RODRIGO CONSTANTINO

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SEGUNDO O TCU, METADE MORREU DE CAGANEIRA

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O BAITOLA PEGANDO SOL

PERCIVAL PUGGINA

O PETISMO ENRUSTIDO DE FHC

As relações entre FHC e Lula produziriam excelente conteúdo para um drama recheado de conflitos shakespearianos.

Fernando Henrique atravessou muita avenida de braços dados com Lula em históricas manifestações. Durante a Constituinte (1987-1988), FHC liderava a bancada do PMDB e Lula a bancada do PT. FHC formou o MUP (Movimento pela Unidade Progressista), que seria a plataforma de lançamento do PSDB e juntos empurraram a Constituição para o lado esquerdo onde estamos até hoje atolados.

Em 1994, num encontro ocorrido em Princeton, combinaram a estratégia eficiente que manteria a esquerda no poder por um quarto de século. O destino agiu dentro do previsto e, logo após, colocou FHC no caminho de Lula. Quando, em qualquer confronto político com petistas, se configura essa situação, começa uma guerra.

No caso do conflito petistas x tucanos, a guerra foi claramente unilateral. Lula rosnava e FHC sorria. Lula atacava e FHC sequer se defendia. O MST invadia a fazenda de FHC e este não tocava no assunto. A gritaria petista contra Bolsonaro é como hora de recreio em escola infantil comparada com o berreiro que o partido armava contra FHC, fazendo dele, de modo permanente, o último pau de seu galinheiro. Ele era o cara da “privataria”, do “apê de Paris”, o fundador emérito da corrupção na Petrobras. No entanto, quando Lula foi preso, Fernando Henrique experimentou uma viuvez política.

Agora, olhos postos em 2022, num primeiro movimento, FHC se reúne com Lula e diz que o apoiará numa disputa contra Bolsonaro. Num movimento subsequente, pressionado pelo PSDB, diz que os tucanos terão candidato e que a afirmação anterior se aplica ao caso de esse candidato não chegar ao segundo turno. O remendo não funcionou. Estava de novo descredenciado e descartado o futuro candidato tucano, seja quem for, como aconteceu com José Serra e com Geraldo Alckmin.

FHC sempre viu Lula e o petismo como subprodutos de seu próprio projeto para o Brasil e para o continente. Há diferenças, por certo, entre ambos. A maior delas é de natureza psicológica. Lula gostaria de ter sido FHC e este gostaria de ter sido Lula. Aquele nutre indisfarçável sentimento de inferioridade em relação ao cacique tucano. Este se constrange com a própria formação acadêmica e gostaria de ter sido um líder popular. FHC trocaria tudo pela capacidade agitar as massas num comício de operários do ABC. Há um indiscutível pigarro petista enrustido nas falas, afeições e na alma do tucano.

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

O JBF NA MÍDIA NANICA DE BANÂNIA

Comentário sobre a postagem A POLÍTICA DA CIÊNCIA

Airton:

Nesta postagem, um assinante do jornal Estado de São Paulo, Aldo Consentino, escreveu:

“Teu artigo é digno de figurar em folhetins bolsonaristas, como o Jornal da Besta Fubana. Lá serás aplaudido de pé.”

Mais um ilustre leitor do JBF.

Só que enrustido.

* * *

Nota do Editor:

Os textos do colunista fubânico J.R. Guzzo são também publicados no Jornal da Cidade e no Estado de S. Paulo.

O comentário desse cabra chamado Aldo Cosentino foi feito no Estadão.

Conforme o print que me foi enviado pelo amigo e leitor Airton, foi isto o que ele excretou lá no jornaleco da grande mídia funerária:

Ou seja, o Jornal da Besta foi esculachado por uma besta que lê esta gazeta escrota.

E isto é um fato excelente!

Dependendo de quem  mete o pau, a cacetada vira elogio.

É este o presente caso.

Mas melhor ainda foram as respostas que dois outros leitores deram pra esse tabacudo do Aldo Consetino.

Vejam:

Em agradecimento a esta grande honraria, ser esculachado por um zisquerdista luloso, vamos botar o nosso estimado jegue Polodoro pra rinchar em homenagem a ele, um leitor estadiano que acessa o JBF.

Deu destaque a este folhetim na mídia nanica de Banânia e merece os nossos jumentícios agradecimentos.

Rincha, Polodoro!

DEU NO JORNAL

INTERROGADORES DEVIAM ESTAR NO BANCO DOS RÉUS

Alexandre Garcia

A CPI da Covid está em uma encruzilhada. Os senadores ainda não conseguiram nada e estão fazendo o maior fiasco. Teve até parlamentar dizendo que uma das médicas, que se revelou uma impostora, era um feixe de luz.

O ministro da Saúde, Marcelo Quiroga, terá que explicar porque convidou Luana Araújo para trabalhar na pasta já que não havia nenhuma razão para colocá-la em um cargo tão importante.

Imagina se aparecer um depoente da CPI da Covid que comece a interrogar Omar Aziz e o questione sobre a esposa e os irmãos deles terem sido investigados em 2019 por desvios na saúde.

Ou então pergunte a Renan Calheiros acerca do andamento dos processos que ele responde no STF. Ia ser uma festa. Eu não sei como, em uma CPI, pessoas que deveriam estar no banco dos réus são os interrogadores. É uma inversão de valores.

* * *

Mercado ignora a CPI

Os membros da CPI da Covid estão esquecendo do Brasil. Eles estão fazendo uma festa durante as sessões, chega até a parecer um circo. É ridículo e hipócrita. Mas o Brasil real é mais vigoroso que isso e já isolou a CPI.

Vendo as análises do mundo financeiro e do mundo de mercado de capitais que a Comissão não tem mais importância. O que conta para o mercado são os 130 mil pontos que o índice Bovespa atingiu e as previsões de 5% de crescimento do PIB e o vigor da economia brasileira que está surpreendendo o mundo.

O problema é que alguns ficam em uma bolha e esses certamente não vão se queixar de terem sido surpreendidos porque definharam e estão cada vez mais diminuindo a sua clientela e seu faturamento.

* * *

Resistência à Copa América é mimimi

O torneio de Tênis de Roland Garros, em Paris, está acontecendo. Em Indianápolis (EUA) as arquibancadas estavam lotadas para assistir a Fórmula Indy. Mas aqui no Brasil está se discutindo a realização ou não da Copa América.

Mas o Brasileirão está acontecendo. Além disso, o torneio não terá público. Eu não entendo. Não é apenas hipócrita, é ridículo se posicionar contra a realização da Copa América no mês que vem.

Quem é contrário ao acontecimento vai se desgastando. Porque quem não pensa dessa forma olha isso e acha graça porque não tem a mínima credibilidade e parece criança manhosa de mimimi.

ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

A SAUDADE NOS VERSOS DOS POETAS POPULARES

Quando a saudade cutuca
Meu peito devagarinho
Eu fico numa sinuca
Mas procuro teu carinho
Depois te deixo voar
Pois não prendo passarinho.

Dalinha Catunda

Saudade tem de dois jeitos:
Uma nasce, a outra não.
Uma se cria na terra
E a outra no coração;
A da terra não maltrata
E a outra maltrata e mata;
Conforme a dor da paixão.

Leonardo Bastião

Saudade é um sentimento
Que dói no fundo da alma,
Mas é chegado o momento
Que a dor terrível se acalma
Se ameniza o sofrimento,
Voltanto o amor, se espalma.

Walmar Coelho

Machuca velho e menino
Sem dó e sem piedade
Assassina impiedosa
Com traços de crueldade
Triste de quem nesta vida
Carrega essa ferida
Denominada saudade.

Tiago Monteiro

A saudade é mais antiga
Que a invenção da roda
Ao mesmo tempo é moderna
Porque nunca sai de moda
Saudade é bicho danado
Não mata, mas incomoda.

Iponax Vila Nova

GUILHERME FIUZA

A COPA E O CAPO

Renan Calheiros disse que a Copa América é o campeonato da morte. Alerta importante. Como já notou qualquer um que acompanha o noticiário nacional, hoje a principal referência científica no país é Renan Calheiros. Os brasileiros estavam perdidos em meio à pandemia até aparecer o oráculo das Alagoas para dar-lhes o norte (e o sul, o leste e o oeste). O que ele por ventura não saiba (o que é raríssimo) aquela médica-cantora que fez um sensacional dueto com ele na CPI explica em uma frase. Isso é o bom da ciência moderna: não tem muita conversa, é tudo pá-pum.

No que viu o farol iluminista de Renan Calheiros apontado para as trevas da Copa América, Tite já se posicionou. Como se sabe, o técnico da seleção brasileira é simpatizante de Lula, que por sua vez é unha e carne com Renan – ou seja, tudo dentro da ciência. O técnico foi logo dizendo – na véspera do jogo do Brasil nas eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo – que havia um ruído e os jogadores estavam na dúvida se jogariam o outro torneio. Como se vê, existem Américas e Américas.

Os reis da empatia (alguns pronunciam empatite) logo se eriçaram e se levantaram contra o campeonato da morte. O país tem jogos internacionais de três competições futebolísticas, todas sem público e com rigoroso protocolo sanitário para atletas e delegações, conforme previsto para a Copa América, mas se o Renan Calheiros alertou não dá para titubear. Fora Copa América.

(O Brasil é sede de um torneio internacional de vôlei, mas se o Renan não disse nada até aqui, tá limpo. Podem jogar, narrar, assistir e vibrar numa boa. Segurança é tudo.)

Tem também o campeonato de ônibus lotados, vagões apinhados, estações aglomeradas e todo o torneio diário de muvuca nos transportes públicos promovidos por governadores e prefeitos de todo o país, mas disso o pessoal da empatite ainda não falou. Como a médica-cantora também não disse nada, depreende-se que está tudo bem. Ufa. Não é fácil seguir a ciência ao pé da letra.

Sempre tem os mais desconfiados que ficam lendo e relendo a Bula de Calheiros para si mesmos, envenenados por aquela velha mania de querer uma segunda opinião. Sem problemas. É só perguntar ao Omar Aziz. Ele é cercado por gente que entende tudo de saúde, segundo a Polícia Federal. Ainda não está satisfeito? Quer uma terceira opinião?

Não se aflija. Pergunte ao Randolfe. Mas se ainda assim você continuar perguntando de onde vem a autoridade desse trio de ouro em matéria de medicina, não restarão dúvidas: você é um ignorante que não lê jornal nem vê televisão. Está tudo lá, e nunca uma agência de checagem desmentiu o bando – ops, a junta médica.

E bota junta nisso. Eles quase juntaram a doutora Nise Iamagushi, faltou pouco para a delicada oncologista levar um safanão do grande Omar Aziz, incomodado justamente com tanta delicadeza. Ele foi muito claro: não estava suportando a voz suave da médica de 62 anos. Está certo, o companheiro Omar. Suavidade irrita mesmo. E ela, de forma acintosa, continuou falando suavemente. Deu sorte que o Omar e o Renan não mandaram algemar. Em defesa da vida e da ética eles são capazes de tudo.

A complexidade da ciência é assim mesmo. Às vezes você chega a ter a sensação de estar num campo de várzea assistindo a um clássico do crime, daqueles em que a qualquer momento o zagueiro pode mandar chumbo no atacante, mas são só as ilusões do empirismo. Não se faz omelete sem quebrar os ovos e não se faz ciência sem quebrar uns ossos. E não se esqueça: perigosa é a Copa América.