqui você deixa um amigo”, disse o sucessor com a faixa verde e amarela já pendurada no peito. Foi o abre-alas do desfile de mentiras, vigarices, trapaças e traições endereçadas à figura que está para o SuperLula como a kriptonita verde para o Super-Homem. A alegoria principal apresentava como “herança maldita” o Brasil modernizado pelo Plano Real, pelo sumiço da inflação pornográfica, pela lei de responsabilidade fiscal, pelas privatizações que começaram a exorcizar o fantasma do primitivismo.

Criminosamente solidário com José Sarney (que qualificou de “maior ladrão do Brasil” em 1988), vergonhosamente amável com Fernando Collor (que rebaixara a corrupto na campanha de 1989), incapaz de absorver as duas derrotas impostas por FHC ainda no primeiro turno e conformar-se com a imensa inferioridade intelectual, despejou sobre o antecessor o estoque inteiro de grosserias acumulado nos porões da alma ressentida. FHC pareceu abrir os olhos, para logo fechá-los, em quatro ou cinco momentos. Num artigo publicado em outubro de 2008, advertiu que a democracia brasileira estava ameaçada pelo “autoritarismo popular” do lulopetismo, que poderia descambar numa espécie de subperonismo amparado nas centrais sindicais, em movimentos ditos sociais e nas massas robotizadas. “Para onde vamos?”, perguntava o título. A Argentina de Juan Domingo Perón foi para os braços de Isabelita e acabou no colo de militares hidrófobos para depois recair na ratoeira do neoperonismo que, com ligeiríssimos intervalos, vem destruindo o país. O Brasil de Lula foi para o colo de Dilma Rousseff. Em fevereiro de 2009, outro artigo enterrou a “herança maldita” no jazigo das safadezas eleitoreiras. “Para ganhar sua guerra imaginária, o presidente distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação, nega o que de bom foi feito e apossa-se de tudo que dele herdou como se dele sempre tivesse sido”, resumiu FHC, que enfim se dispôs a apanhar a luva atirada pelo sucessor: “Se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer”. Não houve briga nenhuma. Salvaram-nos a Operação Lava Jato, o impeachment, o governo-tampão de Michel Temer e a derrota de outro poste de Lula em 2018. Mas o Supremo Tribunal Federal decidiu que o Brasil pode conviver mais alguns anos com tempestades perfeitas. E transformou um corrupto e lavador de dinheiro condenado em três instâncias no candidato que pode deter o avanço do genocídio. Haja imbecilidade. Ou canalhice.

De volta, o palanque ambulante colocou Bolsonaro na mira. Mas sem esquecer o velho objeto do rancor, reiterou o mais recente manifesto produzido pelo jornalista que, fantasiado de Ombudsman da Humanidade, passou a maior parte da vida arquitetando alguma frente ampla que dará um jeito no gigante adormecido. A mais criativa juntou um punhado de órfãos da União Soviética a Paulo Maluf, então candidato a prefeito de São Paulo. Há pouco, o articulador trapalhão aglomerou num abaixo-assinado os “70 por cento de brasileiros democratas”. Só não há lugar para Sergio Moro, avisou o JK de botequim. Nem para Fernando Henrique, emendou Lula ao explicar por que não embarcara na arca inverossímil: já não estava na idade de andar em companhia de qualquer um. Qualquer um, na cabeça do dono do sítio de Atibaia que pertence a um amigo, é Fernando Henrique. Nem por isso o alvo da agressão arquivou a declaração inverossímil: se tiver de optar entre Lula e Bolsonaro, declarou em maio, votará no ex-comandante do maior esquema corrupto de todos os tempos. Segundo o declarante, o ex-presidiário pelo menos não representa uma ameaça às instituições. É bandido, mas preza o Estado Democrático de Direito.

FHC tem todo o direito de negar-se a votar em Bolsonaro. É assim nas democracias. Mas tem também o dever de não votar em Lula. É assim no universo habitado por gente honrada, como Ruth Cardoso, que jamais ajudaria a patrocinar a segunda temporada do pesadelo com locações na Venezuela. A brava paulista jamais votaria num gatuno sem remédio. Por tudo o que fez pelo país, Fernando Henrique será lembrado como um dos maiores presidentes da República. Pelo que diz que fará, pode também ser lembrado como o pior dos ex-presidentes.

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J.R. GUZZO

O CONTO DA ELETROBRAS

Deputados e senadores desfiguraram de forma assustadora o projeto de privatização da Eletrobrás

Em nenhum lugar da vida pública do Brasil uma das mais notáveis Leis Gerais da Sabedoria Popular, aquela segundo a qual não existe limite para o pior, se aplica tão bem quanto no Senado Federal e na Câmara dos Deputados. Olhem que não é fácil, num país onde existe, por exemplo, um Supremo Tribunal Federal como este, em que um ministro foi reprovado duas vezes no concurso para juiz de direito e outro foi nomeado porque tomava tubaína com o presidente da República – isso para não falar de prodígios que só as instituições deste país conseguem produzir, como o fato de que o principal candidato da oposição à Presidência da República em 2022 é um homem que foi condenado legalmente como ladrão na Justiça brasileira, por corrupção e lavagem de dinheiro, em três instâncias e por nove juízes diferentes.

Mas o Congresso brasileiro é uma história de “superação”, como se diz nos cursos de autoajuda – opera em corrente contínua, sem mudar nunca a direção do fluxo, e em sistema de progressão geométrica. A determinação de prejudicar o interesse público em favor do interesse pessoal dos senadores e deputados é sempre a mesma. Os prejuízos que impõe para a sociedade vão sempre dobrando; hoje tomam dois, amanhã tomam quatro, depois de amanhã tomam oito e por aí segue a vida. Em todas essas ocasiões, é claro, o PT, seus partidos vassalos e a esquerda se juntam, de corpo e alma, com os políticos que apoiam o governo, para aprovar o que querem e rejeitar o que não querem. Eis aí: estão no mesmo bonde, de mãos dadas, Lula e o “genocida”, que nessas horas deixa de ser genocida e passa a ser um grande parça do “campo progressista”.

O último surto é essa contrafação armada na privatização da Eletrobras – um conto do vigário gigante, em que os políticos arrancaram dos bolsos do público tudo o que quiseram arrancar, e deixaram a população brasileira com um belo relógio suíço fabricado no Paraguai. Essa aberração inventada 59 anos atrás, no delírio de estatização que encantava então o Terceiro Mundo, é uma das responsáveis “master” pelo atraso do Brasil. Não é que ajude o atraso: é o próprio atraso, como todo o Estado brasileiro, pois se dedica 24 horas por dia a servir interesses privados e a desviar para seus bolsos recursos que pertencem ao público. Seus agentes dizem, é claro, que se trata de uma empresa “estratégica”, executora de “políticas energéticas” e dedicada a promover dia e noite o desenvolvimento do Brasil, sobretudo nas áreas “mais pobres”. Conversa fiada, do começo ao fim.

A Eletrobras, como tantas outras estatais, é um parasita que há seis décadas privatiza para o interesse pessoal, o proveito político e o lucro financeiro dos amigos dos governos, e dos amigos dos amigos, a produção e a distribuição da energia elétrica no Brasil. Faz de conta, como as demais, que é uma empresa “do Estado” e a serviço da população. Na vida real, é propriedade mais do que privada de alguns milhares de espertos que têm algum tipo de influência nos governos federal, estaduais e municipais; dos seus diretores e altos funcionários, com o seu caminhão de benefícios extravagantes; dos políticos que as utilizam como um dos mais notórios cabides de emprego do Brasil; dos fornecedores. É por aí.

Tentava-se mais uma vez agora, como já se tentou no passado, privatizar a Eletrobrás – a única maneira de eliminar suas taras e atender aos interesses da população brasileira, pois ali dentro nenhuma reforma é possível. Mas os deputados e senadores desfiguraram de tal forma o projeto, na defesa dos seus privilégios, que a desgraça toda ficou maior do que já era. Realmente, não há limite para o pior.

DEU NO JORNAL

MISTÉRIO

O presidente Jair Bolsonaro intriga analistas dos institutos de pesquisas que há anos medem popularidade e favoritismo em eleições.

Apesar de haver perdido apoio, sobretudo em razão do desgaste provocado pela pandemia, Bolsonaro conserva impressionantes 31,6% de avaliação positiva de seu governo, de acordo com o mais recente levantamento do Paraná Pesquisa, divulgado semana passada.

Murilo Hidalgo, do Paraná Pesquisas, não lembra gestor “desgastado”, após 30 meses de governo, com sólido apoio de um terço do eleitorado.

Na mesma pesquisa, realizada entre os dias 11 e 15 deste mês, o atual presidente lidera as intenções de voto para sua reeleição, com 34,3%.

* * *

Não entendo mesmo estes números.

Pra mim, isto é um mistério.

Dólar em alta, bolsa lá embaixo, economia caindo, atraso, má gestão, ministros incompetentes assim feito Paulo Guedes e Tarcísio Gomes (pra ficar só em dois exemplos), corrupção da pesada em todos os órgãos federais, escândalos diariamente, dinheiro público jogado no lixo e a popularidade do cabra lá nas alturas.

Não entendo mesmo.

Deve ser trabalho de bruxaria pra cegar o eleitorado.

Vôte!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

NACINHA – CUIABÁ-MT

Prezado editor e senhores leitores,

Sabe aquele arrependimento por ter votado em Bolsonaro?

Nunca tive. Nunca mesmo.

KKKKK

Vou votar nele de novo no ano que vem.

Agora vamos deixar a política de lado.

Vou dar uma dica de português.

A diferença entre sela com “s” e cela com “c”.

Vejam qual é:

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ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

REPÚBLICA DO LUMPESINATO

A análise política de longo prazo é uma atividade que dá trabalho, tanto a historiadores, quanto a diletantes como eu, que tenho mais curiosidade que um gato e que me divirto com minha própria ignorância. E, muito tenho ouvido, apesar de ter passado pouco tempo, o período 2003-2015, época em que o Partido dos Trabalhadores (PT) esteve à frente do comando nacional, essa época, como sendo a era em que os trabalhadores chegaram ao Poder.

Eu sou um sujeito que tenho apreço às palavras e aos seus significados, e confesso, ultimamente este país está deixando de fazer sentido, porque a esculhambação chegou ao vernáculo. Li, essoutrodia, em um matutino de circulação nacional que as escolas não na estavam preparadas para atender e orientar mulheres, meninas e “meninos trans”, (o grifo é meu) quando estão menstruados. Comequié??? Meninos trans??? Bem! Até que se revoguem as leis de Mendel, ou mesmo a biologia natural, se um ser humano possuir o vigésimo terceiro par de cromossomo com um duplo X, (XX), será do sexo feminino, não importa se estiver vestido de pedreiro, estivador, ou mesmo de mico leão dourado.

Mas, voltemos à vaca fria, porque não era sobre isso que eu quero debater com vassuncês…, mas sobre o período 2003-2015 que foi governado pelo PT e que foi chamado, novidade!!, pelos próprios petistas de “o momento em que os trabalhadores chegaram ao Poder”. Nada mais falso. E quero argumentar aqui, com base em evidências, em fatos – detesto quando alguém usa o pleonasmo “fatos reais”. Ora, se é fato, não tem como ser mentira. Só pode ser real -, e em um pouco de história. A história é essa senhora teimosa que não se cansa de nos humilhar quando apresenta a realidade como ela é, aí ficamos com cara de curibocas que perderam a sua taba.

E, digo, sem medo de errar que o período governado pelo PT pode ser chamado de República do Lumpesinato. A palavra lúmpen, derivado do alemão Lump, significa, literalmente: que não trabalha, vadio, velhaco, desocupado, improdutivo, segundo o Dicionário Aurélio. E por aí vai, na definição do termo. E essa constatação não é fruto de minha antipatia com essa quadrilha que um dia se travestiu de partido político e que conseguiu enganar e comprar uma nação com migalhas. Ela vem de uma análise pós fato, mas não de um pensamento cíclico como os escolásticos faziam na Idade Média. Não me venham com essa história de “ipso facto, post ergo facto”, ou, “pelo fato em si, logo o fato em si”. Causa e efeito como sendo uma coisa só não atrai a este caeté que está preparando um osso de acém do Bispo Sardinha para comer com milho cozido.

Vejamos alguns exemplos de como a república do lumpesinato se instalou na Caetelândia, está custando a passar e já estou prevendo que vai faltar bispo para todo mundo. A começar pelo chefe, ou Il capo, se preferirem na língua de Dante. A última vez que Lula bateu ponto na vida foi em 1978. Depois disso se aboletou em cargos no sindicato dos metalúrgicos, passou para a direção do PT. De 1979 até o presente, o senhor Lula nunca soube o que era trabalhar, e, por incrível que pareça ajudou a fundar um partido que tem no nome “dos Trabalhadores”. Mas talvez, essa contração prepositiva “dos” ali no nome seja revelador. Não é um partido De Trabalhadores, mas sim Dos… o que significa que tem um dono, cuja atividade laboral nunca foi superior a dois anos da vida.

Lula é o perfeito representante do lumpemproletariado, como o facínora furunculoso tratava essa parcela da classe trabalhadora, ops… do proletariado: um vagabundo inútil e sem participação na vida revolucionária, mas que quer chegar ao topo por qualquer meio, nem que seja usurpando os direitos alheios. Lula é a síntese dessa república lúmpen que quase destruiu o país. E, veja como o facinoroso do Marx tinha razão. Mesmo não trabalhando conseguiu abiscoitar um patrimônio invejável, chegou ao topo da pirâmide social e ainda comandou o pais por 13 longos anos.

O segundo lúmpen que assombrou o país foi José Dirceu. O único trabalho conhecido dele, pelo menos do que tenho ciência, foi como dono de loja de roupas masculinas no interior do Paraná onde era conhecido como “Pedro Caroço” – basta ouvir a música do Grande Genival Lacerda, Severina Xique Xique, para entender essa insinuação -. Afora essa pequena aventura “burguesa” no mundo do trabalho, Dirceu também se escorou na direção do PT, revezando-se como Lula na presidência do partido. Quando não estava na presidência, estava na diretoria, e assim por diante. Saiu para assumir um mandato legislativo e foi escorraçado do parlamento por ladroagem mambembe. Realmente, Dirceu não tinha estofo para andar no meio de ratazanas “pìu grasso” de que o Congresso era composto em 2005.

Depois chegamos à Dilma Rousseff. Essa mesma! Aquela senhora que quando abre a boca, a gramática pede asilo na embaixada de Tuvalu e a coerência se esconde em uma taba Nhambiquara no interior do Mato Grosso. Sabe-se que, quando ela se aventurou no mundo capitalista, abriu uma loja de quinquilharia chinesa, essas lojinhas de R$ 1,99. Em dois anos, período em que o Real estava bombando como meda forte, ela levou a loja á bancarrota. Depois foi alçada por Olivio Dutra, então governador eleito do Rio Grande do Sul, à secretaria de energia daquele estado. Sua política, similar à sua cabeça quebrou o sistema elétrico daquele estado e o consumidor foi obrigado a pagar mais de 30 bilhões de reais em prejuízo causado por aquela senhora.

Afora explodir carros bombas em porta de quartéis, assaltar banco e caminhões na Baixada fluminense e ensinar marxismo aos companheiros da Ação Popular – aí talvez esteja a chave para se compreender porque eles deram com os burros n’água: não entendiam “xongas” do que a professora falava -, atividade produtiva dessa senhora é zero, ou seja, uma perfeita representante do lumpesinato que chegou á cadeira presidencial e, como um boneco de mamulengo fazia o que o capo do partido mandava fazer.

E, por aí vai: José Genoíno, Fernando Haddad – professor que vive não se sabe de que, pois desde 2018 não bate ponto e não sabe o que é uma sala de aula, na sua cadeira na USP -, Gleisi Lula Hoffmann (ela gosta de ser insultada dessa forma), Benedita da Silva, Eleonora Meniccuci, Antônio Pallocci, que é médico sanitarista, mas desde a década de 1980 só se dedicou a curar a falta de estofo financeiro nas burras do partido.

Mas essas são elucubrações minhas. Eu sempre me apego naquilo que Dom Paulo Evaristo Arns dizia: ninguém foge do Senhor do Tempo e do julgamento da história. É possível que, em um futuro ainda distante, quando os efeitos nefastos da administração petistas tiverem passado, algum historiador com um pouco, um pouquinho só de honestidade intelectual poderá chegar a essa mesma conclusão: Uma república de lúmpens se instalou em 2003, quase destruiu o país em sua estrutura, mas envenenou a moralidade, a ética, a política e rebaixou os limites da decência e da honestidade em níveis nunca vistos na história da humanidade.

O que mais me assusta é que eles estão assanhados querendo voltar a qualquer custo ao poder. Ai, Jesus… deixe-me correr… esqueci o acém do Bispo Sardinha no fogo e está queimando. Pense nisso e pense no que eu disse…., se eles voltarem vai faltar Sardinha.

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