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RODRIGO CONSTANTINO

RENAN CALHEIROS TRAÇA PARALELO DA GESTÃO FEDERAL NA PANDEMIA COM O NAZISMO

A “capitã cloroquina” é assim chamada por quem politizou ao extremo um remédio, e luta para demonizar os milhares de médicos do mundo todo que defenderam algum tratamento imediato possível nessa pandemia. Tudo para atingir Bolsonaro.

A Dra. Mayra Pinheiro abriu sua fala na sessão da CPI circense se apresentando, e precisou de uns cinco minutos só para ler seu currículo. É quase o mesmo tempo que o relator Renan Calheiros precisaria para ler a quantidade de inquéritos em que é denunciado.

Essa tem sido a marca registrada dessa CPI até aqui: gente séria e trabalhadora sendo intimidada por vagabundos de olho nas eleições. Claro que não seria diferente com a presença da primeira especialista que, de fato, atuou no front do campo de batalha contra essa maldita doença.

A sessão está acontecendo neste momento, mas o começo já foi suficiente para embrulhar o estômago de todos. A máquina de triturar reputações foi ligada e vão tentar desqualificar a médica, o que era esperado. Mas o relator foi além: abriu sua fala mencionando o famoso julgamento de Nuremberg, contra nazistas!

O senador Fernando Bezerra se irritou e chamou de absurda a analogia, e Renan alegou que não fazia um paralelo direto. Logo depois, porém, ele fez exatamente isso. “Não podemos dizer que houve um genocídio, ainda, mas há semelhanças assustadoras”, afirmou o relator.

A Folha de SP resolveu dar palanque para esse mesmo Renan Calheiros, que vem sendo tratado como alguém muito sério pela imprensa em geral. Ele usou o espaço para acusar o governo de “negacionista”. Não bastasse o palanque da CPI circense, o jornal estende o tapete vermelho ao seu relator, o palhaço-mor. Ah é, a mídia em geral também é um circo!

Não há como concluir algo diferente: trata-se de um vagabundo mesmo esse senador lulista!

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

LEMBRANÇAS – Gilka Machado

Teus retratos – figuras esmaecidas;
mostram pouco, muito pouco do que foste.
Tuas cartas – palavras em desgaste,
dizem menos, muito menos
do que outrora me diziam
teus silêncios afagantes…
Só o espelho da minha memória
conserva nítida, imutável
a projeção de tua formosura,
só nos folhos dos meus sentidos
pairam vívidas
em relevo
as frases que teu carinho
soube nelas imprimir.

Sou a urna funerária de tua beleza
que a saudade
embalsamou.

Quando chegar o meu instante derradeiro
só então, mais do que eu,
tu morrerás em mim.

Gilka da Costa de Melo Machado, Rio de Janeiro-RJ (1893-1980)

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

HEBER CRUZ – MANAUS-AM

Deu na Folha Seca:

“Morena Tropicana, distraída, tira selfie no banheiro e acaba flagrando Lula dentro do seu vaso sanitário”.

A CPI da Covid-19 agora não tem mais nenhuma dúvida que a Cloroquina além de não servir como tratamento precoce contra covid, causa transtorno mental.

A bela está em pânico depois do ocorrido, não sabe se puxa a descarga ou chama os Bombeiros.

A família aconselhou ela a recorrer ao STF, tendo em vista ser a única instituição brasileira que resolve qualquer parada.

Essa notícia foi um patrocínio do Laxante Mendes.

O único Laxante que já vem com papel.

Pela sua eficácia rápida, recomendamos tomar o Laxante sentado no vaso sanitário.

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SETE TORTURANTES MINUTOS

O vídeo que o ator global Marcos Caruso fez da “motociata” foi um dos mais vistos nas redes.

“Não para, não para. Faz 7 minutos que esta merda tá aqui sem parar”, disse.

Ele estava se referindo à manifestação dos apoiadores do presidente Bolsonaro.

* * *

Dou toda razão ao global Marcos Caruso.

Foi uma merda mesmo.

Além da poluição visual, um monte de motocicletas feias e de modelos decadentes bagunçando a orla carioca, teve também a poluição sonora. 

Um barulho ensurdecedor de buzinas.

E teve também o quadro horrível formado pelas cores verde e amarelo das bandeiras carregadas por alguns dos manifestantes.

Isto sem falar na poluição política, traduzida no apoio a um ditador genocida e nazi-facista.

É de fazer pena a lancinante gritaria do artista Marco Caruso na base do “Não para, não para”

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

COLUNA DO BERNARDO

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COMANDANTE SUPREMO DAS FORÇAS ARMADAS

Alexandre Garcia

O general Eduardo Pazuello vai responder a um inquérito administrativo no Exército. O objetivo é descobrir se ele transgrediu o regulamento disciplinar da instituição ao participar da manifestação de apoio ao presidente Jair Bolsonaro que aconteceu no domingo (23), no Rio de Janeiro.

O ex-ministro estava pilotando uma moto e com vestes civis. Ele chegou na Vila Olímpica, na Barra da Tijuca, com o capacete embaixo do braço e de máscara. Ele recebeu aplausos como se fosse um novo ídolo popular.

Isso se deu depois da atuação de Pazuello nos dois dias de depoimento na CPI da Covid no Senado. Ele chegou até a fazer um senador gaguejar e outro tremelicar. Obviamente os parlamentares não conseguiram arrancar dele o que imaginavam.

Agora estão pensando em convidá-lo novamente para depor mais uma vez na comissão para ver se retiram alguma informação nova. Mas o que se viu durante a CPI foi o preparo do general e as emoções dos senadores que os atrapalharam.

Eu acho que no fundo o Exército irá examinar se era uma manifestação de apoio político ou uma manifestação de apoio ao comandante supremo das Forças Armadas. Pazuello terá a oportunidade de se defender, é claro.

* * *

Bolsonaro no Equador

Bolsonaro participou da posse do novo presidente do Equador, Guillermo Lasso, nesta segunda-feira (24). Ele se posiciona como conservador e de direita. Lasso derrotou o candidato de esquerda que era apoiado pelo ex-presidente Rafael Correa.

Correa, que era amigo de Lula, Nicolás Maduro, de Chavez, dos Castros e de Evo Morales, está refugiado na Bélgica senão estaria preso no Equador por corrupção.

Bolsonaro foi à posse porque se trata de um presidente latino-americano com o mesmo pensamento ideológico que o dele.

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STF mais confunde do que explica

O Supremo Tribunal Federal está julgando se a delação premiada de Sérgio Cabral é ou não válida. O ex-governador entregou ministros do Tribunal de Contas da União, do Superior Tribunal de Justiça e até um ex-presidente do STF.

Curioso é que os ministros parecem estar julgando duas coisas ao mesmo tempo e por isso é sempre muito confuso acompanhar as decisões e ações do STF.

O placar no momento é de três a dois contra a validação da delação de Cabral e a possibilidade de a Polícia Federal fechar futuros acordos sem a participação do Ministério Público. Outros dois votaram no sentido de que a delação de Cabral não vale, mas a PF pode sim firmar novos acordos de colaboração sem o MP.

A Corte entra em contradição com esse placar parcial. Afinal, por duas vezes o Supremo não recorreu ao Ministério Público quando deveria. A primeira vez no famigerado inquérito das fake news, quando o STF foi vítima, instaurou o inquérito, julgou o processo e mandou prender os envolvidos. A segunda vez foi na semana passada quando o MP não participou da decisão de homologar um mandado de busca e apreensão na casa do ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente.

O maior perigo é que o Supremo considere a Constituição algo relativo e tome decisões de acordo com as circunstâncias. Isso é terrível. As liberdades não devem se basear nas circunstâncias.

Entre essas liberdades estão o direito de ir e vir em tempos de paz; o direito de reunião sem armas; a casa é o asilo inviolável do indivíduo; são inadmissíveis no processo provas obtidas ilegalmente; é garantida a liberdade de opinião e comunicação sem censura. Isso não deve ser