A PALAVRA DO EDITOR

UMA MULTIDÃO ASSOMBROSA

Para revidar a gigantesca manifestação do última dia 15, sábado passado, em favor do Presidente Bolsonaro, os zisquerdistas daqui do Recife deram o troco certo.

Ontem, domingo, fizeram um evento piramidal, gigantesco, assombroso, bem maior e mais expressivo que aquele promovido pelo gado do genocida lá em Brasília.

Com o lema “Fora, Bolsonaro”, mobilizaram uma multidão que deixou entupido, com muito mijo e merda, os banheiros químicos instalados no local para uso dos turistas.

Foi no bairro do Recife Antigo, na histórica Praça do Marco Zero.

Vejam que coisa fantástica:

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COMENTÁRIOS SELECIONADOS

UM EDITOR AMOSTRADO E INXIRIDO

Comentário sobre a postagem CACHAÇA E VODCA

Boaventura Bonfim:

Quem vê assim o Berto, com essa fala e esse jeitão nordestinos, pode pensar que ele é uma pessoa comum.

Mas não o é!

Berto é “avis rara”.

Como podemos constatar, Luiz Berto é escritor de mancheia, reconhecido internacionalmente.

Acabo de abrir um pacote, com importante compra feita na Editora Bagaço (Bagaço Design Ltda.), contendo dois livros de autoria do grande Luiz Berto: “O ROMANCE DA BESTA FUBANA”, 4ª Edição, Recife, 2019; e “A Guerrilha de Palmares”, Recife, 2016.

Já os coloquei na primeira fila dos livros de minha cabeceira.

Parabéns, Berto!

Parodiando aquele seu velho amigo radialista nordestino, digo-lhe: você é um monstro sagrado da literatura brasileira.

Um forte abraço do amigo cearense.

* * *

Nota do Editor:

Dei destaque a este comentário com duas finalidades.

A primeira foi pra me amostrar e bancar o inxirido.

Fiquei ancho que só a peste com a generosa apreciação do estimado leitor Boaventura Bonfim!

Me botou lá nas alturas. Nas mesmas alturas em que ficou o meu astral.

E a segunda intenção foi fazer um comercial dos meus livros.

Todos os meus títulos podem ser adquiridos na página da Editora Bagaço, via internet, com toda tranquilidade e segurança.

Tudo baratinho, baratinho.

Para acessar a página da Editora Bagaço, clique bem em cima do fucinho da linda imagem abaixo:

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

REFLEXÃO – Gilka Machado

Há certas almas
como as borboletas,
cuja fragilidade de asas
não resiste ao mais leve contato,
que deixam ficar pedaços
pelos dedos que as tocam.

Em seu vôo de ideal,
deslumbram olhos,
atraem as vistas:
perseguem-nas,
alcançam-nas,
detem-nas,
mas, quase sempre,
por saciedade
ou piedade,
libertam-nas outra vez.

Ela, porém, não voam como dantes,
ficam vazias de si mesmas,
cheias de desalento…

Almas e borboletas,
não fosse a tentação das cousas rasas;
– o amor de néctar,
– o néctar do amor,
e pairaríamos nos cimos
seduzindo do alto,
admirando de longe!…

Gilka da Costa de Melo Machado, Rio de Janeiro-RJ (1893-1980)

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO JORNAL

MANIFESTAÇÕES NÃO GANHAM O DEVIDO DESTAQUE

Alexandre Garcia

Eu pouco vi sobre a manifestação pró-governo no final de semana no jornal. Mas eu pude ver a chegada dos caminhões a meia noite de sexta-feira (14) para sábado (15), fiquei arrepiado. Eram centenas deles, uma fila que não terminava nunca.

No movimento ligado ao agronegócio teve gente que viajou dois dias seguidos pela via Brasília. Também participaram apoiadores do governo que queriam a aprovação do voto auditável e outros que queriam reforçar a autorização de poder para o presidente (é o povo, de onde se origina o poder, querendo entregá-lo ao chefe do Executivo) para que ele faça o que acha necessário.

Chegaram a me perguntar quantas pessoas tinham na manifestação, eu calculo que em torno de 100 mil pessoas, incluindo brasilienses e originais de outros estados. Foi uma senhora manifestação.

Os agropecuaristas representam a segurança alimentar e das contas externas do país. Eles têm muito poder e não estão pedindo nada, eles só foram dar apoio e autorização de poder a Bolsonaro. Além disso, levaram 50 mil quilos de alimentos para o Programa Pátria Solidária que faz distribuição de comida para pessoas em situação de necessidade.

Teve todo um significado. Bolsonaro foi até os manifestantes para comer churrasco, andou a cavalo junto com os ministros de Estado, subiu no carro de som e caminhou com seus apoiadores. Foi um dia memorável.

Alguns apoiadores depois vieram falar comigo e disseram que não viram isso no jornal, ao que eu disse que se alguns jornais ignoram é só dar o troco e ignorar também. Quem sai perdendo não é o agropecuarista e sim quem precisa de audiência e publicidade. Tem jornal que não percebeu que está a serviço do povo e precisa ter credibilidade.

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RODRIGO CONSTANTINO

VASSALOS DA CHINA

Meu vizinho vende insumos básicos para mim, e eu vendo alimentos que produzo de forma competitiva para ele. Mas ele é um brutamontes criminoso, com ampla passagem pela polícia. Finjo não saber disso, pois afinal somos vizinhos e temos interesses comerciais. Não preciso ser a polícia do mundo. Tampouco preciso falar bem dele pela vizinhança. Ocorre que o marginal resolveu fazer chantagem: se eu fizer uma só crítica pública a ele, meus insumos serão suspensos.

Diante dessa abjeta ameaça, típica de um cafajeste da pior espécie, quem deveria ser o alvo das mais duras críticas, ainda mais por quem tem algum senso de justiça e apreço pelas liberdades? Mas muita gente preferiu me condenar por ter questionado a origem da sujeira na calçada. Ficaram revoltados… comigo! Acham que devo pagar o resgate desse sequestro sem qualquer tipo de reclamação, ignorando que nosso comércio é via de mão-dupla, já que ele compra os alimentos de sua família de mim.

A Folha deu a seguinte manchete nesta sexta: “Produção de vacina está totalmente parada e ritmo da imunização pode diminuir, diz governo de SP”. O subtítulo dizia: “Insumos para Coronavac estão parados na China em meio a crise diplomática após frases de Bolsonaro”. Causa espanto ver tanto jornalista e “liberal” usando a ocasião para desferir novos ataques contra o presidente, poupando a ditadura chinesa.

Um regime opressor faz chantagem aberta com vacinas, ou seja, com vidas humanas, mas essa gente resolve demonizar nosso presidente e aliviar a barra do regime ditatorial? Essa turma precisa rever imediatamente seus valores. Mas sabemos que a China tem muitos assessores de imprensa e lobistas no Brasil. São os mesmos que se recusam a admitir que o maior culpado pela pandemia é justamente o regime que perseguiu médicos e jornalistas quando a coisa começou em Wuhan.

Algum grau de pragmatismo diplomático é essencial, sem dúvida. Não dá para querer fazer justiça contra todos os bandidos do mundo de uma vez. Mas seria aconselhável que nossos jornalistas e “liberais” ao menos tivessem a coragem de apontar para condutas inaceitáveis de uma ditadura. O embaixador chinês no Brasil já tentou intimidar deputado federal, e o então presidente da Câmara tomou o partido da ditadura. Ele já enviou cartas aos nossos deputados “recomendando” não reconhecer as eleições em Taiwan, e ficou por isso mesmo.

Se dependesse desses jornalistas e “liberais”, o Brasil virava logo uma província chinesa, e o jornalismo desapareceria de vez, como as liberdades. Pragmatismo sim, subserviência e vassalagem não! Por fim, vale notar que apesar de toda a narrativa e ameaças, o Brasil bateu recordes de exportação para a China este ano. Foram quase US$ 30 bilhões até agora, o maior volume na década. Menos histeria e covardia, portanto…