DEU NO JORNAL

É MENTIRA !

A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal um pedido de abertura de inquérito para investigar repasses ilegais ao ministro da Corte, Dias Toffoli.

O pedido tem como base a delação de Sérgio Cabral.

O ex-governador do Rio afirma que Toffoli recebeu R$ 4 milhões para favorecer dois prefeitos fluminenses em processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Toffoli foi ministro da corte de 2012 a 2016, tendo sido presidente de maio de 2014 a maio de 2016.

* * *

Notícia absurda.

Não acredito nisso de modo algum.

Para os padrões de um militante petista de alto escalão do calibre de Toffoli, um pixuleco de 4 milhões é pouco.

Muito pouco.

Ele deve ter sido subornado na casa da dezena de milhar.

Apenas 4 milhões é uma minxaria que não condiz com o prontuário desse urubu togado.

Deduragem mentirosa essa do Sérgio Cabral.

FALA, BÁRBARA !

COLUNA DO BERNARDO

DEU NO TWITTER

DEU NO JORNAL

TESE CAI POR TERRA NA CPI

Alexandre Garcia

Relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), só conseguiu obter do presidente da Anvisa a confirmação de que Bolsonaro em nada influencia nos trabalhos da agência

O presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, deu um baile nesta terça-feira (11) na CPI da Covid. Ele falou o oposto do que os senadores esperavam e também não levou nenhum desaforo para casa. Foi muito interessante.

Eu estava curioso sobre a história que queriam mudar a bula da cloroquina para dizer que o medicamento também serviria para tratar a Covid-19. O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou na mesma CPI que o presidente Jair Bolsonaro pensou nisso e disse ter visto o esboço de um decreto para alterar a bula.

Eu achei estranho isso porque a bula não é feita pela Anvisa e muito menos pelo Palácio do Planalto. Quem faz a bula é o laboratório, que comprova com documentos de pesquisa que o texto do folheto está correto sobre contraindicações, posologia (dosagem), serventia e reações adversas.

A bula do medicamento passa por aprovação da agência reguladora antes de chegar ao consumidor final, mas ela não tem o poder de alterar a bula. Isso é maluquice. Não entendo quem estava pensando que havia essa possibilidade.

Mas o relator Renan Calheiros (MDB-AL) perguntou a Barra Torres se eles estavam alterando a bula. O presidente da Anvisa afirmou que eles estavam em uma reunião de rotina de combate à Covid-19, criada por lei, e a médica Nise Yamaguchi, que estava presente, perguntou se havia a possibilidade de a bula da cloroquina recomendar que o medicamento é eficaz contra o vírus.

Ele disse que achou estranha a pergunta da médica pois o órgão não tem esse poder e explicou o procedimento padrão. A militância está fazendo as pessoas acreditarem em situações absurdas.

* * *

Sem má vontade com a Sputnik V

Os parlamentares da CPI também perguntaram sobre a não autorização da importação da vacina Sputnik V. Mas todos já sabem que o relatório da Anvisa foi de que o imunizante usa um adenovírus que pode se reproduzir e ser prejudicial ao corpo humano. Barra Torres afirmou que se o laboratório russo comprovar que não há essa multiplicação, a agência reguladora irá aprovar.

* * *

Cai mais uma tese

A CPI da Covid tinha uma tese pré-formada de que o presidente Jair Bolsonaro influencia as decisões da Anvisa por sua amizade que tem com Barra Torres. Mas o presidente da agência disse discordar de Bolsonaro durante seu depoimento na comissão em diversos temas. É mais uma tese dos senadores da CPI que cai por terra.

Agora a notícia é que Torres discorda de Bolsonaro. No entanto, para mim, a notícia é que ele derrubou a tese do Senado de que ambos os presidentes tinham uma relação nada republicana e que um laço pessoal iria intervir numa relação profissional.

* * *

Planejamento chinês

A China fez um planejamento nacional até 2060. Até lá, o país pretende ser líder em tecnologia e inovação, a maior economia do mundo, quer garantir autossuficiência. São todas metas bem definidas.

Já o planejamento do Brasil só vai até 2031. As nossas prioridades são infraestrutura, economia, área institucional e social e meio ambiente. Só que todas essas metas são na verdade intenções.

A palavra de ordem do país asiático é paz e desenvolvimento e do Brasil já foi segurança e desenvolvimento. Bem semelhante. Nosso país andou, nós tivemos um milagre econômico, já crescemos mais que a China, 14% em um ano. Contudo, hoje é ao contrário, ficamos para trás. Estamos perdendo no PIB para o Canadá e para a Coreia do Sul, o que é uma pena.

PENINHA - DICA MUSICAL