SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

COLUNA DO BERNARDO

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MÁRCIO DE LUCA – LONDRINA-PR

Chefão:

Prego batido, ponta virada

O dízimo do meu blog predileto, o melhor do Brasil, já está pago.

É minha primeira leitura diária.

E vamos que vamos!!!

R. Ser chamado de “Chefão” me deu um orgulho arretado.

Me senti um verdadeiro Don Corleone bananizado!

Brigadíssimo, fiel leitor desta gazeta escrota.

Mando um grande abraço para a grande colônia fubânica dessa bela e acolhedora Londrina.

Meus agradecimentos pra você e também pros leitores Luiz Leoncio, Arael Costa, Luiz Eduardo, André Augusto, Arthur Henrique e Welinton.

Preciosas contribuições que nos ajudarão a cobrir as despesas de hospedagem e assistência técnica com a empresa Bartolomeu Silva.

Isso sem falar num vale pra Chupicleide encher o rabo de cerveja neste final de semana que se aproxima!

E também numa ração de primeira qualidade pro jumento Polodoro, nosso mascote protetor.

A dupla está aqui relinchando de felicidade!!!

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PERCIVAL PUGGINA

A TEIMOSIA DE RESISTIR

“É nessa viscosidade intelectual que temos de viver e lutar se quisermos praticar a teimosia de resistir, de defender os valores fundamentais.” Gustavo Corção, em Disparates e contradições do tempo.

A primeira e principal lição foi sendo ministrada aos poucos. Era difícil, mas não impossível. Tratava-se de fazer a sociedade ingerir, enrolada como em rocambole, a ideia de que a criminalidade deriva das injustiças do modelo social e econômico. Aceita essa premissa, era imperioso levar consequentes proposições ao campo do Direito. Claro, seria perverso tratar com rigor ditas vítimas da exclusão social. Aliás, permutar as palavras “pobre” e “pobreza” por “exclusão” e “excluído” foi estratagema vital para completar o rocambole no Direito Penal.

A situação exposta acima representa uma versão rasteira da velha luta de classes marxista. Uma luta de classes por outros meios, numa brilhante concepção revolucionária porque realiza a proeza de se travar fora da lei com a proteção dela. Graças a isso, a punição é a aposta de menor risco desses beligerantes. Graças a isso, no Brasil, o crime compensa. Por isso, também, só os muito ingênuos acreditarão que um partido, um coletivo burocrático ou institucional que assim pense pretenda, seriamente, combater a criminalidade. Preste atenção, afine os ouvidos e perceberá as manobras e o escandaloso silêncio dos nossos congressistas e do aparelho de Estado sobre esse tema. Ou não?

Portanto, olhando-se o tecido social, chega-se à conclusão de que o grande excluído é o brasileiro honesto, quer seja pobre ou não. O outro, o que enveredou para as muitas ramificações do mundo do crime, leva vida de facilidades sabendo que tem a parceria implícita dos que hegemonizam a política nacional. Nada disso estaria acontecendo sem tal nexo.

Viveríamos uma realidade superior se o Direito “achado nas ruas”, que inspira ideologicamente a atuação de tantos magistrados, fizesse essa coleta nas esquinas, mas ouvindo os cidadãos, os trabalhadores, os pais de família, em vez de sintonizar a voz dos becos onde a criminalidade entra em sintonia com a ideologia.

O leitor sabe do que estou tratando aqui. Ele reconhece que, como escrevi há alguns anos, a tomada do Brasil pelos maus brasileiros seguia inevitável curso. Perderíamos a guerra. O crime iria vencer. Estávamos na fase de requisição dos despojos que deveriam ser entregues aos vencedores.

Ou não! Ou não! Corção tinha razão e foi nessa viscosidade intelectual que tivemos de viver e lutar contra o mal que se espalhou pelo país. Foi isso que nos mobilizou em 2018 para uma vitória que logo se revelou insuficiente porque a máquina do poder reage ferozmente e há um longo caminho até a vitória final. Em seu andar, o peregrino da história descobre que nossas instituições agem implacavelmente contra a ordem democrática das urnas. Também elas são bandidas e se homiziam nos morros do poder desde o qual legislam em causa própria e sentenciam como lhes convêm.

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ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

REFORMAS

Tem dias que a gente acorda cismada com alguns assuntos que o assoalho da língua fica tentado a comentar, a falar, ou, até mesmo a mandar as pessoas irem coçar as virilhas, por falta de palavra mais polida. E, dentro desse meu educativismo polido em escola de frade, a dez tostões ao mês, resolvo escrever, mas com outra toada, essa mesma inquietação que parece bicho carpinteiro espadanando os gorgomilhos.

Em Pindorama, depois da tal da CPI da COVID – essa pantomima desengraçada e que vai sair caro para o bolso dos palhaços, digo, pagadores de impostos -, em que prontuários policiais dão uma de xerife, quando deviam estar era atrás das grades, o tema que mais a gente ouve é a tal das reformas estruturantes que o país necessita. De fato, precisa sim. Mas, é preciso o resto da taba avisar aos caetés que mandam, que as reformas precisam ser feitas para agora. O contrário disso é apenas balangandãs e espelhinhos que os araribórias tentam empurrar goela abaixo da “malta ignara”.

Veja-se o caso da dita previdência. Reclama-se que ela é deficitária, e que a reforma iria economizar a baba de um trilhão de reais em 10 anos, mas no futuro. Confesso que fiquei tentado a calcular quanto de dinheiro é isso. E, de fato, é uma “ruma” de dinheiro. Para se ter uma ideia, é o mesmo que encher uma carreta com 40 toneladas de notas de cem reais.. É de lamber os beiços até do caeté vegetariano. Esse coxão mole do Sardinha levanta muitos olhos cúpidos.

A safadeza dessa história reside nesse fato. A economia é para o futuro, já que a dita reforma só vale para os que um dia chegarão à condição de aposentado, se um vírus, um asteroide, um invasor extraterrestre não nos exterminar antes. Ora, o prejuízo é presente e cresce ano após ano. Quando essa dita economia chegar, vai virar pó, porque o passivo que se acumulou vai torrar toda a economia “putativa”, aquela que é igual à Inês de Castro: foi sem nunca ter sido.

E o problema deficitário é hoje que tenho até dois exemplos. Exemplo 1: aqui no glorioso Mato Grosso do Sul a previdência dos funcionários também passou por reforma, aumentou-se o percentual de contribuição dos segurados, mas não se mexeu na raiz do problema, as superaposentadorias que consomem a maior parte dos recursos existentes, hoje, na previdência. Há desembargadores aposentados, aqui, que recebem a baba de 240 mil reais por mês de aposentadoria. Isso mesmo, não é por ano. É por mês. Há, alguns funcionários do executivo e do judiciário, no estado, cuja aposentadoria passa facim, facim, dos cem mil reais ao mês. Não há sistema que resista, no curto prazo.

Evidente que, se pegarmos o grosso das aposentadorias, a média fica em torno de dois mil reais ao mês. Porém, existe uma casta, isso mesmo, uma casta de privilegiados cujos salários “arrebentam a tabaca da Xolinha”. E isso todo mês. Ai eu se me pergunto: precisaremos chegar à mesma condição de Portugal e da Grécia para que um tribunal constitucional diga que esse negócio de “direito adquirido” é lorota de vagabundo, para que se possa fazer uma reforma necessária, séria e que valha para hoje, para agora?

Outra excrescência bananeira é a tal “pensão”. Tem direito a ela a esposa, filhos menores e filhas de funcionários aposentados que vier a falecer. Só que em Pindorama virou balbúrdia. E, na atual conjuntura, uma estranheza. Criada para dar amparo à viúva e a filhas, lá no começo do século XX, quando a mulher era proibida de trabalhar fora de casa, de exercer uma atividade remunerada, hoje não é mais necessária. Pensão paga a filhas é tão equivocada na atualidade quanto o conceito de proletário que muitos alunos de universidades federais, com a gola da camisa sebenta de sujeira e um bodum de espantar gambá garganteiam, sem saber o que significa, e muito menos saber o que é força de trabalho.

Mas eu tenho lá minha proposta de reformas que gostaria de compartilhar com vassuncês aqui do jornal da Besta Fubana. São ideias minhas. Não precisa ser do agrado de todos. Mas, como dizia seu Creysson, eu agarantxo que nos daria uma perspectiva menos argentinizada de futuro:

1 – Previdência – estabeleceria uma idade unificada para homens e mulheres, seja trabalhador da iniciativa privada, ou funcionário público, com um teto máximo de recebimento do maior valor pago pelo INSS. Hoje está, se não me falha o quengo, em cerca de R$ 5.960,00. Esse valor iria vigorar de imediato, tanto para os já aposentados, quanto para aqueles que irão se aposentar em breve e para o futuro. O déficit, se ao menos não desaparecesse, diminuiria para valores mais civilizados do que aquele que existe hoje. A pensão vigoraria apenas para os filhos menores de idade, restrito a 50% do valor que o segurado recebia. Acabaria com algumas farras de mulheres super bem sucedidas não casar para continuar mamando na previdência sem ter contribuído com um centavo, e homens safados que buscam esse tipo de mulher para viver do suor dos “descamisados”, como dizia certo coronel alagoano.

2 – Dívida Pública – privatizaria todas as estatais, inclusive os bancos, e venderia os imóveis em nome da União. Aceitaria para isso os títulos da dívida pública que estão voando. Também não pagaria toda a dívida, mas deixá-la-ia bem menor. Além do mais proporia uma norma proibindo gestores públicos de fazer dívida que ultrapasse o tempo da geração que a fez, para ser paga. Não tem lógica para o país uma geração fazer dívida, para que a próxima pague por ela. Isso compromete o futuro, pois quem ainda não nasceu, já está devendo.

3 – Impostos – simplificaria o cipoal de normas. Faria igual ao Trumpão. Para cada norma nova editada, dez normas velhas teriam que ser extintas. Tributaria, de forma racional o consumo, não a produção. Reduzir a carga tributária pela eliminação de diversos impostos e contribuições seria algo lógico a fazer, desde que se ampliasse a base de tributação. Mais gente pagando significa menor carga tributária para todo mundo. Não tem o menor sentido, em um país com 216 milhões de habitantes, somente 87milhões arcar com a maior fatia da carga tributária.

4 – Saúde – uma das minhas quizílias mais antigas é essa excrescência chamado SUS, em que há maior quantidade de pessoas movimentando papel, do que pessoas atendendo doente na ponta final do sistema. O SUS é de uma aberração tão grande que cobre os custos para um xibungo cortar as bolas e botar uma tabaca no lugar, mas não tem dinheiro para o tratamento de um câncer raro em crianças. Uma alternativa seria plano de saúde privado, com o estado fornecendo planos para quem não pode pagar, mas impondo a ele uma contribuição simbólica para o plano. Quando você tem uma coisa que é totalmente “de grátis”, essa coisa não tem valor.

5 – Educação – esse é outro sistema que precisa de uma reforma urgente, principalmente porque o país precisa se libertar da condição de refém do sistema público brasileiro. Já escrevi um texto sobre isso. O sistema educacional público transformou os alunos de clientes cativos em reféns, com o intuito de produzir um analfabeto funcional que sabe tudo, por ouvir dizer, de Marx e Gramsci, mas não consegue fazer uma prova dos nove utilizando lápis e borracha.

Mas, vou parando por aqui, pois quero me estender em cada um desses temas, “se a tanto me ajudar o engenho e a arte” em outros textos. No entanto, fica dado meu recado sobre as reformas necessárias. Mas, dentre todas elas, comece com uma essencial, dita por Martinho Lutero: Queres reformar o mundo? Comece então pelo teu interior!