PROMOÇÕES E EVENTOS

DEU NO TWITTER

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

HEBER – JABOATÃO DOS GUARARAPES-PE

O STF é uma piada!

Barroso fala que nunca houve sinais de fraude nas eleições, claro, a partir do momento em que é impossível a recontagem dos votos, qualquer fraude jamais nada poderá ser comprovada.

A solução da impressão do voto (o eleitor só vê e não leva para casa) é uma ótima solução, mas seu Barroso afirma que o voto deixaria de ser sigiloso.

Agora vem a piada: o voto por celular!

Continua sem ser auditável.

Mais fácil acesso ao sistema pelos hackers.

Possibilita o controle do voto de um grupo de eleitores.

AUGUSTO NUNES

TERMO DE DECLARAÇÕES PRESTADAS POR RENAN CALHEIROS

Escalado para uma reportagem sobre a CPI da Covid, este colunista solicitou uma entrevista ao relator Renan Calheiros. A contraproposta chegou minutos depois: por sentir-se muito mais à vontade quando depõe em tribunais e delegacias, o senador preferia “aquela fórmula que vocês usaram com o Aécio Neves”. Assim se fez. O resultado foi o depoimento abaixo transcrito.

Aos oito dias de junho de dois mil e vinte e um, em São Paulo, às duas horas da madrugada, numa sala desta instância jornalística, compareceu José Renan Vasconcelos Calheiros, filho de Olavo Calheiros Novais e Ivanilda Vasconcelos Calheiros, com 65 anos de idade, natural de Murici, Alagoas, de cor branca, residente em Brasília, sabendo ler e escrever; aos costumes, disse nada; interpelado pelo signatário, declarou que, embora formado em Direito, é político profissional, filho de político profissional, irmão de políticos profissionais, tio de políticos profissionais, pai de político profissional e, se Deus quiser, futuro avô de políticos profissionais; que já exerceu os cargos de deputado estadual, deputado federal, ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso (que até hoje tenta justificar a escolha com a alegação de que ignorava as três ou quatro anotações no prontuário ainda em seu começo), senador e, por duas vezes, presidente do Senado; que só não se elegeu governador de Alagoas por ter sido atraiçoado pelo ex-inimigo, então amigo, depois novamente inimigo e hoje amigo Fernando Collor; que tem a sensação de ser meio governador depois que o filho Renanzinho foi eleito para o cargo; que a vocação política do clã é tanta que desde 1992 um dos seus irmãos e um dos muitos sobrinhos se revezam na prefeitura de Murici, e que o povo é tão agradecido aos Calheiros que resolveu em 2020 eleger prefeito e vice-prefeito dois sobrinhos do depoente; que só maledicentes de nascença ousam atribuir ao depoente e seus familiares o recorde altamente constrangedor registrado em 2016, quando se constatou que Murici tinha o pior IDH entre as centenas de municípios nos quais a tocha olímpica fez escala; que todos os habitantes honestos sabem que tal equívoco resultou da presença na cidade de uma multidão de desvalidos procedentes de vilarejos vizinhos, e que essa mesma afluência dos forasteiros em busca de diversão gratuita ou de empregos oferecidos pelo Eldorado sertanejo explica a versão divulgada pelo IBGE segundo a qual 60 por cento dos moradores de Murici são pobres ou miseráveis; que os 46 óbitos por covid-19 contabilizados pelo Ministério da Saúde até 15 de maio foram provocados não pela pandemia, mas pelo presidente que utilizou um vírus chinês como pretexto para estarrecer o país e o mundo com um genocídio muito maior que o Holocausto dos judeus na Alemanha nazista, já que Jair Bolsonaro é mais cruel que Adolf Hitler e um ministro como Eduardo Pazuello transforma em amador qualquer Hermann Goering (ou Góringui, na pronúncia do depoente); que não se considerou impedido de assumir o cargo de relator por ser pai de um governador suspeito de envolvimento no Covidão amparado na certeza de que Renanzinho é tão honesto quanto o genitor; que a CPI não deve perder tempo interrogando autoridades estaduais e municipais supostamente metidas em ladroagens que até podem ter ampliado o patrimônio dos larápios que existem em qualquer lugar, mas não mataram ninguém, em vez de caçar culpados alojados no outro lado da Praça dos Três Poderes; que, embora não pareça, trata com urbanidade e respeito todos os convocados, convidados ou intimados, sejam do sexo masculino ou fêmeas, democratas que se opõem ao capitão golpista ou fascistas irrecuperáveis, devotos da ciência ou negacionistas, e só perde a estribeira quando é afrontado por mentirosos compulsivos, pois sempre amou a verdade acima de todas as coisas; que pretende aproveitar as investigações para sepultar velhas falsidades, como a história do amigo lobista a serviço da empreiteira Mendes Jr. que pagou meses a fio o aluguel do apartamento e demais despesas de Mônica Veloso, com quem o depoente teve entre 2003 e 2004 um caso extraconjugal e uma filha, ambos atribuídos pelo senador quase cinquentão a um arroubo de jovem romântico; que, conforme explicou na época, acertou todas as contas com o dinheiro obtido como único comerciante da história da pecuária que comprava e vendia gado sem ser dono de fazenda, sítio ou chácara, obstáculo que superou vendendo tão rapidamente o que comprara que os rebanhos mudavam de proprietário já na chegada a Murici, o que dispensava o senador pecuarista de providenciar terra, água e pasto; que, ao contrário do que propagam jornalistas tendenciosos e adversários inclementes, está indiciado não em 17, mas em apenas 8 inquéritos no Supremo Tribunal Federal, onde jaz um processo em que figura como réu à espera da absolvição mais do que certa, porque considera os ministros do STF mais sábios e justos do que qualquer juiz de verdade; que o implante capilar produzido por numerosas sessões numa clínica da Bahia não custou um único centavo ao Congresso, que só patrocinou o avião e o combustível a que tem direito um senador da República; que sempre retribuiu essas gentilezas involuntariamente financiadas pelos pagadores de impostos trabalhando mais de 24 horas por dia, como aliás tem feito desde a posse na gerência da CPI; que tamanha dedicação aos interesses da pátria explica por que o relatório ficou pronto antes que as investigações tivessem início, e já na primeira sessão restou decidido quem é culpado e quem é inocente, mostrando ao povo que, se o presidente da República fosse um dos sete senadores que controlam a CPI, a vacinação dos brasileiros teria começado antes da descoberta da vacina; que não vê nada de mais na escolha de um campeão de inquéritos e processos para uma CPI tão relevante, já que o presidente Omar Aziz também foi acusado de envolvimento em casos de polícia, coincidência que facilita o entendimento entre duas vítimas de calúnias e infâmias; que tem dormido bem e bastante, o que não surpreende nenhum dos colegas, pois se portadores de fichas sujas atravessassem a madrugada acordados o Congresso brasileiro abrigaria a maior concentração de insones do mundo. Nada mais disse nem lhe foi perguntado.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LIANE MATTOSO – SANTO ANDRE-SP

Nobre editor:

Publique esta chamada no nosso jornal.

Vai ser amanhã.

A maior concentração de motos do mundo!!!!

Estarei na garupa enquanto meu marido Jaime irá pilotando.

Virão motoqueiros de toda a região e até mesmo de outros estados.

Muito obrigada!!!

DEU NO JORNAL

TUDO OU NADA

Luís Ernesto Lacombe

Eu descobri que incomodo. Não é motivo para constrangimento, embaraço, vergonha, muito pelo contrário. Simplesmente porque incomodo pessoas ruins, que se fingem de paladinos da democracia e da liberdade, que relativizam tudo, vestidas de hipocrisia, incoerência, mau-caratismo. Estão entregues ao mundo do crime, não têm respeito por nada estabelecido em leis, em códigos, em regras. E vão sempre se esgueirar na imundice, para tentar banir o contraditório.

Há tantos seres pequeninos, que adoram amordaçar, que aplaudem a censura, que festejam hackers, como os que invadiram, na última segunda-feira, o meu canal no YouTube… Uma ação mais do que criminosa, fétida. Publicaram imediatamente vídeos pornográficos, aguardando, com malícia e cinismo, os próximos movimentos.

O YouTube não demorou muito para encerrar o canal, devido a “violações recorrentes ou graves da política sobre nudez ou conteúdo sexual”, um texto padrão, disparado por uma máquina. Quando minha equipe detectou o problema, recorreu na mesma hora, sem poder evitar, no entanto, o terceiro movimento do plano asqueroso: a manipulação por grande parte da mídia das informações sobre o encerramento do canal.

As manchetes na “imprensa” pareciam feitas por um carimbo: “Canal de Lacombe exibe vídeo pornográfico e é removido pelo YouTube”, “Canal de Luís Ernesto Lacombe é derrubado por conter ‘nudez e conteúdo sexual’”, “Luís Ernesto Lacombe perde canal no YouTube após publicação de ‘conteúdo sexual’…” É assim que se arrasta o “novo jornalismo”, sem compromisso com a apuração das informações e muito compromisso… com narrativas.

Em cerca de 30 horas, o YouTube confirmou o ataque de hackers, e consegui recuperar meu canal, mas a guerra continua. A equipe de advogados e especialistas em tecnologia da informação que montei está providenciando a abertura de um inquérito criminal, para identificar a autoria do ataque. Muitas peças já foram encaixadas… Também vamos tomar as medidas cabíveis contra os veículos de comunicação e as pessoas que manipularam as informações sobre o bloqueio do meu canal.

Eu continuarei incomodando todos aqueles que me chamam de negacionista. Esses que tentam negar a quem pensa de forma oposta à sua a liberdade que querem para si e para os seus. Esses que só consideram democratas quem pensa como eles e que classificam de totalitário quem discorda deles e, apenas por isso, deve ser calado. Dividem assim o mundo, ainda que saibam, claro, que não há como fatiar a liberdade de expressão: ou todos têm ou ninguém tem.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

OSNALDO PEREIRA DE ARAUJO – BRASÍLIA-DF

FRIEDRICH NIETZSCHE SOBRE O SOCIALISMO

(Humano, Demasiado Humano: aforismo 473)

O socialismo é o visionário irmão mais novo do quase extinto despotismo, do qual quer ser herdeiro; seus esforços, portanto, são reacionários no sentido mais profundo.

Pois ele deseja uma plenitude de poder estatal como até hoje somente o despotismo teve, e até mesmo supera o que houve no passado, por aspirar ao aniquilamento formal do indivíduo: o qual ele vê como um luxo injustificado da natureza, que deve aprimorar e transformar num pertinente órgão da comunidade.

Devido à afinidade, o socialismo sempre aparece na vizinhança de toda excessiva manifestação de poder, como o velho, típico socialista Platão na corte do tirano da Sicília; ele deseja (e em algumas circunstâncias promove) o cesáreo Estado despótico neste século, porque, como disse, gostaria de vir a ser seu herdeiro.

Mas mesmo essa herança não bastaria para os seus objetivos, ele precisa da mais servil submissão de todos os cidadãos ao Estado absoluto, como nunca houve igual, e, já não podendo contar nem mesmo com a antiga piedade religiosa ante o Estado, tendo, queira ou não, que trabalhar incessantemente para a eliminação deste – pois trabalha para a eliminação de todos os Estados existentes -, não pode ter esperança de existir a não ser por curtos períodos, aqui e ali, mediante o terrorismo extremo.

Por isso ele se prepara secretamente para governos de terror, e empurra a palavra “justiça” como um prego na cabeça das massas semi-cultas, para despojá-las totalmente de sua compreensão (depois que esta já sofreu muito com a semi-educação) e criar nelas uma boa consciência para o jogo perverso que deverão jogar.

O socialismo pode servir para ensinar, de modo brutal e enérgico, o perigo que há em todo acúmulo de poder estatal, e assim instilar desconfiança do próprio Estado. Quando sua voz áspera se junta ao grito de guerra que diz o máximo de Estado possível, este soa, inicialmente, mais ruidoso do que nunca: mas logo também se ouve, com força tanto maior, o grito contrário que diz: O mínimo de Estado possível.

DEU NO TWITTER

PERCIVAL PUGGINA

A REAÇÃO DO VESPEIRO

Meus leitores, habituados a dedicar alguns minutos de seu tempo a estas ponderações, sabem que ideologias totalitárias e revolucionárias não se coadunam com o cristianismo cultural e, menos ainda, com o cristianismo em sua essência religiosa. Alguns filósofos do século XIX viram a fé religiosa como um lenitivo às amarguras da existência, enquanto outros, revolucionários, levaram essa ideia para o lado oposto. Passaram a ensinar que “a religião é o ópio do povo” e que a revolução exigia a derrubada de todo poder, fosse religioso, coroado, eleito ou financeiro.

A partir daí, a filosofia da destruição, lançou as bases de uma empreitada que se foi consolidando e já na segunda metade do século XX, esse trabalho alcançava êxitos infiltrando-se nos setores sociais (órgãos de imprensa, sindicatos, Igrejas, educação, cultura). De modo simultâneo com o desastre político e econômico dos totalitarismos, multiplicavam os sucessos da estratégia montada para derrubar os pilares da civilização ocidental. Seu objetivo permanente: reduzir a importância da família e do cristianismo na transmissão dos valores através das gerações. Mas vão além: da culinária ao clima, nada lhe escapa. Seus agentes são missionários de uma religião laica.

O desmanche do império soviético acabou sendo bom para os comunistas. Sumiu das vistas o mau exemplo que proporcionava e o Ocidente sentiu-se livre de suas até então piores ameaças. Até no extremo oriente, os países que ocidentalizaram suas economias e instituições, prosperaram, enquanto a mentalidade revolucionária ressurgia como pandemia, numa segunda onda, atacando as bases da civilização ocidental.

Aqueles que pressentiram o problema, entre os quais peço licença para me incluir, reconheceram a importância da vitória do exótico Trump em 2016 e viram com tristeza a roda do poder virar para a esquerda nas eleições de 2020. É nos EUA que mais fortemente se trava o combate pela preservação dos valores do Ocidente.

Em 2018, o Brasil assistiu o produto de um despertar. Veio tarde, mas não tarde demais. Nos dois ou três anos anteriores, a sociedade brasileira acordou para o despenhadeiro moral, social, político e econômico a que estava sendo conduzida. Entendeu o jogo de cena em que foi levada a optar entre dois partidos de esquerda, PT e PSDB. Um quarto de século entregue ao absoluto desleixo político de conservadores e liberais!

Nunca, na história de nossa república, um governante suscitou tão orquestrado clamor interno e externo como Bolsonaro. Se é verdade que a alguns desses clamores ele mesmo dá causa, também é verdade que as reações não guardam proporção com os fatos. O que todos vemos tem como único motivo ser, o Brasil, o grande baluarte em que um candidato com pauta não “progressista”, não revolucionária, fez 57 milhões de votos e derrotou a esquerda. Isso não é aceitável.

Eis o motivo pelo qual nosso país e seu governo estão sob ataque desse barulhento vespeiro que se sente ameaçado em suas posições. Ouça-o e verá que nada é lhe mais execrável, ninguém merece mais ser ferroado, do que o inimigo que tinham por destruído. Seja quem for, fosse quem fosse, sentado naquela cadeira que a esquerda tinha por propriedade sua, estaria sujeito aos ataques do mesmo vespeiro.