RODRIGO CONSTANTINO

POR QUE BOLSONARO PRECISA DAS RUAS?

Jair Bolsonaro tem participado de eventos públicos, como aconteceu com a “motociata” este fim de semana. Milhares de motociclistas passearam pelas ruas de Brasília num ato de demonstração de apoio ao presidente.

A mídia, como de praxe, fica numa encruzilhada: ou diz que tinha pouca gente, e que portanto Bolsonaro não tem forte apoio, ou alega que o presidente promove aglomeração irresponsável, quando as imagens impressionantes impedem a narrativa de fiasco. É esse o dilema da imprensa hoje:

A “problematização” de um simples passeio de moto demonstra como a imprensa está desesperada. Trata-se da mesma imprensa, afinal, que conseguiu criar caso com a simples recomendação de vitamina D pelo presidente. E é também a mesma imprensa que passa pano para manifestações violentas promovidas pela esquerda radical. O cineasta Josias Teófilo sintetizou o duplo padrão bizarro dessa gente:

A deputada Carla Zambelli resumiu: “Já aprendemos com a esquerda que: – Tomar leite é nazismo. – Nadar na praia é fascismo. – Andar de moto é fascismo. Mas, quando Maduro e Daniel Ortega metralham manifestantes na rua, isso não tem NADA a ver com o comunismo, mesmo que Marx e Engels tenham pregado a violência!”

A mineira Barbara, do canal “Te Atualizei”, em resposta a este comentário, foi direto ao ponto: “Eu explico: Do momento onde a mídia manipula o desejo da população, dizendo que o governo está afundando em popularidade, que Lula ganha no primeiro turno, que quem se manifesta na internet é robô; só nos resta produzir uma prova física de que ‘eles mentem’. Espiral do silêncio NÃO”.

Esse ponto é fundamental aqui. A mídia, mais falsa do que uma nota de três reais, vive de narrativas com o intuito de derrubar Bolsonaro. Por isso o corrupto comunista Lula já vem sendo normalizado, e seus assessores de imprensa disfarçados de jornalistas o chamam até de “democrata” ou “moderado”. As pesquisas igualmente falsas colocam o ex-presidiário como favorito. E Bolsonaro estaria vendo sua popularidade derreter…

É por isso que seus apoiadores provarem o contrário nas ruas é tão importante. É uma forma de expor a canalhice de boa parte da imprensa militante. O público vai acreditar no DataFolha ou no que seus olhos enxergam nas redes sociais? Que outro presidente conseguiu colocar tanta gente nas ruas no meio de um mandato? Que adversário seu seria capaz de colocar a metade, um terço ou mesmo a décima parte nas ruas hoje?

Diante desse quadro, bate desespero e a turma parte para a acusação de irresponsabilidade por gerar aglomeração. Repetem ainda que os adversários não lotam as ruas por prudência e respeito à ciência, o que é patético. São os mesmos que cumprimentam uns aos outros com soquinho e de máscara só quando há câmeras da TV, e logo depois relaxam de volta ao natural. Doria em Miami, Duda Paes no Rio, Mandetta no bar ou Randolfe Rodrigues passeando:

O companheiro de Maduro, aliás, vem fazendo um papelão na CPI que ajudou a criar, ignorando que seria considerado um “negacionista” pelo próprio critério. Antes da CPI, o senador Randolfe Rodrigues chegou a propor condecoração a médicos que desenvolveram tratamento precoce à base de hidroxicloroquina e ivermectina. Em uma live para o Facebook, no dia 9 de julho de 2020, o senador destacou o trabalho feito pelos profissionais de saúde.

Tudo na esquerda é fake, dissimulado, planejado para ludibriar o público. Mas este cada vez cai menos nessas ladainhas, nesses truques, em boa parte graças às redes sociais. Por isso a esquerda quer controlar esse espaço também, e por isso quer evitar mais transparência nas urnas. Eis como um jornal carioca deu a notícia sobre o esforço da deputada Bia Kicis em promover o debate sobre voto auditável:

Desinformação uma ova! A parlamentar tem direito a essa verba para promover suas atividades parlamentares, até em transparência para com seu eleitor. Enquanto isso o TSE gasta dinheiro público usando Barroso como garoto-propaganda para enganar que temos o sistema mais seguro do mundo, e a imprensa aplaude.

Repito: restou à esquerda hoje distorcer todos os fatos, com a cumplicidade de boa parte da imprensa. Tudo para derrotar Bolsonaro. É por isso que uma narrativa absurda dessas do ex-petista Molon é repetida ad nauseaum por aí, sem qualquer pudor:

Será que o deputado esteve em coma nas últimas três décadas? Pois é. É puro desespero, e se depender apenas da imprensa esse tipo de mentira passa. Daí a importância de Bolsonaro ir às ruas com seus apoiadores esfregar na cara da militância que há, sim, forte apoio ao seu governo ainda.

Mas é preciso saber aceitar a derrota também, reconhecer quando não há mais nada a fazer, quando o outro lado venceu. Agora já era para Bolsonaro. Além de Lula, temos Xuxa, Casagrande e o imitador de focas todos unidos contra Bolsonaro.

É gente, esqueçam a multidão nas ruas. Acabou! Ou assim nossos jornalistas gostariam que fosse verdade…

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

UMA RODA DE GLOSAS

Mote desta colunista:

Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Quando sinto que a tristeza
Se avizinha do meu peito
Na danada dou meu jeito
Pra isso tenho destreza
Busco no canto a leveza
Para os males espantar
Quem quiser pode chegar
Que esse canto é de união
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Dalinha Catunda

Eu voltei a ser criança
Brincando pela varanda
Numa roda de ciranda
Gostei daquela festança
Entrei de cara na dança
Comecei rodopiar
Formamos um belo par
Dando volta no salão
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Araquém Vasconcelos

Peguei na mão de Ritinha
Que pegou na de Alcinete
Lindicassia, bem coquete,
Segurou a de Dalinha
Enxerida entrou Bastinha
Seguiram a requebrar
Sempre a rodar,a rodar
No ritmo da emoção:
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Bastinha Job

Na ciranda desta vida
Volta e meia sempre dou
Se as amigas vêm, eu vou
Se não vêm, fico sentida
Se Maria Aparecida
Ou de Lourdes me chamar
Largo tudo e vou dançar
Pra tristeza eu digo não
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Creusa Meira

O zabumba toma a guia
Dá balanço o chocalho
Já se ouve um farfalho
Vai subindo uma agonia
O salão se contagia
Todos querem rebolar
E o desejo de dançar
Tem a força de um vulcão
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Giovanni Arruda

Vou brincar nesta ciranda
Abra a roda por favor
Vou girando como for
Meus passos só Deus comanda
Pus nos cabelos lavanda
Quando o vento arrepiar
Cirandeiros vêm cheirar
Com grande satisfação
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Dulce Esteves

Deixe a rotina de lado
Saia de dentro de casa
Se divirta, extravasa,
Vá prum forró arrochado
Requebre bem apertado
Dance a noite sem parar
Com molejo a peneirar
Dando voltas no salão
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Joabnascimento

Nas noites alvissareiras
Nas festas de São João,
Eu fazia agitação
Dançava nas brincadeiras
Salão cheio de bandeiras
O sanfoneiro a tocar
Fazendo casais rodar
Em geral a animação
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Jairo Vasconcelos

Agradecer cada dia
A alegria de viver
E fazer por merecer
Saúde, paz e harmonia
Bom mesmo é a euforia
Rime se quiser rimar
Cante se quiser cantar
Diga não a solidão
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Francisco De Assis Sousa

Pesquisei nossa Ciranda.
É na Cantiga de Roda,
Que ela nunca cai de moda.
É cantiga que sempre anda
Nos festejos de varanda.
Em rodas para dançar,
Em festejo popular.
Na roda, uns vêm outros vão.
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Rosário Pinto

Pra quem gosta de ciranda
E dançar na luz da lua
Vem ser meu e serei tua
No toque de qualquer banda
Pois é a gente quem manda
A poeira levantar
Vamos ver o sol raiar
No batuque do coração
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Vânia Freitas

Em tempos de pandemia,
Só mesmo fazendo festa.
A jogada agora é esta:
Em casa, ter alegria,
Cantar e fazer poesia,
Um Studio improvisar,
Uma live organizar,
Numa bela animação,
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Chica Emídio

A ciranda move a vida
a vida gera cultura,
é alegria segura
é brincadeira aguerrida.
A cadência é divertida
quem tá fora quer entrar,
com garra pisotear
com desmedida paixão.
Pegue aqui na minha mão
Vamos juntos cirandar.

Fátima Correia

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ATUALIZANDO OS RECORDES

* * *

Alessandro Molon esqueceu de acrescentar que Bolsonaro estava passeando de moto no Rio de Janeiro quase sozinho, praticamente sem ninguém.

Se tivesse umas 20 cabeças de gado com ele ontem, era muito. 

É só olhar as imagens que estão na internet.

E mais: segundo o UOL, Bolsonaro estava sem máscaras, sem cinto de segurança e sem cuecas!

Esta postagem aí de cima, realista e que contém a mais pura verdade em todos os itens listados, foi feita por um deputado federal.

Um deputado federal do Partido Socialista Brasileiro, eleito por Minas Gerais.

É isso aí!!!

A marcha do socialismo passa por cima e arrasa as encenações do Genocida, o presidente mais impopular desde que foi proclamada a república.

Viva o Socialismo!

Abaixo a ditadura nazi-fascista!

A PALAVRA DO EDITOR

PARA ALEGRAR A NOSSA SEGUNDA-FEIRA

Recebi um excelente vídeo hoje pela manhã.

Foi mandado pelo zap por um amigo meu.

Uma bela jovem interpretando a música “Hora do Adeus”, acompanhada por um excelente conjunto de forró pé-de-serra.

Lá no meio do sertão!

Esta foi uma letra inspirada e comovente que o talentoso compositor caruaruense Onildo Almeida fez especialmente pra Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

Pena que não tenha o nome da moça que faz a interpretação.

Quem souber, informe aqui pra mim, por favor.

A seguir, o vídeo que o meu amigo me mandou e, em seguida, a gravação original com Luiz Gonzaga.

Uma excelente semana pra toda a comunidade fubânica.

* * *

Nota do Editor:

Segundo informação do leitor Beni Tavares, a cantora é a pernambucana Michele Andrade.

Vejam o canal dele no Youtube clicando aqui.

Gratíssimo pela informação, meu caro.

* * *

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PERCIVAL PUGGINA

AQUARELA DO BRASIL

Telefonou-me o amigo jornalista Júlio Ribeiro, que apresenta o Boa Tarde Brasil na Rádio Guaíba de Porto Alegre. “Puggina, qual tua música brasileira preferida?”

A resposta estava na ponta da língua, mas eu precisava reler a letra e, nas horas seguintes, viajar em memórias e em reflexões sobre o desastre cultural brasileiro. “Aquarela do Brasil”, foi nome que, por WhatsApp, enviei ao Júlio pouco depois. Talvez mais do que nunca, em tempos de tamanho desamor ao Brasil, o samba sinfônico de Ary Barroso vale por um manifesto.

Em duas ocasiões, jantando no exterior com minha mulher, noite romântica, música de fundo, aconteceu de ouvirmos os primeiros acordes de Aquarela do Brasil se difundirem pelo sistema de som ambiental. Aos poucos, as vozes foram calando, o silêncio se impondo reverente e os rostos se abrindo em sorrisos. Logo, todos marcavam compasso, balançavam os corpos numa celebração da brejeirice que é marca da cultura popular brasileira. Momentos de arrepiar, para um brasileiro “fora da base”.

A obra de Barroso fala do muito que maldosamente nos foi tomado depois. Há nela um saudável amor ao Brasil que se reforça (Brasil brasileiro), nação mestiça, do samba, do amor e de nosso Senhor.

Brasil meu Brasil brasileiro
Mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de nosso Senhor

Não se envergonha da história, mostra o multiculturalismo, venera a mulher.

Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o Rei Congo no congado
Canta de novo o trovador
A merencória à luz da Lua
Toda canção do seu amor
Quero ver essa dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado

E canta as maravilhosas dádivas com que a Criação obsequiou esta porção do planeta.

Esse coqueiro que dá coco
Oi onde amarro a minha rede
Nas noites claras de luar
Por essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
Onde a Lua vem brincar
Oh esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil brasileiro
Terra de samba e pandeiro

Perdoe-me o leitor, mas que saudade me dá! E que tristeza me causa saber que hoje, brasileiros promovem mundialmente preconceitos e boicotes contra o Brasil; saber que amor à pátria é considerado defeito de caráter, mediocridade política e fanatismo “de direita”; que o desprezo à nossa história e origem é cultivado em salas de aula por professores que coletam o lixo histórico para construir narrativas que a tanto levam. Quem vive politicamente de gerar preconceitos internos não tem escrúpulo em criar preconceitos externos contra o próprio país. E faz isso.

Estaremos (estivemos?) mais bem servidos por apátridas bandeiras vermelhas? Parece que o novo presidente dos EUA sinalizou o caminho das rupturas ao autorizar o hasteamento da bandeira do orgulho gay ao lado da “Stars and Stripes”, como se uma bandeira nacional não fosse de todos e precisasse de anexos.

A divisão de um reino contra si mesmo, nas palavras de Jesus em Mateus, faz com que esse reino não subsista. Como nos é oportuno tal ensinamento!

Faça um bem a si mesmo. Depois de ler este artigo, ouça Aquarela do Brasil e assuma consigo mesmo o amável compromisso que ela inspirará.

* * *

A primeira gravação de Aquarela do Brasil, com Francisco Alves, em 1939

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ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

A FLORA NOS VERSOS DOS REPENTISTAS

Papai achava esquisito
Quando numa roça eu ia
Cortava um jerimum verde
Na sombra passava o dia
Só desenhando boneco
Da casca da melancia.

Sebastião Dias

Admiro o grão de milho
Que cresce, nasce e pendoa
Depois é uma boneca
Que parece uma pessoa
Quando cair o cabelo
Pode quebrar que tá boa.

João Paraibano (1953-2014)

O homem faz uma flor
Com a sua inteligência
Porém não é como a flor
Do jardim da providênciaé
Porque não bota três coisas:
Pétala, beleza e essência.

Jomaci Dantas

Depois que o feijão enrama,
A roça vira um pomar;
O pé de milho parece
Um soldado militar;
A espiga é a pistola;
Só falta a mão pra pegar.

Ismael Pereira

Eu admiro o coqueiro
Que a natureza criou,
Que a palha foi lá pra cima
E o cacho dependurou,
Com a quenga cheia d’água
Sem saber por onde entrou!

Antônio Nunes de França (1938-2018)

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