RODRIGO CONSTANTINO

DEU NO TWITTER

DEU NO TWITTER

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

PRECISÃO – Clarice Lispector

O que me tranquiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.

Clarice Lispector, Ucrânia (1920-1977)

COLUNA DO BERNARDO

DEU NO JORNAL

É MILHÃO QUE SÓ A PESTE!

O Brasil passou a marca das 80 milhões de vacinas aplicadas.

Afora Estados Unidos, China e Índia, nenhum país aplicou tanto.

Quase 56,2 milhões (26,8% da população) receberam ao menos uma dose.

* * *

Terça-feira é dia de boas notícias.

Vamos fazer raiva praquela turminha do contra divulgando esses números.

Não sai na grande mídia funerária, mas sai nesta gazeta escrota.

E pra fechar a postagem, o saudoso Altamiro Carrilho interpretando o choro Urubu Malandro.

Um excelente dia pra toda a comunidade fubânica!

DEU NO TWITTER

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

FALCÃO: “BONITO, LINDO E JOIADO:” – “UM DISCO IMPAGÁVEL À REVELIA DA MÍDIA”

“Só Porque Ninguém Ouviu Não Significa Dizer Que Eu Não Disse a Besteira.” Falcão!

Pegando carona na informação trazida ao público pelo cronista, poeta, compositor e colunista do Jornal da Besta Fubana (JBF), Marcos Mairton, sendo confirmado pelo parceiro e produtor de Falcão, Tarcísio Matos, no programa Leruaite da TV Ceará, de que em l991 a revista Rolling Stones, versão spaghetti brasileira, escolheu o bardo Falcão como segundo melhor compositor do Brasil pelo LP “Bonito, Lindo e Joiado,” perdendo apenas para “Circuladô de Fulô”, de Caetano Veloso. E em 1992, a mesma publicação, segundo o mesmo colunista e confirmado por Tarcísio Matos, Falcão foi escolhido de novo como segundo melhor compositor do Brasil, com o LP “O Dinheiro não é Tudo, Mas é 100%,” desta vez perdendo para o LP “Cabeça Dinossauro”, dos Titãs.

Aproveito a oportunidade para trazer à luz um fato bizarro ocorrido aqui no Recife, Venérea Brasileira, quando o brega-cult Falcão, em 1993, amuntado no estrondoso sucesso de “I’m Not Dog No” (versão macarrônica de “Eu Não Sou Cachorro, Não”), do brega-porrada, Waldick Soriano, esteve no programa Super Manhã, Você Sabendo de Tudo, do comunicador da maioria Geraldo Freire e o saudoso parceiro, médico e radialista Fernando Freitas, para uma entrevista memorável.

Durante a programação, que foi um estrondoso sucesso de audiência, Geraldo Freire, mais escrachado do que Zé Rola Grande, um gramofoneiro líder comunitário de Chã de Alegria-PE, dirigindo-se ao brega-cult Falcão, não perdeu a oportunidade de alfinetá-lo:

– Falcão, como é que um LP tão bosta, tão merda como esse teve uma produção tão impecável e é um sucesso de vendas tão da porra?!

Ao que Falcão, escrachado, gozador, genial e bem humorado como sempre, respondeu na bucha para greia geral dos ouvintes:

– Para você ver, Geraldo, que até a bosta quando bem produzida, cheira!

Durante o mesmo programa uma fã do Alto da Foice perguntou a Falcão se ele não havia vertido “Eu Não Sou Cachorro, Não” para aquele inglês macarrônico para se amostrar perante os ingleses.

Sarcástico e bem humorado, Falcão respondeu na bucha:

– Não! Que havia vertido a obra-prima de Waldick Soriano para aquele inglês macarrônico para mostrar àqueles chifrudos britânicos que no Brasil havia um cantor romântico, compositor e poeta brega melhor do que o espalhafatoso Rod Stewart, o maior corno do Reino Unido, só perdendo para o Príncipe Charles, o corno de maior mau gosto do mundo, nas palavras precisas do gênio de Taperoá, Ariano Suassuna.

Semana antes da entrevista no Programa Super Manhã da Rádio Jornal AM, o Jornal do Commercio publicou uma matéria antológica, assinada pelo saudoso jornalista Herbert Fonseca, no Caderno C, página inteira: “Um Disco Impagável à Revelia da Mídia”, sobre o LP “Bonito, Lindo e Joiado,” que infelizmente se encantou antes do tempo previsto pela natureza, por meio de um suicídio aparentemente injustificável, coisa que a Psiquiatria até hoje não possui uma resposta plausível para essas tragédias pessoais.

Autor da biografia “Caetano – Esse Cara”, Editora Revan: 1993, o jornalista Herbert Fonseca não economizou adjetivos para exaltar a obra-prima do bardo Falcão que, junto com seu parceiro e comparsa Tarcísio Matos, abalou a estrutura da já combalida MPB com melodias, letras e arranjos cearensês de fazerem invejas ao maestro brega-corno norte-americano, Ray Conniff.

No mesmo ano, para a felicidade geral da falconete Eva Gina, espécie de Chupicleide secretária do hebdomadário Papa-Figo, editado por Emanoel Bione e José Telles, este colunista musical do Jornal do Commercio, publicou uma entrevista antológica com o bardo Falcão, caracterizando-o numa charge cheia de chifres na cabeça, com o título antológico: “Uma Entrevista Pra Corno Nenhum Botar Defeito”, onde o bardo cearense responde que “Só é Corno Quem Quer”, título de uma pérola de sua autoria e Tarcísio Matos, uma das faixas do LP Bonito, “Lindo e Joiado,” que, segundo Falcão na justificativa, vaticinou: “Tratado ontológico do bicho chifre que orna a caixa craniana de seres passionais e impassionais. Tentamos fazer um painel didático com todas as modalidades de cornagem que se tem notícia, bem como suas consequências mais imediatas. O primeiro chifre a gente nunca esquece!”

O dinheiro não é tudo, mas é 100%

COLUNA DO BERNARDO

DEU NO TWITTER